terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

ASSIM FALOU JESUS

55
ASSIM FALOU JESUS
ANDRÉ LUIZ
Psicografada por Chico Xavier
Sobre o Item 1 do Cap. VI do ESE


MINHA REFLEXÃO será pontual, a partir de cada ensinamento de Jesus e a orientação de André Luiz. Será tingida de vermelho. As passagens comentadas por André Luiz refletem uma escolha ou extensão explicativa do ensinamento de Jesus.


Disse o Mestre: “buscai e achareis”.
Mesmo nos céus, você pode fixar a atenção na sombra da nuvem ou no brilho da estrela.
O nosso horizonte espiritual pode representar o nosso estado de alma. Os nossos pensamentos ou atitudes pintam o quadro que mais nos chama a atenção em nossa jornada evolutiva.
Afirmou o Senhor: “cada árvore é conhecida pelos frutos”.
Alimentar-se com laranja ou intoxicar-se com pimenta é problema seu.
Tudo nos é apresentado e temos o privilégio da escolha. As conseqüências dessa escolha são de nossa responsabilidade. É preferível não nos expor a certos tipos de “árvores”, pois parafraseando a passagem seguinte: quem não se conhece é melhor evitar o contato com frutos, não necessariamente proibidos, cujas conseqüências já se sabem os efeitos.
Proclamou o Cristo: ”orai e vigiai para não entrardes em tentação, porque o espírito, em verdade, está pronto, mas a carne é fraca”.
O espírito é o futuro e a vitória final, mas a carne é o nosso próprio passado, repleto de compromissos e tentações.
Tentação: eis a palavra chave! Significa “sentimento que alguém tem quando deseja tomar uma atitude que contraria seus valores e crenças”
[1]. Só sofre tentação quem de algum modo já construiu um repertorio de valores diferentes daqueles que conscientemente tem seguido. É um vínculo com o passado; e ela, como prova, está pululando ao nosso redor, seja por influência dos nossos irmãos habituados a certos vícios, encarnados ou desencarnados, seja por necessidade gerada por nós mesmo pelo desejo de progredir. Então, orar não é suficiente para a libertação dos vícios, sejam físicos ou morais; é preciso vigiar. A oração é apenas a ligação a Deus para nos tornar mais fortes contra nós mesmos, isto é, contra nossas imperfeições, caracterizadas pelos nossos impulsos primeiros, nossos hábitos autônomos praticados pelos anos a fins e que agora temos que estar atento para não aflorar a todo instante, como algo sem controle, mas que pelo contrario, pode sim ser controlado, pois se formos esforçados, aprenderemos outros hábitos mais condizentes com a imagem e semelhança de Deus.
Ensinou o Mentor Divino: “não condeneis e não sereis condenados”.
Não critique o próximo, para que o próximo não critique a você.
Muitas vezes criticamos levianamente, sem ter em conta que somos também falíveis e por isso alvos de crítica pelos os outros. A crítica não existe apenas por um ato que nós mesmos o consideramos errado, pois mesmo aquele que foi tomado conscientemente em favor de outros ou de nós mesmos pode não encontrar eco em alguém ou um grupo, por não levarmos em conta o contexto e a receptividade de quem poderia ser beneficiário. Portanto, devemos ter muito prudência na crítica a alguém e, se fizermos, que seja em particular ou então muito amavelmente pedindo explicações para aquilo que não compreendemos ou de primeiro impulso não entendemos por ainda dominar em nós o orgulho do saber e da experiência.
Falou Jesus: “quem se proponha conservar a própria vida, perdê-la-á”.
Quando o arado descansa, além do tempo justo, encontra a ferrugem que o desgasta.
Muitos, como eu, têm esperado o tempo certo para trabalhar “na vinha do Senhor”. Bom, o chamado já foi feito e os “trabalhadores de última hora” devem se dispor ao trabalho que o tem esperado. Com certeza, o trabalho nos ajuda a nos desviar das tentações, pois o trabalho é sintonia, é oração.
Disse o Mestre: “não vale para o homem ganhar o mundo inteiro, se perder sua alma”.
A criatura faminta de posses e riqueza materiais, sem trabalho e sem proveito, assemelha-se, de algum modo, a pulga que desejasse reter um cão para si só.
Os desejos de posse ou de gozos são perniciosos à evolução humana. Por causa disso temos nos retidos nas faixas de dor, sofrimento e atraso espiritual.
Afirmou o Senhor: “não é o que entra pela boca que contamina o espírito”.
A pessoa de juízo são, come o razoável para o rendimento da vida, mas os loucos ingerem substâncias desnecessárias para o rendimento da morte.
Triste daquele que ingerem substâncias tóxicas (incluímos os excessos de comida) para se sentir melhor por um momento, pois está caminhando em direção a morte, que também caminha em sua direção. Acredito que a morte tem mais pressa em chegar ao local do encontro, pois muitos são surpreendidos com a sua chegada. Muitos estão fazendo essa corrida pela n-ésima vez, ou seja, não é a primeira vez que o fazem e ainda acham, o que é triste para quem assiste essa loucura, que não conseguem parar, por mais que saibam do fim que isso pode resultar; que Deus os ajudem e eles possam ajudar nesse sentido.
Ensinou o Mentor Divino: “andai enquanto tende luz”.
O corpo é a máquina para a viagem do progresso e todo relaxamento corre por conta do maquinista.
Entendo que a luz é o corpo vivo e ele foi elaborado para viver por uns anos mais ou menos definidos. Devemos aproveitar essa máquina enquanto ela pode nos possibilitar dar curso a nossa caminhada a um mundo melhor, onde reina paz e alegrias.
Proclamou o Cristo: “orai pelos que vos perseguem e caluniam”.
Interessar-se pelo material dos caluniadores é mesmo que se adornar você, deliberadamente, com uma lata de lixo.
Interessante a analogia feita. Dar valor às calunias é considerá-las adornos falsos para nós.
Falou Jesus: “a cada um será concedido segundo as próprias obras”.
Não se preocupe com os outros, a não ser para ajudá-los; pois a lei de Deus não conhece você pelo que você observa, mas simplesmente através daquilo que você faz.
Fazer é mais que observar. Às vezes passamos tempos criticando o ato errado de alguém, mesmo com o intuito de ajudar, por exemplo, de fumar, beber ou se drogar e esquecemos que temos que melhorar nosso estado de alma, os nossos hábitos alimentares, resolver mesmo os problemas que viemos resolver nessa encarnação. Ajudar quando nos for possível ou convidado a fazer é a melhor opção de viver bem com o semelhante.
PAZ E ALEGRIAS

[1] http://pt.wikipedia.org/wiki/Tenta%C3%A7%C3%A3o

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

QUE BUSCAIS?

“Que buscais?” – JESUS (João, 1:38)

54
QUE BUCAIS?


EMMANUEL
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre Item 10
[1] do Cap. XVIII do ESE


Esta simples indagação do Senhor, aos dois discípulos que o seguiam, é dirigida presentemente a todos os lidadores do Espiritismo, diante da Boa Nova renascente no mundo.
Ao obreiro modesto da assistência fraternal, exprime a Voz Superior a reclamar-lhe os frutos na colheita do bem.
Ao colaborador da propaganda doutrinária, representa a interpelação incessante acerca da tarefa de resguardar a pureza dos postulados que consolam e instruem.
Ao orientador das assembleias de nossa fé, é a pergunta judiciosa, quanto à qualidade do esforço no cumprimento dos deveres que lhe competem.
Ao servidor da evangelização infantil, surge a interrogação do Divino Mestre qual brado de alerta relativamente ao rumo escolhido para sementeira de luz.
Ao portador da responsabilidade mediúnica, inquire Jesus pela aplicação dos talentos que lhe foram confiados.
Ao aprendiz incipiente da oficina espírita cristã constitui adequada sindicância quanto à sinceridade que traz consigo, alertando-o para os deveres justos.
A cada criatura que desperta em mais altos níveis da fé raciocinada, soa a interpelação do Senhor como sendo convite às obras em que se afirme a caridade real.
Assim, escuta no íntimo, em cada lance das próprias atividades, a austera palavra do Condutor Divino, convocando-te à coerência entre o ideal e o esforço, entre a promessa e a realização.
Analisa o que fazes.
Observa o que dizes.
Medita em torno de tuas aspirações mais ocultas
Que resposta forneces à indagação do Senhor?
Quem segue o Cristo, vive-lhe o apostolado.
Serve, coopera e caminha avante, sem temor ou vacilação, lembrando-te de que o Verbo incide sobre nós, cada dia, perguntando incessantemente:
– Que buscais?


MINHA REFLEXÃO

Os espíritas convictos e militantes do movimento espírita e mais particularmente os trabalhadores dos Centros Espíritas, são chamados, nessa mensagem, a refletir sobre a sua contribuição na seara do Senhor Jesus Cristo.
É importante salientar que todo ideal deve ser acompanhado de esforço no serviço do bem e, desse modo, todos são convidados à reforma íntima para que o fruto do trabalho seja o mais sintonizado com o plano maior.
O Espírita recebe muito do plano espiritual pelo estudo que desenvolve e assistência que recebe nos momentos mais difíceis e, portanto, não pode pretextar que age errado simplesmente por que não é um espírito superior. Todas as oportunidades de elevação devem ser aproveitadas na existência atual e não se pode perder para o egoísmo, vaidade e orgulho que ainda estão muito presentes no ser humano, seja espírita ou não.
Então, a pergunta de Jesus é muito pertinente, pois como o próprio Evangelho Segundo o Espiritismo traz na parábola do “trabalhador da ultima hora”, a hora de trabalho chegou para o espírita e o Espiritismo é a ferramenta de trabalho para aquele que há muito estava sem trabalhar e alguém agora o convida para trabalhar.
Que nós, espíritas convictos, tenhamos coerência com a oportunidade que nos é oferecida para crescermos mais rápido e não termos que prestarmos conta de um trabalho que não foi produtivo quando deixarmos o corpo físico.
Paz e alegrias pra todos
Em nome de JESUS CRISTO.


[1] 10. O servo que souber da vontade do seu amo e que, entretanto, não estiver pronto e não fizer o que dele queira o amo, será rudemente castigado. – Mas, aquele que não tenha sabido da sua vontade e fizer coisas dignas de castigo menos punido será. Muito se pedirá àquele a quem muito se houver dado e maiores contas serão tomadas àquele a quem mais coisas se haja confiado. (S. LUCAS, 12:47-48.)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

CURA ESPIRITUAL


Restituí a saúde aos doentes, ressuscitai os mortos, curai os leprosos, expulsai os demônios. Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido. (S. MATEUS, 10:8.)



53
CURA ESPIRITUAL


ANDRE LUIS
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 1 do Cap XXVI do Evangelho.



Comece orando.
A prece é luz na sombra em que a doença se instala.

Semeie alegria.
A esperança é medicamento no coração.

Fuja da impaciência.
Toda irritação é desastre magnético de conseqüências imprevisíveis.

Guarde confiança.
A dúvida deita raios de morte.

Não critique.
A censura é choque nos agentes da afinidade.

Conserve a brandura.
A palavra agressiva prende o trabalho na estaca zero.

Não se escandalize.
O corpo de quem sofre é objeto sagrado.

Ajude espontaneamente para o bem.
Simpatia é cooperação.

Não cultive desafetos.
Aversão é calamidade vibratória.

Interprete o doente tal qual fosse você mesmo.
Toda cura espiritual lança raízes sobre a força do amor
.

MINHA REFLEXÃO

Não consegui fazer o trabalho de postagem, na terça-feira passada(10/02/09). Faço agora.


A cura espiritual, seja dos outros, se quisermos ajudá-los, seja nossa, depende muito de nós. Se não conservamos nosso equilíbrio, após adquirimos por segundos, em vez de nos curar, ou ajudar na cura do outro, complicamos mais ainda a saúde do beneficiário.
Temos um grande dom, dado por Deus: a cura. Temos um potencial energético que pode ser aproveitado de forma positiva em nosso favor como em favor do próximo
[1].
Mas é preciso que estejamos bem conosco mesmo e com Deus. Para sermos instrumentos de Deus, precisamos estar cuidadosos com as vibrações que nos atacam constantemente, pois nos encontramos num mundo de provas e expiações, com um agravante de sermos imperfeitos, que explica nossa permanência de forma às vezes sofrida nessa Terra abençoada.
Jesus, nos ensinou, orai e vigiai, pois tinha consciência da nossa imperfeição. No entanto ele acreditava na nossa transformação moral e espiritual. Então...
Que possamos ser digno desse poder facultado a nós por Deus e tenhamos respeito pelos outros nos comportando de forma equilibrada, evitando, assim, males para nós mesmos e para os outros, podendo ainda sermos instrumentos da cura de terceiros, pelo simples bom comportamento.
Que trabalhemos bastante interiormente para manter aquela tranquilidade...
Em nome de Deus e Jesus, Nosso Mestre
PAZ E ALEGRIAS


[1] (EXTRAIDO DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - CAP XXVII - ITEM 14, que trata da EFICÁCIA DA PRECE

Por exercer a prece uma como ação magnética, poder-se-ia supor que o seu efeito depende da força fluídica. Assim, entretanto, não é. Exercendo sobre os homens essa ação, os Espíritos, em sendo preciso, suprem a insuficiência daquele que ora, ou agindo diretamente em seu nome, ou dando-lhe momentaneamente uma força excepcional, quando o julgam digno dessa graça, ou que ela lhe pode ser proveitosa.
O homem que não se considere suficientemente bom para exercer salutar influência, não deve por isso abster-se de orar a bem de outrem, com a idéia de que não é digno de ser escutado. A consciência da sua inferioridade constitui uma prova de humildade, grata sempre a Deus, que leva em conta a intenção caridosa que o anima. Seu fervor e sua confiança são um primeiro passo para a sua conversão ao bem, conversão que os Espíritos bons se sentem ditosos em incentivar. Repelida só o é a prece do orgulhoso que deposita fé no seu poder e nos seus merecimentos e acredita ser-lhe possível sobrepor-se à vontade do Eterno.
15. Está no pensamento o poder da prece, que por nada depende nem das palavras, nem do lugar, nem do momento em que seja feita. Pode-se, portanto, orar em toda parte e a qualquer hora, a sós ou em comum. A influência do lugar ou do tempo só se faz sentir nas circunstâncias que favoreçam o recolhimento. A prece em comum tem ação mais poderosa, quando todos os que oram se associam de coração a um mesmo pensamento e colimam o mesmo objetivo, porquanto é como se muitos clamassem juntos e em uníssono. Mas, que importa seja grande o número de pessoas reunidas para orar, se cada uma atua isoladamente e por conta própria?! Cem pessoas juntas podem orar como egoístas, enquanto duas ou três, ligadas por uma mesma aspiração, orarão quais verdadeiros irmãos em Deus, e mais força terá a prece que lhe dirijam do que a das cem outras.(Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XXVIII nos 4 e 5.)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

HÁ UM SÉCULO

"Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei."




52
HÁ UM SÉCULO


HILÁRIO DA SILVA
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 2 do Cap. XXV[1]



I

Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, naquela triste manhã de abril de 1860, estava exausto, acabrunhado.
Fazia frio.
Muito embora a consolidação da Sociedade Espírita de Paris e a promissora venda de livros, escasseava o dinheiro para a obra gigantesca que os Espíritos Superiores lhe haviam colocado nas mãos.
A pressão aumentava...
Missivas sarcásticas avolumavam-se à mesa.
Quando mais desalentado se mostrava, chega a paciente esposa, Madame Rivail – a doce Gaby –, a entregar-lhe certa encomenda, cuidadosamente apresentada.

II

O professor abriu o embrulho, encontrando uma carta singela. E leu:

“Sr. Allan Kardec:
Respeitoso abraço.
Com a minha gratidão, remeto-lhe o livro anexo, bem como a sua história, rogando-lhe, antes de tudo, prosseguir em suas tarefas de esclarecimento da Humanidade, pois tenho fortes razões para isso.
Sou encadernador desde a meninice, trabalhando em grande casa desta capital.
Há cerca de dois anos casei-me com aquela que se revelou minha companheira ideal. Nossa vida corria normalmente e tudo era alegria e esperança, quando, no início deste ano, de modo inesperado, minha Antoniette partiu desta vida, levada por sorrateira moléstia.
Meu desespero foi indescritível e julguei-me condenado ao desamparo extremo.
Sem confiança em Deus, sentindo as necessidades do homem do mundo e vivendo com as dúvidas aflitivas de nosso século, resolvera seguir o caminho de tantos outros, ante a fatalidade...
A prova da separação vencera-me, e eu não passava, agora, de trapo humano.
Faltava ao trabalho e meu chefe, reto e ríspido, ameaçava-me com a dispensa.
Minhas forças fugiam.
Namorava diversas vezes o Sena e acabei planeando o suicídio. “Seria fácil, não sei nadar” – pensava.
Sucediam-se noites de insônia e dias de angústia. Em madrugada fria, quando as preocupações e o desânimo me dominaram mais fortemente, busquei a Ponte Marie.
Olhei em torno, contemplando a corrente... E, ao fixar a mão direita para atirar-me, toquei um objeto algo molhado que se deslocou da amurada, caindo-me aos pés.
Surpreendido, distingui um livro que o orvalho umedecera.
Tomei o volume nas mãos e, procurando a luz mortiça de poste vizinho, pude ler, logo no frontispício, entre irritado e curioso:
“Esta obra salvou-me a vida. Leia- com atenção e tenha bom proveito. – A. Laurent”.
Estupefato, li a obra – “O Livro dos Espíritos” – ao qual acrescentei breve mensagem, volume esse que passo às suas mãos abnegadas, autorizando o distinto amigo a fazer dele o que lhe aprouver”.

Ainda constavam da mensagem agradecimento finais, a assinatura, a data e o endereço do remetente.
O Codificador desempacotou, então, um exemplar de “O Livro dos Espíritos” ricamente encadernado, em cuja capa viu as iniciais do seu pseudônimo e na pagina do frontispício, levemente manchada, leu com emoção não somente a observação a que o missiva se referira, mas também outra, em letra firme:

“Salvou-me também. Deus abençoe as almas que cooperaram em sua publicação. – Joseph Perrier.”

III

Após a leitura da carta providencial, o Professor Rivail experimentou nova luz a banhá-lo por dentro...
Conchegando o livro ao peito, racionava, não mais em termos de desânimo ou sofrimento, mas sim na pauta de radiosa esperança.
Era preciso continuar, desculpar as injúrias, abraçar o sacrifício e desconhecer as pedradas...
Diante de seu espírito turbilhonava o mundo necessitado de renovação e consolo.
Allan Karde levantou-se da velha poltrona, abriu a janela à sua frente, contemplando a via pública, onde passavam operários e mulheres do povo, crianças e velhinho...
O notável obreiro da Grande Revelação respirou a longos haustos, e, antes de retomar a caneta para o serviço costumeiro, levou o lenço aos olhos e limpou uma lágrima...


MINHA REFLEXÃO

O ser humano não foi jogado no mundo a sua própria sorte. Deus é todo justo e bondoso e não quer que seus filhos se desfaleçam diante das provas ou expiação. É bem verdade que muitos chegam às raias da loucura e às vezes até recorrem ao suicídio.
O Espiritismo nos esclarece sobre a nossa origem no "O Livro dos Espíritos" e afirma que a morte não existe. Entretanto, os que se suicidam perduram alguns anos numa região de baixo teor vibratório, em pleno sofrimento.
Jesus nos ensinou que devemos ser ativos num momento de aflição. Com a máxima Buscai e Achareis nos asseverou que o Pai maior nunca nos abandona e, pelo contrário, sempre nos dá a força e inspiração necessárias para enfrentarmos um momento de provação ou até mesmo de expiação.
Então, devemos pensar que em vez de descermos aos níveis mais baixos da humanidade, devemos é crescer como Espírito e aproveitar bem a presente reencarnação, não nos deixando abater com depressões que nos jogam direto para as nossas más inclinações, fazendo com que diminuamos o nosso potencial espiritual que uma vida corpórea nos oferece.
Na nota de rodapé que segue, coloquei a passagem que serviu de inspiração para a mensagem de Hilário Silva. Ela nos esclarece sobre a necessidade de nos manter estimulados ao trabalho com vista ao nosso progresso e ao dos nossos semelhantes, mesmo em circunstâncias menos favorável. Foi o que Allan Kardec fez quando, muito sofrido pelos descasos dos adversários, lhe chegou às mãos algo que lhe fez ver o quão era importante a sua missão para a humanidade.
Paz e alegrias...

Item 2 do Cap. XXV de "O Evangelho Segundo o Espiritismo"
[1] 2 Do ponto de vista terreno, o ensinamento: Buscai e Achareis, é semelhante a este: Ajuda-te, e o céu te ajudará. É o fundamento da lei do trabalho e, por conseguinte, da lei do progresso, uma vez que o progresso é filho do trabalho, e que põe em ação todas as forças da inteligência do homem.
Na infância da Humanidade, o homem apenas usa da sua inteligência à procura dos alimentos, dos meios de proteger-se das tempestades e defender-se de seus inimigos. Deus, porém, diferenciando-o dos animais irracionais, deu-lhe o desejo incessante de melhorar-se. É esse desejo que o leva a pesquisar meios de melhorar sempre suas condições de vida e o conduz às descobertas, às invenções, ao aperfeiçoamento da Ciência, visto que é a Ciência que lhe proporciona o que lhe falta.(...) Porém o progresso que cada homem realiza individualmente durante a sua vida é muito pequeno, até mesmo imperceptível para um grande número deles. Como é que então a Humanidade poderia ter progredido sem a preexistência e a reexistência da alma? Supondo-se que as almas deixassem a Terra todos os dias para não mais voltar, a Humanidade não progrediria, visto que seres primitivos encarnariam incessantemente, e teriam de fazer tudo de novo e aprender tudo outra vez. Se isto ocorresse, não haveria razão para que o homem fosse hoje mais avançado do que nas primeiras idades do mundo, uma vez, a cada nascimento, todo o trabalho intelectual teria que recomeçar. Ao contrário, retornando com o progresso que adquiriu, e acrescentando a cada reencarnação alguma experiência a mais, a alma passa gradualmente do estado de selvagem à civilização material, e desta à civilização moral.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

TERNURA

51
TERNURA



MEIMEI
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 3 do Cap. XIV

Mãezinha querida.
Lembro-me de ti, quando acordei para recordar.
Debruçada ao meu berço, cantavas baixinho e derramavas no meu rosto pequeninas gotas de luz que, mais tarde, vim a saber serem lágrimas.
Conchegaste-me no colo, como se me transportasses a brando ninho e, desde então, nunca mais me deixaste.
Quando os outros iam à festa, velavas comigo, ensinado-me a pronunciar o bendito nome de Deus...Noutras ocasiões, trabalhavas, de agulha aos dedos, contando história de bondade e alegria para que eu dormisse sonhando...
Se eu fugia, quebrando o pente, ou se voltava da escola com a roupa em frangalhos, enquanto muita gente falava em castigo, afagavas minhas mãos entre as tuas ou beijavas os meus cabelos em desalinho.
Depois cresci, vendo-te ao meu lado, à feição de um anjo entre quatro paredes... Cresci para o mundo, mas nunca deixei de ser, em teus braços, a criança pela qual entregaste a vida.
“E, até agora, dia a dia, esperas, paciente e doce, o momento em que me volto para os teus olhos, sorrindo para mim e abençoando-me sempre, ainda mesmo quando os meus problemas te retalhem o peito por lâminas de aflição”
Hoje, ouvi a música dos milhões de vozes que te engrandecem...
Quis apanhar as constelações do Céu e misturá-las ao perfume das flores que desabrocham no chão, para terce-te uma coroa de reconhecimento e carinho, mas, como não pudesse, venho trazer-te as pétalas de amor que colhi em minhalma..
Recebe-as, Mãezinha!... Não são pérolas, nem brilhantes da Terra...São as lágrimas de ternura que Deus me deu para te oferte o meu próprio coração, transformado num poema de estrelas.


MINHA REFLEXÃO

Essa mensagem é inspirada no tópico PIEDADE FILIAL do Cap. XIV do Evangelho Segundo o Espiritismo. O item em pauta nos fala da gratidão que devemos ter para com aqueles que deram a sua vida por nós. Nem sempre somos gratos ao desvelo que tiveram para conosco quando pequenos que um dia fomos e como a Meimei coloca: E, até agora, dia a dia, esperas, paciente e doce, o momento em que me volto para os teus olhos, sorrindo para mim e abençoando-me sempre, ainda mesmo quando os meus problemas te retalhem o peito por lâminas de aflição”.
O espírito de gratidão é uma das qualidades que devemos desenvolver ao estarmos encarnado sendo coerente com o trecho do Pai Nosso que Jesus Cristo nos ensinou: Pai Nosso que estais no Céu, Santificado seja Seu Nome....Seja feita a sua vontade. Quem é grato, considera com compreensão e tato a orientação dada pelos Pais. Levantar a voz aos pais por que não concorda com eles sobre algum ponto é o maior ato de ingratidão. É verdade que a nossa desobediência às Leis Divina nos conduz a dor, sem estardalhaço do Pai Eterno. No entanto, os nossos pais por serem imperfeitos sofrem e se desequilibram pela nossa falta de amor a eles quando somos ríspidos com as suas colocações que no entender são a mais pura verdade ou quando nos pede algo com urgência “querendo” determinar a nossa agenda.
Não é fácil também ser filho, por também sermos imperfeitos e sujeitos a surtos de trocas de hostilidades com os nossos queridos pais.
Eles são a nossa porta da evolução como a mensagem anterior nos ensinou; então sejamos grato por isso e por eles não só terem aberto a porta para nós como foram nossos cicerones nesse mundo novo que adentramos e que precisamos de alguém que nos mostre os melhores lugares, quais os alertas que devemos levar em conta na nossa estada nesse planeta.
Então, que possamos ser sempre tolerantes com eles e possamo ser os filhos mais gratos desse mundo. Com certeza poderemos ser recompensado com os filhos mais obediente também desse mundo ou pelo menos alguns...
PAZ E ALEGRIAS.....

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

MATERNIDADE

1. Sabeis os mandamentos: não cometereis adultério; não matareis; não roubareis; não prestareis falso-testemunho; não fareis agravo a ninguém;honrai a vosso pai e a vossa mãe. (S. MARCOS, 10:19; S. LUCAS, 18:20; S. MATEUS, 19:18-19.)

50
MATERNIDADE

ANDRÉ LUIZ
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 1 do Cap. XIV do ESE



Vemos em cada manifestação da Vida determinada meta de desenvolvimento, qual anseio do próprio Deus a concretizar-se.
Na Criação, o clímax da grandeza.
Na caridade, o vértice da virtude.
Na paz, a culminância da luta.
No êxito, a exaltação do ideal.
Nos filhos, a essência do amor.
No lar, a glória da união.
De igual modo, a maternidade, é a plenitude do coração feminino que norteia o progresso.
Concepção, gravidez, parto e devoção afetiva representam estações difíceis e belas de um ministério sempre divino.
Láurea celeste na mulher de todas as condições, define o inderrogável recurso à existência humana, reclamando paciência e carinho, renuncia e entendimento.
Maternidade esperada.
Maternidade imprevista.
Maternidade aceita.
Maternidade hostilizada.
Maternidade socorrida.
Maternidade desamparada.
Misto de júbilo e sofrimento, missão e prova, maternidade, em qualquer parte, traduz intercâmbio de amor incomensurável, em que desponta, sublime e sempre novo, o ensejo de burilamento das almas na ascensão dos destinos.
Principais responsáveis por semelhante concessão da Bondade Infinita, as mães guardam as chaves de controle do mundo.
Mães de sábios...
Mães de idiotas...
Mães felizes...
Mães desditosas...
Mães jovens...
Mães experientes...
Mães sadias...
Mães enfermas...
Ao filtro do amor que lhes verte do seio, deve o Plano Terrestre o despovoamento dos círculos inferiores da Vida Espiritual, para que o Reino de Deus se erga entre as criaturas.
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Mães da Terra! Mães anônimas!
Sois vasos eleitos para a luz da reencarnação!
Por maiores se façam os suplícios impostos à vossa frente, não recuseis vosso augusto dever, nem susteis o hálito do filhinho nascente – esperança do Céu a repontar-vos do peito!...
Não surge o berço de vosso coração por acaso.
Mantende-vos, assim, vigilantes e abnegadas, na certeza de que se muitas vezes cipoais e espinheiros são vossa herança e sustentadas pela Benção do Amor Eterno, sempre que marchardes fiéis à Excelsa Paternidade da Providência Divina.


MINHA REFLEXÃO


Belíssima mensagem de André Luiz. Um louvor a missão materna. Se todos fossem gratos ao ato de renúncia da mãe que aceita o filho, mesmo sem afinidade, e ás vezes com sérios compromissos de reconciliação, a Terra já tinha galgado um degrau a mais na escala evolutiva dos planetas.
Mãe é mãe, já diz o ditado. Não se deve contrariar, desde que o que ela determina não coloca seu filho em perigo.
Ela passa por momentos difíceis por ter um sentimento de proteção muito grande em relação a sua prole. O que a diferencia das outras mães de outras espécies é que o seu desvelo não termina com a maturidade de seu filho. Cuida sempre. Essa é a sua missão.
Jesus nos ensinou que devemos honrar Pai e Mãe e na velhice é a fase que temos que mostrar o nosso desvelo, pois a verdadeira mãe não pensou em sua liberdade quando tinha o seu filho para cuidar. O filho em primeiro lugar. Quantas vezes esquecemos disso e reclamamos por que a nossa mãe reclama a nossa atenção. O que seria de nós se não fosse ela, nos dando a oportunidade de mais uma reencarnação.
Que porta para a liberdade e felicidade ela representa.
Também ela passou pela mesma porta e, como nós, também tem a agradecer por ter renascido. Como é grande a cadeia. Quantas portas foram abertas até que chegasse a nossa.
Temos que ser grato a todas as gerações de mães que possibilitaram chegarmos aonde chegamos.
Que Deus as abençoe infinitamente e que possamos ser dignos do portal para a felicidade espiritual que ela representa.
Paz e alegrias!!!!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

NA VIAGEM DA VIDA


Sabeis que foi dito aos antigos: Não matareis e quem quer que mate merecerá condenação pelo juízo. – Eu, porém, vos digo que quem quer que se puser em cólera contra seu irmão merecerá condenação no juízo; que aquele que disser a seu irmão: Raca, merecerá condenado pelo conselho; e que aquele que lhe disser: És louco, merecerá condenado ao fogo do inferno. (S. MATEUS, 5:21 e 22.)

4. Por estas máximas, Jesus faz da brandura, da moderação, da mansuetude, da afabilidade e da paciência, uma lei. Condena, por conseguinte, a violência, a cólera e até toda expressão descortês de que alguém possa usar para com seus semelhantes. Raca, entre os hebreus, era um termo desdenhoso que significava – homem que não vale nada, e se pronunciava cuspindo e virando para o lado a cabeça. Vai mesmo mais longe, pois que ameaça com o fogo do inferno aquele que disser a seu irmão: És louco.Evidente se torna que aqui, como em todas as circunstâncias, a intenção agrava ou atenua a falta; mas, em que pode uma simples palavra revestir-se de tanta gravidade que mereça tão severa reprovação? É que toda palavra ofensiva exprime um sentimento contrário à lei do amor e da caridade que deve presidir às relações entre os homens e manter entre eles a concórdia e a união; é que constitui um golpe desferido na benevolência recíproca e na fraternidade; é que entretém o ódio e a animosidade; é, enfim, que, depois da humildade para com Deus, a caridade para com o próximo é a lei primeira de todo cristão. (Item 4 do Cap. IX do ESE)

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NA VIAGEM DA VIDA




EMMANUEL
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 4 do Cap. IX do ESE




Evitas a compra do fruto deteriorado, defendendo a saúde.
Varres o lixo doméstico, purificando o ambiente.
Lavas a roupa suja, garantindo a limpeza.
Usas o remédio preciso, conjurando a enfermidade.
Livra-te também das palavras que desçam da informação à maledicência, preservando o equilíbrio.

Bloqueia o fogo.
Diriges a força elétrica.
Isolas veneno.
Governas a explosão.
Controla igualmente as palavras suscetíveis de converter a energia em crueldade, resguardando a segurança.

Verbo deprimente gera a viciação.
Verbo desvairado cria a loucura.

A existência terrestre pode ser comparada a laboriosa viagem.
O corpo é a embarcação.
O pensamento é a força.
A língua é o leme.


MINHA REFLEXÃO

Essa analogia é fantástica. A palavra pode mesmo nos direcionar para situações que poderíamos evitar se fôssemos menos impulsivos nas nossas reações às sensações que nos surgem de abrupto.
Muitas vezes não controlamos os sentimentos e os convertemos em palavras injuriosas direcionadas a pessoas com quem convivemos.
Atualmente, por causa de uma palavra mal colocada, ou mal interpretada, podemos ser processados judicialmente. O que poderia ser evitado pela advertência cristã, hoje a justiça humana também condena; e dependendo de quem processa e quem julga pessoas inocentes do ato da injúria são também condenadas, passando a resgatar dívidas do passado.
Mais uma vez o capítulo da brandura e da mansuetude nos reporta a mente ainda viciada à cólera.
Um Espírito amigo (parece que Emmanuel, confirmarei e re ou ratificarei outro dia) nos ajuda a controlar esse sentimento nos ensinando que se amanhecermos de mau humor, que peçamos a Deus que nos privilegie com uma faringite antes que venhamos a ferir alguém com a palavra.
Que possamos ser mais controlados na vazão de nossas palavras.
Paz e alegrias.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

RENASCER E REMORRER

"Algumas vezes a experiência (maturidade) vem um pouco tarde, quanda a vida já está perturbada e foi desperdiçada, as forças desgastadas e o mal nao tem mais remédio. Então o homem se põe a dizer: Se no início da vida eu soubesse o que sei hoje, quantas faltas teria evitado! Faria tudo de um outro modo, mas não há mais tempo! Tal como o trabalhador preguiçoso que diz: "Perdi o meu dia", ele também diz: "Perdi minha vida". Mas da mesma forma que o Sol se levanta no dia seguinte para o trabalhador e uma nova jornada começa, e lhe permite recuperar o tempo perdido, após a noite do túmulo, também brilhará para o homem o Sol de uma nova vida, na qual poderá tirar proveito da experiência do passado e de suas boas resoluções par o futuro (...) (Item 12 do Cap. V do ESE).

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RENASCER E REMORRER

LINS DE VASCONCELOS
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 12 do Cap. V do ESE


Usufruímos na Espiritualidade o continente sem limites de onde viemos; no Universo Físico, o mar sem praias em que navegamos de quando em quando, e, na Vida Eterna, o abismo sem fundo em que desfrutamos as magnificências divinas.

No trajeto multimilenário de nossas experiências, aprendemos, entre sucessivos transes de nascimento e desencarnação, a alegria de viver, descobrindo e reconhecendo a necessidade e a compensação do sofrimento, sempre forjado por nossas próprias faltas.

Já renascemos e remorremos milhões de vezes, contraindo e saldando obrigações, assimilando a excelsitude da Providência e o valor inapreciável da humildade, para saber, que toda revolta humana é absurda e impotente.

Se as lutas do burilamento moral não têm unidade de medida, a ação do amor é infinita na solução de todos os problemas e na medicação de todas as dores.Tolera com paciência as inevitáveis, mas breves provas de agora, para que te rejubiles depois.

Nos compromissos espirituais, todos encontramos solvibilidade através do esforço próprio. Aproveitemos a benção da dor na amortização dos débitos seculares que nos ferreteiam as almas, perseverando resignadamente no posto de sentinelas do bem, até que o Senhor mande render-nos com a transformação pela morte.

Sempre trazemos dívidas de lágrimas uns para com os outros.

Vive, assim, em paz com todos, principalmente junto aos irmãos com os quais a tua vida se entrecomunica a cada instante, legando, por testamento e fortuna, atos de amor e exemplos de fé, no fortalecimento dos espíritos de amigos e descendentes.

Se há facilidade para remorrer, há dificuldades para renascer. As portas dos cemitérios jamais se fecham; contudo, as portas da reencarnação só se abrem com a senha do mérito haurido nas edificações incessante da caridade.

As dores iguais criam os ideais semelhantes.

Auxiliemo-nos mutuamente.

O Evangelho – o livro-luz da evolução – é nosso apoio. Busquemos a Jesus, lembrando-nos de que o lamento maior, o desesperado clamor dos clamores, que poderia ter partido de seus lábios, na potência de mil ecos dolorosos, jamais chegou a existir...



MINHA REFLEXÃO


Essa mensagem é muito profunda. Cada parágrafo é uma chamada para a nossa conscientização do motivo de estarmos encarnados. O esforço de cada um é solicitado no sentido do burilamento da alma. A união dos pares e envolvidos nas tramas das paixões do passado é requisitada. O convite a nos juntar no sentido de ajudar uns aos outros é imperativo.

Somos almas viajoras e precisamos estar cientes dos perigos e aflições que nos esperam, mostrando-nos sempre otimistas e unidas para que a viagem seja a mais confortável possível e possamos ser fortes contra as tentações da fuga, da rebeldia e falta de fé.

Somos almas imperfeitas que sozinhas não chegaríamos muito longe, antes de sucumbirmos nas nossas próprias teias da preguiça espiritual.

Entretanto, até o presente momento, nós, os espíritas e simpatizantes da Doutrina Espírita, já recebemos muitas informações sobre a vida futura e não nos é mais apropriado aquela fala: Se no início da vida eu soubesse o que sei hoje, quantas faltas teria evitado!, pois há muito sabemos o que nos é impróprio e o que nos faz mal. Se fazemos é por que somos masoquistas e tolos.

Mas com certeza, com a ajuda de nosso Anjo da Guarda e dos Espíritos amigos e familiares, seremos fortes contra a nossa própria incúria que nos faz mal hoje e seremos mais felizes numa próxima vida sem deixar de resgatar os males contra o próximo e contra nós mesmo.

Para isso, devemos fazer de Jesus o modelo, pois, na curta viagem que fez por aqui, deu exemplo de fé, esperança e consciência cósmica. Ensinou-nos a sermos amigos uns dos outros, a perdoar, a sermos humildes, brandos e pacíficos, fervorosos, objetivos e conscientes da vida futura que nos espera. Deu-nos o elixir contra a dor.

Precisamos ser seus discípulos mais disciplinados, estudiosos e praticar a caridade, dando conta de nossa missão na Terra, que, antes de qualquer coisa, é nos reformarmos intimamente. Enfim, fazer valer a pena uma vida toda pela frente que nos foi concedida mais uma vez por Deus.

Que Deus nos ajude...

Paz e alegrias....


Domício.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

PERDOA, SIM!?

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PERDOA, SIM!?


MEIMEI
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 15 do Cap. X do ESE

O desconhecido passou, de carro, enlameando-te a veste, como se toda a rua lhe pertencesse... Compadece-te dele. Corre, desabalado, à procura de alguém que lhe socorra o filhinho nos esgares da morte.
Linda mulher, que pérolas e brilhantes, segue a teu lado, parecendo fingir que te não percebe a presença... Compadece-te! Ela tem os olhos embaciados de pranto e não chegou a ver-te.
Jovem, admiravelmente bem-posto, cruzou contigo endereçando-te palavra de sarcasmo e de injúria... Compadece-te! Ele tem os passos no caminho do hospício e ainda não sabe.
O amigo que mais amais negou-te um favor... Compadece-te dele! Não lhe vês a dificuldade encravada no coração.
Companheiros do mundo!... Estarão contigo, notadamente no lar, filhos e irmãos... Muita vez, levantam-se de manhã, chorosos e doloridos, aguardando um sorriso de entendimento, ou chegam do trabalho, fatigados e tristes, esmolando compreensão.
Todos trazem consigo aflições e problemas que desconheces.
Ergue a própria alma e auxilia sempre!... Indulgência para todos! Bondade para com todos!...
E, se algum deles te fere diretamente a carne ou a alma, não levantes o braço ou a voz a revidar.
Busca no silêncio a inspiração do Senhor, e o Mestre como se estivesse descendo da cruz em que pediu perdão para os próprios verdugos, te dirá compassivo:
- Perdoa, sim! Perdoa sempre, porque, em verdade, aqueles que não perdoam também não sabem o que fazem...

MINHA REFLEXÂO

Muitas vezes não sabemos o que se passa no coração de alguém ou como está a sua vida íntima para se comportar negativamente como nos comportaríamos se tivéssemos em seu lugar. Quem sabe no comportaríamos de maneira bem mais reprovável. Isso nos convida a pensar sobre o perdão.
Paulo, o apóstolo, no Cap. X – Bem Aventurados os Misericordiosos – do Evangelho Segundo o Espiritismo nos abre a mente sobre o perdão considerando que “perdoar aos inimigos é pedir perdão para si mesmo. Perdoar aos amigos é dar-lhes uma prova de amizade”.
A mensagem do Espírito Meimei nos lembra das pequenas situações em que podemos ser mais indulgentes com as fraquezas e falta de jeito dos outros, procurando entendê-los quando inadvertidamente nos causa algum constrangimento ou sentimento de censura. Aquilo que parece nem sempre é, e nos comportamos como se fosse.
Uma pessoa que se encontra nas situações que a Meimei nos lista merece de nós uma prece, em vez de uma reprimenda ou censura que sai no impulso imediato. Em vez de orar por ela, em geral, comprometemos mais ainda seu campo mental/emocional com as nossas vibrações negativas direcionadas a ela ou querendo ensinar algo de maneira ostentosa como se não falhássemos. Dessa forma passamos a ser também necessitados não só de seu perdão, mas principalmente do perdão de Deus.
Na relação com os que dizemos querer bem, e às vezes exageradamente dizemos que os amamos, podemos refletir alguns pontos no que diz respeito ao perdão que devemos praticar uns com relação aos outros.
Ocorre que ao discordarmos, às vezes inflexivelmente, dessas pessoas que dizemos ser queridas, não levando em conta suas pequenas, mas significantes peculiaridades, criamos motivos para eles façam o mesmo conosco.
Entender as pessoas, em particular as queridas, significa nos colocarmos no lugar delas e criar motivos em nós que possam dar elas demonstrações de verdadeira amizade, que são frutos de um amor que não julga e não quer ensinar, mas torna a relação mais afetiva e de recíprocas trocas de considerações. Às vezes o que nos é pedido é tão pouco, mas preferimos desconsiderar o pedido e nos comportamos exclusivamente do nosso modo, não importando se vamos desagradar o ente querido ou com quem convivemos.
Na prática, preferimos querer ensinar e/ou demovê-los de suas “estranhices” que nos incomodam, nos esquecemos que somos também analisados por eles.
Então, uns contrariam os outros, causando-lhes emoções negativas, ou uma mágoa, pelo confronto que se estabelece em que um procura justificar-se pelo seu comportamento de forma incompreendida pelo outro.
Um clima difícil se forma pedindo a renúncia e/ou o silencio de alguém.
Isso significa uma perda de tempo e energias que poderia estar sendo usada no serviço do bem e no trabalho diário.
Precisamos ainda muito aprender a conviver com os outros, mesmo entre amigos e/ou familiares. O que dizer com os inimigos?
PERDÃO É TUDO!!
PAZ E ALEGRIAS!!!
FELIZ ANO NOVO A TODOS E A TODAS QUE ME VISITAM SILENCIOSAMENTE

domingo, 21 de dezembro de 2008

VIGÍLIA MATERNAL

Questão n. 890 do Livro dos Espíritos – Será uma virtude o amor materno, ou um sentimento instintivo, comum aos homens e aos animais? Resp. – Uma coisa e outra. A natureza deu à mãe o amor a seus filhos no interesse da conservação deles. No animal, porém, esse amor se limita às necessidades materiais; cessa quando desnecessários se tornam os cuidados. No homem, persiste pela vida inteira e comporta um devotamento e uma abnegação que são virtudes. Sobrevive mesmo à morte e acompanha o filho até no além-túmulo. Bem vedes que há nele coisa diversa do que há no amor do animal.

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VIGÍLIA MATERNAL


MEIMEI
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 18 do Cap. IV do ESE


Sorve, em lágrimas silenciosas, o cálice da amargura, ante o filho desobediente, e notas no coração que o amor e a dor palpitam juntos em paroxismo e profundezas.
Desencantada com as leves nódoas de indignidade que lhe entreviste no caráter, reparas, chorando, que ele não é mais a aparição celeste dos primeiros dias, e, ao ponderar-lhe a falência iniciante, temes a liberdade que o tempo lhe concederá na construção do destino.
Pretextando querê-lo, não te rendas à feição de praça vencida... Conquanto carregues o espinho da angústia engastado na alma, é preciso velar no posto de sentinela.
Não deformes o sentimento que te pulsa no peito.
Fortalece a própria vontade, governando-lhe os impulsos.
Ceder sempre, no fundo, é menosprezar.
Sê previdente, aparando-lhe os caprichos.
Acende a luz da prece e medita nas dores excruciantes que alcançaram também a Doce Mãe de Jesus e ergue a voz no corretivo às irreflexões e aos anseios imoderados que o visitam, se queres fazer dele um Homem.
Dosa o sal da energia e o mel da brandura, nos condimentos da educação.
Nem liberdade desordenada, nem apego excessivo.
Se teu filho é tua cruz, lembra-te de que, na Terra não há nascimento de santos. Almas em luta consigo mesmas, é compreensível vivamos todos nós, não raro, em luta uns com os outros, nos passos ziguezagueantes da experiência.
Sê operosa e humilde, sem ser escrava.
Não cultives desgostos.
Não fites ingratidões, nem coleciones queixumes.
A missão divina da maternidade apóia-se na força onipotente do amor.
Envolve teu filho na palavra de benção, que vence o orgulho, e na luz do exemplo que dissipa as sombras da rebeldia.
Faze que se lhe desenvolvam os sentimentos bons do coração, que o musgo dos séculos recobriu e ocultou.
Não te faças borboleta do sonho, quando a vida te pede vigílias de guardiã.
No rio da existência humana, os espíritas são as gotas d’água que se transformam em lâminas de arremesso contra as pedras dos obstáculos, talhando caminhos novos.
O Espiritismo gera consciências livres. Prova a teu filho semelhante verdade pelas próprias ações de renúncia e discernimento, conjugando o bálsamo do carinho com a rédea da autoridade.
Não queiras transformá-lo, à força, em escolhido, dentre aqueles chamados pelo Senhor.
Filhos do Eterno, todos somos cidadãos da Eternidade e somente elevamos a nós mesmos, a golpes de esforço e trabalho, na hierarquia das reencarnações.
Assim, pois, embora muita vez torturada na abnegação incompreendida, mostra a teu filho que a Lei Divina é insubordinável e que todo espírito é responsável por si próprio.

MINHA REFLEXÃO

Os laços de família são fortalecidos pela reencarnação e rompidos pela unicidade da existência (Cap. IV, Item 18 em diante, do Evangellho Segundo o Espiritismo). Eis o ensinamento espírita sobre a reencarnação. Vivemos em luta pelo nosso aperfeiçoamento e nem sempre reencarnamos com Espíritos afins, mas, com certeza, se viemos morar junto em família, foi por que Deus oportunizou um estreitamento de laços com aqueles que juntos vivemos momentos de queda no passado.
A reencarnação tem esse fim, fazendo parte de uma programação evolutiva para cada Espírito que reencarna. Segundo os nossos irmãos espirituais mais evoluídos, temos na Espiritualidade uma família sólida pela afinidade do pensamento. Nem sempre descemos a viver em família na Terra, mas ao deixarmos o corpo nos reencontramos e alimentamos a fraternidade existente entre nós.
Na Terra devemos buscar aumentar essa família nos reconciliando com os nossos adversários do passado e/ou reencaminhando a quem ajudamos a cair. Então, é aí que surgem os problemas com filhos e/ou irmãos consangüíneos difíceis. Em se tratando das mães que em si brota um sentimento de preocupação, às vezes excessivo, que é premiado pela decepção da desobediência por parte do filho que mais dá preocupação, é que o Espírito Anália Franco vem através dessa belíssima mensagem orientar as mães que sofrem desse padecimento diuturno e sacrificante.
Não há como transformar uma pessoa, pois isso depende muito mais dela do que de qualquer pessoa, em particular, os pais. Os pais podem muito ajudar nesse desiderato oferecendo a evangelização infanto-juvenil, auxiliando no diálogo e dando exemplos de cuidado com a sua própria transformação moral. Isso deveria ser bem evidente ao longo da infância, seguida da adolescência. Mas nem sempre isso se dá, pois os pais são também imperfeitos, e muitas vezes o filho se volta contra os pais quando o evidencia em erros que caracterizam a sua imperfeição, como se pedisse que não se importasse com o seu modo de viver, já que eles não são também perfeitos.
Isso se traduz em desgostos paternais e pode nascer, mais nos pais que nas mães, um sentimento de abandono. Nesse caso, buscamos o Livro dos Espíritos que nos esclarece na questão 892:
Quando os filhos causam desgostos aos pais, não têm estes desculpa para o fato de lhes não dispensarem a ternura de que os fariam objeto, em caso contrário? Resp.: Não, porque isso representa um encargo que lhes é confiado e a missão deles consiste em se esforçarem por encaminhar os filhos para o bem (552-583). Demais, esses desgostos são, amiúde, a conseqüência do mau feitio que os pais deixaram que seu filhos tomassem desde o berço. Colhem o que semearam.”

Entretanto, há casos em que, os pais tendo conduzido os filhos à evangelização e mostrado sempre o caminho mais conveniente para um progresso espiritual, nem sempre pelo exemplo, mas nunca descuidando pela palavra, o filho, assim, mesmo causa desgostos por chegar à fase adulta com comportamentos contrários ao que lhe foi orientado na infância e adolescência.
Pela imperfeição dos pais, a autoridade se fragiliza e o sofrimento se acentua, em particular para as mães cujos sentimentos de proteção e abnegação são muito maior que o do pai, em geral.
Mas, Deus é misericordioso e não pune os pais pela queda do filho se eles tudo fizeram pelo contrário, como nos esclarece o Espírito Santo Agostinho no Cap. 14 (HONRAI VOSSO PAI E VOSSA MÂE) do Evang. Segundo o Espiritismo numa mensagem intitulada “A ingratidão dos filhos e os laços de família”:
(...) Quando os pais fizeram tudo o que deviam para o adiantamento moral dos filhos, e, apesar de tudo, não alcançaram êxito, sua consciência poderá ficar tranqüila, e é natural o desgosto que sintam por verem fracassados todos os esforços feitos. Deus lhes reserva uma grande, uma imensa consolação, na certeza de que isso é apenas um atraso, e que lhes será permitido terminar, em uma outra existência, a obra começada nesta, e que um dia o filho ingrato os recompensará com o seu amor”.

PAZ E ALEGRIAS PARA TODOS E TODAS, UM NATAL COM O CRISTO E UM ANO NOVO CHEIO DE PROSPERIDADE E AVANÇO MORAL

sábado, 29 de novembro de 2008

CÓLERA



Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra. (S. MATEUS, 5:5.).

Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. (S. MATEUS, 5:9.)




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CÓLERA




ANDRÉ LUIZ
Psicografia de Chico Xavier
Sobre o Item 10 do Cap. IX do ESE




A cólera apresenta dez negativas complexas que induzem a melhor das criaturas à pior das frustrações.

1 – Não resolve.
Agrava
2 – Não resgata.
Complica
3 – não ilumina.
Escurece
4 – não reúne.
Separa.
5 – Não ajuda.
Prejudica
6 – Não equilibra.
Desajusta.
7 – Não reconforta.
Envenena.
8 – Não favorece.
Dificulta
9 – não abençoa.
Maldiz.
10 - Não edifica.
Destrói.


Evite a cólera como quem foge ao contacto destruidor de alta tensão.
Mas, se você amanhece de mau humor, antes que o flagelo se instale de todo na sua cabeça e na sua voz, comece o dia rogando à Divina Bondade o socorro providencial de uma laringite.

MINHA REFLEXÃO

Ao ler essa mensagem, lembro das vezes que me dei ao luxo de ser levado pela cólera e cometido atos que em condições normais até julgaria quem o fizesse. Em particular nos últimos meses.
Nasci com ímpetos belicosos, dado a brigar na vizinhança, colocar gente para correr. Mas fui amansando ao longo da minha adolescência a tal ponto que dava uma barra de chocolate para fugir de uma briga. Entretanto, entendia que apenas estava acumulando energias que poderiam ser perigosas se fossem deixadas transparecer. Cheguei a sonhar nesse período sendo impedido de golpear uma pessoa com um murro por uma força invisível.
Hoje, penso que estou em prova, pois a impaciência e a intolerância têm vindo à flor da pele sem controle. Nada que fira fisicamente as pessoas, mas... Oro todos os dias para que eu possa domar essa força que às vezes não consigo dominar. Quando vejo já eclodiu. Coisa de Espírito Velho.
Achava que tinha outras coisas mais sérias a ser resolvidas nessa existência, mas hoje concluo, que mais do que qualquer coisa, o que mais devo perseguir nessa existência como uma prova a ser passada, é a falta de brandura e tolerância. Não sei se é por estar sobrecarregado de trabalho e ao mesmo tempo passando por uma séria dificuldade. O certo é que mesmo sendo otimista, às vezes me vejo reclamando de forma muito negativa.

Desejo PAZ E ALEGRIAS para todos os meus visitantes silenciosos e pacíficos
.

DEUS EM NÓS


Pedi e se vos dará; buscai e achareis; batei à
porta e se vos abrirá; porquanto, quem pede recebe
e quem procura acha e, àquele que bata à
porta, abrir-se-á.
Qual o homem, dentre vós, que dá uma pedra
ao filho que lhe pede pão? – Ou, se pedir
um peixe, dar-lhe-á uma serpente? – Ora, se,
sendo maus como sois, sabeis dar boas coisas
aos vossos filhos, não é 1ógico que, com mais
forte razão, vosso Pai que está nos céus dê os
bens verdadeiros aos que lhos pedirem?
(S. MATEUS, 7:7 a 11.)
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DEUS EM NÓS


EMMANUEL
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 1 do Cap. XXV

“E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias”. – ATOS, 19:11


Quem pode delimitar a extensão das bênçãos que dimanam da Altura?
Por ser sempre de origem inferior, o mal é limitado como todas as manifestações devidas exclusivamente às criaturas; o bem, no entanto, possui caráter divino e, semelhante aos atributos do Pai Excelso, traz em si a qualidade de ser infinito em qualquer direção.
Antes de tudo, vigora a intenção sincera do espírito no ato que procura executar.
Assim, utiliza as próprias possibilidades a serviço da Vontade Divina, oferecendo o coração às realizações com Jesus, e o ilimitado surgir-te-á gradativamente nas faixas da experiência, sob a forma de esperança e consolação, júbilo e paz.
Por mais sombrios te pareçam aos ideais de hoje os dias do passado, não te entregues ao desânimo.
Ergue os sentimentos e conjuga as próprias ações ao novo roteiro entrevisto.
Após a purificação necessária, a água mais poluída da sarjeta se torna límpida e cristalina como se jamais houvesse experimentado o convívio da impureza.
O presente é perene traço de união entre os resquícios do pretérito e uma vida futura melhor.
Plasma em ti mesmo as forças reconstrutivas de tuas novas resoluções, para que se exprimam em obras de aprimoramento e de amor.
Reconhecendo a nossa origem na Fonte de Todas as Perfeições, é natural que podemos e precisamos realizar em torno de nós as obras perfeitas a que estamos destinados por nossa própria natureza.
Eis o valor do registro dos Atos dos Apóstolos ao recordar-nos a magnitude das tarefas de Paulo, quando o Iniciado de Damasco se dispôs a caminhar, auxiliando e aprendendo, no holocausto das próprias energias à exaltação do bem.
As mãos, tanto quanto o conjunto de instrumentos e possibilidades de que nos servimos na vida comum, esperam passivamente o ensejo de se aplicarem aos Desígnios Superiores, segundo as nossas deliberações pessoais.
Quando agimos no bem, sentimos a presença de Deus em nós.
Medita no emprego dos teus recursos no campo da fraternidade.
Desterra de teu caminho a barreia do desalento e prossegue confiante, vanguarda a fora.
O solo frutifica sempre quando ajudado pelo cultivador.
Usa, pois, o arado com que o Senhor te enriquece as mãos, trabalhando a leira que te cabe, com firmeza e esperança, na certeza de que a colheita farta coroar-te-á os esforços, cada vez mais, desde que permaneças apoiado no propósito seguro de corresponder ao programa de trabalho que o Pai te reserva, na oficina da luz, em busca da Alegria Inalterável.

MINHA REFLEXÃO

Não imaginamos o quanto Deus espera de nós. Com certeza ele não nos criou para usar a liberdade sem que fosse com um fim construtivo. Nos deu todos os conhecimentos necessários e suficientes para sermos felizes o quanto antes, após a criação. No entanto, nos desviamos do caminho do bem e hoje passamos às vezes por dificuldades construídas pelas nossas intemperanças e descuidos conosco mesmos, nos deixando levar pelos descuidos e perversidade dos mais experientes no mal.
A mensagem de Emmanuel nos convida a valorizar cada momento de nossa vida para deixar resplandecer Deus nós, considerando que isso é o que vai fazer sermos felizes o mais cedo possível.
PAZ E ALEGRIAS.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

CRÍTICA

“Se somente amardes os que vos amam, que mérito se vos reconhecerá, uma vez que as pessoas de má vida também amam os que as amam? – Se o bem somente o fizerdes aos que vo-lo fazem, que mérito se vos reconhecerá, dado que o mesmo faz a gente de má vida? – Se só emprestardes àqueles de quem possais esperar o mesmo favor, que mérito se vos reconhecerá, quando as pessoas de má vida se entreajudam dessa maneira, para auferir a mesma vantagem? Pelo que vos toca, amai os vossos inimigos, fazei bem a todos e auxiliai sem esperar coisa alguma. Então, muito grande será a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, que é bom para os ingratos e até para os maus. – Sede, pois, cheios de misericórdia, como cheio de misericórdia é o vosso Deus.” (S. LUCAS, 6:32 a 36.)

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CRÍTICA

ANDRÉ LUIZ
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 2 do Cap. XII do ESE


Se você esta na hora de critica alguém, pense um, antes de iniciar.
Se o parente está em erro, lembre-se de que você vive junto dele para ajudar.
Se o irmão revela procedimento lamentável, recorde que há moléstia ocultas que podem atingir você mesmo.
Se um companheiro faliu, é chegado o momento de substituí-lo em trabalho, até que volte.
Se o amigo está desorientado, medite nas tramas da obsessão.
Se o homem da atividade pública parece fora do eixo, o desequilíbrio é problema dele.
Se há desastres morais nos vizinhos, isso é motivo para auxílio fraterno, porquanto esses mesmos desastres provavelmente chegarão até nós.
Se o próximo caiu em falta, não é preciso que alguém lhe agrave as dores de consciência.
Se uma pessoa entrou em desespero, no colapso das próprias energias, o azedume não adianta.
Ainda que você esteja diante daqueles que se mostram plenamente mergulhados na loucura ou na delinqüência, fale no bem e fuja da crítica destrutiva, porque a sua reprovação não fará o serviço dos médicos e dos juízes indicados para socorrê-los, e, mesmos que a sua opinião seja austera e condenatória, nisso ou naquilo, você não pode olvidar que a opinião de Deus, Pai de nós todos, pode ser diferente.

MINHA REFLEXÃO

Essa mensagem é um convite à indulgência, paciência e humildade a nós que somos dados a reprovar a todos que caem em falha como se não acontecesse conosco, que precisamos também da compreensão dos outros nos momentos de nossas quedas ou falhas com os nossos compromissos.
O Evangelho nos ensina que devemos amar a todos indistintamente, a ponto de amar até os nossos desafetos.
Muitas pessoas nos são antipáticas naturalmente e são esses que se nos configuram a prova dessa virtude que Deus nos oferece no dia a dia.
Trabalhamos em equipe e muitas vezes o nosso trabalho fica emperrado por que alguém da equipe falha e somos convidados a fazer a parte dele, e como fazemos reclamando. Perdemos assim a oportunidade de crescer com a queda do outro, se lembrarmos que um dia pode acontecer conosco, e como acontece...
Este pensamento é muito importante: “Se o próximo caiu em falta, não é preciso que alguém lhe agrave as dores de consciência”, pois não sabemos abraçar o caído, sem antes lhe revolver a ferida da alma... A censura ainda nos é muito peculiar e nessas situações perdemos também a oportunidade de aprender com a queda do outro não nos colocando no lugar dele.
Que sejamos humildes em reconhecer que um dia é o companheiro que falha outro dia somos nós.
Paz e alegrias.....

sábado, 15 de novembro de 2008

MARCOS INDELÉVEIS

Nem todos os que me dizem: Senhor! Senhor! Entrarão no reino dos céus, mas somente aqueles que fazem a vontade de meu Pai que está nos céus.” (S. MATEUS, 7:21)

42
MARCOS INDELÉVEIS


EMANNUEL
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 16 do Cap. XVIII do ESE



“As obras que eu faço, em nome de meu Pai, essas

testificam de Mim”. JESUS (JOÃO, 10:25)



Cada trecho do solo demonstra o seu valor na riqueza ou na fertilidade que apresenta...
Cada vegetal é tido na importância de seu cerne, de sua essência, de seus frutos...
Cada animal é conhecido pelas peculiaridades de importância em sua existência...
O Sol constitui para todos os seres fonte inexaurível de vida, calor e luz.
A água significa o sangue do organismo terrestre.
O fogo, no crepitar da lareira ou na devastação do incêndio, demonstra realmente o seu papel inconfundível no campo imenso da Criação.
O juiz é respeitado pela integridade de seus sentimentos ou temido pelas manifestações de venalidade a que se acolhe.
O professor é acatado, consoante o grau de competência que lhe é próprio.
O médico adquire confiança, conforme a sua atitude ao pé dos enfermos.
O coração materno revela a sua íntima excelsitude, no trato natural com os rebentos de seu carinho.
O filho oferece ao mundo, na experiência diária, a extensão de seu amor para com os próprios pais.
A criança, em suas expressões infantis, apresenta invariavelmente o esboço de caráter que plasmou em si mesma através das vidas passadas.
O usurário cria, em torno de si, gelada atmosfera de reprovação pelos sentimentos que nutre no imo do próprio ser.
O leviano carrega consigo constantemente os prejuízos da ociosidade ou do vício, complicando-se na intemperança dos próprios dias.
O céptico representa, onde estiver, a aridez da mente hipertrofiada pelo orgulho infeliz.
O crente, leal a si mesmo, evidencia o poder de sua fé, nas posições assumidas perante os chamamentos do mundo.
Enfim, todas as criações do Excelso Pai testemunham-Lhe a glória no campo infinito da vida e cada Espírito se afirma bem ou mal, aproveitando-as para subir á Luz ou delas abusando para descer ás trevas.
Como aprendizes do Evangelho, portanto, cumpre-nos indagar à própria consciência:
- Que tenho executado na vida como aplicação das bênçãos de Deus?

Não nos esqueçamos, segundo a lição do Senhor, que somente as obras que fizermos, em nome do Pai, é que serão marcos indeléveis de nosso caminho, a testificarem de nós.


MINHA REFLEXÃO


Essa pergunta “Que tenho executado na vida como aplicação das bênçãos de Deus?” nos deixa em xeque, pois muito pouco temos feito em prol dos semelhantes a não ser em prol de nós mesmo, egoisticamente falando. Fazemos o nosso trabalho (por que sem ele não gozamos a vida, mas às vezes trabalhamos tanto e não gozamos do mesmo jeito) e cuidamos só dos nossos familiares, em especial dos que fazem o nosso lar. Às vezes deixamos de lado até os amigos. As obras que são citadas no Evangelho não se restringem a essas. Vão muito além disso.
Se quisermos podemos fazer muito mais pelos que nem conhecemos se dedicarmos um dia/uma hora aos que sofrem os mais diversos tipos de males e que não têm a formação moral que adquirimos na vida ou pelo menos nos foi orientado em algum momento dela.
As pessoas esclarecidas e que tem uma opção religiosa também não pode dizer que não tem tempo para se dedicar um dia/hora da semana para ir ao templo religioso cuidar de si e de outros que o buscam. Não vão por que isso requer disciplina, renúncia e às vezes conflito com alguns de casa. Mas se forçarem, com certeza, encontrarão um jeito de fazer isso, pois os templos, em particular, os espíritas, estão cheios de trabalhadores que não tem o apoio dos familiares, em particular do marido ou esposa. Colocam-se livres para exercer seu livre arbítrio. E as vezes acabam convencendo o cônjuge a ir também.
Temos que sair da apatia de que mal dar para cuidar dos seus. Nossa vida é muito mais útil do que cuidar só dos familiares (em particular dos de casa).
Quem merece o Reino de Deus? Muitos são os chamados (fazemos parte desse grupo) mas pouco serão escolhido(S. MATEUS, 22: 14). Será que faremos parte do segundo grupo?

VAMOS OBRAR? POIS FÉ SEM OBRAS, NÃO POOODE.... RS

PAZ E ALEGRIAS!!
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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A TOMADA ELÉTRICA

Esse princípio suscita naturalmente a seguinte questão: Sofrem-se as conseqüências de um pensamento mau, embora nenhum efeito produza? Cumpre se faça aqui uma importante distinção. À medida que avança na vida espiritual, a alma que enveredou pelo mau caminho se esclarece e despoja pouco a pouco de suas imperfeições, conforme a maior ou menor boa vontade que demonstre, em virtude do seu livre-arbítrio. Todo pensamento mau resulta, pois, da imperfeição da alma; mas, de acordo com o desejo que alimenta de depurar-se, mesmo esse mau pensamento se lhe torna uma ocasião de adiantar-se, porque ela o repele com energia. É indício de esforço por apagar uma mancha. Não cederá, se se apresentar oportunidade de satisfazer a um mau desejo. Depois que haja resistido, sentir-se-á mais forte e contente com a sua vitória.
Aquela que, ao contrário, não tomou boas resoluções, procura ocasião de praticar o mau ato e, se não o leva a efeito, não é por virtude da sua vontade, mas por falta de ensejo. É, pois, tão culpada quanto o seria se o cometesse. Em resumo, naquele que nem sequer concebe a idéia do mal, já há progresso realizado; naquele a quem essa idéia acode, mas que a repele, há progresso em vias de realizar-se; naquele, finalmente, que pensa no mal e nesse pensamento se compraz, o mal ainda existe na plenitude da sua força. Num, o trabalho está feito; no outro, está por fazer-se. Deus, que é justo, leva em conta todas essas gradações na responsabilidade dos atos e dos pensamentos do homem. (Item 7 do Cap. VIII do ESE)


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A TOMADA ELÉTRICA



JULIO
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 7 do Cap. VIII do ESE


De volta à reencarnação, em breve tempo, sou trazido ao vosso recinto de oração e fraternidade por benfeitores e amigos para que algo vos fale de minha história- amargo escarmento aos levianos do ouvido e aos imprudentes da língua.
Sem ornato verbal de qualquer natureza, em minha confissão dolorosa, passo diretamente ao meu caso triste, à maneira de um louco que retorna ao juízo, depois de haver naufragado na vileza de um pântano.
Há alguns anos, em minha derradeira romagem na Terra, era eu simples comerciário de hábitos simples.
Com pouco mais de trinta anos, desposei Marina, muito mais jovem que eu, e, exaltando a nossa felicidade, construímos nosso paraíso doméstico, numa casa pequena de movimentado bairro do Rio.
Nossa vida modesta era um cântico de ventura, entretecido de esperanças e preces; todavia, porque fosse de ordinário, desconfiado e inquieto, amava minha esposa com doentia paixão.
Marina era muito moça, quase menina...
Estimava as cores festivas, o cinema, a vida social, a gargalhada franca e, por guardar temperamento infantil, a curto espaço teve o nome enliçado à maledicência que fustiga a felicidade, como a sombra persegue a luz.
Em torno de nós, fez-se o “disse-me-disse”.
Se tomávamos um bonde, éramos, quase sempre, seguido de assovios discretos...
Começaram para mim os recados escusos, os telefonemas inesperados, as cartas anônimas e os conselhos de família, reunindo várias acusações.
- “Marina desertara dos compromissos do lar”.
- “Marina era ingrata e infiel”.
- “Marina respirava numa poça de lama”.
- “Marina tornara-se irregular”.
Muita vez, minha própria mãe, zelosa de nosso nome, chamava-me a brios, indicando-me providências.
Amigos segredam-me anedotas irreverentes com sentido indireto.
Acabou-se em casa a alegria espontânea.
Debalde a companheira se inocentava, alertando-me o coração; entretanto, densas trevas possuíam-me o raciocínio, induzindo-me a criar assombrosos quadros em torno de faltas inexistentes.
Como se eu fora puro, exigia pureza em minha mulher. Qual se fosse santo, reclamava-lhe santidade.
Deplorável cegueira humana!
Foi assim que, numa tarde inesquecível para o remorso que me vergastava, tilintou o telefone, buscando-me para aviso.
Três horas da tarde...
Anuncia-me alguém ao cérebro atormentado que um estranho se achava em meu aposento íntimo.
Desvairado, tomei de um revólver e busquei minha casa.
Sem barulho, penetrei nossa câmara e, de olhos embaciados no desespero, vi Marina curvada, ao lado de um homem que se curvava igualmente a dois passos de nosso leito.
Não tive dúvida e alvejei-os, agoniado... Vi-lhes o sangue a misturar-se, enquanto me deitavam olhares de imensa angústia, e, porque não pudesse, eu mesmo, resistir a tamanha desdita, estilhacei meu crânio, com bala certa, caindo, logo após, para acordar no túmulo, agarrado a meu corpo, mazelento e fedentinoso, que servia de engorda a vermes famintos.
Em vão, busquei desvencilhar-me do arcabouço de lama, a emparedar-me na sombra.
Gargalhadas irônicas de Espíritos infelizes cercavam-me a prisão.
Descrever minha pena é tarefa impossível no vocabulário dos homens, porque o verbo dos homens não tem bastante força para pintar o inferno que brame dentro da alma.
Por muito tempo, amarguei meu cálice de aflição e pavor, até que mãos amigas me afastaram, por fim, do cárcere de lodo.
Vim, então, a saber que Marina, sem culpa, fora sacrificada em minhas mãos de louco.
Esposa abnegada e inocente que era, simplesmente pedira a um companheiro da vizinhança consertasse, em nosso quarto humilde, a tomada elétrica desajustada, a fim de passar a roupa que era precisa para o dia seguinte.
Transido de vergonha e enojado de mim, antes de suplicar perdão às minhas pobres vítimas, implorei, humilhado, a prova que me espera...
E é assim que, falando às almas descuidadas que cultivam na Terra o vício da calúnia, venho dizer a todas, na condição de um réu, que para me curar da própria insensatez roguei ao Pai Celeste e me foi concedida a benção de meio século de doença e martírio, luta e flagelação na dor de um corpo cego.

MINHA REFLEXÃO

É lastimável quando um pensamento maldoso nos assola a mente. Numa sociedade também maldosa em que vivemos, em geral, não conseguimos nos manter superior a maledicência e se somos dados a violência física podemos fazer coisas que podem nos fazer arrependidos por longo tempo.
Que antes de darmos sentido ao primeiro impulso pensemos em Deus e nunca venhamos a cometer atos que nos faz muito mais repreensível que aqueles que nós desprezamos pelos seus atos.
Paz e alegrias para nós.....

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

JESUS E VOCÊ

Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo que sou brando e humilde de coração e achareis repouso para vossas almas, pois é suave o meu jugo e leve o meu fardo. (S. MATEUS, 11:28 a 30.)




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JESUS E VOCÊ


ANDRÉ LUIZ
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 6 do Cap. VI do ESE


Nosso Mestre não se serviu de condições excepcionais no mundo para exaltar a luz da verdade e a benção do amor.

Em razão disso, não aguarde renovação exterior na vida diária, para ajudar. Comece imediatamente a própria sublimação.

Jesus não tinha uma pedra onde recostar a cabeça. Se você dispõe de mínimo recurso já possui mais que Ele.

Jesus, em seu tempo, não desfrutou qualquer expressão social. Se você detém algum estudo ou titulo, está em situação privilegiada.

Jesus esperou até aos trinta anos para servir mais decisivamente. Se você é jovem e pode ser útil, usufrui magnífica oportunidade.

Jesus partiu aos trinta e três anos. Se você vive na idade amadurecida e dispõe do ensejo de auxiliar, agradeça ao Alto, dando mais de sim mesmo.

Jesus não contou com os familiares nas tarefas a que se propôs. Se você convive em paz no recito doméstico, obtendo alguma cooperação em favor dos outros, bendiga sempre essa dádiva inestimável.

Jesus não encontrou ninguém que o amparasse na hora difícil. Se você recebe o apoio de alguém nos momentos críticos, saiba ser grato.

Jesus nada pôde escrever. Se você consegue grafar pensamentos na expansão do bem, colabore sem tardança para a felicidade de todos.

Vemos, assim, que a vida real nasce e evolui no espírito eterno e não depende de aparências para projetar-se no rumo da Perfeição.

Jesus segue à frente de nós. Se você deseja acertar, basta apenas segui-lo.
Sigamo-lo, pois.

MINHA REFLEXÃO

Jesus foi o mais humildes dos Grandes que pisaram a Terra e cumpriu a sua missão da forma mais eficiente.
Não contou com a estrutura que a maioria precisa pra fazer o que tem que fazer como nós. E muitas vezes com tudo que a gente tem, pouco fazermos por nós mesmos e pelo semelhante.
A inércia ainda faz parte de nós e devemos nos conscientizar que muito podemos fazer se não quisermos nos esconder atrás dos desculpismo que em geral somos adeptos.
Fechamos-nos em torno de nós, da nossa família e de nosso trabalho, como se fossem a única coisa a pensar e fazer. E o pior, nem fazemos bem essas coisas. Não formamos uma boa família e nem sempre fazemos bem o nosso trabalho, apesar dos sucessos (poderíamos fazer muito mais, se tivéssemos em harmonia com tudo que está a nossa volta).
Devemos fazer mais, se quisermos ser seus discípulos, pois com tão pouco, Ele fez muito, mas muito mais....