quarta-feira, 19 de agosto de 2009

BENEFÍCIO OCULTO

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BENEFÍCIO OCULTO

EMANNUEL
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 3 do Cap. XIII


“Não saiba vossa mão esquerda o que oferece a direita” é a lição de Jesus que constantemente nos sugere a sementeira do bem oculto.
Entretanto, é preciso lembrar que se “nem só de pão vive o homem”, não se alimenta a virtude tão-somente de recursos materiais.
Acima do benefício que se esconde para ser mais seguro no campo físico, de modo a que se não firam corpos doentes e bocas famintas pelos acúleos da ostentação, prevalece o amparo mudo às necessidades do sentimento, na esfera do espírito, a fim de que os tóxicos da maldade e os desastres do escândalo não arrasem experiências preciosas com o fogo da imprevidência.
Se percebeste no companheiro as escamas do orgulho ou da rebeldia, envolve-o no clima da humildade, socorrendo-lhe a sede imanifesta de auxílio, e se presenciastes a queda de alguém, no caminho que jornadeias, alonga-lhe os braços de irmão, para que se levante, sem exagerar-lhe os desajustes com a referência insensata.
Se um amigo aparece errado aos teus olhos, cala o verbo contundente da crítica, ajudando-o com a benção da prece, e se o próximo surge desorientado e infeliz, em teus passos, oferta-lhe o favor do silêncio, para se reequilibre e restaure.
Não vale encarecer cicatrizes e imperfeições, a pretexto de apagá-las no corpo das horas, porquanto leve chaga, tratada com desamor, é sempre ferida a cronicificar-se no tempo.
Distribui, desse modo, a beneficência do agasalho e do pão, evitando humilhar quem te recolhe os gestos de providência e carinho; contudo, não olvides estender a caridade do pensamento e da língua, para que o bálsamo do perdão anule o veneno do ódio e para que a força do esquecimento extinga as sombras de todo mal.

MINHA REFLEXÃO
Que mensagem belíssima!! O silêncio...Que caridade maior que essa? Em geral não nos contentamos em ajudar alguém que caiu em erro ou se encontra em necessidade por não ter agido positivamente em próprio favor. Sempre o esmagamos com uma crítica pesada afundando mais ainda sua consciência que já se encontra pesada/culpada.
Emmanuel, como sempre nos traz uma reflexão a mais sobre os ensinamentos de Jesus. Fazer um benefício em silêncio acalma a alma dorida que humilhadamente pede ajuda. Sejamos aquele que dá por que entende que pode ajudar e não para dar uma lição no beneficiário que nos procura como a salvação num momento muito difícil. O orgulhoso que se encontra em uma situação vantajosa, em geral, ostenta seu sucesso momentâneo e ajuda sem deixar de ostentar os seus troféus efêmeros.
Sejamos silenciosos quando o barulho ecoa no ambiente em que nos encontramos para que ele não seja aumentado pela nossa participação.
Emmanuel nos diz: “Não vale encarecer cicatrizes e imperfeições, a pretexto de apagá-las no corpo das horas, porquanto leve chaga, tratada com desamor, é sempre ferida a cronicificar-se no tempo”. Quem está doente precisa de bálsamo, curativo e não esmagamento da ferida.
Sejamos quais enfermeiros(as) que não pergunta de onde veio e para onde vai seu paciente. Apenas fazem o seu dever: trata a ferida. E se forem caridosos, ainda, acalmam a alma do doente.
Paz e alegrias
Domício

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

NA EXALTAÇÃO DO AMOR

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NA EXALTAÇÃO DO AMOR

ANDRÉ LUIZ
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 10 do Cap. XI



Comentando o item 10 do cap. XI do Evangelho Segundo o Espiritismo que exalta o pensamento: "Amai muito para serdes amados" (Espíritos Superiores através de Sanson, ex-membro da Sociedade Espírita de Paris (1863)).

A folha ressequida que cai, anônima, do pedúnculo em que nasceu, é bem o símbolo do poder oculto de Deus em a Natureza.
Poder que é força, vida e amor...
Quem a recolheu?
O Sol? Não. O Vento? Não. O Homem? Não.
A folha desceu por si mesma, segundo os ditames preestabelecidos pelas leis gerais do Universo, para o seio fecundante da Terra que a transforma em novo elemento no laboratório da incessante renovação.
Assim também se movem as criaturas e os destinos.
A folha cai. Os mundos caminham... O homem evolve...
Brilha o Sol, naturalmente, mantendo a Família Planetária nos domínios da Casa Cósmica.
Avança o Vento, sem esforço, nutrindo a euforia das plantas.
Em princípios de soberana espontaneidade, constrói o Homem a própria existência.
Saber não é tudo.
Só o amor consegue totalizar a glória da vida. Quem vive respira. Quem trabalha progride. Quem sabe percebe.
Quem ama respira, progride, percebe, compreende, serve e sublima, espalhando a felicidade.
Siga, pois, seu roteiro, louvando o bem, esquecendo o mal e edificando sem repouso.
Se o caminho é áspero e sombrio, prossiga com destemor.
Lembre-se de que na vanguarda há mais amplo local para a sua esperança.
Busque ouvir a mensagem do amor, onde passe.
Estude amando.
Responda aos imperativos da evolução, amando onde esteja.
Atenda ao semelhante, amando com alegria.
Satisfará, em tudo, a você mesmo, amando sempre.
Na marcha ascendente para o Reino Divino, o Amor é a Estrada Real. As outras vias chamam-se experiências que a Eterna Sabedoria, ainda por amor, traçou à grande viagem das almas para que o espírito humano não se perca.
Antes de você, o amor era.
Depois de você, o amor será.
Isso, porque o Amor é Deus em tudo.
Viva, assim, a vida, amando-a para entendê-la.
Viver e amar...
Amar e compreender...
Compreender e viver abundantemente...
Ângulos de uma verdade só – a Vida Eterna.
No entanto, viver sem amar é respirar sem trabalho digno; querer com exclusivismo entontecente é contemplar situações e circunstancias com apriorismos que geram a enfermidade e a morte.
Se você sabe, portanto, o que é viver, por que não vive?Só vive realmente quem ama.
Só ama efetivamente quem age para o bem de todos.
Só age, sem dúvida, para o bem de todos, quem compreende que o amor é a base da própria vida.
Fora dessa verdade, há também movimento e ação, mas movimento e ação de sombra que tornará fatalmente à luz em ciclos determinados de choro, provação e martírio.
Nada novo, sempre a Lei, que funciona compassiva, mas inexorável, restituindo a cada sementeira a colheita certa.
Comande a embarcação de seu destino e não atribua a outrem os erros que as suas mãos venham a cometer.
De você mesmo depende a própria viagem.
Instrua a você, sem procurar encobrir, ante a própria consciência, as faltas que lhe arrojam a alma ao desencanto ou ao agravo das próprias necessidades do espírito.
Ainda que a noite lhe envolva o passo, alente, no imo do ser, o dia eterno da fé.
Não se confie ao sabor da invigilância, para que a invigilância não lhe arraste a existência ao sabor do sofrimento.
Antes de nós, o Universo era o Santuário da Glória Divina.
Lembremo-nos, pois de que Deus nos criou para acrescentar-Lhe a grandeza.
Não Lhe diminuamos o esplendor, cultivando a treva...
Enganaremos a forma.
Jamais enganaremos a vida que palpita, triunfante, em nós mesmos.
Aprenda a buscar aquilo de que você carece no próprio aperfeiçoamento antes que alguém lho ensine a preço de aflição.
Busque o roteiro exato, antes que outros se lhe ofereçam, no dia de sua perturbação, para guias de sua dor.
Força é poder. Idéia é força.
Mas só o amor condiciona o poder a vitória da luz.
Ame e caminhe. Caminhe e vença.
Anote hoje os seus movimentos, no ritmo do trabalho e da oração, e o amanhã surgirá com brilho sempre novo.
Sorria para os lances mais difíceis da estrada e os panoramas próximos e remotos descerrar-se-ão sorrindo à sua alma.
Não pare senão para refazer o fôlego atormentado.
Mais além, é a estrada de destino.
Não escute o murmúrio das sombras senão para socorrer as vítimas do mal, a fim de que os gemidos enganadores do nevoeiro não lhe anestesiem o impulso de elevação.
A fraternidade ser-lhe-á o anjo-sentinela entre os pântanos da amargura.
Cante o poema da caridade, seja onde for, e as criaturas irmãs, ainda mesmo quando algemadas ao crime, responder-lhe-ão com estribilhos de amor.
Guarde compaixão e a paz ser-lhe-á doce prêmio.
Exemplifique a fé que lhe honra a inteligência e o mundo abençoar-lhe-á todas as palavras.
Amanheça cada dia no serviço que lhe compete e o dever retamente cumprido manterá você, invariavelmente, na manhã luminosa da vida.
Antes de amparar a você, ampare aqueles que, desde muito, suspiram pela migalha de seu amparo.
Antes de nossa vontade, a vontade do Senhor.
Antes do bem para nós, o bem necessário aos outros.
Seja para você a justiça que observa e corrige e seja para o irmão de jornada a bondade que ajuda e absolve sempre.
Sobretudo, guarde a certeza de o amor se emoldura na humildade que nunca fere.
Coloque você em último lugar e a vida encarregar-se-á de sua própria defesa em qualquer parte.
Ainda mesmo com sacrifício, sob chuvas de fel e gritos de calúnia, renda diariamente o seu culto ao amor e o amor na própria vida brilhará em sua alma, convertendo-a em estrela para a Glória Sem-Fim.


MINHA REFLEXÃO
Penso que a ação de AMAR é muito mais que ser compreensível com as falhas do ser humano (ser indulgente) ou praticar uma ou outra boa ação. Enfim, ser legal, bem humorado, etc.
Entendo que, muito além disso, está relacionado:
a) com a permanência de atitudes nobres em todas as situações;
b) com o amor a vida – particularmente a própria;
c) com a reforma íntima pessoal;
d) com a renúncia aos nossos desejos imediatos;
e) com a vigilância aos nossos primeiros impulsos;
f) com a escolha de boas companhias espirituais que se aproximam de nós pelos nossos hábitos felizes, requerendo para isso também que abdiquemos de nossos vícios morais e/ou físicos.
Interessante – como se não bastassem os morais, muitos adquirem os físicos, como fumo e o álcool que se associam a outros ou não, e que atraem os espíritos que ainda sentem a necessidade de usá-lo depois da morte do corpo e para isso se aproximam dos viciados encarnados para sorverem os fluidos que emanam desse tipo de ato suicida. Assim, além de induzir uma sensação de insaciedade, ainda reforça o vício do seu “charuto” ou “caneco” (essa é a imagem forte que os espíritos nos passam, infelizmente);
g) com a não anulação de nossos ideais, considerando que eles podem não só nos melhorar, mas também aos que vivem conosco, mesmo que não aceitem.
h) com o viver. Nem sempre amamos e nem sempre estamos vivendo. Amor sem vida e vida sem amor são faces de uma mesma moeda. Péssima moeda a ser utilizada na nossa jornada espiritual. Muitos "vivem" e não amam e outros "amam" e não vivem.
Isso tudo tem a ver com desenvolvimento de competências no curso de uma existência, dando seqüência a ele em reencarnações posteriores no sentido de uma vida espiritual feliz.
Na verdade somos (o ser humano em geral) aprendizes do verbo AMAR.
Entendo que se amamos, amamos muito imperfeitamente, por que o que mais nos falta para sermos aplicados na arte de AMAR é a disciplina.
A Terra é uma escola em que com certeza nos formaremos em Especialistas no AMOR.
Pena que os ritmos e concepções dos amigos nessa escola nem sempre são tão próximos, significando que eles, em geral, "colam grau" ou se “especializam” em turmas diferentes ou em época diferentes. Mas, o importante é que mesmo "colando grau" ou se “especializando” em turmas diferentes, não ficam indiferentes aos outros que ficaram para trás, por que isso seria contrário à formação adquirida.
Sejamos, então, mais aplicados na Escola do Amor.

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Um ano, 6 meses e 18 dias, num momento em que começo um novo ciclo de minha vida, com o intuito de começar a viver hábitos ligeiramente realinhados num sentido de novas aprendizagens, pensando em crescer mais rapidamente relativa a minha vida espiritual, deixando uma exclusividade fraterna, buscando novos horizontes de formação acadêmica e profissional, para me doar com mais qualidade, e ainda ganhar uma remuneração a mais por isso, volto a essa mensagem, que dediquei o inicio desse trabalho sistemático de reflexão e divulgação na internet (que coincidência!!!).
Amar... Ainda acredito que não posso dizer que amo alguém...parece estranho para a maioria das pessoas ouvir isso, pois muitos se acomodam em cultivar um sentimento bom para com essa ou aquela pessoa. Quando eu penso que ainda posso fazer alguém sofrer por causa de meu egoísmo, em particular aquelas pessoas mais próximas de mim, concluo que ainda não posso dizer: “eu te amo!!” Melhor seria dizer: “quero tanto te amar...mas por enquanto, nem mesmo a mim eu amo, por isso apenas te quero muito bem e me desculpe se ainda consigo te magoar, como também a outras pessoas, seja do teu ou meu ciclo de relação afetiva ou não...Infelizmente, o meu vício moral, ainda não domino completamente...”
Infelizmente ainda não fazemos aos outros apenas o que gostaríamos que nos fizessem...Às vezes fazemos algo sem intenção de magoar ninguém, mas acabamos magoando...Às vezes, “amamos” alguém esquecendo que temos que amar a todos indistintamente...Vamos de encontro com o ensinamento de Jesus, que é: Fazei aos homens tudo o que queirais que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas. (S. MATEUS, cap. XXII,, cap. VII, v. 12.). Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem. (S. LUCAS, cap. VI, v. 31.)
André Luiz, nos ensina nessa mensagem:
Se você sabe, portanto, o que é viver, por que não vive? Só vive realmente quem ama. Só ama efetivamente quem age para o bem de todos. Só age, sem dúvida, para o bem de todos, quem compreende que o amor é a base da própria vida.
O que reforça que muito de nós ainda não começou a viver...Eu, em particular. Puxa!!
Esse ensinamento é atual em todos os séculos da vida, e por isso sempre é momento de recomeçar ou começar um novo fim (CHICO XAVIER).
Tudo é aprendizado, todo o bem deve ser relevado sobre o mal...Não há nenhum mal que o bem não sobrepuje e devemos entregar a Deus a nossa redenção, dando continuidade ao exercício do verbo AMAR...
Confiando na justiça de Deus, mesmo que ela seja desfavorável momentaneamente a nós e, mesmo que em algum momento tenhamos de baixar a cabeça reconhecendo nossa imperfeição, devemos, assim mesmo, com humildade, erguer a cabeça.
Sobretudo, aprender “a buscar aquilo de que você carece no próprio aperfeiçoamento antes que alguém lho ensine a preço de aflição”. Buscar “o roteiro exato, antes que outros se lhe ofereçam, no dia de sua perturbação, para guias de sua dor” (ANDRE LUIZ).
É isso... não é fácil viver (quer dizer, AMAR), assim como não é fácil AMAR (quer dizer, VIVER)
Paz e alegrias.
Domício M. Maciel

terça-feira, 4 de agosto de 2009

PERDOA E SERVE

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PERDOA E SERVE


MEIMEI
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 13
[i] do Cap. VIII do ESE


Tiveste hoje motivo de reclamar.
No entanto, perdoa e serve sempre.
Medita e perceberás o problema dos outros.
Alguém levantou a voz, procurando ferir-te...
Mas não lhe viste as marcas da enfermidade com que talvez amanhã se recolha à sombra do hospício.
Esse passou renteando contigo, fingindo não te ver...
Pensa, contudo, que, dentro de breves dias, possivelmente buscará, em vão, esconder os sulcos das próprias chagas.
Aquele te furtou, roubando a si mesmo.
Aquele outro julga enganar-te, quando ilude a si próprio.
E há quem se suponha colocado tão alto que não teme oprimir-te, para cair, em breve tempo, sob o golpe da morte.
Perdoa a tudo e a todos, infatigavelmente, porque os ofensores de qualquer condição carregam consigo o remorso, como espinho de fogo encravado no próprio ser.
Toda criatura necessita de perdão, como precisa de ar, porquanto o amor é o sustento da vida.
Não permita, porém, que o perdão seja apenas um som musical nos movimentos da língua.
Reflete quantas vezes tens errado também, reclamando entendimento e tolerância, e esquece toda ofensa, recomeçando a servir ao lado dos teus irmãos.
Lembra-te, acima de tudo, de que, perdoando, a bênção de Deus consegue descer até às lutas da alma e que somente perdoando é que a alma consegue elevar-se para a bênção de Deus.

MINHA REFLEXÃO

Linda mensagem... Lembro que ainda preciso muito do perdão dos outros. Quantas vezes somos inflexíveis aos erros dos outros contra nós, esquecendo que também cometemos erros para com outras pessoas. Lembro da seguinte passagem do Evangelho de São Mateus que narra o episódio de um devedor ao Rei, que lhe foram perdoadas suas dívidas; no entanto, tão logo saiu da frente do Misericordioso Rei encontrou uma pessoa que lhe devia e não o perdoou a demora em pagar. Tendo o Rei sabido disso, voltou atrás em seu perdão e mandou prender aquele que não perdoou a dívida do outro
[ii]. Precisamos do perdão tanto quanto aqueles que nos devem ou nos feriram num momento de irreflexão ou dor.
Meimei torna o ato do perdão tão simples, porque nos leva a pensar que somos também falíveis e que precisamos também do perdão de Deus, como daqueles a quem fizemos algum mal, nessa ou em vidas passadas...
O Francisco de Assis foi sábio (muito inspirado!!) quando em sua prece nos ensinou: é perdoando que se é perdoado.
Sabemos que nem todo mundo reflete sobre isso e nós mesmos agimos desse modo quando alguém nos magoa. Pensamos tão somente no nosso orgulho ferido
[iii].
Nesse momento sei que preciso do perdão de muitos que passaram pela minha vida e nesse momento faz parte dos meus pensamentos (consciência culpada que deseja reparar alguma falta) e gostaria de pedir perdão, mas não sei como...Tenho uma lista que se pudesse eu pedia perdão agora...mas estão tão distante de mim.
Que Deus os iluminem e faça que vejam em mim alguém que sabe que errou e sabe ainda a dimensão dos seus erros.
Com certeza o nosso Pai vai nos oportunizar que possamos viver numa harmonia que esquece o passado...
Paz e alegrias.....

[i] 13. É preciso que haja escândalo no mundo, disse Jesus, porque, imperfeitos como são na Terra, os homens se mostram propensos a praticar o mal, e porque, árvores más, só maus frutos dão. Deve-se, pois, entender por essas palavras que o mal é uma conseqüência da imperfeição dos homens e não que haja, para estes, a obrigação de praticá-lo.

[ii] O reino dos céus é comparável a um rei que quis tomar contas aos seus servidores. - Tendo começado a fazê-lo, apresentaram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. - Mas, como não tinha meios de os pagar, mandou seu senhor que o vendessem a ele, sua mulher, seus filhos e tudo o que lhe pertencesse, para pagamento da dívida. - O servidor, lançando-se-lhe aos pés, o conjurava, dizendo: “Senhor, tem um pouco de paciência e eu te pagarei tudo.” - Então, o senhor, tocado de compaixão, deixou-o ir e lhe perdoou a dívida. - Esse servidor, porém, ao sair, encontrando um de seus companheiros, que lhe devia cem dinheiros, o segurou pela goela e, quase a estrangulá-lo, dizia: “Paga o que me deves.” - O companheiro, lançando-se aos pés, o conjurava, dizendo: “Tem um pouco de paciência e eu te pagarei tudo.” - Mas o outro não quis escutá-lo; foi-se e o mandou prender, par tê-lo preso até pagar o que lhe devia. Os outros servidores, seus companheiros, vendo o que se passava, foram, extremamente aflitos, e informaram o senhor de tudo o que acontecera. - Então, o senhor, tendo mandado vir à sua presença aquele servidor, lhe disse: “Mau servo, eu te havia perdoado tudo o que me devias, porque mo pediste. - Não estavas desde então no dever de também ter piedade do teu companheiro, como eu tivera de ti?” E o senhor, tomado de cólera, o entregou aos verdugos, para que o tivessem, até que ele pagasse tudo o que devia. É assim que meu Pai, que está no céu, vos tratará, se não perdoardes, do fundo do coração, as faltas que vossos irmãos houverem cometido contra cada um de vós. (S. MATEUS, cap. XVIII, vv. 23 a 35.)

[iii] dói mais que uma facada ou tiro no corpo!! Parece que nosso orgulho é um tecido sensível do corpo espiritual...que imagem pensei agora!!

terça-feira, 28 de julho de 2009

LETREIROS VIVOS

76
LETREIROS VIVOS


ANDRÉ LUIZ
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 3
[i] do Cap. XVII do ESE


Nas faixas mínimas da sua experiência cotidiana surge o roteiro humano que você representa para os outros.
Os traços dos semblantes pintam-lhe o clima interior.
Os seus objetos de uso pessoal compõem o edifício da sua simplicidade.
A ordem dos seus afazeres indica-lhe o grau de disciplina.
O cumprimento das suas obrigações denuncia-lhe o valor da palavra empenhada.
O teor da amizade de seus vizinhos, para com a sua pessoa, qualifica a sua capacidade de se fazer entendido.
O diapasão da sua palestra dá o tom da sua altura intima.
A segurança da sua opinião traduz a firmeza dos seus ideais.
Os tecidos que lhe envolvem o corpo configuram-lhe o senso de naturalidade.
As iguarias da sua mesa revelam-lhe o papel do estômago no mundo moral.
A natureza do cuidado com o seu físico fala francamente de suas possíveis relações com a vaidade.
O seu presente diz, para todos, o que você foi no passado e o que você será no porvir, com reduzidas possibilidades de erro.
A uniformidade entre o movimento das suas idéias, dos seus conceitos e das suas ações disseca, à vista de todos, a fibra da sua vontade.
Todas as criaturas que lhe partilham a existência lêem incessantemente os letreiros vivos que lhe estabelecem a verdadeira identidade nos panoramas da Vida, respondendo-lhe as mensagens inarticuladas com aversão ou simpatia, contentamento ou desagrado, conforme a sua plantação de bem ou mal.

MINHA REFLEXÃO
A mensagem de André Luiz tem relação com a perfeição humana. Inspirou-se na dissertação de Allan Kardec a respeito do Homem de bem. Ela é muito oportuna, considerando que somos o reflexo de nossas ações e/ou pensamentos. As ações são vistas pelos encarnados e desencarnados e o que pensamos é registrado somente pelos desencarnados, até que revelamos involuntariamente aquilo que a priori era um segredo, algo guardado na alma, que pode ser o móvel de um sentimento vivido sem poder viver ou mesmo um hábito reprovável por aqueles que nos consideram ou mesmo a sociedade em geral, pela evolução que ja atingiu. Coisas das almas milenares comprometidas com a Lei e/ou com as pessoas que convivem com elas.
Assim, o que fazemos, pensamos e nos preocupamos hoje revelam muito o que somos, o que fomos, queremos ser no futuro (mesmo inconsciente) - felizes ou sofredores, nessa ou nas existências seguintes a que vivemos agora.
O que fazemos de nossa vida hoje é a construção de dor ou felicidade nessa ou na(s) vida(s) futura(s), aproximando ou afastando aqueles que nos querem bem hoje.
E com nossas ações podemos construir clima de convivência agradável ou não.
Se já agimos contrário ao homem de bem, que Deus nos perdoe, além daqueles que sofreram com as nossas ações irrefletidas em algum momento de nossas vidas.
E que Deus nos proteja de nós mesmos...rs (gente imperfeita e teimosa, é o que somos, não? ). Devemos ser indulgentes uns com os outros.
Seremos um dia homens de bem (espíritos felizes) refletindo nas ações e pensamentos apenas a imagem de integridade com o Pai Maior.
Só depende de nós, optando sempre pelo caminho do Amor e Justiça.
PAZ E ALEGRIAS!!
[i] O HOMEM DE BEM
3. O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem. Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua permissão nada acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas. Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais. Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar. Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça. Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa. O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus. Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam. Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a clemência do Senhor. Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado.
É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: "Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado."
Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal. studa suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para poder dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera.
Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros. Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado.
Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões.
Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e
benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram.
O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e seempenha em cumpri-los conscienciosamente. (Cap. XVII, nº 9.)
Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus. Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz.

terça-feira, 21 de julho de 2009

PRECE DOS FILHOS

75
PRECE DOS FILHOS

RUY
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre Item 2, Cap. XIV do ESE


Senhor, que criaste as leis que nos regem e o mundo que nos acolhe; que nos destes a glória solar por luz de vossa onipresença e o manto estrelado que resplende nos céus por divina promessa de que a vossa misericórdia fundirá, em láurea fulgurante de redenção, as trevas dos nossos erros; que sois a justiça nos justos, a santidade nos santos, a sabedoria nos sábios, a pureza nos puros, a humildade nos humildes, a bondade nos bons, a virtude nos virtuosos, a vitória nos triunfadores do bem e a fidelidade nas almas fiéis, derramai a bênção de vossa compaixão sobre nós, a fim de que venhamos, ainda mesmos por relampagueante minuto, a esquecer os horizontes anuviados da Terra, em que se acumulam as vibrações letíferas de nossas malquerenças e o fumo empestado de nossos desesperos, convertidos na miséria e no ódio que se voltam, constantes, contra n nós, da caliça do tempo!...Fazei, Senhor, que se nos dobrem nas cervizes sobre os campos do Planeta que semeastes de fontes e embalsamastes de perfumes, que engrinaldastes de flores e loirejastes de frutos, e se nos acomode o pensamento na oração, olvidando, por um momento só, a lei de Caim, a que temos atrelado o carro dos nossos falsos princípios de soberania e de força, ensangüentando searas e templos, lares e escolas, e assassinando mulheres e crianças, a invocarmos a chacina e a violência por suposto direito das nações!... E permiti, ó Deus da liberalidade infinita, que irmanados no santuário doméstico possamos todos nós, ante a paz que nos requesta ao trabalho dealvando o futuro, louvar-nos o nome inefável, reconhecidos e reverentes, por haverdes concedido às nossas deserções e às nossas calamidades a coroa de heroísmo e o tesouro de amor que brilham em nossas Mães.

MINHA REFLEXAO

Feliz daquele que é grato aos seus pais.

terça-feira, 14 de julho de 2009

QUE OVELHA SOMOS?

74
QUE OVELHA SOMOS?


EMMANUEL
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 5
[1] do Cap. XX do ESE


“Eu sou o bom pastor e conheço as minhas ovelhas e das minhas sou conhecido.” Jesus

O pastor atento se identifica com o rebanho de tal maneira, que define de pronto qualquer das ovelhas mantida a seu cuidado.
Conhece as mais ativas.
Descobre as indiferentes.
Nomeia as retardatárias.
Registra as que lideram.
Classifica a lã que venham a produzir.
Tudo faz, em favor de todas.
Por sua vez, as ovelhas, pouco a pouco, percebem, dentro da limitação que as caracteriza, o modo de ser do pastor que as dirige.
Habituam-se aos lugares que lhe são prediletos.
Respeitam-lhe os sinais.
Acatam-lhe as ordens.
Reconhecem-lhe o poder diretivo, sem confundir-lhe a presença.
Na imagem, temos a divina missão do Cristo para conosco.
O Pastor Compassivo conhece cada uma das ovelhas do redil humano, tudo fazendo para guiá-las ao campo da Luz Celeste.
Incentiva as indiferentes.
Acalma as impetuosas.
Fortalece as mais fracas.
Apóia as mais responsáveis.
Sopesa o valor de todas, seguindo as peculiaridades e tendências de cada uma.
E, de igual modo, as ovelhas do rebanho terrestre, gradativamente, vêm a conhecer e a sentir a existência abençoada do Bom Pastor.
Entendem-lhe os ensinamentos e admoestações.
Reverenciam a excelência do seu Amor.
Confiam serenamente em sua Misericórdia.
Esposam-lhe os ideais e buscam corresponder-lhe à vontade, destacando-o, nos quadros da vida, por Intermediário do Pai Excelso.
Desse modo, cabe-nos atender ao chamamento do Mestre, melhorando as condições da vida, no mundo, com base em nossa própria renovação.
Nesse programa de luta, vale indagar de nós mesmos:
- Que ovelha nós somos?
E com semelhante pergunta, busquemos na disciplina, ante o Cristo de Deus, a nossa posição de servidores do Bem, na certeza de que a humildade conferir-nos-á sintonia com o Divino Pastor, para que, sublimando e servindo, atinjamos com Ele o Aprisco Celeste na imortalidade vitoriosa.


MINHA REFLEXÃO

Essa mensagem de Emmanuel é uma chamada a nossa compreensão de que temos um trabalho a fazer e o Cristo espera que nós sejamos obedientes e ordeiros no trato das questões maiores, que são relativas a seara dele nesse planeta de provas e expiações.
O Espírito de Verdade nos chama a atenção de que somos responsáveis pela manutenção da paz entre nós mesmos no campo espírita de ação. Que possamos celebrar nossas conquistas, não aqui na Terra, mas no Plano Espiritual, ao deixarmos nosso vaso corpóreo.
Sejamos dóceis aos ensinamentos de Jesus Cristo e, ao modo de ovelhas obedientes, sigamos os passos do Mestre/Pastor.
Paz e Alegrias.

Domício

[1] Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da Humanidade. Ditosos serão os que houverem trabalhado no campo do Senhor, com desinteresse e sem outro móvel, senão a caridade! Seus dias de trabalho serão pagos pelo cêntuplo do que tiverem esperado. Ditosos os que hajam dito a seus irmãos:
"Trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra", porquanto o Senhor lhes dirá: "Vinde a mim, vós que sois bons servidores, vós que soubestes impor silêncio aos vossos ciúmes e às vossas discórdias, a fim de que daí não viesse dano para a obra!" Mas, ai daqueles que, por efeito das suas dissensões, houverem retardado a hora da colheita, pois a tempestade virá e eles serão levados no turbilhão!
Clamarão: "Graça! graça!" O Senhor, porém, lhes dirá: "Como implorais graças, vós que não tivestes piedade dos vossos irmãos e que vos negastes a estender-lhes as mãos, que esmagastes o fraco, em vez de o amparardes? Como suplicais graças, vós que buscastes a vossa recompensa nos gozos da Terra e na satisfação do vosso orgulho? Já recebestes a vossa recompensa, tal qual a quisestes. Nada mais vos cabe pedir; as recompensas celestes são para os que não tenham buscado as recompensas da Terra."
Deus procede, neste momento, ao censo dos seus servidores fiéis e já marcou com o dedo aqueles cujo devotamento é apenas aparente, a fim de que não usurpem o salário dos servidores animosos, pois aos que não recuarem diante de suas tarefas é que ele vai confiar os postos mais difíceis na grande obra da regeneração pelo Espiritismo. Cumprir-se-ão estas palavras: "Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros no reino dos céus." - O Espírito de Verdade. (Paris, 1862.)

SE VOCÊ PENSAR

73
SE VOCÊ PENSAR

ANDRÉ LUIZ
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 6
[1] do Cap. IX do ESE



Diz você que a palavra do companheiro é agressiva demais; no entanto, se você pensar nas frases contundentes que lhe saem da boca, nem de leve passará sobre o assunto.
Diz você que o amigo praticou erro grave; contudo, se você pensar nos delitos maiores que deixou de cometer, simplesmente por fugir-lhe a oportunidade, não encontrará motivo de acusação.
Diz você haver sofrido pesada ofensa; entretanto, se você pensar quantas vezes tem ferido os outros, olvidará, incontinenti, as falhas alheias.
Diz você que não suporta mais os trabalhos com que os familiares lhe tributam as horas, mas, se você pensar nos incômodos que a sua existência tem exigido de todos eles, não terá gosto de reclamar.
Diz você que os seus sacrifícios são muito grandes, em favor do próximo; no entanto, se você pensar nas vidas que morrem diariamente, para que você tenha a mesa farta, decerto não falará mais nisso.
Diz você que as suas necessidades são invencíveis; contudo, se você pensar nas privações daqueles que seriam infinitamente felizes com as sobras de sua casa, não tropeçaria na queixa.
Diz você que não pode ajudar na beneficência, sem razão de velha enxaqueca; contudo, se você pensar naqueles que jazem no leito dos hospitais, implorando um momento de alívio, não adiará seu concurso.
Diz você que não dispõe de tempo para o cultivo da caridade, mas, se você pensar nos mil e quatrocentos e quarenta minutos que você possui, cada dia, para viver na Terra, não se esconderá em semelhante desculpa.
Em todo assunto de falta e perdão, não nos demoremos visando os outros. Pensemos em nós próprios e preferiremos fazer silêncio, extinguindo o mal.

MINHA REFLEXÃO

Se pensarmos mesmo, do que temos que reclamar? A vida é tão simples, as coisas existem em nossa função e nós só precisamos fazer o que nos cabe para podermos ter um pouco de sossego. Entretanto, muitas vezes nos abatemos e estagiamos num nível mental de pessimismo e depressão, porque algo não vai bem.
Somos devedores do passado e não damos conta disso quando persistentemente algo nos levar a nos atribularmos. Em verdade, quando algo se dá de modo adverso, teimamos em cultivar a impaciências até e principalmente com os entes queridos.
Afabilidade e doçura são virtudes que sonho eternizar em mim, em qualquer ocasião, em qualquer lugar. Nem sempre consigo, seja em casa ou no seio do trabalho ou mesmo na relação com o cidadão comum, seja prestador de serviço ou um beneficiário dos meus serviços públicos.
Poderia concordar com aquele que só se mostra uma fera em casa. Não é o meu caso, pois já me desentendi e já fui processo por causas das minhas palavras mesmo veladas de uma construção cuidadosa para não ofender, mas que no final acabaram sendo injuriosas. Entendo que sou o mesmo em casa como sou na rua. E o meu grande alvo nessa existência é a aquisição da brandura e paciência pelo menos num nível melhor do que aquele em que me encontrava antes de reencarnar.
Que sigamos conforme os planos de Deus, e os nossos, em particular, que sejam abençoados por Ele.
PAZ E ALEGRIAS.

[1] A benevolência para com os seus semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que lhe são as formas de manifestar-se. Entretanto, nem sempre há que fiar nas aparências. A educação e a frequentação do mundo podem dar ao homem o verniz dessas qualidades. Quantos há cuja fingida bonomia não passa de máscara para o exterior, de uma roupagem cujo talhe primoroso dissimula as deformidades interiores! O mundo está cheio dessas criaturas que têm nos lábios o sorriso e no coração o veneno; que são brandas, desde que nada as agaste, mas que mordem à menor contrariedade; cuja língua, de ouro quando falam pela frente, se muda em dardo peçonhento, quando estão por detrás.
A essa classe também pertencem esses homens, de exterior benigno, que, tiranos domésticos, fazem que suas famílias e seus subordinados lhes sofram o peso do orgulho e do despotismo, como a quererem desforrar-se do constrangimento que, fora de casa, se impõem a si mesmos. Não se atrevendo a usar de autoridade para com os estranhos, que os chamariam à ordem, acham que pelo menos devem fazer-se temidos daqueles que lhes não podem resistir. Envaidecem-se de poderem dizer: "Aqui mando e sou obedecido", sem lhes ocorrer que poderiam acrescentar: "E sou detestado."
Não basta que dos lábios manem leite e mel. Se o coração de modo algum lhes está associado, só há hipocrisia. Aquele cuja afabilidade e doçura não são fingidas nunca se desmente: é o mesmo, tanto em sociedade, como na intimidade. Esse, ao demais, sabe que se, pelas aparências, se consegue enganar os homens, a Deus ninguém engana. - Lázaro. (Paris, 1861.)

terça-feira, 30 de junho de 2009

SEM IDOLATRIA


72
SEM IDOLATRIA

EMMANUEL
Psicografada por WALDO VIEIRA

Sobre o Item 8 do Cap. XXI do ESE

“Não vos façais pois idólatras...” Paulo
(I CORINTIOS, 10:7)

Núcleos religiosos de todos os tempos e mesmo certas práticas, estranhas à religião, têm usado a idolatria como tradição fundamental para manter sempre viva a chama da fé e o calor do ideal.
O hábito vinculou-se tão profundamente ao espírito popular que, em plena atualidade, nos arraiais do Espiritismo Cristão, a desfraldar a bandeira da fé raciocinada, às vezes ainda encontramos criaturas tentando a substituição dos ídolos inertes pelos companheiros de carne e osso da experiência comum, quando chamados ao desempenho da responsabilidade mediúnica.
Urge, desse modo, compreendermos a impropriedade da idolatria de qualquer natureza, fugindo, entretanto, à iconoclastia e à violência, no cultivo do respeito e da compreensão diante das convicções alheias, de modo a servirmos na libertação mental dos outros, na esfera do bom exemplo.
A advertência apostólica vem comprovar que a Doutrina Cristã, em sua pureza de fundamentos, surgiu no clima da Galiléia, dispensando a adoração indébita, em todas as circunstâncias, devendo-se exclusivamente à interferência humana os excedentes que lhe foram impostos ao exercício simples e natural.
Assim, proscreve de teu caminho qualquer prurido idolátrico em torno de objetos ou pessoas, reafirmando a própria emancipação das algemas seculares que vêm cerceando o intercâmbio das criaturas encarnadas com o Reino do Espírito, através da legítima confiança.
Recebemos hoje a incumbência de aplicar, na edificação do bem desinteressado, o tempo e a energia que desperdiçávamos, outrora, à frente dos ídolos mortos, de maneira a substancializarmos o ideal religioso, no progresso e na dedicação, prelibando as realidades da Vida Gloriosa.

MINHA REFLEXÃO
Por muito tempo vivemos no paganismo ou mesmo no politeísmo e nos prendemos as estátuas para podermos nos sintonizar com algo superior a nós. Prendemo-nos a nossa mente que é livre para pensar, sem necessidade de algo material, para ajudar na concentração.
Alguns religiosos da atualidade ainda sentem necessidade de acompanhar em procissão um(a) santo(a) como prova de devoção aquele Espírito que encarnou num ser dedicado aos semelhantes. Às vezes, acendem uma vela, como se o Espírito tivesse necessidade de luz material para chegar até eles.
Os Espíritas se libertaram disso, pois adotam uma doutrina genuinamente cristã primitiva, seguindo a simplicidade de Jesus que não adotou nenhuma dessas práticas.
A Terceira Revelação (o Espiritismo) explicando que os mortos estão vivos e podem se comunicar, faz da prece uma simples transmissão de pensamento, propiciando vôos mais altos e distantes.
Que os Espíritas (incluindo-me) possam adorar tão somente Deus e àqueles que pelo pensamento nos acodem independente de local, época e apetrecho material.
Paz e Alegrias....
Domício.

terça-feira, 23 de junho de 2009

ESPERANDO POR TI

71
ESPERANDO POR TI


MEIMEI
Psicografada por CHICO XAVIEER
Sobre o Item 8 do Cap XII do ESE


Antes de pronunciares a frase amarga que te explode no coração, tentando romper as barreiras da boca, pensa na Bondade de Deus, que te envolve por toda parte.
A Natureza é colo de mãe expectante...
Assemelha-se a luz celeste ao olhar do próprio amor que te segue, às ocultas, e o ar que respiras é assim como o sopro da ternura de alguém, a estender-te alimento invisível.
Tudo serve em silêncio, esperando por ti.
Abre-se a via pública, aos teus pés, à feição de amistoso convite, a água pura está pronta a mitigar-te a sede, o livro nobre aguarda o toque de tuas mãos para consolar-te, e o fruto, pendendo da árvore, roga, humilde, que o recolhas.
Pensa na Bondade de Deus e não digas a palavra que desencoraje ou amaldiçoe.
Cala-te, onde não possas auxiliar.
Deixa que tua alma se enterneça, ajudando nas construções do Bem Eterno, que tudo nos dá, sem nada exigir.
E compreenderás, então, que Deus te fornece a vida por Divina Sinfonia e que essa Divina Sinfonia pede que lhe dês também tua nota.

MINHA REFLEXÃO

A injúria é um forte elemento desencadeador de outra injúria quando ainda nos prendemos ao nosso orgulho. E Jesus nos ensino revidar com o bem a qualquer mal que nos haja feito. Allan Kardec em Evangelho Segundo o Espiritismo nos ensina interpretando Jesus citado em S. MATEUS (Cap. V, vv. 38 a 42). "
que maior glória lhe advém de ser ofendido do que de ofender, de suportar pacientemente uma injustiça do que de praticar alguma; que mais vale ser enganado do que enganador, arruinado do que arruinar os outros."
Nós em geral somos invigilantes quando nos provocam e em vez de calar-se, esbravejamos impropérios na direção de alguém que porventura nos injuriaram.
Meimei em sua doçura nos lembra que apesar de haver pessoas que nos achincalham com suas invigilâncias ou mesmo com falta de educação ou compreensão, a natureza nos sorri com sua gratuidade que se encararmos assim, o achincalhe não significa nada diante de tanta bondade de Deus para com os seus filhos.
Brandura é o que Jesus nos pede em relação a ofensa tomada. Perdão por que precisamos, pois também somos capazes de ofender/injuriar, mesmo sem uma intenção definida.
Que JESUS nos ajude a andar mais um quilômetro com quem se coloca na nossa jornada ao modo de um adversário (como as vezes parece, mesmo sendo um familiar).

PAZ E ALEGRIAS

terça-feira, 16 de junho de 2009

NA TAREFA DE AJUDAR

70
NA TAREFA DE AJUDAR


ANDRE LUIZ
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 11 do Cap XIII do E
SE


Auxilie a quem lhe procure a presença, mas não se esqueça de socorrer diretamente quem padece a distância.
*
Transfira a cooperação alheia aos lares menos aquinhoados, porém, não se desobrigue de contribuir com a sua cota de ajuda pessoal.
*
Distribua o que lhe sobre à mesa, tanto quanto no guarda-roupa e na bolsa; contudo, siga além, doando a quem sofre os recursos positivos de seu sentimento.

Empreste, com justiça, o que lhe peçam; no entanto, não menospreze transformar os seus empréstimos em dádivas fraternais.
*
Colabore indiscriminadamente para o bem de todos aqueles que lhe estejam próximos; todavia, esforce-se por aprimorar os métodos da sua colaboração para ajudar melhor.
*
Organize a sua vida em disciplina rigorosa no dever cumprido, ainda assim, faça o tempo de persistir no trabalho de assistência aos irmãos em luta maior.
*
Atenda ao estômago faminto e ao corpo enfermo do companheiro em provação; entretanto, não recuse favorecê-lo com a palavra consoladora e com o livro nobre.
*
Seja o intermediário entre distribuidores generosos e corações menos felizes, porém, não deixe de convidar, aos que se beneficiam materialmente, a se beneficiarem, do ponto de vista moral, nas visitas de socorro evangélico e solidariedade humana.
*
Dê o máximo de suas possibilidades no amparo aos semelhantes, mas não se satisfaça com os resultados, buscando enriquecer aos seus dotes de eficiência no plantio da caridade.
*
Exemplifique a beneficência, tanto quanto lhe seja possível, em todas as circunstâncias; contudo, prefira a naturalidade e a discrição para revestir as suas mínimas atitudes.
*
Lembre-se de que, na tarefa de ajudar, o bem maior é sempre aquele que ainda está por fazer, à espera da nossa disposição.

MINHA REFLEXÃO

Me tocou muito o seguinte pensamento de Emmanuel: “Colabore indiscriminadamente para o bem de todos aqueles que lhe estejam próximos; todavia, esforce-se por aprimorar os métodos da sua colaboração para ajudar melhor.”

Ajudar... Nossas práticas muitas vezes mostram que ainda somos muitos noviços nessa arte. Quantas vezes quisemos ajudar e em vez disso, agredimos os nossos entes queridos. Quantas vezes tolhemos a liberdade do outro, quando mesmo não lhe minamos sua auto-estima em nome da orientação “mais” ajuizada.

Quando pensamos que temos muito a ajudar, o encontro com o infortúnio ou com aquele que achamos que precisam de nossa ajuda, nos ensina que a ajuda demandada é outra e então devemos pensar em outra forma de ajudar ou entregar a Deus que é infinitamente justo e bondoso que sabe o melhor momento para todos receberem a ajuda que eles mesmos pedem em oração quando estão cansados de sofrer.

É então que deveremos estar preparados para dar as mãos como já recebemos ou receberemos no futuro quando tivermos também a mesma necessidade da ajuda de alguém para resolver nossos problemas criados ao longo de nossa trajetória espiritual e que por muito tempo relegamos para frente a solução dos mesmos.

No tocante à beneficência em geral, somos todos convidados a agir conforme o Evangelho nos ensina: ajudar indiscriminadamente, sem olhar a quem. As oportunidades são muito amplas e Jesus sempre nos espera pela nossa disposição, mas nos prendemos aos nossos familiares, ao nosso cotidiano, perdendo a oportunidade de nos felicitar com a felicitação daqueles mais humildes e sofredores de toda sorte de carência.

Vivemos num mundo de provas e expiações e nele somos convidados a solidariedade como nós mesmos precisamos ou precisaremos. Quando Jesus diz que todo bem que for feito aos mais pequeninos será como se fosse feito a eles é que se mostra coerente com a Bem Aventurança, prometida por ele mesmo: Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados. – Bem-aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois que serão saciados. – Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o reino dos céus. (S. MATEUS, cap. V, vv. 5, 6 e 10.). Bem-aventurados vós que sois pobres, porque vosso é o reino dos céus. – Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados. - Ditosos sois, vós que agora chorais, porque rireis. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 20 e 21.)

Ninguém sofre injustamente, mas também ninguém é jogado nesse mundo a própria sorte e o Mestre conta com todos que solícitos cumprem com a sua Bem-Aventurança, pois como podemos ser felizes na aflição se não temos a quem recorrer de um modo ou de outro?

É bem verdade que essa Bem-Aventurança tem também a ver com a felicidade que o aflito atinge ao deixar esse mundo depois de ter passado as privações necessárias para a sua evolução. No entanto, não é por que temos que superar as adversidades que temos que passá-las sozinhos.
E cada um por agir com solidariedade estará também aquinhoando-se de dádivas para os dias de suas provações e também se tornando mais forte espiritualmente para vivê-las.

A alegria daquele que sofre é um bálsamo em nossas feridas espirituais. Acreditar na solidariedade é construir em torno de nós uma família que desconhecemos, pois ajudar alguém, significa ajudar a sua família, não importa se a desconhecemos no momento, pois ela se mostrará no seu mundo primeiro: o espiritual.

Então, que seja bem-vinda a solidariedade, pois ela nos mostra como são pequeninos os nossos problemas e até os esquecemos quando estamos a agir em favor de JESUS.

PAZ E ALEGRIAS....

A Beneficência (IN: EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, CAP. XIII, ITEM 11)
11. A beneficência, meus amigos, dar-vos-á nesse mundo os mais puros e suaves deleites, as alegrias do coração, que nem o remorso, nem a indiferença perturbam. Oh! pudésseis compreender tudo o que de grande e de agradável encerra a generosidade das almas belas, sentimento que faz olhe a criatura as outras como olha a si mesma, e se dispa, jubilosa, para vestir o seu irmão! Pudésseis, meus amigos, ter por única ocupação tornar felizes os outros! Quais as festas mundanas que podereis comparar às que celebrais quando, como representantes da Divindade, levais a alegria a essas famílias que da vida apenas conhecem as vicissitudes e as amarguras, quando vedes nelas os semblantes macerados refulgirem subitamente de esperança, porque, faltos de pão, os desgraçados ouviam seus filhinhos, ignorantes de que viver é sofrer, gritando repetidamente, a chorar, estas palavras, que, como agudo punhal, se lhes enterravam nos corações maternos: "Estou com fome!..." Oh! compreendei quão deliciosas são as impressões que recebe aquele que vê renascer a alegria onde, um momento antes, só havia desespero! Compreendei as obrigações que tendes para com os vossos irmãos! Ide, ide ao encontro do infortúnio; ide em socorro, sobretudo, das misérias ocultas, por serem as mais dolorosas! Ide, meus bem-amados, e tende em mente estas palavras do Salvador: "Quando vestirdes a um destes pequeninos, lembrai-vos de que é a mim que o fazeis!" Caridade! sublime palavra que sintetiza todas as virtudes, és tu que hás de conduzir os povos à felicidade. Praticando-te, criarão eles para si infinitos gozos no futuro e, enquanto se acharem exilados na Terra, tu lhes serás a consolação, o prelibar das alegrias de que fruirão mais tarde, quando se encontrarem reunidos no seio do Deus de amor. Foste tu, virtude divina, que me proporcionaste os únicos momentos de satisfação de que gozei na Terra. Que os meus irmãos encarnados creiam na palavra do amigo que lhes fala, dizendo-lhes: E na caridade que deveis procurar a paz do coração, o contentamento da alma, o remédio para as aflições da vida. Oh! quando estiverdes a ponto de acusar a Deus, lançai um olhar para baixo de vós; vede que de misérias a aliviar, que de pobres crianças sem família, que de velhos sem qualquer mão amiga que os ampare e lhes feche os olhos quando a morte os reclame! Quanto bem a fazer! Oh! não vos queixeis; ao contrário, agradecei a Deus e prodigalizai a mancheias a vossa simpatia, o vosso amor, o vosso dinheiro por todos os que, deserdados dos bens desse mundo, enlanguescem na dor e no insulamento! Colhereis nesse mundo bem doces alegrias e, mais tarde... só Deus o sabe!... Adolfo, bispo de Argel. (Bordéus, 1861.)

quinta-feira, 11 de junho de 2009

RIQUEZA E FELICIDADE

69
RIQUEZA E FELICIDADE

EMMANUEL
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 5 do Cap. XVI


Há ricos do dinheiro, tão ricos de usura, que se fazem mais pobres que os pobres pedintes da via pública que, muitas vezes, não dispõem sequer de um pão.
Há ricos de conhecimento, tão ricos de orgulho, que se fazem m ais pobres que os pobres selvagens ainda insulados nas trevas da inteligência.
Há ricos de possibilidades, tão ricos de egoísmo, que se fazem mais pobres que os pobres irmãos em amargas lutas expiatórias, que de tudo carecem para ajudar.
Há ricos de afetos, tão ricos de ciúme, que se fazem mais pobres que os pobres companheiros em prova rude, quando relegados à solidão.
Lembra-te, pois, de que todos somos ricos de alguma coisa ante o Suprimento Divino da Divina Bondade, e, usando os talentos que a vida te confia na missão de fazer mais felizes aqueles que te rodeiam, chegará o momento em que te surpreenderás mais rico que todos os ricos da Terra, porquanto entesourarás no próprio coração a eterna felicidade que verte do amor de Deus.

MINHA REFLEXAO

Seja qual for a nossa riqueza, deve ser distribuída aos que convivem conosco para que seja cada vez mais abundante.
Em todo setor da vida a riqueza deve ter um fim útil, qual seja o de dar seqüência a obra divina. Deve ser providencial como foi a que Deus nos doou ao nos criar, ou seja, quando nos deu a vida espiritual e as vidas sucessivas na carne.
Se não fizermos assim estaremos nos satisfazendo aqui na Terra, mas ao chegarmos ao plano espiritual nos detectaremos como o mais pobre, pois não amealhamos a riqueza espiritual.
Que Deus nos ilumine quando estivermos nos afastamos do fim útil da riqueza
PAZ E ALEGRIAS!!

terça-feira, 26 de maio de 2009

MEDIUNIDADE E JESUS

67
Mediunidade e Jesus

EURÍPEDES BARSANULFO
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 7
[1] do Cap VI do ESE

Quem hoje ironiza a mediunidade, em nome do Cristo, esquece-se, naturalmente, de que Jesus foi quem mais a honrou neste mundo, erguendo-a ao mais alto nível de aprimoramento e revelação, para alicerçar a sua eterna doutrina entre os homens.
É assim que começa o apostolado divino, santificando-lhe os valores na clariaudiência e na clarividência entre Maria e Isabel, José e Zacarias, Ana e Simeão, no estabelecimento da Boa Nova.
E segue a diante, enaltecendo-a na inspiração junto aos doutores do Templo. Exaltando-a nos fenômenos de efeitos físicos, ao transformar a água em vinho, nas bodas de Caná; honorificando-a, nas atividades da cura, em transmitindo passes de socorro aos cegos e paralíticos, desalentados e aflitos, reconstituindo-lhes a saúde. Ilustrando-a na levitação, quando caminha sobre as águas. dignificando-a nas tarefas de desobsessão, ao instruir e consolar os desencarnados sofredores por intermédio dos alienados mentais que lhe surgem à frente; glorificando-a na materialização, em que transfigurando ao lado de Espíritos radiantes, no cimo do Tabor, e elevando-a sempre, no magnetismo sublimado, seja aliviando os enfermos com a simples presença, revitalizando corpos cadaverizados, multiplicando pães e peixes para a turba faminta ou apaziguando as forças da natureza.
E, confirmando o intercâmbio entre os vivos da Terra e os vivos da Eternidade, reaparece, Ele mesmo, ante os discípulos espantados, traçando planos de redenção que culminam no dia de Pentecostes – o momento inesquecível do Evangelho -, quando os seus mensageiros convertem os Apóstolos em médiuns falantes, na praça pública, para esclarecimento do povo necessitado de luz.
Como é fácil de observar, a mediunidade, como recurso espiritual de sintonia, não se confunde com a Doutrina Espírita que expressa atualmente o Cristianismo Redivivo, mas, sempre que enobrecida pela honestidade e pela fé, pela educação e pela virtude, é o veículo respeitável da convicção na sobrevivência.
Assim, pois, não nos agastemos contra aqueles que a perseguem, através do achicalhe – tristes negadores da realidade cristã, ainda mesmo quando se escondam sob os veneráveis distintivos da autoridade humana –, porquanto os talentos medianímicos estiveram, incessantemente, nas mãos de Jesus, o nosso divino Mestre, que deve ser considerado, por todos nós, como sendo o Excelso Médium de Deus.

MINHA REFLEXÃO


A Mediunidade sempre existiu na face da Terra, mas alguns enviados especiais trouxeram, através dela, as revelações necessárias para ajudar na evolução da humanidade terráquea.
Entre eles, tivemos, em Moisés, o primeiro revelador, trazendo a Lei de Justiça, através dos dez mandamentos. Na Bíblia, temos vários exemplos de exercício da mediunidade, como fizeram os profetas.
Notadamente, tivemos, em Jesus, a personificação do amor, nos trazendo a Lei de Amor. Tanto Moisés, quanto o Cristo, foram os reveladores das Leis que deixaram entre nós.
O Cristo, como nos lembra o Espírito Eurípedes Barsanulfo, em sua mensagem, ora refletida,  foi “o Excelso Médium de Deus”, considerando que Ele e o Pai eram uno em pensamento. Com seus feitos, instalou a possibilidade de todos nós exercermos a mediunidade, pois dizia: “vós podeis fazer o mesmo e muito mais”; e com os Pentecostes lançou a psicofonia em público.
Ao prometer o Consolador, o Mestre abriu a oportunidade maior do estabelecimento da relação do plano espiritual com o plano físico.
Sim, os Espíritos continuam vivos depois da morte do corpo e podem nos falar de suas experiências e agruras.
Assim, com essa possibilidade, bem como com o avanço do conhecimento científico, abriu-se a oportunidade de vir à tona a 3ª Revelação, agora não mais personificada em um homem, mas numa legião de Espíritos superiores predispostos a ajudar na evolução da humanidade.
A mediunidade, então, passa a ser reconhecida como a porta do esclarecimento e da consolação. Todos podem usá-la, sem que sejam escolhidos religiosamente, pois passa a não ser mais objeto apenas dos iniciados e oráculos. Surge tanto na classe alta como na mais inferior. Não é mais privilégio de ninguém.
Muito se pode fazer com o exercício da mediunidade, mas se deve fazer diferença entre o mediunismo e a mediunidade com Jesus.
Que saibamos sempre, no uso de qualquer mediunidade, desde a intuição à incorporação, um exercício da caridade.
PAZ E ALEGRIAS....
Domício.

[1] Sou o grande médico das almas e venho trazer-vos o remédio que vos há de curar.
Os fracos, os sofredores e os enfermos são os meus filhos prediletos. Venho salvá-los. Vinde, pois, a mim, vós que sofreis e vos achais oprimidos, e sereis aliviados e consolados. Não busqueis alhures a força e a consolação, pois que o mundo é impotente para dá-las. Deus dirige um supremo apelo aos vossos corações, por meio do Espiritismo. Escutai-o. Extirpados sejam de vossas almas doloridas a impiedade, a mentira, o erro, a incredulidade. São monstros que sugam o vosso mais puro sangue e que vos abrem chagas quase sempre mortais.
Que, no futuro, humildes e submissos ao Criador, pratiqueis a sua lei divina. Amai e orai; sede dóceis aos Espíritos do Senhor; invocai-o do fundo de vossos corações. Ele, então, vos enviará o seu Filho bem-amado, para vos instruir e dizer estas boas palavras: Eis-me aqui; venho até vós, porque me chamastes. - O Espírito de Verdade. In: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. VI, item 7.

terça-feira, 19 de maio de 2009

COM VOCÊ MESMO

66
COM VOCÊ MESMO



ANDRÉ LUIZ
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 13
[1] do Cap. V do ESE


Meu amigo, você clama contra as dificuldades do mundo, mas será que você já pensou nas facilidades em suas mãos?
Observemos.
Você concorre, em tempo determinado, para exonerar-se da multa legal, com expressiva taxa pelo consumo de luz e força elétricas; todavia, a usina solar que lhe fornece claridade, calor e vida, nem é assinalada comumente pela sua memória...
Você salda, periodicamente, largas contas relativas ao gasto de água encanada; no entanto, nem se lembra da gratuidade da água das chuvas e das fontes a enriquecer-lhe os dias...
Você estipendia na feira, com apreciáveis somas, todo gênero alimentício que lhe atenda ao paladar; contudo, o oxigênio – elemento mais importante a sustentar-lhe o organismo – é utilizado em seu sangue sem pesar-lhe no orçamento com qualquer preocupação...
Você resgata com a loja novos débitos, cada vez que renova o guarda-roupa, e, apesar disso, nunca inventariou os bens que deve ao corpo de carne a resguardar-lhe o espírito...
Você remunera o profissional especializado pela adaptação de um só dente artificial, entretanto, nada despendeu para obter a dentadura natural completa...
Você compra a drágea medicamentosa para leve dor de cabeça; todavia, recebe de graça a faculdade de articular, instante a instante, os mais complicados pensamentos...
Você gasta quantia estimáveis para assistir a esse ou àquele espetáculo esportivo ou à exibição de um filme; contudo, guarda sem sacrifício algum a possibilidade de contemplar o solo cheio de flores e o céu faiscante de estrelas...
Você paga para ouvir simples melodia de um conjunto orquestral; no entanto, ouve diariamente a divina música da natureza, sem consumir vintém...
Você desembolsa importâncias enormes para adquirir passagens e indenizar hospedarias, sempre que se desloca de casa; não obstante, passa-lhe despercebido o prêmio vultoso que recebeu com o próprio ingresso na romagem terrestre...
Não desespere e nem se lastime...
Atendamos à realidade, compreendendo que a alergia e a esperança, expressando créditos infinitos de Deus, são os motivos básicos da vida a erguer-se, cada momento, por sinfonia maravilhosa.

MINHA REFLEXÃO

Por que reclamamos tanto se temos tanto coisas de graça a começar pela vida. Deus nos oferece um manancial de bênçãos que só preso a concepção de uma vida única um homem em sã consciência pode reclamar de seus revezes.
O capítulo do ESE que originou a mensagem do Espírito André Luiz é intitulado Bem-Aventurados os aflitos. Através da leitura dele nós passamos a entender as aflições que nos atingem na nossa romagem terrena.
Quantas vezes nos postamos a reclamar de algo que pode ser o móvel para a nossa evolução espiritual. Se cada vez que sentimos a dor moral ou física devemos pensar que a oportunidade é aquela para nos fazermos melhor perante a Deus.
Sejamos fervorosos no sentido de sempre transformar “um limão em uma limonada”. Para tanto precisamos pensar na vida como ponte para crescimento espiritual, mesmo que sofredora, pois se sofremos é por plantamos para colher. Ninguém sofre injustiçadamente. Tudo está escrito em nós mesmo e devemos saber fazer a leitura que se apresenta em nosso corpo, na convivência com os familiares e/ou com colegas de trabalho ou vizinhos e mesmo transeuntes da passarela que trafegamos.
Que as bênçãos da revelação espírita nos favoreçam no sentido de olharmos que temos conosco tudo que é preciso para sermos vitoriosos espiritualmente falando
Que vejamos a vida sempre alegres e esperançosos. Estaremos assim nos integrando à programação divina de forma paciente e resignada.
PAZ E ALEGRIAS!!

[1] 13. O homem pode suavizar ou aumentar o amargor de suas provas, conforme o modo por que encare a vida terrena. Tanto mais sofre ele, quanto mais longa se lhe afigura a duração do sofrimento. Ora, aquele que a encara pelo prisma da vida espiritual apanha, num golpe de vista, a vida corpórea. Ele a vê como um ponto no infinito, compreende-lhe a curteza e reconhece que esse penoso momento terá presto passado. A certeza de um próximo futuro mais ditoso o sustenta e anima e, longe de se queixar, agradece ao Céu as dores que o fazem avançar. Contrariamente, para aquele que apenas vê a vida corpórea, interminável lhe parece esta, e a dor o oprime com todo o seu peso. Daquela maneira de considerar a vida, resulta ser diminuída a importância das coisas deste mundo, e sentir-se compelido o homem a moderar seus desejos, a contentar-se com a sua posição, sem invejar a dos outros, a receber atenuada a impressão dos reveses e das decepções que experimente. Daí tira ele uma calma e uma resignação tão úteis à saúde do corpo quanto à da alma, ao passo que, com a inveja, o ciúme e a ambição, voluntariamente se condena à tortura e aumenta as misérias e as angústias da sua curta existência.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O PRIMEIRO

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O PRIMEIRO

EMMANUEL
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 3
[1] do Cap. VII do ESE


“E qualquer que entre vós quiser ser o primeiro seja vosso servo.” – JESUS.
(MATEUS, 20:27)

Nos variados setores da experiência humana, encontramos as mais diversas criaturas a buscarem posições de destaque e postos de diretiva.
Há pessoas que enveredam pelas sendas do comércio e da indústria, em corrida infrene por se elevarem nas asas frágeis da posse efêmera
Muitas elegem a tirania risonha no campo social, para se afirmarem poderosas e dominantes.
Outras pontificam através do intelecto, usando a Ciência como apoio da autoridade que avocam para si mesmas.
Temos ainda as inteligências que, em nome da inovação ou da arte, se declaram fracamente partidárias da delinquência e do vício, para sossegarem as próprias ânsias de fulguração nas faixas da influência.
Todas caminham subordinadas às mesmas leis, elevando-se hoje, para descer amanhã.
O império econômico, a autoridade terrestre ou o intelectualismo sistemático possibilitam a projeção da criatura no cenário humano, à feição de luz meteórica, riscando, instantaneamente, a imensidade dos céus.
Em piores circunstâncias, aquele que preferiu o brilho infernal do crime, esbarra, em breve tempo, com a dureza de si mesmo, sendo constrangido a reunir os estilhaços da vida, provocados por suas ações lamentáveis, na recomposição do destino próprio.
Grande maioria toma a aparência do comando como sendo a melhor posição, e raros chegam a identificar, no anonimato da posição humilde, o posto de carreira que conduz a alma aos altiplanos da criação.
Apesar de tudo, porém, a verdade permanece imutável.
A liderança real, no caminho da vida, não tem alicerces em recursos amoedados.
Não se encastela simplesmente em notoriedade de qualquer natureza.
Não depende unicamente de argúcia ou sagacidade.
Nem é fruto da erudição pretensiosa.
A chefia durável pertence aos que se ausenta de si mesmos, buscando os semelhantes para servi-los...
Esquecendo as luzes transitórias da ribalta do mundo...
Renunciando à concretização de sonhos pessoais em favor das realizações coletivas...
Obedecendo aos estímulos e avisos da consciência...
E por amar a todos sem reclamar amor para si, embora na condição de servo de todos, faz-se amado da vida, que nele concentra seus interesses fundamentais.
MINHA REFLEXÃO
Para nós, que ocupamos o cargo de Coordenação de um programa que envolve um grupo relativamente grande de pessoas, essa mensagem é por demais implicante.
Faz-me raciocinar que nem sempre teremos a nossa disposição aqueles que contamos para tocar um barco. Às vezes temos que tocar sozinho, aguardando mais na frente o companheiro que se afastou momentaneamente. Já comentamos sobre isso em uma mensagem anterior a essa. Nem sempre as coisas estarão fáceis para os companheiros colaborarem como gostariam, apesar de serem, em alguns casos, pagos para fazer o trabalho que intimamente reclamamos que não estão fazendo. É nessa hora que devemos agir conforme o Emmanuel nos orienta: “A chefia durável pertence aos que se ausenta de si mesmos, buscando os semelhantes para servi-los...”. Assim daremos nossa contribuição enquanto estamos a caminho, de forma efêmera.
Nessas horas temos que ter mesmo muita humildade e paciência para o compromisso que assumimos na condição de coordenador/chefe, não caia na derrocada. Temos que chamar para nós a responsabilidade que poderia ser compartilhada. É notório que nem sempre reagimos naturalmente, pois ainda falta um delta não muito pequeno para sermos tolerantes e indulgentes nas situações de abandono em que venhamos a nos encontrar pelos companheiros de labor.
São experiências que ficam para o nosso aprendizado enquanto subordinados em outras situações.
Entendo que a liderança se faz, fazendo... Pegar na charrua primeiro é o melhor exemplo e motivação para os liderados. As reclamações devem ser ditas pelo esclarecimento e conscientização, creio. Algumas vezes podem ocorrer equívocos em que não seremos compreendidos e seremos rechaçados na condição de coordenador e ouvir reclamações injustas e ríspidas. Vivemos recentemente isso.
Nesse caso o líder tem que ser liderado pelas circunstancias, tentando manter o equilíbrio, que nem sempre é possível, no estágio evolutivo que se amolda, fazendo substituições que se farão necessárias, em algum momento, sem romper pessoalmente com a pessoa dispensada. Substituições que decorrem de um ciclo de um acompanhamento e avaliação.
É muito difícil deixar de contar com alguém e não querer mais que ela trabalhe consigo. Mas às vezes teremos que fazer escolhas e sempre seremos tido a conta de orgulhoso ao dispensar alguém, em particular pelo dispensado. Já passamos por essa experiência e não foi fácil e com certeza ainda vamos passar. Aqueles que foram ou serão, esperamos poder algum dia nos encontrar e podermos trabalhar juntos por uma mesma causa e de forma harmoniosa. Espero em Deus essa chance.
Paz e alegrias.

[1] AQUELE QUE SE ELEVA SERÁ REBAIXADO
3. Por essa ocasião, os discípulos se aproximaram de Jesus e lhe perguntaram: “Quem é o maior no reino dos céus?” – Jesus, chamando a si um menino, o colocou no meio deles e respondeu: “Digo-vos, em verdade, que, se não vos converterdes e tornardes quais crianças, não entrareis no reino dos céus. – Aquele, portanto, que se humilhar e se tornar pequeno como esta criança será o maior no reino dos céus – e aquele que recebe em meu nome a uma criança, tal como acabo de dizer, é a mim mesmo que recebe.”
(S. MATEUS, 18:1 a 5).

sábado, 2 de maio de 2009

MOEDA E MOENDA

Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará a outro, ou se prenderá a um e desprezará o outro. Não podeis servir simultaneamente a Deus e a Mamon.
(S. LUCAS, 16:13.).



63
MOEDA E MOENDA



HILÁRIO SILVA
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 1 do Cap. XVI do ESE


Moeda é peça que representa dinheiro.
Moenda é peça que mói alguma coisa.
Moeda é força que valoriza.
Moenda é força que transforma.
Moeda é fiança.
Moenda é ação.
Moeda é possibilidade.
Moenda é suor.
Moeda é recurso.
Moenda é utensílio.
Moeda apóia.
A moenda depura.
A moeda abona.
A moenda prepara.
Moeda parada é promessa estanque.
Moenda inerte é instrumento inútil.
Moeda mal dirigida traz sofrimento.
Moenda mal governada gera desastre.
Movimente a moeda nas boas obras e melhorará sua vida.
Acione a moenda no serviço e terá mesa farta.
A moeda é a moenda de seu caminho.
Lance hoje a sua moeda, na moenda do bem, praticando os seus ideais de trabalho e progresso, educação e caridade, e encontrará você amanha preciosas colheitas de simpatia e cooperação, alegria e luz.

MINHA REFLEXÃO

A moeda e a moenda, que, dependendo de quem as usa, podem ser motivo de queda ou elevação. Representam evangelicamente, a partir da reflexão do Espírito Hilário Silva, dois mundos que devem ser unidos no sentido da elevação, mas que dependendo do usuário podem representar duas alternativas: a do trabalho ou da ociosidade; da fartura ou da necessidade.
Se juntas, voltadas para o bem, representando o dinheiro e o trabalho, , podem ser a esperança de quem as usa e daqueles que é beneficiário de seu usuário.
O desprendimento (que significa o uso do dinheiro para fins nobres) e o labor (trabalho digno que educa e alimenta) são duas forças que elevam o Espírito humano. Muitos dependem da caridade material e da caridade moral alheia, pois passam pelas provas da humildade e resignação.
Que possamos usar nossa moeda na moenda do bem,como Hilário nos orienta, que nosso trabalho seja sempre para dignificar o nosso semelhante e nunca para humilhá-lo, desprezá-lo.
Que saibamos ser desprendidos a ponto de sabermos usar o dinheiro na hora certa e no lugar exato e que nosso trabalho possa ser harmônico o possível de modo a tirar nossos semelhantes de sua faixa de dependência dos outros.
Que possamos educar para a emancipação, sendo tolerantes, mas conscientes das limitações de qualquer um no seu trabalho de desenvolvimento interior com repercussão no seu desenvolvimento profissional e social.
Que Deus nos dê sempre paz e alegrias pelo trabalho que nos é oferecido no dia a dia de nossas vidas.
Um abraço espiritual!!!

domingo, 26 de abril de 2009

INDULGÊNCIA

MENSAGEM/REFLEXAO POSTADA COM DUAS SEMANAS DE ATRASO
ESSA SEMANA COLOCO EM DIA AS POSTAGENS.
(…) A indulgência jamais se ocupa com os maus atos de outrem, a menos que seja para prestar um serviço; mas, mesmo neste caso, tem o cuidado de os atenuar tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, não tem nos lábios censuras; apenas conselhos e, as mais das vezes, veladas. […] Sede indulgentes, meus amigos, porquanto a indulgência atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta e irrita. – José, Espírito protetor. (Bordéus, 1863.)


62
INDULGÊNCIA


ANDRÉ LUIZ
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 16 do cap. X do ESE


A luz da alegria deve ser o acho continuamente aceso na atmosfera da experiência.
Circunstâncias diversas e principalmente as da indisciplina podem alterar o clima de paz, em redor de nós, e dentre elas se destaca a palavra impensada, como forja de incompreensão, a instalar entrechoques.
Daí o nosso dever básico de a vigiar a nós mesmos na conversação, ampliando os recursos de entendimento nos ouvidos alheios.
Sejamos indulgentes.
Se erramos, roguemos perdão.
Se outros erraram, perdoemos.
O mal que desejarmos para alguém, hoje, suscitará o mal para nós, amanhã.
A mágoa não tem razão justa e o perdão anula os problemas, diminuindo complicações e perdas de tempo.
É assim que a espontaneidade no bem estabelece a caridade real.
Quem não reconhece as próprias imperfeições demonstra incoerência em si mesmo.
Quem perdoa, desconhece o remorso.
Ódio é fogo invisível na consciência.
O erro, por isso, não pede aversão, mas, entendimento.
Erro nosso, requer a bondade alheia; erro de outrem, reclama a nossa clemência.
A Humanidade dispensa quem a censure, mas necessita de quem a estime.
Antes de tudo, é preciso restaurar o trabalho em andamento, porque o retorno à tarefa é a conseqüência inevitável de toda fuga ao dever.
Quanto mais conhecemos a nós mesmos, mais amplo em nós o imperativo de perdoar.
Aprendamos com o Evangelho, a fonte inexaurível da Verdade.
Você, amostra da Grande Prole de Deus, carece do amparo de todos e todos lhe solicitam amparo.
Saiba, pois, refletir o mundo em torno, recordando que se o espelho, inerte e frio, retrata todos os aspectos dignos e indignos à sua volta, o pintor, consciente e respeitável, buscando criar atividade superior, somente exterioriza na pureza da tela os ângulos nobres e construtivos da vida.


MINHA REFLEXÃO


A mensagem de André Luiz é inspirada na mensagem de JOSEPH, ESPÍRITO PROTETOR, que consta no Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 10 – BEM AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS. Belíssima mensagem que nos conduz à consciência de seres que erram, mas que cuida mais de observar os erros alheios que os próprios.


Muitos de nós (estou incluído, ainda...) já deixaram de fazer muitas coisas ruins, seja contra os outros, seja contra si próprio e por incrível que pareça não perdoam quando vêem alguém fazer o que fizeram outrora.

Quando aquele que é observado praticando uma má ação, e que se sabe, será ele a própria vítima, a reação de quem observa é de desaprovação e às vezes de rejeição. Se é alguém familiar...

Me toca muito o trecho da mensagem de Joseph que diz que a indulgência “Não faz observações chocantes, não tem nos lábios censuras; apenas conselhos e, as mais das vezes, veladas.” André Luiz nos faz cair ainda mais a nossa máscara “de quem não faz mais”, mas já fez muito, ao nos asseverar que “O erro, (…) não pede aversão, mas, entendimento. Erro nosso, requer a bondade alheia; erro de outrem, reclama a nossa clemência".

Fico ainda mais humanizado quando leio o fechamento da mensagem de Joseph “[…] Sede indulgentes, meus amigos, porquanto a indulgência atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta e irrita”.

PAZ E ALEGRIAS....