segunda-feira, 12 de outubro de 2009

OS NOVOS SAMARITANOS







86
OS NOVOS SAMARITANOS




EURÍPEDES BARSANULFO
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 2
[1] do Cap XV do ESE





Quem ainda não caiu nos resvaladouros do erro?
Quem ainda não se viu forçado a reerguer-se de muitas quedas?
Tange as fibras do coração e estende a indulgência, servindo aos companheiros que o açoite da provação flagela e vergasta.
Ei-los que surgem por toda parte:
O doente recluso no manicômio, expirando à míngua de luz, no crepúsculo da existência......
A jovem acidentada cujos olhos empalidecem par não mais fitarem o azul do céu...
O moço que ostenta a saúde a brincar-lhe no corpo e a irreflexão a empurrar-lhe a alma para os antros do vício...
A mulher que resume ao mesmo tempo a ternura de mil mãezinhas, ao enlaçar o filhinho amado e enfermo, desfalecente e já sem forças para chorar...
O homem de passo errante que se estira em descanso sobre passeios e bancos da via pública, tentando conciliar o sono sem sonhos do supremo infortúnio...
O cultivador do solo, preso a dores antigas e que não troca de vestimenta há vários meses de intensa luta...
A dama elegante e bela que traz o coração repleto de enganos sobe o colo estrelado de jóias...
O ébrio de olhar sem brilho e de lábios sem cor, que avança para o sepulcro, cambaleando aos soluços dos filhos entregues à ignorância e à necessidade...
A velhinha encarquilhada que ainda busca coser farrapos de velhos sonhos...
O sentenciado infeliz cuja consolação é somente ouvir a orquestra dos passarinhos sobre as telhas do cárcere...
Construindo o bem sem alarde, no sublime anonimato do amor fraterno, os espíritas podem e devem ser os novos samaritanos, em plena vida de hoje.

MINHA REFLEXÃO



Essa passagem evangélica foi a mensagem inspiradora de um trabalho muito bonito que fiz parte na década de 80. Hoje não tenho mais contato com os amigos do Grupo Espírita de Visita “Humberto de Campos”: Ribamar, Zé Antônio, Noely, Ana Maria. Fazíamos um estudo nos sábados e visitas aos domingos, toda semana. Passamos bons momentos naquelas tardes de domingo, porque, na alegria de estarmos fazendo bem às pessoas que visitávamos, fazíamos bem aos amigos do grupo pela oportunidade dada a eles de ter um grupo afinizado para fazer um trabalho que solitariamente seria mais difícil fazer.
Um dia da semana, da quinzena, do mês, podemos escolher para fazer um trabalho desse que ajuda a muitos a passar pelos momentos que passam em dificuldades de saúde, física ou mental, pela solidão, passando fome ou em risco da marginalidade ou prostituição, refletindo sobre o mal feito as pessoas, em presídios.
Podemos ser os novos samaritanos inspirados na parábola de Jesus quando nos ensinou que a caridade é a “condição absoluta da felicidade futura" (Item 3 do Cap. XV do ESE – Intitulado FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO).
Lendo o Item 3, transcrito no rodapé dessa postagem, concluímos que a CARIDADE é muito mais que fazer visita aos doentes e desvalidos de toda sorte; é muito mais que dizer ser dessa ou daquela religião. A caridade é o nome de um grupo de virtudes que nos levam ao Reino de Deus como sendo um estado de espírito que devemos perseguir representando no final a FELICIDADE ETERNA: Bem-aventurados, disse, os pobres de espírito, isto é, os humildes, porque deles é o reino dos céus; bem-aventurados os que têm puro o coração; bem-aventurados os que são brandos e pacíficos; bem-aventurados os que são misericordiosos; amai o vosso próximo como a vós mesmos; fazei aos outros o que quereríeis vos fizessem; amai os vossos inimigos; perdoai as ofensas, se quiserdes ser perdoados; praticai o bem sem ostentação; julgai-vos a vós mesmos, antes de julgardes os outros. Não é pouca coisa, mas Deus nos dá todo o tempo da eternidade para conseguirmos essa condição...
Uns atingirão mais rápido que outros pela ESCOLHA que fizer visando o melhor para sua vida, mas, outros, ainda reticentes, ainda vão ainda penar bastante para despertar para caminhos mais retos, lembrando que depois da vinda de Jesus Cristo à Terra, já se passaram 2000 anos e ainda nos mostramos ainda vacilantes nessa ESCOLHA como se a FELICIDADE não dependesse dela.
Ainda fazemos muito mal a nós mesmos, retardando nosso progresso e a FELICIDADE ETERNA que o próprio JESUS prometeu e que é tão sonhada e poementizada por tantos, como se fosse apenas um ideal e não algo real, como se fosse alcançada somente por aqueles que nasceram com esse dom, indo de encontro com a JUSTIÇA DIVINA, que é imparcial e soberanamente JUSTA
[2].
Finalizando, deixo uma passagem de Davi, em Salmos, 32: 1-2, que nos adianta, já no seu tempo, que todos têm direito à felicidade. Entretanto, na visão espírita, tendo o Espírito já percorrido e estando percorrendo caminhos ainda muitos comprometedores, pode ainda almejar a FELICIDADE ETERNA, desde que trabalhe nesse sentido, praticando a caridade e, ainda mesmo que doa e, para muitos, que doa muito, pelos males que causou a muitos e a si mesmo: Como é feliz o homem que tem suas desobediências perdoadas e seus pecados cobertos! Como é feliz o homem cujos pecados Deus apagou e está livre de más intenções em seu coração.
PAZ E ALEGRIAS!
QUE DEUS ME AJUDE!

[1] Item 3 que comenta o Item 2. Toda a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, isto é, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho. Em todos os seus ensinos, ele aponta essas duas virtudes como sendo as que conduzem à eterna felicidade: Bem-aventurados, disse, os pobres de espírito, isto é, os humildes, porque deles é o reino dos céus; bem-aventurados os que têm puro o coração; bem-aventurados os que são brandos e pacíficos; bem-aventurados os que são misericordiosos; amai o vosso próximo como a vós mesmos; fazei aos outros o que quereríeis vos fizessem; amai os vossos inimigos; perdoai as ofensas, se quiserdes ser perdoados; praticai o bem sem ostentação; julgai-vos a vós mesmos, antes de julgardes os outros. Humildade e caridade, eis o que não cessa de recomendar e o de que dá, ele próprio, o exemplo. Orgulho e egoísmo, eis o que não se cansa de combater. E não se limita a recomendar a caridade; põe-na claramente e em termos explícitos como condição absoluta da felicidade futura. No quadro que traçou do juízo final, deve-se, como em muitas outras coisas, separar o que é apenas figura, alegoria. A homens como os a quem falava, ainda incapazes de compreender as questões puramente espirituais, tinha ele de apresentar imagens materiais chocantes e próprias a impressionar. Para melhor apreenderem o que dizia, tinha mesmo de não se afastar muito das idéias correntes, quanto à forma, reservando sempre ao porvir a verdadeira interpretação de suas palavras e dos pontos sobre os quais não podia explicar-se claramente. Mas, ao lado da parte acessória ou figurada do quadro, há uma idéia dominante: a da felicidade reservada ao justo e da infelicidade que espera o mau. Naquele julgamento supremo, quais os considerados da sentença? Sobre que se baseia o libelo? Pergunta, porventura, o juiz se o inquirido preencheu tal ou qual formalidade, se observou mais ou menos tal ou qual prática exterior? Não; inquire tão-somente de uma coisa: se a caridade foi praticada, e se pronuncia assim: Passai à direita, vós que assististes os vossos irmãos; passai à esquerda, vós que fostes duros para com eles. Informa-se, por acaso, da ortodoxia da fé? Faz qualquer distinção entre o que crê de um modo e o que crê de outro? Não, pois Jesus coloca o samaritano, considerado herético, mas que pratica o amor do próximo, acima do ortodoxo que falta com a caridade. Não considera, portanto, a caridade apenas como uma das condições para a salvação, mas como a condição única. Se outras houvesse a serem preenchidas, ele as teria declinado. Desde que coloca a caridade em primeiro lugar, é que ela implicitamente abrange todas as outras: a humildade, a brandura, a benevolência, a indulgência, a justiça, etc., e porque é a negação absoluta do orgulho e do egoísmo.

[2] LIVRO DOS ESPÍRITOS, QUESTÃO 133. Têm necessidade de encarnação os Espíritos que, desde o princípio, seguiram o caminho do bem? “Todos são criados simples e ignorantes e se instruem nas lutas e tribulações da vida corporal. Deus, que é justo, não podia fazer felizes a uns, sem fadigas e trabalhos, conseguintemente sem mérito.”

terça-feira, 6 de outubro de 2009

PRECE DO PÃO


85
PRECE DO PÃO



MEIMEI
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 7
[1] do Cap XIII do ESE


Senhor!
Entre aqueles que te pedem proteção, estou eu também, servo humilde a quem mandaste extinguir o flagelo da fome.
Partilhando o movimento daqueles que te servem, fiz hoje igualmente o meu giro.
Vi-me freqüentemente detido, em lares faustosos, cooperando nas alegrias da mesa farta, mas vi pobres mulheres que me estendiam, debalde, as mãos.
Vi crianças esquálidas que me olhavam ansiosas, como se estivessem fitando um tesouro perdido.
Encontrei homens tristes, transpirando suor, que me contemplavam, agoniados, rogando, em silêncio, para que lhes socorresse os filhinhos largados ao extremo infortúnio...
Escutei doentes que não precisavam tanto de remédio, mas de mim, para que pudessem atender ao estômago torturado!...
Vi a penúria cansada de pranto e reparei, em muitos corações desvalidos, mudo desespero por minha causa.
Entretanto, Senhor, quase sempre estou encarcerado por aquelas mesmas criaturas que te dizem honrar.
Falam em teu nome, confortadas e distraídas na moldura do supérfluo, esquecendo que caminhastes, no mundo, sem reter uma pedra em que repousar a cabeça.
Elogiam-te a bondade e exaltam-te a glória, sem perceberem, junto delas, seus próprios irmãos fatigados e desnutridos. E, muitas vezes, depois de formosas dissertações em torno de teus ensinos, aprisionam-me em gavetas e armários, quando não me trancam sob a tela colorida de vitrinas custosas ou no recinto escuro dos armazéns.
Ensina-lhe, Senhor, nas lições da caridade, a dividir-me por amor, para que eu não seja motivo à delinqüência.
E, se possível, multiplica-me, por misericórdia, outra vez, a fim de que eu possa aliviar todos os famintos da Terra, porque, um dia, Senhor, quando ensinavas o homem a orar, incluíste-me entre as necessidades mais justas da vida, suplicando também a Deus:
- “O pão nosso de cada dia dai-nos hoje.”

MINHA REFLEXÃO

O pão representa a continuidade da vida, mesmo que sem qualidade. Ele aparece em várias passagens bíblicas/evangélicas
[2], representando muitas outras coisas, como a aliança, comunhão (Santa Ceia), a ajuda do céu (maná), o trabalho/esforço (Comerás o pão com o suor do teu rosto (Gn 3, 19)), etc.
Meimei suplica ao Senhor que as pessoas voltem seus olhares para os infortunados, pois muitos ficariam felizes com um simples pedaço de pão no inicio do dia.
Isso me faz lembrar que já passei fome quando estudei longe de meus pais. Certo dia amanheci sem nenhum tostão e ia seguindo sem me alimentar até o inicio da tarde, quando encontrei um amigo meu que me emprestou um dinheiro para eu me alimentar. Já tinha passado a hora do restaurante universitário e então procurei uma lanchonete e lá pedi um pão de queijo. Nossa...quando abri a boca para abocanhá-lo, vi pular de minha boca a saliva que se formou na boca só em pensar nele...rs. Acho que nunca comi um pão de queijo tão gostoso na minha vida.
É isso, quem já passou por isso, sabe o que Meimei diz na mensagem, sendo que essas pessoas que ela cita, já vem passando fome já há muitos dias, o que é uma potencialização do sofrimento da fome.
Que não venhamos a passar fome (ninguém sabe o dia de amanhã, nessa ou na próxima vida) e procuremos alimentar as pessoas com o pão da simpatia, da indulgência, da tolerância, da educação.
PAZ E ALEGRIAS
QUE DEUS ME AJUDE


[1] 7. Disse também àquele que o convidara: Quando derdes um jantar ou uma ceia, não convideis nem os vossos amigos, nem os vossos irmãos, nem os vossos parentes, nem os vossos vizinhos que forem ricos, para que em seguida não vos convidem a seu turno e assim retribuam o que de vós receberam. – Quando derdes um festim, convidai para ele os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos. – E sereis ditosos por não terem eles meios de vo-lo retribuir, pois isso será retribuído na ressurreição dos justos. Um dos que se achavam à mesa, ouvindo essas palavras, disse-lhe: Feliz do que comer do pão no reino de Deus! (S. LUCAS, 14:12 a 15.)

[2] http://murima.blogspot.com/2003/05/po-nosso-o-smbolo-do-po-na-bblia-1.html

domingo, 27 de setembro de 2009

PRÓ OU CONTRA

84
PRÓ OU CONTRA


EMMANUEL
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 4 do Cap XVII do ESE


Entre o bem e o mal não existe neutralidade.
De igual modo, não há miscibilidade ou transição entre a verdade e a mentira.
Escondemo-nos na sombra ou revelamo-nos na luz.
Quem não edifica o bem, só por essa omissão já está forjando o mal, em forma de negligência.
Quem foge à realidade cairá inevitavelmente no engano de conseqüências imprevisíveis.
Importa considerar, entretanto, a relatividade das posições individuais, nos quadros da vida coletiva, para não encarcerarmos a própria conduta em opiniões inamovíveis.
Desse modo, busquemos sempre, acima de tudo, a verdade fundamental que dimanado Criador, e o bem maior, relativo ao interesse espiritual de todas as criaturas.
Partindo desse principio basilar, sentiremos a realidade do esclarecimento justo do Senhor:
- "Quem não é comigo é contra mim."
A necessidade mais imperiosa de nossas almas é sempre aquela do culto incessante à caridade pura, sem condições de qualquer natureza. Quem estiver fora dessa orientação, respira a distância do apostolado com Jesus.
Para assegurar-nos a firme atitude na senda reta, trazemos dentro de nós a consciência, à feição de porta-voz do roteiro exato.
Nos mínimos sucessos de cada dia, define-te, pois, com clareza, para que te não abandones à neblina dos vales de indecisão.
Estacionamento no mal, ou ascensão para o bem.
Com Jesus ou distante dele.
Isto significa que estarás ao lado do Cristo, desprezando agora as supostas facilidades que gerarão depois as dificuldades reais, ou abraçando, hoje, a cruz do caminho que, amanhã, conferir-te-ão o galardão do imarcescível triunfo.

MINHA REFLEXÃO

A mensagem de Emmanuel inspirada na instrução de Allan Kardec sobre os bons espíritas, dissertada no Cap. XVII nos lembra outra passagem evangélica quando o Cristo nos faz optar entre Deus e Mamom (ESE, Cap XVI).
Sendo Jesus a expressão de Deus na Terra, não podemos ficar vacilantes em optar por ele ou qualquer coisa, doutrina, tendência filosófica ou religiosa.
Devemos fazer o bem como Jesus nos ensinou. Não fazer o mal não é suficiente para se dizer bondoso. Temos que tomar atitudes benevolentes. Conforme Emmanuel, nessa mensagem dele psicografada por Waldo Vieira, “quem não edifica o bem, só por essa omissão já está forjando o mal, em forma de negligência”. Então, para sermos bons espíritas, devemos fazer mais que se omitir quando uma situação nos pede uma posição cristã, significando uma opção por Jesus.
É bem verdade que estamos em ascensão espiritual e nem sempre conseguimos seguir a risca os preceitos evangélicos, mas devemos manter sempre o esforço em nos melhorarmos, conforme Allan Kardec nos ensinou: “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más” (ESE, CAP..XVII, Item 4).
PAZ E ALEGRIAS

sábado, 19 de setembro de 2009

NOSSOS IRMÃOS

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NOSSOS IRMÃOS

ALBINO TEIXEIRA
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 5[1] do Cap. XII do ESE



Um pensamento de simpatia e de amor para os nossos irmãos que se recuperam!... Muitos são chamados criminosos, mas, em verdade, foram doentes. Sofriam desequilíbrios da alma, que se lhes encravavam no ser, quais moléstias ocultas.
Praticaram delitos, sim... Hoje, entretanto, procuram-te a companhia, sonhando renovação.
Amaram, ignorando que o afeto deve estar vinculado à harmonia da consciência, e amarguraram terrível secura, em labirintos de sombra, a suspirarem agora pelo orvalho da luz.
Eram sovinas e sonegavam o pão à boca faminta dos semelhantes; contudo, pretendem contigo o reingresso na escola da caridade.
Acreditavam-se em regime de exceção, quando o orgulho lhes assopravam a mentira; no entanto, após resvalarem no erro, refugiam-se em tua fé, anelando refazimento.
Renderam-se às tentações e foram pilhadas na armadilha do mal; todavia, presentemente, buscam-te os olhos e apertam-te as mãos, ansiando esquecer e recomeçar.
Não lhes fites o desacerto.
Alimenta-lhes a esperança.
Não te animarias a espancar a cabeça de quem estivesse a convalescer, depois da loucura, nem cortarias a pele em cicatrizes recentes.
Enfermos graves da alma, todos nós fomos ontem!...
Rende, pois, graças a Deus, se já podes prestar auxílio, porque, se chegaste ao grau de restauração em que te encontras, é que, decerto, alguém caminhou pacientemente contigo, com bastante amor de servir e bastante coragem de suportar.

MINHA REFLEXÃO

Nosso passado delituoso (não precisamos voltar ao passado, pois nossas inclinações nos indicam o que gostávamos de fazer em outras vidas) nos faz pensar que os nossos desafetos, irmãos e filhos que nos contrariam merecem nossa paciência e tolerância.
Quando decidiram que tinham que mudar, aceitaram viver entre nós, como colegas, filhos ou parentes, na esperança de mudarem, serem ajudados por nós, considerando que aceitamos essa tarefa a partir de nossa resolução de também repararmos o que destruimos no passado e progredir também.
Muitas vezes fomos os seus descaminhadores, isto é, contribuimos muito para que fossem o que vieram a ser e que hoje pensam em reparar o mal feito.
Devemos ser pacientes e tolerantes...Eis o caminho para a nossa felicidade...
Paz e alegrias!!!


[1] Com um mau proceder, o homem irrita o seu inimigo, que então se constitui instrumento de que a justiça de Deus se serve para punir aquele que não perdoou.

sábado, 12 de setembro de 2009

NEM CASTIGO, NEM PERDÃO

82
NEM CASTIGO, NEM PERDÃO


ANDRÉ LUIZ
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 5 do CAP. V do ESE



O espírita encontra na própria fé – o Cristianismo Redivivo – estímulos novos para viver com alegria, pois, com ele, os conceitos fundamentais da existência recebem sopros poderosos de renovação.
A Terra não é prisão de sofrimento eterno.
É escola abençoada das almas.
A felicidade não é miragem do porvir.
É realidade de hoje.
A dor não é forjada por outrem.
É criação do próprio espírito.
A virtude não é contentamento futuro.
É júbilo que já existe.
A morte não é santificação automática.
É mudança de trabalho e de clima.
O futuro não é surpresa atordoante.
É conseqüência dos atos presentes.
O bem não é o conforto do próximo, apenas.
É ajuda a nós mesmos.
Deus é Equidade Soberana, não castiga e nem perdoa, mas o ser consciente profere para si as sentenças de absolvição ou culpa ante as Leis Divinas.
Nossa conduta é o processo, nossa consciência, o tribunal.
Não nos esqueçamos, portanto, de que, se a Doutrina Espírita dilata o entendimento da vida, amplia a responsabilidade da criatura.
As raízes das grandes provas irrompem do passado – subsolo da nossa existência – e, na estrada da evolução, quem sai de uma vida e entra em outra, porque berço e túmulo são, simultaneamente, entradas e saídas em planos da Vida Eterna.



MINHA REFLEXÃO
André Luiz faz uma reflexão belíssima sobre texto que se encontra no rodapé dessa postagem.
Kardec, em sua dissertação contida no Item 5 do Cap. V do ESE, nos faz lembrar que a Lei humana é superficial por não atingir nossas faltas em relação a nós mesmos. Mas qual não é? Se refletirmos bem, à luz da Doutrina Espírita, toda falta cometida por nós tem como primeiro afetado nós mesmos, pois senão não teríamos que viver o mesmo que fizemos os outros passarem em vidas passadas ou conviver com aqueles que foram nossos adversários para nos reconciliarmos e dar eles a oportunidade do perdão tão necessitado por nós.
Deus, pela sua lei da reencarnação já nos perdoa, sem nos perdoar, se é isso que André Luiz quer dizer, considerando que não somos premiados pelas penas eternas como alguns credos pregam, mas sim, por uma nova oportunidade de tentar acertar e construir uma felicidade meritória. As dores, que purgam as mazelas espirituais do ser humano, nada mais são que “(...) uma advertência de que procedeu mal”. Elas lhes dão experiências, que “fazem-lhe sentir a diferença existente entre o bem e o mal e a necessidade de se melhorar para, de futuro, evitar o que lhe originou uma fonte de amarguras; sem o que, motivo não haveria para que se emendasse. Confiante na impunidade, retardaria seu avanço e, conseqüentemente, a sua felicidade futura.” (Item 5 do CAP. V do ESE)
O que mais nos toca na mensagem do André Luiz é a certeza que seremos mais cobrados quanto mais conhecimentos adquirirmos e isso muitas vezes nos pesa na consciência.
Que sejamos mais sensatos e voltados para a nossa felicidade futura, contribuindo assim, também, com a felicidade de nossos semelhantes.
PAZ E ALEGRIAS.


Item 5 do CAP. V do ESE - A lei humana atinge certas faltas e as pune. Pode, então, o condenado reconhecer que sofre a conseqüência do que fez. Mas a lei não atinge, nem pode atingir todas as faltas; incide especialmente sobre as que trazem prejuízo â sociedade e não sobre as que só prejudicam os que as cometem, Deus, porém, quer que todas as suas criaturas progridam e, portanto, não deixa impune qualquer desvio do caminho reto, Não há falta alguma, por mais leve que seja, nenhuma infração da sua lei, que não acarrete forçosas e inevitáveis conseqüências, mais ou menos deploráveis. Daí se segue que, nas pequenas coisas, como nas grandes, o homem é sempre punido por aquilo em que pecou. os sofrimentos que decorrem do pecado são-lhe uma advertência de que procedeu mal. Dão-lhe experiência, fazem-lhe sentir a diferença existente entre o bem e o mal e a necessidade de se melhorar para, de futuro, evitar o que lhe originou uma fonte de amarguras; sem o que, motivo não haveria para que se emendasse. Confiante na impunidade, retardaria seu avanço e, conseqüentemente, a sua felicidade futura.
Entretanto, a experiência, algumas vezes, chega um pouco tarde: quando a vida já foi desperdiçada e turbada; quando as forças já estão gastas e sem remédio o mal, Põe-se então o homem a dizer: "Se no começo dos meus dias eu soubera o que sei hoje, quantos passos em falso teria evitado! Se houvesse de recomeçar, conduzir-me-ia de outra maneira. No entanto, já não há mais tempo!" Como o obreiro preguiçoso, que diz: "Perdi o meu dia", também ele diz: "Perdi a minha vida". Contudo, assim como para o obreiro o Sol se levanta no dia seguinte, permitindo-lhe neste reparar o tempo perdido, também para o homem, após a noite do túmulo, brilhará o Sol de uma nova vida, em que lhe será possível aproveitar a experiência do passado e suas boas resoluções para o futuro.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A FESTA

80
A FESTA


HILÁRIO SILVA
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 7 do Cap. IX do ESE



Era homem de meia-idade.
Chamava-se Frederico Manuel de Ávila.
Comerciante progressista. Espírita há dois lustros, buscava pautar a existência pelo Evangelho Renovador.
Contudo, era sempre afobado.
Raro se detinha para examinar um problema maior.
Impaciente. Precipitado. Febricitante.
Várias vezes fora admoestado para reduzir a marcha da própria vida.
Amigos aconselharam. Espíritos advertiram.
Tudo inútil.
Certo dia, demorando-se mais no escritório, voltou ao lar, quase noitinha, acelerado como de hábito.
De posse da chave, abriu a porta e entrou.
Percorria o corredor para chegar a uma das salas, quando nota um vulto caminhando para ele, a toda pressa na penumbra...
Surpreendido e amedrontado, ante a figura estranha, julgou-se à frente de algum amigo do alheio e volveu sobre os próprios passos, em corrida aberta.
Na fuga, porém, tropeça num canteiro do jardim e cai, gritando, estentórico.
Os gritos atraem vizinhos, pressurosos, que o encontram desmaiado.
É conduzido ao hospital próximo.
Frederico fraturara uma perna...
Mais tarde, volta a casa com a perna engessada.
Na intimidade da família, foi compelido a lembrar-se de que aniversariava naquele dia...
E tudo fico esclarecido.
Como se demorasse em serviço, os parentes quiseram surpreendê-lo no trabalho, verificando-se o desencontro.
A esposa e os filhos, para recepcioná-lo alegremente, em festa íntima, alteraram as disposições dos móveis do interior da casa.
E só então pôde compreender que o vulto, que o assustara, era ele mesmo refletido no grande espelho da parede da sala de jantar que fora mudado de posição....

MINHA REFLEXÃO

Essa mensagem teve origem na mensagem de UM ESPÍRITO AMIGO intitulada A PACIÊNCIA e grafada no Evang. Segundo o Espiritismo no Cap intitulado Bem-aventurados aqueles que são Mansos e Pacíficos.
Creio que este é o capitulo que mais me toca o Espírito, pois ainda sou muito impaciente e intolerante com os outros, mas comigo também, creio que mais com os outros...rs. Sei lá.
O automatismo da intolerância é demais em mim...e o sinto chegar e ir embora, por que raciocino quando me comporto assim...Mas parece que o automatismo é mais rápido que o pensamento...Creio que vale aqui a teoria do reflexo condicionado...Somos alimentados pelo que reprovamos nos outros.
Fico pensando se projeto nos outros os meus defeitos ou reprovo neles o que não faço mais, como se não o fiz, o que reprovo nos outros, com até mais intensidade, de forma que tambem é um ato anti-caridoso.
Frederico é o retrato de muitos que não raciocinam até mesmo nas pequenas coisas, que nao seja em dominar um defeito...Reflete-se nele a impaciência e a inseguranca, falta de maturidade em situações inovadoras
Que nessa existencia eu termine um pouco mais dócil, maleável, tolerante, paciente e indugente com as falhas alheias e em acontecimentos de modo geral...
Paz e alegrias
ps. essa mensagem traz a numeração atrasada, pois na semana passada eu refleti sobre a mensagem posterior a ela.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

A HISTÓRIA DE UM PÃO

81
A HISTÓRIA DE UM PÃO


IRMÃO X
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 15 do Cap. XIII


Quando Barsabás, o tirano, demandou o reino da morte, buscou debalde reintegrar-se no grande palácio que lhe servira de residência.
A viúva, alegando infinita mágoa, desfizera-se da moradia, vendendo-lhe os adornos.
Viu ele, então, baixelas e candelabros, telas e jarrões, tapetes e perfumes, jóias e relíquias, sob o martelo do leiloeiro, enquanto os filhos querelavam no tribunal disputando a melhor parte da herança.
Ninguém lhe lembrava o nome, desde que não fosse para reclamar o ouro e a prata que doara a mordomos distintos.
E porque na memória de semelhantes amigos ele não passava, agora, de sombra, tentou o interesse afetivo de companheiros outros da infância...
Todavia, entre estes encontrou simplesmente a recordação dos próprios atos de malquerença e de usura.
Barsabás entregou-se às lágrimas, de tal modo, que a sombra lhe embargou, por fim, a visão, arrojando-o nas trevas...
Vagueou por muito tempo no nevoeiro, entre vozes acusadoras, até que um dia aprendeu a pedir na oração, e, como se a rogativa lhe servisse de bússola, embora caminhasse às escuras, eis que, de súbito, se lhe extingue a cegueira e ele vê, diante de seus passos, um santuário sublime, faiscante de luzes.
Milhões de estrelas e pétalas fulgurantes povoavam em todas as direções.
Barsabás, sem perceber, alcançara a Casa das Preces de Louvor, nas faixas inferiores do firmamento.
Não obstante deslumbrado, chorou, impulsivo, ante o ministro espiritual que velava no pórtico.
Após ouvi-lo, generoso, o funcionário angélico falou, sereno:
– Barsabás, cada fragmento luminoso que contemplas é uma prece de gratidão que subiu da Terra...
– Ai de mim – soluçou o desventurado – eu jamais fiz o bem...
– Em verdade – prosseguiu o informante – trazes contigo, em grandes sinais, o pranto e o sangue dos doentes e das viúvas, dos velhinhos e órfãos indefesos que despojastes, nos teus dias de invigilância e de crueldade; entretanto, tens aqui, em teu crédito, uma oração de louvour...
E apontou-lhe uma acanhada estrela que brilhava à feição de pequeno disco solar.
– Há trinta e dois anos – disse, ainda, o instrutor – deste um pão a uma criança e essa criança te agradece, em prece ao Senhor da Vida.
Chorando de alegria e consultando velhas lembranças, Barsabás perguntou:
– Jonakin, o enjeitado?
– Sim, ele mesmo – confirmou o missionário divino. ¬ Segue a claridade do pão que deste,um dia, por amor, e livrar-te-ás, em definitivo, do sofrimento nas trevas.
E Barsabás acompanhou o tênue raio do tênue fulgor que se desprendia daquela gota estelar, mas, ao invés de elevar-se às Alturas, encontrou-se numa carpintaria humilde da própria Terra.
Um homem calejado aí refletia, manobrando a enxó em pesado lenho...
Era Jonakin, aos quarenta de idade.
Como se estivessem os dois identificados no doce fio de luz, Barsabás abraçou-se a ele, qual viajante abatido, de volta ao calor do lar.
.....................................................................................

Decorrido um ano, Jonakin, o carpinteiro, ostentava sorridente, nos braços, mais um filhinho, cujos louros cabelos emolduravam belos olhos azuis.
Com a benção de um pão dado a um menino triste, por espírito de amor puro, conquistara Barsabás, nas Leis Eternas, o prêmio de renascer para redimir-se.

MINHA REFLEXÃO
Como é produtiva a ação do bem...
Isso é muito consolador, pois Jesus nos garantiu que se fizéssemos aos pequeninos estaríamos fazendo a ele (S. MATEUS, cap. XXV, vv. 31 a 46.)...
Então, não custa nada fazermos alguma coisa pelo semelhante sempre que ocorrer uma oportunidade.
Entretanto, podemos também prever e executar ações benfeitoras se acharmos, entendendo que acharemos se procurarmos, um tempo em nossa “apertada” agenda.
Essa mensagem foi inspirada no cap. XIII que discorre sobre não mostrarmos à esquerda o que faz a direita, alusiva ao fazer o bem sem ostentação, pois o prêmio pelo bem que fazemos não se encontra aqui na Terra, mas no “Céu”.
Como foi oportuno o Barsabás ter ajudado Jonakin, pois foi ele que anos depois o recebeu para uma jornada reparadora...Nao sabemos que o que aconteceu com o Barsabás naquela existência como filho de Jonakin...Deve ter sido sofredora...Mas o que significa o sofrimento diante de tantas dores que ele fez os outros passarem?
O certo é que um ato de caridade, e é tão mais caridoso quanto for a espontaneidade e despreocupação com o retorno imediato, é uma credencial a receber a Misericórdia Divina, valendo para quem quer seja, até para o mais perverso da face da Terra. Isto é,...Todos somos filhos de Deus...

PAZ E ALEGRIAS.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

BENEFÍCIO OCULTO

79
BENEFÍCIO OCULTO

EMANNUEL
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 3 do Cap. XIII


“Não saiba vossa mão esquerda o que oferece a direita” é a lição de Jesus que constantemente nos sugere a sementeira do bem oculto.
Entretanto, é preciso lembrar que se “nem só de pão vive o homem”, não se alimenta a virtude tão-somente de recursos materiais.
Acima do benefício que se esconde para ser mais seguro no campo físico, de modo a que se não firam corpos doentes e bocas famintas pelos acúleos da ostentação, prevalece o amparo mudo às necessidades do sentimento, na esfera do espírito, a fim de que os tóxicos da maldade e os desastres do escândalo não arrasem experiências preciosas com o fogo da imprevidência.
Se percebeste no companheiro as escamas do orgulho ou da rebeldia, envolve-o no clima da humildade, socorrendo-lhe a sede imanifesta de auxílio, e se presenciastes a queda de alguém, no caminho que jornadeias, alonga-lhe os braços de irmão, para que se levante, sem exagerar-lhe os desajustes com a referência insensata.
Se um amigo aparece errado aos teus olhos, cala o verbo contundente da crítica, ajudando-o com a benção da prece, e se o próximo surge desorientado e infeliz, em teus passos, oferta-lhe o favor do silêncio, para se reequilibre e restaure.
Não vale encarecer cicatrizes e imperfeições, a pretexto de apagá-las no corpo das horas, porquanto leve chaga, tratada com desamor, é sempre ferida a cronicificar-se no tempo.
Distribui, desse modo, a beneficência do agasalho e do pão, evitando humilhar quem te recolhe os gestos de providência e carinho; contudo, não olvides estender a caridade do pensamento e da língua, para que o bálsamo do perdão anule o veneno do ódio e para que a força do esquecimento extinga as sombras de todo mal.

MINHA REFLEXÃO
Que mensagem belíssima!! O silêncio...Que caridade maior que essa? Em geral não nos contentamos em ajudar alguém que caiu em erro ou se encontra em necessidade por não ter agido positivamente em próprio favor. Sempre o esmagamos com uma crítica pesada afundando mais ainda sua consciência que já se encontra pesada/culpada.
Emmanuel, como sempre nos traz uma reflexão a mais sobre os ensinamentos de Jesus. Fazer um benefício em silêncio acalma a alma dorida que humilhadamente pede ajuda. Sejamos aquele que dá por que entende que pode ajudar e não para dar uma lição no beneficiário que nos procura como a salvação num momento muito difícil. O orgulhoso que se encontra em uma situação vantajosa, em geral, ostenta seu sucesso momentâneo e ajuda sem deixar de ostentar os seus troféus efêmeros.
Sejamos silenciosos quando o barulho ecoa no ambiente em que nos encontramos para que ele não seja aumentado pela nossa participação.
Emmanuel nos diz: “Não vale encarecer cicatrizes e imperfeições, a pretexto de apagá-las no corpo das horas, porquanto leve chaga, tratada com desamor, é sempre ferida a cronicificar-se no tempo”. Quem está doente precisa de bálsamo, curativo e não esmagamento da ferida.
Sejamos quais enfermeiros(as) que não pergunta de onde veio e para onde vai seu paciente. Apenas fazem o seu dever: trata a ferida. E se forem caridosos, ainda, acalmam a alma do doente.
Paz e alegrias
Domício

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

NA EXALTAÇÃO DO AMOR

78
NA EXALTAÇÃO DO AMOR

ANDRÉ LUIZ
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 10 do Cap. XI



Comentando o item 10 do cap. XI do Evangelho Segundo o Espiritismo que exalta o pensamento: "Amai muito para serdes amados" (Espíritos Superiores através de Sanson, ex-membro da Sociedade Espírita de Paris (1863)).

A folha ressequida que cai, anônima, do pedúnculo em que nasceu, é bem o símbolo do poder oculto de Deus em a Natureza.
Poder que é força, vida e amor...
Quem a recolheu?
O Sol? Não. O Vento? Não. O Homem? Não.
A folha desceu por si mesma, segundo os ditames preestabelecidos pelas leis gerais do Universo, para o seio fecundante da Terra que a transforma em novo elemento no laboratório da incessante renovação.
Assim também se movem as criaturas e os destinos.
A folha cai. Os mundos caminham... O homem evolve...
Brilha o Sol, naturalmente, mantendo a Família Planetária nos domínios da Casa Cósmica.
Avança o Vento, sem esforço, nutrindo a euforia das plantas.
Em princípios de soberana espontaneidade, constrói o Homem a própria existência.
Saber não é tudo.
Só o amor consegue totalizar a glória da vida. Quem vive respira. Quem trabalha progride. Quem sabe percebe.
Quem ama respira, progride, percebe, compreende, serve e sublima, espalhando a felicidade.
Siga, pois, seu roteiro, louvando o bem, esquecendo o mal e edificando sem repouso.
Se o caminho é áspero e sombrio, prossiga com destemor.
Lembre-se de que na vanguarda há mais amplo local para a sua esperança.
Busque ouvir a mensagem do amor, onde passe.
Estude amando.
Responda aos imperativos da evolução, amando onde esteja.
Atenda ao semelhante, amando com alegria.
Satisfará, em tudo, a você mesmo, amando sempre.
Na marcha ascendente para o Reino Divino, o Amor é a Estrada Real. As outras vias chamam-se experiências que a Eterna Sabedoria, ainda por amor, traçou à grande viagem das almas para que o espírito humano não se perca.
Antes de você, o amor era.
Depois de você, o amor será.
Isso, porque o Amor é Deus em tudo.
Viva, assim, a vida, amando-a para entendê-la.
Viver e amar...
Amar e compreender...
Compreender e viver abundantemente...
Ângulos de uma verdade só – a Vida Eterna.
No entanto, viver sem amar é respirar sem trabalho digno; querer com exclusivismo entontecente é contemplar situações e circunstancias com apriorismos que geram a enfermidade e a morte.
Se você sabe, portanto, o que é viver, por que não vive?Só vive realmente quem ama.
Só ama efetivamente quem age para o bem de todos.
Só age, sem dúvida, para o bem de todos, quem compreende que o amor é a base da própria vida.
Fora dessa verdade, há também movimento e ação, mas movimento e ação de sombra que tornará fatalmente à luz em ciclos determinados de choro, provação e martírio.
Nada novo, sempre a Lei, que funciona compassiva, mas inexorável, restituindo a cada sementeira a colheita certa.
Comande a embarcação de seu destino e não atribua a outrem os erros que as suas mãos venham a cometer.
De você mesmo depende a própria viagem.
Instrua a você, sem procurar encobrir, ante a própria consciência, as faltas que lhe arrojam a alma ao desencanto ou ao agravo das próprias necessidades do espírito.
Ainda que a noite lhe envolva o passo, alente, no imo do ser, o dia eterno da fé.
Não se confie ao sabor da invigilância, para que a invigilância não lhe arraste a existência ao sabor do sofrimento.
Antes de nós, o Universo era o Santuário da Glória Divina.
Lembremo-nos, pois de que Deus nos criou para acrescentar-Lhe a grandeza.
Não Lhe diminuamos o esplendor, cultivando a treva...
Enganaremos a forma.
Jamais enganaremos a vida que palpita, triunfante, em nós mesmos.
Aprenda a buscar aquilo de que você carece no próprio aperfeiçoamento antes que alguém lho ensine a preço de aflição.
Busque o roteiro exato, antes que outros se lhe ofereçam, no dia de sua perturbação, para guias de sua dor.
Força é poder. Idéia é força.
Mas só o amor condiciona o poder a vitória da luz.
Ame e caminhe. Caminhe e vença.
Anote hoje os seus movimentos, no ritmo do trabalho e da oração, e o amanhã surgirá com brilho sempre novo.
Sorria para os lances mais difíceis da estrada e os panoramas próximos e remotos descerrar-se-ão sorrindo à sua alma.
Não pare senão para refazer o fôlego atormentado.
Mais além, é a estrada de destino.
Não escute o murmúrio das sombras senão para socorrer as vítimas do mal, a fim de que os gemidos enganadores do nevoeiro não lhe anestesiem o impulso de elevação.
A fraternidade ser-lhe-á o anjo-sentinela entre os pântanos da amargura.
Cante o poema da caridade, seja onde for, e as criaturas irmãs, ainda mesmo quando algemadas ao crime, responder-lhe-ão com estribilhos de amor.
Guarde compaixão e a paz ser-lhe-á doce prêmio.
Exemplifique a fé que lhe honra a inteligência e o mundo abençoar-lhe-á todas as palavras.
Amanheça cada dia no serviço que lhe compete e o dever retamente cumprido manterá você, invariavelmente, na manhã luminosa da vida.
Antes de amparar a você, ampare aqueles que, desde muito, suspiram pela migalha de seu amparo.
Antes de nossa vontade, a vontade do Senhor.
Antes do bem para nós, o bem necessário aos outros.
Seja para você a justiça que observa e corrige e seja para o irmão de jornada a bondade que ajuda e absolve sempre.
Sobretudo, guarde a certeza de o amor se emoldura na humildade que nunca fere.
Coloque você em último lugar e a vida encarregar-se-á de sua própria defesa em qualquer parte.
Ainda mesmo com sacrifício, sob chuvas de fel e gritos de calúnia, renda diariamente o seu culto ao amor e o amor na própria vida brilhará em sua alma, convertendo-a em estrela para a Glória Sem-Fim.


MINHA REFLEXÃO
Penso que a ação de AMAR é muito mais que ser compreensível com as falhas do ser humano (ser indulgente) ou praticar uma ou outra boa ação. Enfim, ser legal, bem humorado, etc.
Entendo que, muito além disso, está relacionado:
a) com a permanência de atitudes nobres em todas as situações;
b) com o amor a vida – particularmente a própria;
c) com a reforma íntima pessoal;
d) com a renúncia aos nossos desejos imediatos;
e) com a vigilância aos nossos primeiros impulsos;
f) com a escolha de boas companhias espirituais que se aproximam de nós pelos nossos hábitos felizes, requerendo para isso também que abdiquemos de nossos vícios morais e/ou físicos.
Interessante – como se não bastassem os morais, muitos adquirem os físicos, como fumo e o álcool que se associam a outros ou não, e que atraem os espíritos que ainda sentem a necessidade de usá-lo depois da morte do corpo e para isso se aproximam dos viciados encarnados para sorverem os fluidos que emanam desse tipo de ato suicida. Assim, além de induzir uma sensação de insaciedade, ainda reforça o vício do seu “charuto” ou “caneco” (essa é a imagem forte que os espíritos nos passam, infelizmente);
g) com a não anulação de nossos ideais, considerando que eles podem não só nos melhorar, mas também aos que vivem conosco, mesmo que não aceitem.
h) com o viver. Nem sempre amamos e nem sempre estamos vivendo. Amor sem vida e vida sem amor são faces de uma mesma moeda. Péssima moeda a ser utilizada na nossa jornada espiritual. Muitos "vivem" e não amam e outros "amam" e não vivem.
Isso tudo tem a ver com desenvolvimento de competências no curso de uma existência, dando seqüência a ele em reencarnações posteriores no sentido de uma vida espiritual feliz.
Na verdade somos (o ser humano em geral) aprendizes do verbo AMAR.
Entendo que se amamos, amamos muito imperfeitamente, por que o que mais nos falta para sermos aplicados na arte de AMAR é a disciplina.
A Terra é uma escola em que com certeza nos formaremos em Especialistas no AMOR.
Pena que os ritmos e concepções dos amigos nessa escola nem sempre são tão próximos, significando que eles, em geral, "colam grau" ou se “especializam” em turmas diferentes ou em época diferentes. Mas, o importante é que mesmo "colando grau" ou se “especializando” em turmas diferentes, não ficam indiferentes aos outros que ficaram para trás, por que isso seria contrário à formação adquirida.
Sejamos, então, mais aplicados na Escola do Amor.

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Um ano, 6 meses e 18 dias, num momento em que começo um novo ciclo de minha vida, com o intuito de começar a viver hábitos ligeiramente realinhados num sentido de novas aprendizagens, pensando em crescer mais rapidamente relativa a minha vida espiritual, deixando uma exclusividade fraterna, buscando novos horizontes de formação acadêmica e profissional, para me doar com mais qualidade, e ainda ganhar uma remuneração a mais por isso, volto a essa mensagem, que dediquei o inicio desse trabalho sistemático de reflexão e divulgação na internet (que coincidência!!!).
Amar... Ainda acredito que não posso dizer que amo alguém...parece estranho para a maioria das pessoas ouvir isso, pois muitos se acomodam em cultivar um sentimento bom para com essa ou aquela pessoa. Quando eu penso que ainda posso fazer alguém sofrer por causa de meu egoísmo, em particular aquelas pessoas mais próximas de mim, concluo que ainda não posso dizer: “eu te amo!!” Melhor seria dizer: “quero tanto te amar...mas por enquanto, nem mesmo a mim eu amo, por isso apenas te quero muito bem e me desculpe se ainda consigo te magoar, como também a outras pessoas, seja do teu ou meu ciclo de relação afetiva ou não...Infelizmente, o meu vício moral, ainda não domino completamente...”
Infelizmente ainda não fazemos aos outros apenas o que gostaríamos que nos fizessem...Às vezes fazemos algo sem intenção de magoar ninguém, mas acabamos magoando...Às vezes, “amamos” alguém esquecendo que temos que amar a todos indistintamente...Vamos de encontro com o ensinamento de Jesus, que é: Fazei aos homens tudo o que queirais que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas. (S. MATEUS, cap. XXII,, cap. VII, v. 12.). Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem. (S. LUCAS, cap. VI, v. 31.)
André Luiz, nos ensina nessa mensagem:
Se você sabe, portanto, o que é viver, por que não vive? Só vive realmente quem ama. Só ama efetivamente quem age para o bem de todos. Só age, sem dúvida, para o bem de todos, quem compreende que o amor é a base da própria vida.
O que reforça que muito de nós ainda não começou a viver...Eu, em particular. Puxa!!
Esse ensinamento é atual em todos os séculos da vida, e por isso sempre é momento de recomeçar ou começar um novo fim (CHICO XAVIER).
Tudo é aprendizado, todo o bem deve ser relevado sobre o mal...Não há nenhum mal que o bem não sobrepuje e devemos entregar a Deus a nossa redenção, dando continuidade ao exercício do verbo AMAR...
Confiando na justiça de Deus, mesmo que ela seja desfavorável momentaneamente a nós e, mesmo que em algum momento tenhamos de baixar a cabeça reconhecendo nossa imperfeição, devemos, assim mesmo, com humildade, erguer a cabeça.
Sobretudo, aprender “a buscar aquilo de que você carece no próprio aperfeiçoamento antes que alguém lho ensine a preço de aflição”. Buscar “o roteiro exato, antes que outros se lhe ofereçam, no dia de sua perturbação, para guias de sua dor” (ANDRE LUIZ).
É isso... não é fácil viver (quer dizer, AMAR), assim como não é fácil AMAR (quer dizer, VIVER)
Paz e alegrias.
Domício M. Maciel

terça-feira, 4 de agosto de 2009

PERDOA E SERVE

77
PERDOA E SERVE


MEIMEI
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 13
[i] do Cap. VIII do ESE


Tiveste hoje motivo de reclamar.
No entanto, perdoa e serve sempre.
Medita e perceberás o problema dos outros.
Alguém levantou a voz, procurando ferir-te...
Mas não lhe viste as marcas da enfermidade com que talvez amanhã se recolha à sombra do hospício.
Esse passou renteando contigo, fingindo não te ver...
Pensa, contudo, que, dentro de breves dias, possivelmente buscará, em vão, esconder os sulcos das próprias chagas.
Aquele te furtou, roubando a si mesmo.
Aquele outro julga enganar-te, quando ilude a si próprio.
E há quem se suponha colocado tão alto que não teme oprimir-te, para cair, em breve tempo, sob o golpe da morte.
Perdoa a tudo e a todos, infatigavelmente, porque os ofensores de qualquer condição carregam consigo o remorso, como espinho de fogo encravado no próprio ser.
Toda criatura necessita de perdão, como precisa de ar, porquanto o amor é o sustento da vida.
Não permita, porém, que o perdão seja apenas um som musical nos movimentos da língua.
Reflete quantas vezes tens errado também, reclamando entendimento e tolerância, e esquece toda ofensa, recomeçando a servir ao lado dos teus irmãos.
Lembra-te, acima de tudo, de que, perdoando, a bênção de Deus consegue descer até às lutas da alma e que somente perdoando é que a alma consegue elevar-se para a bênção de Deus.

MINHA REFLEXÃO

Linda mensagem... Lembro que ainda preciso muito do perdão dos outros. Quantas vezes somos inflexíveis aos erros dos outros contra nós, esquecendo que também cometemos erros para com outras pessoas. Lembro da seguinte passagem do Evangelho de São Mateus que narra o episódio de um devedor ao Rei, que lhe foram perdoadas suas dívidas; no entanto, tão logo saiu da frente do Misericordioso Rei encontrou uma pessoa que lhe devia e não o perdoou a demora em pagar. Tendo o Rei sabido disso, voltou atrás em seu perdão e mandou prender aquele que não perdoou a dívida do outro
[ii]. Precisamos do perdão tanto quanto aqueles que nos devem ou nos feriram num momento de irreflexão ou dor.
Meimei torna o ato do perdão tão simples, porque nos leva a pensar que somos também falíveis e que precisamos também do perdão de Deus, como daqueles a quem fizemos algum mal, nessa ou em vidas passadas...
O Francisco de Assis foi sábio (muito inspirado!!) quando em sua prece nos ensinou: é perdoando que se é perdoado.
Sabemos que nem todo mundo reflete sobre isso e nós mesmos agimos desse modo quando alguém nos magoa. Pensamos tão somente no nosso orgulho ferido
[iii].
Nesse momento sei que preciso do perdão de muitos que passaram pela minha vida e nesse momento faz parte dos meus pensamentos (consciência culpada que deseja reparar alguma falta) e gostaria de pedir perdão, mas não sei como...Tenho uma lista que se pudesse eu pedia perdão agora...mas estão tão distante de mim.
Que Deus os iluminem e faça que vejam em mim alguém que sabe que errou e sabe ainda a dimensão dos seus erros.
Com certeza o nosso Pai vai nos oportunizar que possamos viver numa harmonia que esquece o passado...
Paz e alegrias.....

[i] 13. É preciso que haja escândalo no mundo, disse Jesus, porque, imperfeitos como são na Terra, os homens se mostram propensos a praticar o mal, e porque, árvores más, só maus frutos dão. Deve-se, pois, entender por essas palavras que o mal é uma conseqüência da imperfeição dos homens e não que haja, para estes, a obrigação de praticá-lo.

[ii] O reino dos céus é comparável a um rei que quis tomar contas aos seus servidores. - Tendo começado a fazê-lo, apresentaram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. - Mas, como não tinha meios de os pagar, mandou seu senhor que o vendessem a ele, sua mulher, seus filhos e tudo o que lhe pertencesse, para pagamento da dívida. - O servidor, lançando-se-lhe aos pés, o conjurava, dizendo: “Senhor, tem um pouco de paciência e eu te pagarei tudo.” - Então, o senhor, tocado de compaixão, deixou-o ir e lhe perdoou a dívida. - Esse servidor, porém, ao sair, encontrando um de seus companheiros, que lhe devia cem dinheiros, o segurou pela goela e, quase a estrangulá-lo, dizia: “Paga o que me deves.” - O companheiro, lançando-se aos pés, o conjurava, dizendo: “Tem um pouco de paciência e eu te pagarei tudo.” - Mas o outro não quis escutá-lo; foi-se e o mandou prender, par tê-lo preso até pagar o que lhe devia. Os outros servidores, seus companheiros, vendo o que se passava, foram, extremamente aflitos, e informaram o senhor de tudo o que acontecera. - Então, o senhor, tendo mandado vir à sua presença aquele servidor, lhe disse: “Mau servo, eu te havia perdoado tudo o que me devias, porque mo pediste. - Não estavas desde então no dever de também ter piedade do teu companheiro, como eu tivera de ti?” E o senhor, tomado de cólera, o entregou aos verdugos, para que o tivessem, até que ele pagasse tudo o que devia. É assim que meu Pai, que está no céu, vos tratará, se não perdoardes, do fundo do coração, as faltas que vossos irmãos houverem cometido contra cada um de vós. (S. MATEUS, cap. XVIII, vv. 23 a 35.)

[iii] dói mais que uma facada ou tiro no corpo!! Parece que nosso orgulho é um tecido sensível do corpo espiritual...que imagem pensei agora!!

terça-feira, 28 de julho de 2009

LETREIROS VIVOS

76
LETREIROS VIVOS


ANDRÉ LUIZ
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 3
[i] do Cap. XVII do ESE


Nas faixas mínimas da sua experiência cotidiana surge o roteiro humano que você representa para os outros.
Os traços dos semblantes pintam-lhe o clima interior.
Os seus objetos de uso pessoal compõem o edifício da sua simplicidade.
A ordem dos seus afazeres indica-lhe o grau de disciplina.
O cumprimento das suas obrigações denuncia-lhe o valor da palavra empenhada.
O teor da amizade de seus vizinhos, para com a sua pessoa, qualifica a sua capacidade de se fazer entendido.
O diapasão da sua palestra dá o tom da sua altura intima.
A segurança da sua opinião traduz a firmeza dos seus ideais.
Os tecidos que lhe envolvem o corpo configuram-lhe o senso de naturalidade.
As iguarias da sua mesa revelam-lhe o papel do estômago no mundo moral.
A natureza do cuidado com o seu físico fala francamente de suas possíveis relações com a vaidade.
O seu presente diz, para todos, o que você foi no passado e o que você será no porvir, com reduzidas possibilidades de erro.
A uniformidade entre o movimento das suas idéias, dos seus conceitos e das suas ações disseca, à vista de todos, a fibra da sua vontade.
Todas as criaturas que lhe partilham a existência lêem incessantemente os letreiros vivos que lhe estabelecem a verdadeira identidade nos panoramas da Vida, respondendo-lhe as mensagens inarticuladas com aversão ou simpatia, contentamento ou desagrado, conforme a sua plantação de bem ou mal.

MINHA REFLEXÃO
A mensagem de André Luiz tem relação com a perfeição humana. Inspirou-se na dissertação de Allan Kardec a respeito do Homem de bem. Ela é muito oportuna, considerando que somos o reflexo de nossas ações e/ou pensamentos. As ações são vistas pelos encarnados e desencarnados e o que pensamos é registrado somente pelos desencarnados, até que revelamos involuntariamente aquilo que a priori era um segredo, algo guardado na alma, que pode ser o móvel de um sentimento vivido sem poder viver ou mesmo um hábito reprovável por aqueles que nos consideram ou mesmo a sociedade em geral, pela evolução que ja atingiu. Coisas das almas milenares comprometidas com a Lei e/ou com as pessoas que convivem com elas.
Assim, o que fazemos, pensamos e nos preocupamos hoje revelam muito o que somos, o que fomos, queremos ser no futuro (mesmo inconsciente) - felizes ou sofredores, nessa ou nas existências seguintes a que vivemos agora.
O que fazemos de nossa vida hoje é a construção de dor ou felicidade nessa ou na(s) vida(s) futura(s), aproximando ou afastando aqueles que nos querem bem hoje.
E com nossas ações podemos construir clima de convivência agradável ou não.
Se já agimos contrário ao homem de bem, que Deus nos perdoe, além daqueles que sofreram com as nossas ações irrefletidas em algum momento de nossas vidas.
E que Deus nos proteja de nós mesmos...rs (gente imperfeita e teimosa, é o que somos, não? ). Devemos ser indulgentes uns com os outros.
Seremos um dia homens de bem (espíritos felizes) refletindo nas ações e pensamentos apenas a imagem de integridade com o Pai Maior.
Só depende de nós, optando sempre pelo caminho do Amor e Justiça.
PAZ E ALEGRIAS!!
[i] O HOMEM DE BEM
3. O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem. Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua permissão nada acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas. Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais. Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar. Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça. Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa. O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus. Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam. Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a clemência do Senhor. Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado.
É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: "Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado."
Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal. studa suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para poder dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera.
Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros. Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado.
Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões.
Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e
benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram.
O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e seempenha em cumpri-los conscienciosamente. (Cap. XVII, nº 9.)
Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus. Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz.

terça-feira, 21 de julho de 2009

PRECE DOS FILHOS

75
PRECE DOS FILHOS

RUY
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre Item 2, Cap. XIV do ESE


Senhor, que criaste as leis que nos regem e o mundo que nos acolhe; que nos destes a glória solar por luz de vossa onipresença e o manto estrelado que resplende nos céus por divina promessa de que a vossa misericórdia fundirá, em láurea fulgurante de redenção, as trevas dos nossos erros; que sois a justiça nos justos, a santidade nos santos, a sabedoria nos sábios, a pureza nos puros, a humildade nos humildes, a bondade nos bons, a virtude nos virtuosos, a vitória nos triunfadores do bem e a fidelidade nas almas fiéis, derramai a bênção de vossa compaixão sobre nós, a fim de que venhamos, ainda mesmos por relampagueante minuto, a esquecer os horizontes anuviados da Terra, em que se acumulam as vibrações letíferas de nossas malquerenças e o fumo empestado de nossos desesperos, convertidos na miséria e no ódio que se voltam, constantes, contra n nós, da caliça do tempo!...Fazei, Senhor, que se nos dobrem nas cervizes sobre os campos do Planeta que semeastes de fontes e embalsamastes de perfumes, que engrinaldastes de flores e loirejastes de frutos, e se nos acomode o pensamento na oração, olvidando, por um momento só, a lei de Caim, a que temos atrelado o carro dos nossos falsos princípios de soberania e de força, ensangüentando searas e templos, lares e escolas, e assassinando mulheres e crianças, a invocarmos a chacina e a violência por suposto direito das nações!... E permiti, ó Deus da liberalidade infinita, que irmanados no santuário doméstico possamos todos nós, ante a paz que nos requesta ao trabalho dealvando o futuro, louvar-nos o nome inefável, reconhecidos e reverentes, por haverdes concedido às nossas deserções e às nossas calamidades a coroa de heroísmo e o tesouro de amor que brilham em nossas Mães.

MINHA REFLEXAO

Feliz daquele que é grato aos seus pais.

terça-feira, 14 de julho de 2009

QUE OVELHA SOMOS?

74
QUE OVELHA SOMOS?


EMMANUEL
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 5
[1] do Cap. XX do ESE


“Eu sou o bom pastor e conheço as minhas ovelhas e das minhas sou conhecido.” Jesus

O pastor atento se identifica com o rebanho de tal maneira, que define de pronto qualquer das ovelhas mantida a seu cuidado.
Conhece as mais ativas.
Descobre as indiferentes.
Nomeia as retardatárias.
Registra as que lideram.
Classifica a lã que venham a produzir.
Tudo faz, em favor de todas.
Por sua vez, as ovelhas, pouco a pouco, percebem, dentro da limitação que as caracteriza, o modo de ser do pastor que as dirige.
Habituam-se aos lugares que lhe são prediletos.
Respeitam-lhe os sinais.
Acatam-lhe as ordens.
Reconhecem-lhe o poder diretivo, sem confundir-lhe a presença.
Na imagem, temos a divina missão do Cristo para conosco.
O Pastor Compassivo conhece cada uma das ovelhas do redil humano, tudo fazendo para guiá-las ao campo da Luz Celeste.
Incentiva as indiferentes.
Acalma as impetuosas.
Fortalece as mais fracas.
Apóia as mais responsáveis.
Sopesa o valor de todas, seguindo as peculiaridades e tendências de cada uma.
E, de igual modo, as ovelhas do rebanho terrestre, gradativamente, vêm a conhecer e a sentir a existência abençoada do Bom Pastor.
Entendem-lhe os ensinamentos e admoestações.
Reverenciam a excelência do seu Amor.
Confiam serenamente em sua Misericórdia.
Esposam-lhe os ideais e buscam corresponder-lhe à vontade, destacando-o, nos quadros da vida, por Intermediário do Pai Excelso.
Desse modo, cabe-nos atender ao chamamento do Mestre, melhorando as condições da vida, no mundo, com base em nossa própria renovação.
Nesse programa de luta, vale indagar de nós mesmos:
- Que ovelha nós somos?
E com semelhante pergunta, busquemos na disciplina, ante o Cristo de Deus, a nossa posição de servidores do Bem, na certeza de que a humildade conferir-nos-á sintonia com o Divino Pastor, para que, sublimando e servindo, atinjamos com Ele o Aprisco Celeste na imortalidade vitoriosa.


MINHA REFLEXÃO

Essa mensagem de Emmanuel é uma chamada a nossa compreensão de que temos um trabalho a fazer e o Cristo espera que nós sejamos obedientes e ordeiros no trato das questões maiores, que são relativas a seara dele nesse planeta de provas e expiações.
O Espírito de Verdade nos chama a atenção de que somos responsáveis pela manutenção da paz entre nós mesmos no campo espírita de ação. Que possamos celebrar nossas conquistas, não aqui na Terra, mas no Plano Espiritual, ao deixarmos nosso vaso corpóreo.
Sejamos dóceis aos ensinamentos de Jesus Cristo e, ao modo de ovelhas obedientes, sigamos os passos do Mestre/Pastor.
Paz e Alegrias.

Domício

[1] Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da Humanidade. Ditosos serão os que houverem trabalhado no campo do Senhor, com desinteresse e sem outro móvel, senão a caridade! Seus dias de trabalho serão pagos pelo cêntuplo do que tiverem esperado. Ditosos os que hajam dito a seus irmãos:
"Trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra", porquanto o Senhor lhes dirá: "Vinde a mim, vós que sois bons servidores, vós que soubestes impor silêncio aos vossos ciúmes e às vossas discórdias, a fim de que daí não viesse dano para a obra!" Mas, ai daqueles que, por efeito das suas dissensões, houverem retardado a hora da colheita, pois a tempestade virá e eles serão levados no turbilhão!
Clamarão: "Graça! graça!" O Senhor, porém, lhes dirá: "Como implorais graças, vós que não tivestes piedade dos vossos irmãos e que vos negastes a estender-lhes as mãos, que esmagastes o fraco, em vez de o amparardes? Como suplicais graças, vós que buscastes a vossa recompensa nos gozos da Terra e na satisfação do vosso orgulho? Já recebestes a vossa recompensa, tal qual a quisestes. Nada mais vos cabe pedir; as recompensas celestes são para os que não tenham buscado as recompensas da Terra."
Deus procede, neste momento, ao censo dos seus servidores fiéis e já marcou com o dedo aqueles cujo devotamento é apenas aparente, a fim de que não usurpem o salário dos servidores animosos, pois aos que não recuarem diante de suas tarefas é que ele vai confiar os postos mais difíceis na grande obra da regeneração pelo Espiritismo. Cumprir-se-ão estas palavras: "Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros no reino dos céus." - O Espírito de Verdade. (Paris, 1862.)

SE VOCÊ PENSAR

73
SE VOCÊ PENSAR

ANDRÉ LUIZ
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 6
[1] do Cap. IX do ESE



Diz você que a palavra do companheiro é agressiva demais; no entanto, se você pensar nas frases contundentes que lhe saem da boca, nem de leve passará sobre o assunto.
Diz você que o amigo praticou erro grave; contudo, se você pensar nos delitos maiores que deixou de cometer, simplesmente por fugir-lhe a oportunidade, não encontrará motivo de acusação.
Diz você haver sofrido pesada ofensa; entretanto, se você pensar quantas vezes tem ferido os outros, olvidará, incontinenti, as falhas alheias.
Diz você que não suporta mais os trabalhos com que os familiares lhe tributam as horas, mas, se você pensar nos incômodos que a sua existência tem exigido de todos eles, não terá gosto de reclamar.
Diz você que os seus sacrifícios são muito grandes, em favor do próximo; no entanto, se você pensar nas vidas que morrem diariamente, para que você tenha a mesa farta, decerto não falará mais nisso.
Diz você que as suas necessidades são invencíveis; contudo, se você pensar nas privações daqueles que seriam infinitamente felizes com as sobras de sua casa, não tropeçaria na queixa.
Diz você que não pode ajudar na beneficência, sem razão de velha enxaqueca; contudo, se você pensar naqueles que jazem no leito dos hospitais, implorando um momento de alívio, não adiará seu concurso.
Diz você que não dispõe de tempo para o cultivo da caridade, mas, se você pensar nos mil e quatrocentos e quarenta minutos que você possui, cada dia, para viver na Terra, não se esconderá em semelhante desculpa.
Em todo assunto de falta e perdão, não nos demoremos visando os outros. Pensemos em nós próprios e preferiremos fazer silêncio, extinguindo o mal.

MINHA REFLEXÃO

Se pensarmos mesmo, do que temos que reclamar? A vida é tão simples, as coisas existem em nossa função e nós só precisamos fazer o que nos cabe para podermos ter um pouco de sossego. Entretanto, muitas vezes nos abatemos e estagiamos num nível mental de pessimismo e depressão, porque algo não vai bem.
Somos devedores do passado e não damos conta disso quando persistentemente algo nos levar a nos atribularmos. Em verdade, quando algo se dá de modo adverso, teimamos em cultivar a impaciências até e principalmente com os entes queridos.
Afabilidade e doçura são virtudes que sonho eternizar em mim, em qualquer ocasião, em qualquer lugar. Nem sempre consigo, seja em casa ou no seio do trabalho ou mesmo na relação com o cidadão comum, seja prestador de serviço ou um beneficiário dos meus serviços públicos.
Poderia concordar com aquele que só se mostra uma fera em casa. Não é o meu caso, pois já me desentendi e já fui processo por causas das minhas palavras mesmo veladas de uma construção cuidadosa para não ofender, mas que no final acabaram sendo injuriosas. Entendo que sou o mesmo em casa como sou na rua. E o meu grande alvo nessa existência é a aquisição da brandura e paciência pelo menos num nível melhor do que aquele em que me encontrava antes de reencarnar.
Que sigamos conforme os planos de Deus, e os nossos, em particular, que sejam abençoados por Ele.
PAZ E ALEGRIAS.

[1] A benevolência para com os seus semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que lhe são as formas de manifestar-se. Entretanto, nem sempre há que fiar nas aparências. A educação e a frequentação do mundo podem dar ao homem o verniz dessas qualidades. Quantos há cuja fingida bonomia não passa de máscara para o exterior, de uma roupagem cujo talhe primoroso dissimula as deformidades interiores! O mundo está cheio dessas criaturas que têm nos lábios o sorriso e no coração o veneno; que são brandas, desde que nada as agaste, mas que mordem à menor contrariedade; cuja língua, de ouro quando falam pela frente, se muda em dardo peçonhento, quando estão por detrás.
A essa classe também pertencem esses homens, de exterior benigno, que, tiranos domésticos, fazem que suas famílias e seus subordinados lhes sofram o peso do orgulho e do despotismo, como a quererem desforrar-se do constrangimento que, fora de casa, se impõem a si mesmos. Não se atrevendo a usar de autoridade para com os estranhos, que os chamariam à ordem, acham que pelo menos devem fazer-se temidos daqueles que lhes não podem resistir. Envaidecem-se de poderem dizer: "Aqui mando e sou obedecido", sem lhes ocorrer que poderiam acrescentar: "E sou detestado."
Não basta que dos lábios manem leite e mel. Se o coração de modo algum lhes está associado, só há hipocrisia. Aquele cuja afabilidade e doçura não são fingidas nunca se desmente: é o mesmo, tanto em sociedade, como na intimidade. Esse, ao demais, sabe que se, pelas aparências, se consegue enganar os homens, a Deus ninguém engana. - Lázaro. (Paris, 1861.)

terça-feira, 30 de junho de 2009

SEM IDOLATRIA


72
SEM IDOLATRIA

EMMANUEL
Psicografada por WALDO VIEIRA

Sobre o Item 8 do Cap. XXI do ESE

“Não vos façais pois idólatras...” Paulo
(I CORINTIOS, 10:7)

Núcleos religiosos de todos os tempos e mesmo certas práticas, estranhas à religião, têm usado a idolatria como tradição fundamental para manter sempre viva a chama da fé e o calor do ideal.
O hábito vinculou-se tão profundamente ao espírito popular que, em plena atualidade, nos arraiais do Espiritismo Cristão, a desfraldar a bandeira da fé raciocinada, às vezes ainda encontramos criaturas tentando a substituição dos ídolos inertes pelos companheiros de carne e osso da experiência comum, quando chamados ao desempenho da responsabilidade mediúnica.
Urge, desse modo, compreendermos a impropriedade da idolatria de qualquer natureza, fugindo, entretanto, à iconoclastia e à violência, no cultivo do respeito e da compreensão diante das convicções alheias, de modo a servirmos na libertação mental dos outros, na esfera do bom exemplo.
A advertência apostólica vem comprovar que a Doutrina Cristã, em sua pureza de fundamentos, surgiu no clima da Galiléia, dispensando a adoração indébita, em todas as circunstâncias, devendo-se exclusivamente à interferência humana os excedentes que lhe foram impostos ao exercício simples e natural.
Assim, proscreve de teu caminho qualquer prurido idolátrico em torno de objetos ou pessoas, reafirmando a própria emancipação das algemas seculares que vêm cerceando o intercâmbio das criaturas encarnadas com o Reino do Espírito, através da legítima confiança.
Recebemos hoje a incumbência de aplicar, na edificação do bem desinteressado, o tempo e a energia que desperdiçávamos, outrora, à frente dos ídolos mortos, de maneira a substancializarmos o ideal religioso, no progresso e na dedicação, prelibando as realidades da Vida Gloriosa.

MINHA REFLEXÃO
Por muito tempo vivemos no paganismo ou mesmo no politeísmo e nos prendemos as estátuas para podermos nos sintonizar com algo superior a nós. Prendemo-nos a nossa mente que é livre para pensar, sem necessidade de algo material, para ajudar na concentração.
Alguns religiosos da atualidade ainda sentem necessidade de acompanhar em procissão um(a) santo(a) como prova de devoção aquele Espírito que encarnou num ser dedicado aos semelhantes. Às vezes, acendem uma vela, como se o Espírito tivesse necessidade de luz material para chegar até eles.
Os Espíritas se libertaram disso, pois adotam uma doutrina genuinamente cristã primitiva, seguindo a simplicidade de Jesus que não adotou nenhuma dessas práticas.
A Terceira Revelação (o Espiritismo) explicando que os mortos estão vivos e podem se comunicar, faz da prece uma simples transmissão de pensamento, propiciando vôos mais altos e distantes.
Que os Espíritas (incluindo-me) possam adorar tão somente Deus e àqueles que pelo pensamento nos acodem independente de local, época e apetrecho material.
Paz e Alegrias....
Domício.

terça-feira, 23 de junho de 2009

ESPERANDO POR TI

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ESPERANDO POR TI


MEIMEI
Psicografada por CHICO XAVIEER
Sobre o Item 8 do Cap XII do ESE


Antes de pronunciares a frase amarga que te explode no coração, tentando romper as barreiras da boca, pensa na Bondade de Deus, que te envolve por toda parte.
A Natureza é colo de mãe expectante...
Assemelha-se a luz celeste ao olhar do próprio amor que te segue, às ocultas, e o ar que respiras é assim como o sopro da ternura de alguém, a estender-te alimento invisível.
Tudo serve em silêncio, esperando por ti.
Abre-se a via pública, aos teus pés, à feição de amistoso convite, a água pura está pronta a mitigar-te a sede, o livro nobre aguarda o toque de tuas mãos para consolar-te, e o fruto, pendendo da árvore, roga, humilde, que o recolhas.
Pensa na Bondade de Deus e não digas a palavra que desencoraje ou amaldiçoe.
Cala-te, onde não possas auxiliar.
Deixa que tua alma se enterneça, ajudando nas construções do Bem Eterno, que tudo nos dá, sem nada exigir.
E compreenderás, então, que Deus te fornece a vida por Divina Sinfonia e que essa Divina Sinfonia pede que lhe dês também tua nota.

MINHA REFLEXÃO

A injúria é um forte elemento desencadeador de outra injúria quando ainda nos prendemos ao nosso orgulho. E Jesus nos ensino revidar com o bem a qualquer mal que nos haja feito. Allan Kardec em Evangelho Segundo o Espiritismo nos ensina interpretando Jesus citado em S. MATEUS (Cap. V, vv. 38 a 42). "
que maior glória lhe advém de ser ofendido do que de ofender, de suportar pacientemente uma injustiça do que de praticar alguma; que mais vale ser enganado do que enganador, arruinado do que arruinar os outros."
Nós em geral somos invigilantes quando nos provocam e em vez de calar-se, esbravejamos impropérios na direção de alguém que porventura nos injuriaram.
Meimei em sua doçura nos lembra que apesar de haver pessoas que nos achincalham com suas invigilâncias ou mesmo com falta de educação ou compreensão, a natureza nos sorri com sua gratuidade que se encararmos assim, o achincalhe não significa nada diante de tanta bondade de Deus para com os seus filhos.
Brandura é o que Jesus nos pede em relação a ofensa tomada. Perdão por que precisamos, pois também somos capazes de ofender/injuriar, mesmo sem uma intenção definida.
Que JESUS nos ajude a andar mais um quilômetro com quem se coloca na nossa jornada ao modo de um adversário (como as vezes parece, mesmo sendo um familiar).

PAZ E ALEGRIAS

terça-feira, 16 de junho de 2009

NA TAREFA DE AJUDAR

70
NA TAREFA DE AJUDAR


ANDRE LUIZ
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 11 do Cap XIII do E
SE


Auxilie a quem lhe procure a presença, mas não se esqueça de socorrer diretamente quem padece a distância.
*
Transfira a cooperação alheia aos lares menos aquinhoados, porém, não se desobrigue de contribuir com a sua cota de ajuda pessoal.
*
Distribua o que lhe sobre à mesa, tanto quanto no guarda-roupa e na bolsa; contudo, siga além, doando a quem sofre os recursos positivos de seu sentimento.

Empreste, com justiça, o que lhe peçam; no entanto, não menospreze transformar os seus empréstimos em dádivas fraternais.
*
Colabore indiscriminadamente para o bem de todos aqueles que lhe estejam próximos; todavia, esforce-se por aprimorar os métodos da sua colaboração para ajudar melhor.
*
Organize a sua vida em disciplina rigorosa no dever cumprido, ainda assim, faça o tempo de persistir no trabalho de assistência aos irmãos em luta maior.
*
Atenda ao estômago faminto e ao corpo enfermo do companheiro em provação; entretanto, não recuse favorecê-lo com a palavra consoladora e com o livro nobre.
*
Seja o intermediário entre distribuidores generosos e corações menos felizes, porém, não deixe de convidar, aos que se beneficiam materialmente, a se beneficiarem, do ponto de vista moral, nas visitas de socorro evangélico e solidariedade humana.
*
Dê o máximo de suas possibilidades no amparo aos semelhantes, mas não se satisfaça com os resultados, buscando enriquecer aos seus dotes de eficiência no plantio da caridade.
*
Exemplifique a beneficência, tanto quanto lhe seja possível, em todas as circunstâncias; contudo, prefira a naturalidade e a discrição para revestir as suas mínimas atitudes.
*
Lembre-se de que, na tarefa de ajudar, o bem maior é sempre aquele que ainda está por fazer, à espera da nossa disposição.

MINHA REFLEXÃO

Me tocou muito o seguinte pensamento de Emmanuel: “Colabore indiscriminadamente para o bem de todos aqueles que lhe estejam próximos; todavia, esforce-se por aprimorar os métodos da sua colaboração para ajudar melhor.”

Ajudar... Nossas práticas muitas vezes mostram que ainda somos muitos noviços nessa arte. Quantas vezes quisemos ajudar e em vez disso, agredimos os nossos entes queridos. Quantas vezes tolhemos a liberdade do outro, quando mesmo não lhe minamos sua auto-estima em nome da orientação “mais” ajuizada.

Quando pensamos que temos muito a ajudar, o encontro com o infortúnio ou com aquele que achamos que precisam de nossa ajuda, nos ensina que a ajuda demandada é outra e então devemos pensar em outra forma de ajudar ou entregar a Deus que é infinitamente justo e bondoso que sabe o melhor momento para todos receberem a ajuda que eles mesmos pedem em oração quando estão cansados de sofrer.

É então que deveremos estar preparados para dar as mãos como já recebemos ou receberemos no futuro quando tivermos também a mesma necessidade da ajuda de alguém para resolver nossos problemas criados ao longo de nossa trajetória espiritual e que por muito tempo relegamos para frente a solução dos mesmos.

No tocante à beneficência em geral, somos todos convidados a agir conforme o Evangelho nos ensina: ajudar indiscriminadamente, sem olhar a quem. As oportunidades são muito amplas e Jesus sempre nos espera pela nossa disposição, mas nos prendemos aos nossos familiares, ao nosso cotidiano, perdendo a oportunidade de nos felicitar com a felicitação daqueles mais humildes e sofredores de toda sorte de carência.

Vivemos num mundo de provas e expiações e nele somos convidados a solidariedade como nós mesmos precisamos ou precisaremos. Quando Jesus diz que todo bem que for feito aos mais pequeninos será como se fosse feito a eles é que se mostra coerente com a Bem Aventurança, prometida por ele mesmo: Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados. – Bem-aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois que serão saciados. – Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o reino dos céus. (S. MATEUS, cap. V, vv. 5, 6 e 10.). Bem-aventurados vós que sois pobres, porque vosso é o reino dos céus. – Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados. - Ditosos sois, vós que agora chorais, porque rireis. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 20 e 21.)

Ninguém sofre injustamente, mas também ninguém é jogado nesse mundo a própria sorte e o Mestre conta com todos que solícitos cumprem com a sua Bem-Aventurança, pois como podemos ser felizes na aflição se não temos a quem recorrer de um modo ou de outro?

É bem verdade que essa Bem-Aventurança tem também a ver com a felicidade que o aflito atinge ao deixar esse mundo depois de ter passado as privações necessárias para a sua evolução. No entanto, não é por que temos que superar as adversidades que temos que passá-las sozinhos.
E cada um por agir com solidariedade estará também aquinhoando-se de dádivas para os dias de suas provações e também se tornando mais forte espiritualmente para vivê-las.

A alegria daquele que sofre é um bálsamo em nossas feridas espirituais. Acreditar na solidariedade é construir em torno de nós uma família que desconhecemos, pois ajudar alguém, significa ajudar a sua família, não importa se a desconhecemos no momento, pois ela se mostrará no seu mundo primeiro: o espiritual.

Então, que seja bem-vinda a solidariedade, pois ela nos mostra como são pequeninos os nossos problemas e até os esquecemos quando estamos a agir em favor de JESUS.

PAZ E ALEGRIAS....

A Beneficência (IN: EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, CAP. XIII, ITEM 11)
11. A beneficência, meus amigos, dar-vos-á nesse mundo os mais puros e suaves deleites, as alegrias do coração, que nem o remorso, nem a indiferença perturbam. Oh! pudésseis compreender tudo o que de grande e de agradável encerra a generosidade das almas belas, sentimento que faz olhe a criatura as outras como olha a si mesma, e se dispa, jubilosa, para vestir o seu irmão! Pudésseis, meus amigos, ter por única ocupação tornar felizes os outros! Quais as festas mundanas que podereis comparar às que celebrais quando, como representantes da Divindade, levais a alegria a essas famílias que da vida apenas conhecem as vicissitudes e as amarguras, quando vedes nelas os semblantes macerados refulgirem subitamente de esperança, porque, faltos de pão, os desgraçados ouviam seus filhinhos, ignorantes de que viver é sofrer, gritando repetidamente, a chorar, estas palavras, que, como agudo punhal, se lhes enterravam nos corações maternos: "Estou com fome!..." Oh! compreendei quão deliciosas são as impressões que recebe aquele que vê renascer a alegria onde, um momento antes, só havia desespero! Compreendei as obrigações que tendes para com os vossos irmãos! Ide, ide ao encontro do infortúnio; ide em socorro, sobretudo, das misérias ocultas, por serem as mais dolorosas! Ide, meus bem-amados, e tende em mente estas palavras do Salvador: "Quando vestirdes a um destes pequeninos, lembrai-vos de que é a mim que o fazeis!" Caridade! sublime palavra que sintetiza todas as virtudes, és tu que hás de conduzir os povos à felicidade. Praticando-te, criarão eles para si infinitos gozos no futuro e, enquanto se acharem exilados na Terra, tu lhes serás a consolação, o prelibar das alegrias de que fruirão mais tarde, quando se encontrarem reunidos no seio do Deus de amor. Foste tu, virtude divina, que me proporcionaste os únicos momentos de satisfação de que gozei na Terra. Que os meus irmãos encarnados creiam na palavra do amigo que lhes fala, dizendo-lhes: E na caridade que deveis procurar a paz do coração, o contentamento da alma, o remédio para as aflições da vida. Oh! quando estiverdes a ponto de acusar a Deus, lançai um olhar para baixo de vós; vede que de misérias a aliviar, que de pobres crianças sem família, que de velhos sem qualquer mão amiga que os ampare e lhes feche os olhos quando a morte os reclame! Quanto bem a fazer! Oh! não vos queixeis; ao contrário, agradecei a Deus e prodigalizai a mancheias a vossa simpatia, o vosso amor, o vosso dinheiro por todos os que, deserdados dos bens desse mundo, enlanguescem na dor e no insulamento! Colhereis nesse mundo bem doces alegrias e, mais tarde... só Deus o sabe!... Adolfo, bispo de Argel. (Bordéus, 1861.)