sexta-feira, 21 de março de 2008

A RIGOR

Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas, não vim destruí-los, mas dar-lhes cumprimento. Eu vos digo em verdade que o Céu e a Terra não passarão antes que tudo o que está na lei seja cumprido completamente, até o último jota e o último ponto. (Mateus, 5: 17 e 18)

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A RIGOR


ANDRÉ LUIZ
Psicografada por Waldo Vieira
Sobre o Cap. I – Item 7(1) do ESE


In: Xavier, F. C; Vieira, Waldo. O Espírito da Verdade: Estudos e dissertações em torno de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec. 14 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003.

Espírito Santo – falange dos Emissários da Providência que superintende os grandes movimentos da Humanidade na Terra e no Plano Espiritual.
Reino de Deus – estando de sublimação da alma, criado por ela própria, através de reencarnações incessantes.
Céu – esferas espirituais santificadas onde habitam Espíritos Superiores que exteriorizam, do próprio íntimo, a atmosfera de paz e felicidade.
Milagre – designação de fatos naturais cujo mecanismo familiar à Lei Divina ainda se encontra defeso ao entendimento fragmentário da criatura.
Mistério – parte ignorada das Normas Universais que, paulatinamente, é identificada e compreendida pelo espírito humano.
Sobrenatural – definição de fenômenos que ainda não se incorporam aos domínios do hábito.
Santo – atributo dirigido a determinadas pessoas que aparentemente atenderam, na Terra, à execução do próprio dever.
Tentação – posição pessoal de cativeiro interior a vícios instintivos que ainda não conseguimos superar por nós mesmos.
Dia do juízo – oportunidade situada entre dois períodos de existência da alma, que se referem à sementeira de ações e à renovação da própria conduta.
Salvação – libertação e preservação do espírito contra o perigo de maiores males, no próprio caminho, a fim de que se confie à construção da própria felicidade, nos domínios do bem, elevando-se a passos mais altos de evolução.

O Espiritismo tem por missão fundamental, entre os homens, a reforma interior de cada um, fornecendo explicações ao porquê dos destinos, razão pela qual muitos conceitos usuais são por ele restaurados ou corrigidos, para que se faça luz nas consciência e consolo nos corações. Assim como o Cristo não veio destruir a Lei, porém cumpri-la, a Doutrina Espírita não veio desdizer os ensinos do Senhor, mas desenvolvê-los, completá-los e explica-los em termos claros e para toda a gente, quando foram ditos sob formas alegóricas.
A rigor, a verdade pode caminhar distante da palavra com que aspiramos a traduzi-la.
Renove, pois, as expressões do seu pensamento e a vida renovar-se-lhe-á inteiramente, nas fainas de cada hora.

MINHA REFLEXÃO

O Espiritismo traduz muitas palavras, frases ou parábolas pronunciadas por Jesus Cristo na missão de esclarecer, consolar a humanidade, desenvolvendo ainda algumas idéias.
Veio na data certa quando a humanidade estava evoluída o suficiente para receber a luz que na época do Cristo lhe ofuscaria.
André Luiz aproveita a mensagem para dar interpretações de algumas palavras se tornam incompreensíveis, como por exemplo, aquelas relacionadas ao estado evolutivo do Espírito (REINO DE DEUS), que a princípio ao pé da letra nos remetem à idéia de um mundo físico.
Então devemos nos renovar a partir das palavras bem compreendidas e fáceis de entendimento.
Sendo a continuidade das revelações espirituais, o Espiritismo cumpre sua missão de ser a Terceira Revelação que, analogamente a Jesus, diz:
Não venho destruir a Lei cristã, mas dar-lhe execução.

1 Da mesma forma que o Cristo disse: Não vim destruir a lei, mas cumpri-la, o Espiritismo igualmente diz: não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução. Ele não ensina nada em contrário ao que o Cristo ensinou, mas desenvolve, completa e explica, em termos claros para todos, o que só foi dito sob forma alegórica. Ele vem cumprir, no tempo anunciado, o que o Cristo prometeu e preparar a realização das coisas futuras. É, portanto, obra do Cristo, que o preside e que igualmente preside ao que anunciou: a regeneração que se opera e prepara o Reino de Deus na Terra (Allan Kardec em ESE, Cap. I, Item 7).

sexta-feira, 14 de março de 2008

OS OUTROS

"GUARDAI-VOS DE FAZER A VOSSA ESMOLA DIANTE DOS HOMENS, PARA SERDES VISTO POR ELES; ALIÁS NÃO TEREIS GALARDÃO JUNTO DE VOSSO PAI, QUE ESTÁ NOS CÉUS". SÃO MATEUS, CAP. 6: 1

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OS OUTROS

MEIMEI
Psicografada por Chico Xavier
Sobre o Cap. XIII – Item 13 do ESE.


In: Xavier, F. C; Vieira, Waldo. O Espírito da Verdade: Estudos e dissertações em torno de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec. 14 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003.



Dizes trazer o deserto no coração; entretanto, pensa nos outros.
Muitos pisam teus rastros, procurando-te as mãos no grande vazio...
Pára um pouco e perceber-lhes-ás a presença nas sombras da retaguarda.
Enquanto gritas a própria solidão, compreenderás que a voz deles está morrendo na garganta, através de longos gemidos.
Volta-te e vê.
Compara os teus braços robustos com os ossos descarnados que ainda lhes servem de suporte às mãos tristes em que os dedos mirrados são espinhos de dor. Enxuga o teu pranto e observa os olhos fatigados que te contemplam... Falam-te a história de esperanças e sonhos que o tempo soterrou na areia da frustração. Referem-se ao frio cortante do lar perdido e à agonia da romagem nas trevas...
Pára e compadece-te.
Deixa que respirem, ainda mesmo por um momento só, no calor de teu hálito.
Quem poderá medir a extensão da grandeza de uma simples semente, caída na terra que o arado martirizou?
A beleza de um minuto nos ensina, muita vez, a povoar de alegria e de luz a existência inteira.
Diz antiga lenda que uma gota de chuva caiu sobre o oceano que a tormenta encapelara e, aflita, perguntou:
- “Deus de Bondade, que farei, sozinha, neste abismo estarrecedor?”
O Pai não lhe respondeu, mas, tempos depois, a gota singela era retirada do mar, convertida numa pérola para adornar a coroa de um rei.
Dá também algo de ti aos que bracejam no torvelinho do sofrimento, e, mesmo que possas ofertar apenas um pingo de amor aos que padecem, tua dádiva será filtrada pelas correntes da angústia humana e subirá, cristalina e luminescente, na direção dos céus, para enfeitar a glória de Deus.

MINHA REFLEXÃO

Caridade, a expressão maior da beneficência humana. A mensagem de Meimei se reporta ao ensinamento de Jesus contida em Mateus 6:1 a 4 e 8: 1 a 4.
Cáritas, em ESE, cap. XIII, Item 13, se transfigura nesse ato fim de todo Espírito consciente de sua evolução.
De fato, existe tanto sofrimento no mundo que somos forçados a tomar outra direção à vida que não seja a de nos trancafiar numa atitude solitária que o egoísmo estimula em nossas vidas.
Bonita metáfora, ofertada pelo Espírito Meimei, da gota d’água que se transforma em pérola adornar a coroa de um rei. Que possamos, conforme esse brilhante Espírito, transformar pequenos atos de doação em adornos da Glória de Deus. Entretanto, isso só fará sentido se fizermos sem exibicionismo. Conforme Allan Kardec “a beneficência sem exibicionismo tem um duplo mérito: além de ser caridade material é caridade moral” (ESE CAP. XIII, ITEM 3).
A beneficência feita sem ostentação é caminho de luz para os beneficentes, pois a mitigação ameniza a dor e produz no ser beneficiário luzes de gratidão que brotam do seu plexo cardíaco na direção do doador.
Felizes do que agem assim.

VIDE TAMBEM

http://www.espirito.org.br/portal/mensagens/m1156.html

terça-feira, 4 de março de 2008

DEUS TE ABENÇOE

“Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque eles próprios alcançarão misericórdia”.
Mateus, 5:17.


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DEUS TE ABENÇOE

HILÁRIO SILVA
PSICOGRAFADA POR WALDO VIEIRA
Sobre o Cap. X – Item 16 do ESE


In: Xavier, F. C; Vieira, Waldo. O Espírito da Verdade: Estudos e dissertações em torno de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec. 14 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003.


Logo após fundar o Lar “Anália Franco”, na cidade de S. Manuel, no Estado de São Paulo, viu-se D. Clélia Rocha em sérias dificuldades para mantê-lo.
Tentando angariar fundos de socorro, a abnegada senhora conduzia crianças, aqui e ali, em singelas atividades artísticas. Acordava almas. Comovia corações. E sustentava o laborioso período inicial da obra.
Desembarcando certa noite, em pequena cidade, foi alvo de injusta manifestação antiespírita. Apupos. Gritaria. Condenações.
D. Clélia, com o auxílio de pessoas bondosas, protege as crianças. Em meio à confusão, vê que um moço robusto se aproxima e, marcando-lhe a cabeça, atira-lhe uma pedra.
O golpe é violento. O sangue escorre. Mas a operosa servidora do bem procede como quem desconhece o agressor.
Medica-se depois.
Há espíritas devotados que surgem. D. Clélia demora-se por mais de uma semana, orando e servindo.
Acabava de atender a um doente em casa particular, quando entra senhora aflitíssima. É mãe. Tem o filho acamado com meningite e pede-lhe auxílio espiritual.
D. Clélia não vacila. Corre ao encontro do enfermo e, surpreendida, encontra nele o jovem que a ferira.
Febre alta. Inconsciência. A missionária desdobra-se em desvelo.
Passes. Vigília. Orações. Enfermagem carinhosa.
Ao fim de seis dias, o doente está salvo. Reconhece-a envergonhado e, quando a sós, beija-lhe respeitosamente as mãos e pergunta:
- A senhora me perdoa?
Ela, contudo, disse apenas, com brandura:
- Deus te abençoe, meu filho.
Mas o exemplo não ficou sem fruto, porque o moço recuperado fez-se valoroso militante da Doutrina Espírita e, ainda hoje, onde se encontra é denodado batalhador do Evangelho.

MINHA REFLEXÃO

A vida nos dá muitas lições. O mundo dá muitas voltas, aliás, infinitas voltas. Vira e mexe nos reencontramos com os nossos adversários, aqueles que um dia nos feriram. Se não tivermos com Espírito voltado ao bem, certamente não lhes perdoaremos.
Para perdoarmos, precisamos antes de tudo sermos indulgentes. Agirmos conforme D. Clélia do conto do Espírito Hilário Silva.
É tão bom sabermos compreender o estágio evolutivo das pessoas, assim como precisamos da compreensão dos outros em relação ao nosso.
A indulgência ameniza o grau de imperfeição do nosso semelhante que muitas vezes é elevado a partir de nossa visão de mundo.
Sendo indulgentes, a nossa visão de mundo deixa de ser a única e/ou a primeira. Passa a ser uma entre infinitas existentes pelo universo a fora.
A melhor coisa mesmo é ser amigo, até mesmo de nosso inimigo. Ser amigo do inimigo é saber perdoar na sua maior expressa, pois conforme Paulo, o Apóstolo, “perdoar aos inimigos é pedir perdão para si mesmo” (ESE, Cap. X, item 15), corroborando com Jesus, que disse segundo Mateus (6: 14 e 15): "se perdoardes aos homens as faltas que cometeu contra vós, vosso Pai celeste também perdoará vossos pecados; mas se não perdoardes aos homens quando vos ofendem, vosso Pai também não perdoará vossos pecados.” Ele também ratificou isso na Oração Dominical, quando se expressou ao Pai: (...) perdoa a nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido (...)”
Sejamos então indulgentes e, consequentemente, misericordiosos para com os outros e seremos compreendidos e perdoados pelos os outros, e acima de tudo, por Deus.
Nesse tocante, Francisco de Assis foi felicíssimo em sua prece quando em sua apologia pela paz, sendo fiel à Jesus Cristo, se expressou:
“(...) Senhor, fazei que eu procure mais, consolar que ser consolado, compreender que ser compreendido, amar que ser amado, pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado (...)”.

“Sede indulgentes meus amigos, pois a indulgência encanta, acalma, reergue, enquanto a severidade discrimina, distancia e irrita”.

JOSEPH, ESPÍRITO PROTETOR

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

DECÁLOGO PARA OS MÉDIUNS

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DECÁLOGO PARA OS MÉDIUNS(1)

ANDRÉ LUIZ
PSICOGRAFIA DE CHICO XAVIER

Sobre o Cap. XXVI – Item 7 do ESE(2)

In: Xavier, F. C; Vieira, Waldo. O Espírito da Verdade: Estudos e dissertações em torno de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec. 14 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003.

1 – Rende culto ao dever.
Não há fé construtiva onde falta respeito ao cumprimento das próprias obrigações.
2 – Trabalha espontaneamente.
A mediunidade é um arado divino que o óxido da preguiça enferruja e destrói.
3 – Não te creias maior ou menor.
Como as árvores frutíferas, espalhadas no solo, cada talento mediúnico tem a sua utilidade e a sua expressão.
4- Não esperas recompensas no mundo.
As dádivas do Senhor, como sejam o fulgor das estrelas e carícia da fonte, o lume da prece e a benção da coragem, não têm preço na Terra.
5 – Não centralizes a ação.
Todos os companheiros são chamados a cooperar, no conjunto das boas obras, a fim de que se elejam à posição de escolhidos para tarefas mais altas.
6 – Não te encarceres na dúvida.
Todo bem, muito antes de externar-se por intermédio desse ou daquele intérprete da verdade, procede, originariamente, de Deus.
7 – Estude sempre.
A luz do conhecimento armar-te-á o espírito contra as armadilhas da ignorância.
8 – Não te irrites.
Cultiva a caridade e a brandura, a compreensão e a tolerância, por os mensageiros do amor encontram dificuldade enorme para se exprimirem com segurança através de um coração conservado em vinagre.
9 – Desculpa incessantemente.
O ácido da crítica não te piora a realidade, a praga do elogio não te altera o modo justo de ser, e, ainda mesmo que te categorizem à conta de mistificador ou embusteiro, esquece a ofensa com que te espanquem o rosto, e, guardando o tesouro da consciência limpa, segue adiante, na certeza de que cada criatura percebe a vida do ponto de vista em que se coloca.
10 – Não temas perseguidores.
Lembra-te da humildade do Cristo e recorda que, ainda Ele, anjo em forma de homem, estava cercado de adversários gratuitos e de verdugos cruéis, quando escreveu na cruz, com suor e lágrimas, o divino poema da eterna ressurreição.

MINHA REFLEXÃO

A faculdade mediúnica é uma tarefa difícil, mas muito enobrecedora, pois se constitui uma prova de renúncia e amor ao semelhante, encarnado ou desencarnado.

Ela é encontrada em todo lugar, a qualquer hora, nas mais distintas classes sociais e religiões, mesmo que alguém não creia nisso.

Ela tem uma função coletiva, de consolo e esperança. Propicia encontros de entes queridos, que se despediram, após o desencarne de um, consolando os que ficaram e também o ser que se foi, pois não deve ser fácil para quem está VIVO no plano espiritual, observar seus familiares e amigos chorarem sua partida, como se nunca mais fossem se reencontrar.

Através dela jorram-se mensagens belíssimas de esclarecimento, alegria e reflexão. Curam-se feridas espirituais, quebram-se ciclos obsessivos e se oportuniza a vivência do perdão possibilitando a concretização da exortação do Cristo Jesus: Reconciliai-vos o mais depressa possível com o vosso adversário, enquanto estais com ele a caminho,(...). (S. MATEUS, cap. V, vv. 25 e 26.).

Mas, como Chico Xavier certa vez disse, a ligação é de lá para cá. Por isso não deve ser utilizada como meio de sobrevivência, mas sim de elevação espiritual, da prática pura da caridade. Infelizes dos que a utilizam como profissão e pueris quem os procuram.
Esse trabalho, que deve ser caritativo, requer do médium uma disciplina e voluntariedade, pelo fato do conteúdo da mensagem mediúnica ser de um Espírito, que não é ele. Se ele recebe gratuitamente, deve retornar gratuitamente, como reza em S. MATEUS, cap. X, v. 8: Restituí a saúde aos doentes, ressuscitai os mortos, curai os leprosos, expulsai os demônios. Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido.

É importante observar que não é fácil ser tudo na vida e ainda por cima ser médium, pois o médium não é um ser evoluído, mas em evolução. Não falo por ser um, mas por conviver com uma, que eleva a mediunidade à categoria de um sacerdócio gratuito.

Assim mesmo os Espíritos Amigos exortam aos médiuns muito equilíbrio, e em particular no dia da reunião que eles se prestam a ser um instrumento da Espiritualidade Maior. Mas não só equilíbrio, também humildade e todas as virtudes que qualquer um deve desenvolver em sua trajetória reencarnatória.

Não devemos, apesar de muitas vezes fazer isso, cobrar de um médium, mais do que cobramos a nós mesmo, a sua reforma íntima.

Devemos sim, apoiá-lo, caso ele nos permita, nos momentos de crise consigo mesmo.
Encerro essa reflexão dizendo que nós somos todos médiuns, uns mais ostensivos, de missão, e outros que se prestam a intuição, quando se colocam como obreiro da Vida Maior, participando da divulgação dos esclarecimentos jorrados da espiritualidade através daqueles que missionariamente se prestaram para esse fim.

Deixo minha homenagem aos médiuns que na luta pela espiritualização do planeta estão na frente de batalha nos trabalhos mediúnicos, recebendo em primeira mão as orientações elevadas, passando a diante como algo que não é dele e/ou permitem que espíritos doentes se comuniquem. Na luta organizada pela Espiritualidade maior, entram em contato direto com aqueles acostumados tanto ao mal como ao bem. Quando em contato com os do mal, sofrem as dores dos que se comprazem nela, amenizando seus sofrimentos.

Que sejam benditos em nome do Senhor!


1 – LIVRO DOS MEDIUNS, Cap. XIV, DOS MÉDIUNS, Item 159. Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos. Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns. Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva. E de notar- se, além disso, que essa faculdade não se revela, da mesma maneira, em todos. Geralmente, os médiuns têm uma aptidão especial para os fenômenos desta, ou daquela ordem, donde resulta que formam tantas variedades, quantas são as espécies de manifestações. As principais são: a dos médiuns de efeitos físicos; a dos médiuns sensitivos, ou impressionáveis; a dos audientes; a dos videntes; a dos sonambúlicos; a dos curadores; a dos pneumatógrafos; a dos escreventes, ou psicógrafos.

2 - EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Cap. XXVI, DAI GRATUITAMENTE O QUE GRATUITAMENTE RECEBESTES, Item 7. Os médiuns atuais - pois que também os apóstolos tinham mediunidade - igualmente receberam de Deus um dom gratuito: o de serem intérpretes dos Espíritos, para instrução dos homens, para lhes mostrar o caminho do bem e conduzi-los à fé, não para lhes vender palavras que não lhes pertencem, a eles médiuns, visto que não são fruto de suas concepções, nem de suas pesquisas, nem de seus trabalhos pessoais. Deus quer que a luz chegue a todos; não quer que o mais pobre fique dela privado e possa dizer: não tenho fé, porque não a pude pagar; não tive o consolo de receber os encorajamentos e os testemunhos de afeição dos que pranteio, porque sou pobre. Tal a razão por que a mediunidade não constitui privilégio e se encontra por toda parte. Fazê-la paga seria, pois, desviá-la do seu providencial objetivo.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

SIMPATIA E BONDADE

“O homem pode suavizar ou agravar a amargura de suas provas pela maneira de encarar a vida terrena”. [...] O resultado da maneira espiritual de encarar a vida diminui a importância das coisas deste mundo, faz com que o homem modere seus desejos, se contente com a sua posição sem invejar a dos outros, a atenua a impressão moral dos reveses e das decepções que ele experimenta. O homem adquire uma calma e uma resignação tão úteis à saúde do corpo quanto à da alma...(...). O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. 5, item 13.


SIMPATIA E BONDADE

EMMANUEL
Psicografia de Waldo Vieira
In: Xavier, F. C; Vieira, Waldo. O Espírito da Verdade: Estudos e dissertações em torno de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec. 14 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003.

No plano infinito da Criação jamais encontraremos alguém que prescinda de dois derivados naturais do amor: a simpatia e a bondade.
A árvore frondosa e plena de vigor solicita o apoio do Sol e a solicitude do vento para conservar-se e estender as suas propriedades vitais.
O animal, por mais inferior na escala dos seres, requer o carinho e a ternura da Terra, a fim de manter as próprias funções e aperfeiçoar o seu modo de ser, no meio em que se desenvolve.
A criança e o jovem, a mulher e o homem, tornam-se enfermiços e infelizes, se não recebem o calor da bondade e da simpatia por alimento providencial na sustentação do equilíbrio e da saúde, da esperança e da paz que lhes são indispensáveis no esforço de cada dia.
Procura, pois, revestir as próprias manifestações, perante aqueles que te rodeiam, com os recursos da simpatia que ajuda e compreende, e da bondade que concede e perdoa, ampliando a misericórdia no mundo e fortalecendo a fraternidade entre todas as criaturas.
Enriquece com o teu entendimento o patrimônio afetivo do companheiro e o companheiro retribuir-te-á com auxílios originais e incessantes.
Envolve em tua generosidade fraterna a alma infeliz e desajustada, e nela descobrirás imprevistas nuanças do amor.
Não desprezes a simpatia e a bondade ante as lutas alheias e a bondade e a simpatia nos outros abençoar-te-ão toda a vida.


MINHA REFLEXÃO

Este texto se reporta ao item 7 do capitulo IX do ESE (Bem-aventurados os aqueles que são brandos e pacíficos), que versa sobre a paciência.
De fato, somos co-criadores do Universo e uma das coisas a ser criada é um mundo de paz e harmonia.
Mas como fazer isso? Jesus nos exortou, transcrito em Mateus, cap. V, a termos paciência diante de tudo e nos promete duas coisas se formos brandos e pacíficos: herdarmos a Terra e sermos chamados filhos de Deus.
Sermos brandos e pacíficos significa criar em torno de nós uma ambiente de paz e harmonia pela simpatia e bondade que isso propicia. Sobre isso, destacamos da mensagem a seguinte exortação
: Procura, pois, revestir as próprias manifestações, perante aqueles que te rodeiam, com os recursos da simpatia que ajuda e compreende, e da bondade que concede e perdoa, ampliando a misericórdia no mundo e fortalecendo a fraternidade entre todas as criaturas.
Uns dos exercícios a serem praticados na conquista da paz em torno de nós, seriam: não levantar a voz aos nossos semelhante; deixar de dizer impropérios quando ocorrer uma decepção, consigo mesmo ou com outros; e, enfim, não reagir rispidamente a uma ação pueril, nossa ou de um companheiro do círculo familiar ou social.
O retorno do exercício da brandura e paz é a simpatia e a bondade. Devemos ser bons e simpáticos até nas horas mais difíceis, que nada mais são provas para esse exercício.
E para mantermos o clima de paz em torno de nós e angariarmos simpatia e bondade dos que nos cercam, devemos seguir Um Espírito Amigo quando nos diz: Sede, pois, paciente; sede cristão, esta palavra resume tudo!
Deixo ainda mais dois pensamentos de Emmanuel
"Se a irritação já se te fez um hábito, pensa nas desvantagens dela para que te livres de semelhante desajuste espiritual."
"Ainda que o coração se te mostre ferido, conversa com serenidade e esclarece com paciência"
In: Xavier, Francisco Cândido. Calma. São Bernardo de Campos: Grupo Espírita Emmanuel Sociedade Civil Editora

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

LEGENDA ESPÍRITA

Livro dos Espíritos - Questão nº 886 - Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, coma entendia Jesus?
Resp. - Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.
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LEGENDA ESPÍRITA


BEZERRA DE MENEZES
PSICOGRAFIA DE CHICO XAVIER


Reportando-se ao Item 10 do Cap. XV do ESE, que é uma mensagem de Paulo, o Apóstolo, intitulada “Fora da caridade não Salvação”.
O cultivador é conduzido ao pântano para convertê-lo em terra fértil.
O técnico é convidado ao motor em desajuste para sanar-lhe os defeitos.
O médico é solicitado ao enfermo para a benção da cura.
O professor é trazido ao analfabeto para auxiliá-lo na escola.
Entretanto, nem as feridas da terra, nem os desequilíbrios da máquina, nem as chagas do corpo e nem as sombras da inteligência se desfazem à custa de conversas amargas e, sim, ao preço de trabalho e devotamento.
O espírita cristão é chamado aos problemas do mundo, a fim de ajudar-lhes a solução. Contudo, para atender em semelhante mister,
há que silenciar discórdia, e censura e alongar entendimento e serviço.É por essa razão que, interpretando o conceito “salvar” por “livrar da ruína” ou “preservar do perigo”, colocou Allan Kardec, no luminoso portal da Doutrina Espírita, a sua legenda inesquecível:
- “Fora da caridade não há salvação”.

MINHA REFLEXÃO
Salvar-se, eis o nosso maior mister.
Mas salvar-se de quê? Bom, vivemos num mundo de provas e expiações; sendo assim estamos expostos a todo tipo de tentação.
Tentação é um ícone da oração Pai Nosso proferida pelo nosso Senhor Jesus Cristo.
Em sua compreensão quase infinita, orava por nós.
Sabendo de nossas fraquezas, imaturidade, previa os nossos momentos de vacilação entre amar o próximo e a amar a si mesmo.
Kardec nos lembra, se reportando ao mandamento maior “Amareis a Deus de toda vossa alma e ao próximo com vós mesmos”, que Jesus Cristo complementaria com um segundo mandamento: “não se pode verdadeiramente amar a Deus sem amar o próximo”, isto é sem praticar a caridade com ele.
Daí o lema máximo do Espiritismo: “Fora da Caridade não há Salvação”.
Quanto perdemos em evolução por querer satisfazer nossos desejos imediatos, pois assim, com certeza estaremos deixando de amar o próximo, ou seja, estamos deixando de preservar (livrar da ruína) a nossa integridade moral e espiritual.
Por mais que nossas intenções sejam as mais nobres possíveis, na verdade podemos, por invigilância, está prorrogando momentos de felicidade pelo não cumprimento desse dever moral, sem falar que podemos também estar antecipando uns momentos de dor.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

EXCESSO E VOCÊ

EXCESSO E VOCÊ

ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ

Amigo, Espiritismo é caridade em movimento.
Não converta o próprio Lar em museu.
Utensílio inútil em casa será utilidade na casa alheia.
O desapego começa das pequeninas coisas, e o objeto conservado, sem aplicação no recesso da moradia, explora os sentimentos do morador.
A verdadeira morte começa na estagnação.
Quem faz circular os empréstimos de Deus, renova o próprio caminho.
Transfigure os apetrechos, que lhe sejam inúteis, sem forças vivas do bem.
Retire da despensa os gêneros alimentícios, que descansam esquecidos, para a distribuição fraterna aos companheiros de estômago atormentado.
Reviste o guarda-roupa, libertando os cabides das vestes que você não usa, conduzindo-as aos viajores desnudos da estrada.
Estenda os pares de sapatos, que lhe sobram, aos pés descalços que transitam em derredor.
Elimine do mobiliário as peças excedentes, aumentado a alegria das habitações menos felizes.
Revolva os guardados em gavetas ou porões, dando aplicação aos objetos parados de seu uso pessoal.
Transforme em patrimônio alheio os livros empoeirados que você não consulta, endereçando-os ao leitor sem recursos.
Examine a bolsa, dando um pouco mais que os simples compromissos da fraternidade, mostrando gratidão elos acréscimos da Divina Misericórdia que você recebe.
Ofereça ao irmão comum alguma relíquia ou lembrança afetiva de parentes e amigos, ora na Pátria Espiritual, enviando aos que partiram maior contentamento com tal gesto.
Renovemos a vida constantemente, cada ano, cada mês, cada dia...
Previna-se hoje contra o remorso amanhã.
O excesso de nossa vida cria a necessidade do semelhante.
Ajude a casa de assistência coletiva.
Divulgue o livro nobre.
Medique os enfermos.
Aplaque a fome alheia.
Enxugue lágrimas.
Socorra feridas.
Quando buscamos a intimidade do Senhor, os valores mumificados em nossas mãos ressurgem nas mãos dos outros, em exaltação de amor e luz todas as criaturas de Deus.

MINHA REFLEXÃO
A mensagem de André Luiz se reporta ao Item 10 do Cap. XIII do ESE, em que um Espírito Protetor fala da simplicidade que é praticar a caridade. Diz ele que a caridade dispensa posse e riquezas.
Ao nosso redor se encontram uma diversidade de sofredores, sejam encarnados ou desencarnados. Em se tratando dos encarnados, muito se pode fazer pelo nosso semelhante, independentemente do dinheiro: uma palavra amiga e consoladora; a dispensa de um vestuário ou mobiliário inerte em nossa casa; uma oração pelos sofrem toda sorte de privação; uma “esmola” que excede o que é pedido numa mendicância.
Deus olha a todos indistintamente e não deixa ninguém sem uma assistência, por mais que pareça. Para isso conta com todos que se dispõe como “trabalhador da última hora” para tal mister.
Todavia, toda ação caridosa deve feita sem ostentação para que o reconhecimento não se dê apenas na Terra, pois a verdadeira recompensa o Espírito recebe depois que deixa o corpo físico, a começar pela assistência dos Espíritos que o aguardam grato pelo seu altruísmo.
O prêmio pela caridade sem ostentação é o prêmio da consciência tranqüila de um Espírito encarnado que por ser fervoroso, vigilante e disciplinado, enfrenta todas as tentações da avareza, da prodigalidade e do orgulho inconformado.
Encerro essa minha reflexão com a exortação do Espírito Protetor que ditou a mensagem inspiradora de André Luiz.
“Meus amigos, a cada novo regimento o general fornece uma bandeira. Eu vos dou a minha, este ensinamento do Cristo: Amai-vos uns aos outros. Praticai-o. Reuni-vos ao redor desta bandeira e recebereis a felicidade e a consolação”.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Os problemas do mundo

Livro dos Espíritos – Pergunta nº 785
Qual é o maior obstáculo ao progresso?
- O orgulho e o egoísmo. Quero referir-me ao progresso moral, porque o intelectual avança sempre. Este parece, aliás, à primeira vista, duplica a intensidade daqueles vícios desenvolvendo a ambição e o amor das riquezas, que por sua vez incitam o homem às pesquisas que lhe esclarecem o Espírito. É assim que tudo se relaciona no mundo moral como no físico e que do próprio mal pode sair o bem. Mas esse estado de coisas durará apenas algum tempo; modificar-se-á à medida que o homem compreender melhor que , além do gozo dos bens terrenos, existe uma felicidade infinitamente maior e infinitamente mais durável.




PROBLEMAS DO MUNDO

Bezerra de Menezes


Comentando o Item 5 do Cap. VI do Evangelho Segundo o Espiritismo (ESE), que uma mensagem do Espírito de Verdade

O mundo está repleto de ouro.
Ouro no solo. Ouro no mar. Ouro nos cofres.
Mas o ouro não resolve o problema da miséria.

O mundo está repleto de espaço.
Espaço nos continentes. Espaço nas cidades. Espaço nos campos.
Mas o espaço não resolve o problema da cobiça.

O mundo está repleto de cultura.
Cultura no ensino. Cultura na técnica. Cultura na opinião.
Mas a cultura da inteligência não resolve o problema do egoísmo.

O mundo está repleto de teorias.
Teorias na ciência. Teorias nas escolas filosóficas. Teorias nas religiões.
Mas as teorias não resolvem o problema do desespero.

O mundo está repleto de organizações.
Organizações administrativas. Organizações econômicas. Organizações sociais.
Mas as organizações não resolvem o problema do crime.

Para extinguir a chaga da ignorância, que acalenta a miséria; para dissipar a sombra da cobiça, que gera a ilusão; para exterminar o monstro do egoísmo, que promove a guerra; para anular o verme do desespero, que promove a loucura, e para remover o charco do crime, que carreia o infortúnio, o único remédio eficiente é o Evangelho de Jesus no coração humano.

Sejamos, assim, valorosos, estendendo a Doutrina Espírita que o desentranha da letra, na construção da humanidade Nova, irradiando a influência e a inspiração do Divino Mestre, pela emoção e pela idéia, pela diretriz e pela conduta, pela palavra e pelo exemplo e, parafraseando o conceito inolvidável de Allan Kardec, em torno da caridade, proclamemos aos problemas do mundo: “Fora do Cristo não há solução”.


MINHA REFLEXÃO

Essa mensagem ditada pelo Espírito Bezerra de Menezes vem muito oportuna apesar de a sua psicografia datar de 1950.
São muitos os problemas do mundo gerados pelo orgulho e o egoísmo. Apesar de a humanidade terrena ter evoluído muito intelectualmente, culturalmente e socialmente, a despeito do desrespeito da natureza, moralmente ainda se encontra relativamente atrasada.
O ser humano ainda traz consigo o gérmen da maldade e falta de fé em algo superior a ele – Deus. Essa característica evolutiva corresponde tanto a massa espiritual encarnada como a desencarnada que se associa aquela para juntos viverem toda sorte de prazeres e desrespeito a vida humana, em detrimento da vida do encarnado que segue inconsciente ou consciente de forma suicida para o plano espiritual.
Bezerra de Menezes nos lembra, com outras palavras, que Jesus Cristo é “o Caminho, a Verdade e a Vida”, pois seus ensinamentos são cósmicos e servem para nós terráqueos como para toda a humanidade universal, que habita outras esferas planetárias. Afinal, Ele guarda sintonia com o nosso Criador.
Por que “fora do Cristo não há solução” para os problemas do mundo?
É verdade que as sociedades evoluíram, contudo ainda existe muita dor no nosso planeta.
Podemos dizer que a sociedade evoluiu em seus códigos de ética, elaborou princípios de convivência, desenvolveu-se cientificamente, e os males que lhe afligem são combatidos por campanhas de informação e esclarecimento; além do mais, as escolas contribuem para a educação de seus membros.
Todavia, lares são desfeitos, pessoas morrem vítimas da embriaguez alcoólica e ou imprudência/impaciência no trânsito causada pelo stress da vida cotidiana e, o que não é menos grave, as pessoas se destróem pelo uso de substâncias nocivas ao seu corpo, ....
O que falta? Concordo com Bezerra de Menezes. Se não houver evangelização do coração humano, toda a riqueza, espaço, cultura, teorias e organizações, apesar de serem elementos que podem contribuir para a felicidade humana, por si só não serão suficiente para resolver os problemas do mundo.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

A exaltação ao amor

O objetivo desse blog é postar minhas reflexões sobre temas evangélicos no sentido de contribuir para a incorporação ou desenvolvimento do Homem Novo em mim .

Vou trabalhar primeiramente com as mensagens do livro O Espírito da Verdade (FEB), ditadas por Espíritos diversos e psicografadas por Chico Xavier e Waldo Vieira.
Os Espíritos que ditaram as belíssimas e profundas mensagens, a esses dois médiuns, nos trazem suas reflexões sobre algum item do livro "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Allan Kardec.
Toda terça-feira postarei uma mensagem desse livro e minha reflexão sobre ela, seguindo a ordem do livro. A mensagem que inicia esse trabalho não é a primeira do livro, mas a escolhi por ser muito especial, talvez a mais.
Dessa vez não tenho intenção de criar um grupo virtual de estudos espíritas, como fiz ano passado. Minha ideia agora é possibilitar ao público em geral, interessado no assunto, uma reflexão evangélica semanal, sem precisar ir a um Centro Espírita, caso ele não tenha condições nesse momento de frequentar um.
Como toda mensagem do livro se reporta a um item do "O Evangelho Segundo o Espiritismo" (ESE), se o visitante tiver o ESE, é interessante fazer uma leitura antes desse item. Recomendo a aquisição do ESE, pois ele é a fonte da reflexão do Espírito que ditou a mensagem para um dos médiuns citados acima.
Então, a dinâmica será a seguinte: postarei a mensagem do livro, com a indicação do item do ESE e, em seguida, a minha reflexão.
O blog ficará aberto para os comentários dos visitantes. Contribuam comigo para eu conseguir alcançar meu objetivo. Grato.


NA EXALTAÇÃO DO AMOR

ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ


Comentando o item 10 do cap. XI do Evangelho Segundo o Espiritismo que exalta o pensamento: "Amai muito para serdes amados".

A folha ressequida que cai, anônima, do pedúnculo em que nasceu, é bem o símbolo do poder oculto de Deus em a Natureza.
Poder que é força, vida e amor...
Quem a recolheu?
O Sol? Não. O Vento? Não. O Homem? Não.
A folha desceu por si mesma, segundo os ditames preestabelecidos pelas leis gerais do Universo, para o seio fecundante da Terra que a transforma em novo elemento no laboratório da incessante renovação.
Assim também se movem as criaturas e os destinos.
A folha cai. Os mundos caminham... O homem evolve...
Brilha o Sol, naturalmente, mantendo a Família Planetária nos domínios da Casa Cósmica.
Avança o Vento, sem esforço, nutrindo a euforia das plantas.
Em princípios de soberana espontaneidade, constrói o Homem a própria existência.
Saber não é tudo.
Só o amor consegue totalizar a glória da vida. Quem vive respira. Quem trabalha progride. Quem sabe percebe.
Quem ama respira,progride, percebe, compreende, serve e sublima, espalhando a felicidade.
Siga, pois, seu roteiro, louvando o bem, esquecendo o mal e edificando sem repouso.
Se o caminho é áspero e sombrio, prossiga com destemor.
Lembre-se de que na vanguarda há mais amplo local para a sua esperança.
Busque ouvir a mensagem do amor, onde passe.
Estude amando.
Responda aos imperativos da evolução, amando onde esteja.
Atenda ao semelhante, amando com alegria.
Satisfará, em tudo, a você mesmo, amando sempre.
Na marcha ascendente para o Reino Divino, o Amor é a Estrada Real. As outras vias chamam-se experiências que a Eterna Sabedoria, ainda por amor, traçou à grande viagem das almas para que o espírito humano não se perca.
Antes de você, o amor era.
Depois de você, o amor será.
Isso, porque o Amor é Deus em tudo.
Viva, assim, a vida, amando-a para entendê-la.
Viver e amar...
Amar e compreender...
Compreender e viver abundantemente...
Ângulos de uma verdade só – a Vida Eterna.
No entanto, viver sem amar é respirar sem trabalho digno; querer com exclusivismo entontecente é contemplar situações e circunstancias com apriorismos que geram a enfermidade e a morte.
Se você sabe, portanto, o que é viver, por que não vive?
Só vive realmente quem ama.
Só ama efetivamente quem age para o bem de todos.
Só age, sem dúvida, para o bem de todos, quem compreende que o amor é a base da própria vida.
Fora dessa verdade, há também movimento e ação, mas movimento e ação de sombra que tornará fatalmente à luz em ciclos determinados de choro, provação e martírio.
Nada novo, sempre a Lei, que funciona compassiva, mas inexorável, restituindo a cada sementeira a colheita certa.
Comande a embarcação de seu destino e não atribua a outrem os erros que as suas mãos venham a cometer.
De você mesmo depende a própria viagem.
Instrua a você, sem procurar encobrir, ante a própria consciência, as faltas que lhe arrojam a alma ao desencanto ou ao agravo das próprias necessidades do espírito.
Ainda que a noite lhe envolva o passo, alente, no imo do ser, o dia eterno da fé.
Não se confie ao sabor da invigilância, para que a invigilância não lhe arraste a existência ao sabor do sofrimento.
Antes de nós, o Universo era o Santuário da Glória Divina.
Lembremo-nos, pois de que Deus nos criou para acrescentar-Lhe a grandeza.
Não Lhe diminuamos o esplendor, cultivando a treva...
Enganaremos a forma.
Jamais enganaremos a vida que palpita, triunfante, em nós mesmos.
Aprenda a buscar aquilo de que você carece no próprio aperfeiçoamento antes que alguém lho ensine a preço de aflição.
Busque o roteiro exato, antes que outros se lhe ofereçam, no dia de sua perturbação, para guias de sua dor.
Força é poder. Idéia é força.
Mas só o amor condiciona o poder a vitória da luz.
Ame e caminhe. Caminhe e vença.
Anote hoje os seus movimentos, no ritmo do trabalho e da oração, e o amanhã surgirá com brilho sempre novo.
Sorria para os lances mais difíceis da estrada e os panoramas próximos e remotos descerrar-se-ão sorrindo à sua alma.
Não pare senão para refazer o fôlego atormentado.
Mais além, é a estrada de destino.
Não escute o murmúrio das sombras senão para socorre as vítimas do mal, a fim de que os gemidos enganadores do nevoeiro não lhe anestesiem o impulso de elevação.
A fraternidade ser-lhe-á o anjo-sentinela entre os pântanos da amargura.
Cante o poema da caridade, seja onde for, e as criaturas irmãs, ainda mesmo quando algemadas ao crime, responder-lhe-ão com estribilhos de amor.
Guarde compaixão e a paz ser-lhe-á doce prêmio.
Exemplifique a fé que lhe honra a inteligência e o mundo abençoar-lhe-á todas as palavras.
Amanheça cada dia no serviço que lhe compete e o dever retamente cumprido manterá você, invariavelmente, na manhã luminosa da vida.
Antes de amparar a você, ampare aqueles que, desde muito, suspiram pela migalha de seu amparo.
Antes de nossa vontade, a vontade do Senhor.
Antes do bem para nós, o bem necessário aos outros.
Seja para você a justiça que observa e corrige e seja para o irmão de jornada a bondade que ajuda e absolve sempre.
Sobretudo, guarde a certeza de o amor se emoldura na humildade que nunca fere.
Coloque você em último lugar e a vida encarregar-se-á de sua própria defesa em qualquer parte.
Ainda mesmo com sacrifício, sob chuvas de fel e gritos de calúnia, renda diariamente o seu culto ao amor e o amor na própria vida brilhará em sua alma, convertendo-a em estrela para a Glória Sem-Fim.


Minha reflexão
Penso que a ação de AMAR é muito mais que ser compreensível com as falhas do ser humano (ser indulgente) ou praticar uma ou outra boa ação. Enfim, ser legal, bem humorado, etc.
Entendo que, muito além disso, está relacionado:
a) com a permanência de atitudes nobres em todas as situações;
b) com o amor a vida – particularmente a própria;
c) com a reforma íntima pessoal;
d) com a renúncia aos nossos desejos imediatos;
e) com a vigilância aos nossos primeiros impulsos;
f) com a escolha de boas companhias espirituais que se aproximam de nós pelos nossos hábitos felizes, requerendo para isso também que abdiquemos de nossos vícios morais e/ou físicos.

Interessante – como se não bastassem os morais, muitos adquirem os físicos, como fumo e o álcool que se associam a outros ou não, e que atraem os espíritos que ainda sentem a necessidade de usá-lo depois da morte do corpo e para isso se aproximam dos viciados encarnados para sorverem os fluidos que emanam desse tipo de ato suicida. Assim, além de induzir uma sensação de insaciedade, ainda reforça o vício do seu “charuto” ou “caneco” (essa é a imagem forte que os espíritos nos passam, infelizmente);

g) com a não anulação de nossos ideais, considerando que eles podem não só nos melhorar, mas também aos que vivem conosco, mesmo que não aceitem.
h) com o viver. Nem sempre amamos e nem sempre estamos vivendo. Amor sem vida e vida sem amor são faces de uma mesma moeda. Péssima moeda a ser utilizada na nossa jornada espiritual. Muitos "vivem" e não amam e outros "amam" e não vivem.


Isso tudo tem a ver com desenvolvimento de competências no curso de uma existência, dando seqüência a ele em reencarnações posteriores no sentido de uma vida espiritual feliz.
Na verdade somos (o ser humano em geral) aprendizes do verbo AMAR.
Entendo que se amamos, amamos muito imperfeitamente, por que o que mais nos falta para sermos aplicados na arte de AMAR é a disciplina.
A Terra é uma escola em que com certeza nos formaremos em Especialistas no AMOR.
Pena que os ritmos e concepções dos amigos nessa escola nem sempre são tão próximos, significando que eles, em geral, "colam grau" ou se “especializam” em turmas diferentes ou em época diferentes.
Mas, o importante é que mesmo "colando grau" ou se “especializando” em turmas diferentes, não ficam indiferentes aos outros que ficaram para trás, por que isso seria contrário à formação adquirida.

Sejamos, então, mais aplicados na Escola do Amor.

Paz e alegrias.
Domício M. Maciel