sábado, 4 de abril de 2009

VOZES DO EVANGELHO

Fazei aos homens tudo o que queirais que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas. (S. MATEUS, 7:12)
Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem. (S. LUCAS, 6:31)


60
VOZES DO EVANGELHO


ANDRÉ LUIZ
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 2 do Cap. XI do ESSE

MINHA REFLEXÃO (em vermelho) será feita pontualmente a partir de cada anotação de André Luiz

Destaque o lado bom dos seres e das coisas.
“Examine tudo e retenha o melhor”
Em verdade, o que mais ocorre é de nos reter no que tem de ruim nas pessoas. A amizade procura ressaltar o que de bom há no amigo. Em se tratando de desconhecido podemos também considerar o melhor que ele pode nos oferecer para que possamos ser ajudado e ajudar também.

Não valorize o erro.
“Vença o mal com o bem.”
Quando somos afetados pelo erro de alguém, é muito comum reagirmos com intolerância. Devemos buscar o entendimento para que não ocorra novamente, antes de sermos mais contundentes em nossas advertências.

Auxilie sem exigência.
“Perdoe setenta vezes sete vezes.”
E muito comum algumas pessoas serem reincidentes em um problema para os quais nos busca para resolver. Nessa hora, muitas vezes faltamos com a caridade, sendo ate indelicados, para depois darmos a ajuda. Negar com caridade é melhor do que humilhar.

Fuja à impertinência.
“Não se queixem uns contra os outros, para que não sejam condenados.”

Não se irrite.
“Faça todas as coisas sem murmurações nem contendas.”
Nesse ponto, apesar de gostar de fazer o trabalho que faço, quantas vezes me pego reclamando, mas não pelo trabalho em si, mas por ser deixado na mão na hora que mais preciso de alguns companheiros que a principio deveriam ter feito o que no momento estou fazendo por eles. Esse aprendizado ainda estou devendo para a minha evolução.

Não se imponha.
“Os discípulos do Senhor se conhecem por muito se amarem.”
A imposição é um desrespeito ao livre arbítrio de escolha dessa ou daquela idéia ou roteiro de vida.

Não pressione a ninguém.
“Atente bem para a lei da liberdade.”
Outra atitude que desrespeita o livre arbítrio. Às vezes ficamos forçando uma tomada de atitude dessa ou daquela pessoa, como pudéssemos decidir por ela o que é melhor para ela. Ledo engano...Cada um segundo suas obras, já nos ensinou o Grande Mestre Jesus.

Olvide a falta alheia.
“Lance mão do arado sem olhar para trás.”
Como ficamos a lembrar dos erros das pessoas. Erros que não cometem mais. Isso significa que não perdoamos e damos muito valor ao passado negativo das pessoas como se ela, como nós, não evoluíssemos.

Renuncie em silêncio.
“O cristão existe para servir e não para ser servido.”
Esse parece ser o grande salto que podemos fazer em nossa trajetória espiritual. Está relacionado também a não imposição de si mesmo.

Use a bondade incansável.
“Todas as suas orações sejam feitas com caridade.”
Precisamos uns dos outros e a nossa bondade para com o semelhante é um demarcador de uma boa relação.

terça-feira, 31 de março de 2009

RENÚNCIA

Então, disse-lhe Pedro: Quanto a nós, vês que tudo deixamos e te seguimos. – Jesus lhe observou: Digo-vos, em verdade, que ninguém deixará, pelo reino de Deus, sua casa, ou seu pai, ou sua mãe, ou seus irmãos, ou sua mulher, ou seus filhos – que não receba, já neste mundo, muito mais, e no século vindouro a vida eterna.
S. LUCAS, 18:28 a 30.)

59
RENÚNCIA

EMMANUEL
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 5 do Cap XXIII do ESE



Se teus pais não procuram a intimidade do Cristo, renuncia à felicidade de vê-los comungar contigo o divino banquete da Boa Nova, e ajuda teus pais.
Se teus filhos permanecem distantes do Evangelho, renuncia ao contentamento de sentir-lhes o coração com o teu coração na senda redentora, e ajuda teus filhos.
Se teus amigos não conseguem, ainda, perceber o amor de Jesus, renuncia à ventura de guardá-los no calor de tua alma, ante o Sol da Verdade, e ajuda teus amigos.
Renúncia com Jesus não quer dizer deserção. Expressa devotamento maior.
Nele mesmo, o Senhor, vamos encontrar o sublime exemplo.
Esquecido de muitos e por muitos relegados às agonias da negação, nem por isso se afastou dos companheiros que lhe deram as angústias do amor-não-amado.
Ressurgindo da cruz, ele, que atravessava sozinho os pesadelos da ingratidão e as torturas da morte, volta ao convívio deles e lhes diz confiante:
– “Eis que estareis convosco, até ao fim dos séculos.”

MINHA REFLEXÃO

Jesus nos ensinou o amor incondicional. A mensagem de Emmanuel nos lembra muito bem isso. Na mensagem do Evangelho de Lucas, temos Jesus dizendo a glória de quem renuncia sua vida e os seus mais próximos por Ele e Emanuel nos lembra de também renunciarmos nosso egocentrismo; que independente da ingratidão ou indiferença às nossas orientações, que sigamos ajudando a quem Deus colocou no nosso caminho para sermos seus companheiros incondicionalmente.
Quando nos desfalecemos diante dos insucessos de nossas ações em favor dos que queremos bem e nos afastamos de certo modo, por isso, perdemos assim um momento de avançar espiritualmente.
Emmanuel nos ensina que devemos estar sempre de braços abertos ao ente pródigo que nos procura por que aprendeu pela dor.
Sempre há um momento para o recomeço e então devemos sempre ajudar nossos queridos semelhantes a recomeçar conosco como o Pai Maior faz com todos, ao nos possibilitar uma nova reencarnação para redimirmos nossas faltas e submetermos às provas evolutivas.
Paz e alegrias

terça-feira, 17 de março de 2009

SEJA VOLUNTÁRIO

58
SEJA VOLUNTÁRIO


CAIRBAR SCHUTEL
Psicografado por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 4 do Cap. XX


Seja voluntário na evangelização infantil.
Não aguarde convite para contribuir em favor da Boa Nova no coração das crianças. Auxilie a plantação do futuro.
Seja voluntário no Culto do Evangelho.
Não espere a participação de todos os companheiros do lar para iniciá-lo. Se preciso, faça-o sozinho.
Seja voluntário no templo espírita.
Não aguarde ser eleito diretor para cooperar. Colabore sem impor condições, em algum setor, hoje mesmo.
Seja voluntário no estudo edificante.
Não espere que os outros lhe chamem a atenção. Estude por conta própria.
Seja voluntário na mediunidade.
Não aguarde o desenvolvimento mediúnico, sistematicamente sentado à mesa de sessões. Procure a convivência dos Espíritos superiores, amparando os infelizes.
Seja voluntário na assistência social.
Não espere que lhe venham puxar o paletó, rogando auxílio. Busque os irmãos necessitados e ajude como puder.
Seja voluntário na propaganda libertadora.
Não aguarde riqueza para divulgar os princípios da fé. Dissemine, desde já, livros e publicações doutrinárias.
Seja voluntário na imprensa espírita.
Não espere de braços cruzados a cobrança da assistência. Enviem o seu concurso, ainda que modesto, dentro das suas possibilidades.
*
Sim, meu Amigo. Não se sinta realizado.
Cultive espontaneidade nas tarefas do bem.
“A sementeira é grande e os trabalhadores são poucos.”
Vivemos os tempos da renovação fundamental.
Atravessemos, portanto, em serviço, o limiar da Era do Espírito!
Ressoam os clarins da convocação geral para as fileiras do Espiritismo.
Há mobilização de todos.
Cada qual pode servir a seu modo.
Aliste-se enquanto você se encontra válido.
Assuma iniciativa própria.
Apresente-se em alguma frente de atividade renovadora e sirva sem descansar.
Quase sempre, espírita sem serviço é alma a caminho de tenebrosos labirintos do Umbral.
Seja voluntário na Seara de Jesus, Nosso Mestre e Senhor!

MINHA REFLEXÃO

HÁ muito não sou um trabalhador espírita que desenvolve uma tarefa num centro espírita. Nos meus tempos que “tinha” disponibilidade cheguei até ser Presidente de um Centro Espírita que ajudei a fundar.
Depois de quase dez anos sem atividade contínua, tento voltar participando de reunião de estudos no sábado a noite e de palestra na quarta-feira.
Outro dia, um amigo antigo, que estava na reunião de fundação do Centro, na despedida do trabalho da quarta-feira disse para a vice-presidente: “dá emprego para o Domício” e eu brincando, respondi, “olha eu sou um trabalhador da primeira hora”. Hoje fico pensando no significado dessa frase. O que eles entenderam? Será que foi que eu não precisava ser chamado pois, tinha consciência do trabalho esperando um trabalhador e não precisava ser cobrado? Seria arrogância da minha parte. Ou que eu já tinha trabalhado (como já comentado nesse texto) e que agora estava era esperando o salário? Bom, se a primeira é correta, estaria sendo preguiçoso e se a segunda for meu pensamento real, também seria uma falta de humildade, pois o trabalho espiritual não objetiva salário e nem tem tempo para terminar, pois Deus trabalha incessantemente.
Na verdade eu quis foi fazer graça e de repente...
A parábola do Trabalhador da Última Hora, objeto de reflexão do Espírito Cairbal Schutel, para escrever essa mensagem, nos traz a lição que mostra o Senhor confiante na existência de pessoas por aí esperando que alguém lhe chame para trabalhar, por desconhecer que há searas precisando de trabalhadores. A lição vai mais adiante assegurando ao que estava parado o mesmo salário daquele que já vinha trabalhando desde a primeira hora do dia significando que é muito louvável o despertar de alguém para seguir a sua evolução que até então estava na inércia. Isso é uma felicidade para um tutor espiritual quando vê que seu pupilo começa a andar.
Tem gente que se descobre um trabalhador quando passa a freqüentar um centro espírita e coloca suas mãos ao serviço dos semelhantes, seja encarnados ou desencarnados. É que não tinha tido a motivação que é identificação com uma filosofia de vida que há muito esperava surgir em sua jornada terrestre.
Cairbar Schutel aconselha para os que já freqüentam a Casa Espírita que não espere alguém lhe chamar ou um momento ideal para trabalhar, pois já sabe que tem trabalho a fazer, como os que ele citou na mensagem..
No que tange a mim...
E você?
Paz e alegrias.

quarta-feira, 11 de março de 2009

CARIDADE E VOCÊ

57
CARIDADE E VOCÊ


ANDRÉ LUIZ
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 9 do Cap. XVI do ESE



Acredita você que só a caridade pode salvar o mundo; entretanto, não se demore na posição de comentarista.
Não nos diga que é pobre e incapaz de contribuir na campanha renovadora da sublime virtude.
Senão vejamos:
Se você destinar a quantia correspondente a um refrigerante ou um aperitivo em cada cinco doses, segundo os seus hábitos, aos serviços de qualquer hospital, no fim de um mês haverá mais decisiva medicação para certo doente.
Se você renunciar ao cinema de uma vez em cada cinco, endereçando o dinheiro respectivo a uma creche, ao término de duas ou três semanas, a instituição contará com mais leite em favor das crianças necessitadas.
Se você suprimir um maço de cigarros em cada cinco de seu uso particular, dedicando o fruto dessa renúncia a uma casa erguida para os irmãos distanciados do conforto doméstico, em breve tempo o agasalho devido a eles seá mais rico.
Se você economizar as peças do vestuário, guardando a importância equivalente a uma delas em cada cinco, para socorro ao próximo menos feliz, no fim de um ano disporá você mesmo de recursos suficientes para vestir alguém que a nudez ameaça.
Não espere pela bondade dos outros.
Lembre-se daquela que você mesmo pode fazer.
É possível que você nos responda que o supérfluo é seu próprio suor, que não nos cabe opinar em seu caminho e que o copo e o filme, o fumo e a moda são movimentados à sua custa.
Você naturalmente está certo na afirmativa e não seremos nós quem lhe contestará semelhante direito.
A vontade é sagrado atributo do espírito, dádiva de Deus a nós outros, para que decidamos, por nós, quanto à direção do próprio destino.
Todavia, nosso lembrete é apenas uma sugestão aos companheiros que acreditam na força da caridade e só ganhará realmente algum valor se houver algum laço entre a caridade e você.


MINHA REFLEXÃO

André Luiz é muito oportuno quando nos esclarece que mesmo com pouco, que reunimos renunciando um pouco de nossas mordomias, prazeres supérfluos como comer um simples chocolate, podemos ajudar a muitos que passam privacidades. Quantas vezes numa situação de dificuldade financeira pensamos duas vezes, quando vemos um chocolate, ao lembrarmos que o dinheiro pouco do momento, se comprarmos o chocolate, poderá faltar para comprar um simples pão do café da manhã de nossos filhos? Então, por que de vez em quando não adotamos o filho alheio e renunciamos em favor deles também?
Quanto à renuncia dos vícios físicos, nem precisamos nos estender sobre para não fazermos julgamentos desse ou daquele que os têm.
A idéia da partilha é de profunda reflexão, pois o Espírito Pascal, de cuja mensagem do Evangelho Segundo o Espiritismo (Item 9 do Cap. XVI do ESE) André Luiz se inspirou, nos ensina que nada daqui desse plano terreno é nosso, mesmo tendo suado para obter, pois ao deixarmos o corpo não levaremos para o plano espiritual (ele privilegia a verdadeira propriedade que é o conhecimento, elevação espiritual). Então é preferível que nos despojemos um pouco do que constitui nossa pequena riqueza, e, de forma equilibrada, ajudarmos quem precisa.
Jesus ciente de nosso apego aos bens terrenos nos alertou: Tende o cuidado de presevar-vos de toda a avareza, porquanto, seja qual for a abundância em que o homem se encontre, sua vida não depende dos bens que ele possua (LUCAS, 12:15). Ele falava da vida verdadeira que é a vida espiritual.
Então, que Deus nos ajude a pensarmos sempre nessas situações quando lembrarmos de nossos direitos do trabalhador digno de seu salário, para que não deixemos de fazer aos filhos, irmãos ou parentes em geral, amigos dos outros, o que fazemos aos nossos entes queridos.
PAZ E ALEGRIAS

quinta-feira, 5 de março de 2009

POR AMOR A CRIANÇA


56
POR AMOR A CRIANÇA
EMMANUEL
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 18
[1] do Cap VIII do ESE


Nós que tantas vezes rogamos o socorro da Providência Divina, oremos ao coração da Mulher, suplicando pelos filhinhos das outras! Peçamos às seareiras do bem pelas crianças desamparadas, flores humanas atingidas pela ventania do infortúnio, nas promessas do alvorecer!...
Pelas crianças que foram enjeitadas nos becos de ninguém;
pelas que vagueiam sem direção, amedrontadas nas trevas noturnas;
pelas que sugam os próprios dedos, contemplando, por vidraças faustosas, a comida que sobreja desperdiçada;
pelas que nunca viram a luz da escola;
pelas que dormem, estremunhada, na goela escura do esgoto;
pelas que foram relegadas aos abrigos de lama e se transformam em cobaias de vermes destruidores;
pelas que a tuberculose espia, assanhada, através dos molambos com que se cobrem;
pelas que se afligem no tormento da fome e mentalizam o furto do pão;
pelas que jamais ouviram uma voz que as abençoasse e se acreditam amaldiçoadas pelo destino;
pelas que foram perfilhadas por falsa ternura e são mantidas nas casas nobres quais pequena alimárias constantemente batidas pelas varas da injúria;
e por aquelas outras que caíram, desorientadas, nas armadilhas do crime e são entregues ao vício e à indiferença, entre os ferros e os castigos do cárcere!
Mães da Terra, enquanto vos regozijais no amor de vossos filhos, descerrai os braços para os órfãos de mãe!...Lembremos o apelo inolvidável do Cristo: “deixai vir a mim os pequeninos”. E recordemos, sobretudo, que se o homem deve edificar as paredes imponentes do mundo porvindouro, só a mulher poderá convertê-lo em alegria da vida e carinho do lar.


MINHA REFLEXÃO

Bela mensagem a de Emmanuel que se inspirou na belíssima mensagem de João Evangelista.
Emmanuel aproveitou a inspiração de João, discípulo do Cristo e seareiro do Espiritismo, para suplicar em favor das crianças que hoje jazem em toda sorte de infortúnios, como relacionados por ele. Chama para as mães o legado da ternura, do carinho, que como ninguém pode ser vivido. Na semana da mulher, essa mensagem é muito oportuna, considerando que hoje ela não só tem a missão de reproduzir, criar e servir ao marido. Sabemos que mesmo ela tendo se libertado do julgo masculino, ainda mantém a mesma ternura e o coração voltado para qualquer criança como se fosse sua.
Emmanuel apela às mulheres, pois é através delas e tão somente delas, com a parceria do homem, que pode vir ao mundo um espírito para melhorar-se. Emmanuel nem julga aquelas que abandonaram seus filhos ou mesmo não conseguiram e/ou não se sentiram com estrutura moral para orientar seus rebentos que fugiram de suas atenções.
Emmanuel, em vez de julgar, apela para as mães que acolhem com toda ternura os seus rebentos lembrando-lhes que há muitos que sofrem o abandono. Todavia, esse convite, apesar de ser orientado, pode estender-se aos homens que sensibilizados podem liderar, e existem muito exemplos disso, movimentos em favor dessas crianças, pois ternura e carinho podem partir de qualquer Espírito, seja encarnado em corpo feminino ou masculino.
Mas, na mensagem de João Evangelista, me chamou a atenção o seguinte trecho que creio que inspirou Emmanuel a escrever a sua mensagem: “Queria que os homens a ele fossem com a confiança daqueles entezinhos de passos vacilantes, cujo chamamento conquistava, para o seu, o coração das mulheres, que são todas mães”. Com esse ato Jesus Cristo dava à mulher a medalha da redenção espiritual que pode receber quando aproveitando a humildade e fragilidade das crianças às orienta para o caminho justo e reto, pois sabe-se que a criança na idade infantil é mais dócil às mudanças espirituais
[2] , considerando que ainda não se assenhoreou de todas as suas faculdades de Espírito inteligente e ainda dado a práticas nocivas a ele e aos que convivem com ele. Então, nessa fase, pode-se conter certos hábitos que são instintivos pela história de vida espiritual vivida pelo Espírito ora encarnado. Apesar de toda a imperfeição espiritual, os pais podem contribuir com a transformação moral de seus filhos, mas só depois da volta à pátria espiritual eles terão consciência da medida dessa transformação.
Jesus Cristo aproveitando o momento deu o recado a todos os adultos que ainda perduram na ignorância da vaidade, orgulho e egoísmo dizendo, em outras palavras, que abrissem o coração para idéias renovadoras que trazia e que ainda permanece entre nós, pela manutenção do esforço daqueles que compreenderam e tomam para si no sentindo de ser uma oportunidade de autotransformação quando compartilha com os outros a boa nova, que será sempre nova, enquanto existir espíritos ainda atrasados nesse planeta.
PAZ E ALEGRIAS.....


[1] DEIXAI QUE VENHAM A MIM AS CRIANCINHAS
18. Disse o Cristo: “Deixai que venham a mim as criancinhas.” Profundas em sua simplicidade, essas palavras não continham um simples chamamento dirigido às crianças, mas, também, o das almas que gravitam nas regiões inferiores, onde o infortúnio desconhece a esperança. Jesus chamava a si a infância intelectual da criatura formada: os fracos, os escravizados e os viciosos. Ele nada podia ensinar à infância física, presa à matéria, submetida ao jugo do instinto, ainda não incluída na categoria superior da razão e da vontade que se exercem em torno dela e por ela. Queria que os homens a ele fossem com a confiança daqueles entezinhos de passos vacilantes, cujo chamamento conquistava, para o seu, o coração das mulheres, que são todas mães. Submetia assim as almas à sua terna e misteriosa autoridade. Ele foi o facho que ilumina as trevas, a claridade matinal que toca a despertar; foi o iniciador do Espiritismo, que a seu turno atrairá para ele, não as criancinhas, mas os homens de boa vontade. Está empenhada a ação viril; já não se trata de crer instintivamente, nem de obedecer maquinalmente; é preciso que o homem siga a lei inteligente que se lhe revela na sua universalidade. Meus bem-amados, são chegados os tempos em que, explicados, os erros se tornarão verdades. Ensinar-vos-emos o sentido exato das parábolas e vos mostraremos a forte correlação que existe entre o que foi e o que é. Digo-vos, em verdade: a manifestação espírita avulta no horizonte, e aqui está o seu enviado, que vai resplandecer como o Sol no cume dos montes. – João Evangelista. (Paris, 1863.).
[2] Questão 383 do O Livro dos Espíritos: - Qual, para este, a utilidade de passar pelo estado de infância? Resp. – Encarnado, com o objetivo de se aperfeiçoar-se, o Espírito, durante esse período, é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

ASSIM FALOU JESUS

55
ASSIM FALOU JESUS
ANDRÉ LUIZ
Psicografada por Chico Xavier
Sobre o Item 1 do Cap. VI do ESE


MINHA REFLEXÃO será pontual, a partir de cada ensinamento de Jesus e a orientação de André Luiz. Será tingida de vermelho. As passagens comentadas por André Luiz refletem uma escolha ou extensão explicativa do ensinamento de Jesus.


Disse o Mestre: “buscai e achareis”.
Mesmo nos céus, você pode fixar a atenção na sombra da nuvem ou no brilho da estrela.
O nosso horizonte espiritual pode representar o nosso estado de alma. Os nossos pensamentos ou atitudes pintam o quadro que mais nos chama a atenção em nossa jornada evolutiva.
Afirmou o Senhor: “cada árvore é conhecida pelos frutos”.
Alimentar-se com laranja ou intoxicar-se com pimenta é problema seu.
Tudo nos é apresentado e temos o privilégio da escolha. As conseqüências dessa escolha são de nossa responsabilidade. É preferível não nos expor a certos tipos de “árvores”, pois parafraseando a passagem seguinte: quem não se conhece é melhor evitar o contato com frutos, não necessariamente proibidos, cujas conseqüências já se sabem os efeitos.
Proclamou o Cristo: ”orai e vigiai para não entrardes em tentação, porque o espírito, em verdade, está pronto, mas a carne é fraca”.
O espírito é o futuro e a vitória final, mas a carne é o nosso próprio passado, repleto de compromissos e tentações.
Tentação: eis a palavra chave! Significa “sentimento que alguém tem quando deseja tomar uma atitude que contraria seus valores e crenças”
[1]. Só sofre tentação quem de algum modo já construiu um repertorio de valores diferentes daqueles que conscientemente tem seguido. É um vínculo com o passado; e ela, como prova, está pululando ao nosso redor, seja por influência dos nossos irmãos habituados a certos vícios, encarnados ou desencarnados, seja por necessidade gerada por nós mesmo pelo desejo de progredir. Então, orar não é suficiente para a libertação dos vícios, sejam físicos ou morais; é preciso vigiar. A oração é apenas a ligação a Deus para nos tornar mais fortes contra nós mesmos, isto é, contra nossas imperfeições, caracterizadas pelos nossos impulsos primeiros, nossos hábitos autônomos praticados pelos anos a fins e que agora temos que estar atento para não aflorar a todo instante, como algo sem controle, mas que pelo contrario, pode sim ser controlado, pois se formos esforçados, aprenderemos outros hábitos mais condizentes com a imagem e semelhança de Deus.
Ensinou o Mentor Divino: “não condeneis e não sereis condenados”.
Não critique o próximo, para que o próximo não critique a você.
Muitas vezes criticamos levianamente, sem ter em conta que somos também falíveis e por isso alvos de crítica pelos os outros. A crítica não existe apenas por um ato que nós mesmos o consideramos errado, pois mesmo aquele que foi tomado conscientemente em favor de outros ou de nós mesmos pode não encontrar eco em alguém ou um grupo, por não levarmos em conta o contexto e a receptividade de quem poderia ser beneficiário. Portanto, devemos ter muito prudência na crítica a alguém e, se fizermos, que seja em particular ou então muito amavelmente pedindo explicações para aquilo que não compreendemos ou de primeiro impulso não entendemos por ainda dominar em nós o orgulho do saber e da experiência.
Falou Jesus: “quem se proponha conservar a própria vida, perdê-la-á”.
Quando o arado descansa, além do tempo justo, encontra a ferrugem que o desgasta.
Muitos, como eu, têm esperado o tempo certo para trabalhar “na vinha do Senhor”. Bom, o chamado já foi feito e os “trabalhadores de última hora” devem se dispor ao trabalho que o tem esperado. Com certeza, o trabalho nos ajuda a nos desviar das tentações, pois o trabalho é sintonia, é oração.
Disse o Mestre: “não vale para o homem ganhar o mundo inteiro, se perder sua alma”.
A criatura faminta de posses e riqueza materiais, sem trabalho e sem proveito, assemelha-se, de algum modo, a pulga que desejasse reter um cão para si só.
Os desejos de posse ou de gozos são perniciosos à evolução humana. Por causa disso temos nos retidos nas faixas de dor, sofrimento e atraso espiritual.
Afirmou o Senhor: “não é o que entra pela boca que contamina o espírito”.
A pessoa de juízo são, come o razoável para o rendimento da vida, mas os loucos ingerem substâncias desnecessárias para o rendimento da morte.
Triste daquele que ingerem substâncias tóxicas (incluímos os excessos de comida) para se sentir melhor por um momento, pois está caminhando em direção a morte, que também caminha em sua direção. Acredito que a morte tem mais pressa em chegar ao local do encontro, pois muitos são surpreendidos com a sua chegada. Muitos estão fazendo essa corrida pela n-ésima vez, ou seja, não é a primeira vez que o fazem e ainda acham, o que é triste para quem assiste essa loucura, que não conseguem parar, por mais que saibam do fim que isso pode resultar; que Deus os ajudem e eles possam ajudar nesse sentido.
Ensinou o Mentor Divino: “andai enquanto tende luz”.
O corpo é a máquina para a viagem do progresso e todo relaxamento corre por conta do maquinista.
Entendo que a luz é o corpo vivo e ele foi elaborado para viver por uns anos mais ou menos definidos. Devemos aproveitar essa máquina enquanto ela pode nos possibilitar dar curso a nossa caminhada a um mundo melhor, onde reina paz e alegrias.
Proclamou o Cristo: “orai pelos que vos perseguem e caluniam”.
Interessar-se pelo material dos caluniadores é mesmo que se adornar você, deliberadamente, com uma lata de lixo.
Interessante a analogia feita. Dar valor às calunias é considerá-las adornos falsos para nós.
Falou Jesus: “a cada um será concedido segundo as próprias obras”.
Não se preocupe com os outros, a não ser para ajudá-los; pois a lei de Deus não conhece você pelo que você observa, mas simplesmente através daquilo que você faz.
Fazer é mais que observar. Às vezes passamos tempos criticando o ato errado de alguém, mesmo com o intuito de ajudar, por exemplo, de fumar, beber ou se drogar e esquecemos que temos que melhorar nosso estado de alma, os nossos hábitos alimentares, resolver mesmo os problemas que viemos resolver nessa encarnação. Ajudar quando nos for possível ou convidado a fazer é a melhor opção de viver bem com o semelhante.
PAZ E ALEGRIAS

[1] http://pt.wikipedia.org/wiki/Tenta%C3%A7%C3%A3o

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

QUE BUSCAIS?

“Que buscais?” – JESUS (João, 1:38)

54
QUE BUCAIS?


EMMANUEL
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre Item 10
[1] do Cap. XVIII do ESE


Esta simples indagação do Senhor, aos dois discípulos que o seguiam, é dirigida presentemente a todos os lidadores do Espiritismo, diante da Boa Nova renascente no mundo.
Ao obreiro modesto da assistência fraternal, exprime a Voz Superior a reclamar-lhe os frutos na colheita do bem.
Ao colaborador da propaganda doutrinária, representa a interpelação incessante acerca da tarefa de resguardar a pureza dos postulados que consolam e instruem.
Ao orientador das assembleias de nossa fé, é a pergunta judiciosa, quanto à qualidade do esforço no cumprimento dos deveres que lhe competem.
Ao servidor da evangelização infantil, surge a interrogação do Divino Mestre qual brado de alerta relativamente ao rumo escolhido para sementeira de luz.
Ao portador da responsabilidade mediúnica, inquire Jesus pela aplicação dos talentos que lhe foram confiados.
Ao aprendiz incipiente da oficina espírita cristã constitui adequada sindicância quanto à sinceridade que traz consigo, alertando-o para os deveres justos.
A cada criatura que desperta em mais altos níveis da fé raciocinada, soa a interpelação do Senhor como sendo convite às obras em que se afirme a caridade real.
Assim, escuta no íntimo, em cada lance das próprias atividades, a austera palavra do Condutor Divino, convocando-te à coerência entre o ideal e o esforço, entre a promessa e a realização.
Analisa o que fazes.
Observa o que dizes.
Medita em torno de tuas aspirações mais ocultas
Que resposta forneces à indagação do Senhor?
Quem segue o Cristo, vive-lhe o apostolado.
Serve, coopera e caminha avante, sem temor ou vacilação, lembrando-te de que o Verbo incide sobre nós, cada dia, perguntando incessantemente:
– Que buscais?


MINHA REFLEXÃO

Os espíritas convictos e militantes do movimento espírita e mais particularmente os trabalhadores dos Centros Espíritas, são chamados, nessa mensagem, a refletir sobre a sua contribuição na seara do Senhor Jesus Cristo.
É importante salientar que todo ideal deve ser acompanhado de esforço no serviço do bem e, desse modo, todos são convidados à reforma íntima para que o fruto do trabalho seja o mais sintonizado com o plano maior.
O Espírita recebe muito do plano espiritual pelo estudo que desenvolve e assistência que recebe nos momentos mais difíceis e, portanto, não pode pretextar que age errado simplesmente por que não é um espírito superior. Todas as oportunidades de elevação devem ser aproveitadas na existência atual e não se pode perder para o egoísmo, vaidade e orgulho que ainda estão muito presentes no ser humano, seja espírita ou não.
Então, a pergunta de Jesus é muito pertinente, pois como o próprio Evangelho Segundo o Espiritismo traz na parábola do “trabalhador da ultima hora”, a hora de trabalho chegou para o espírita e o Espiritismo é a ferramenta de trabalho para aquele que há muito estava sem trabalhar e alguém agora o convida para trabalhar.
Que nós, espíritas convictos, tenhamos coerência com a oportunidade que nos é oferecida para crescermos mais rápido e não termos que prestarmos conta de um trabalho que não foi produtivo quando deixarmos o corpo físico.
Paz e alegrias pra todos
Em nome de JESUS CRISTO.


[1] 10. O servo que souber da vontade do seu amo e que, entretanto, não estiver pronto e não fizer o que dele queira o amo, será rudemente castigado. – Mas, aquele que não tenha sabido da sua vontade e fizer coisas dignas de castigo menos punido será. Muito se pedirá àquele a quem muito se houver dado e maiores contas serão tomadas àquele a quem mais coisas se haja confiado. (S. LUCAS, 12:47-48.)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

CURA ESPIRITUAL


Restituí a saúde aos doentes, ressuscitai os mortos, curai os leprosos, expulsai os demônios. Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido. (S. MATEUS, 10:8.)



53
CURA ESPIRITUAL


ANDRE LUIS
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 1 do Cap XXVI do Evangelho.



Comece orando.
A prece é luz na sombra em que a doença se instala.

Semeie alegria.
A esperança é medicamento no coração.

Fuja da impaciência.
Toda irritação é desastre magnético de conseqüências imprevisíveis.

Guarde confiança.
A dúvida deita raios de morte.

Não critique.
A censura é choque nos agentes da afinidade.

Conserve a brandura.
A palavra agressiva prende o trabalho na estaca zero.

Não se escandalize.
O corpo de quem sofre é objeto sagrado.

Ajude espontaneamente para o bem.
Simpatia é cooperação.

Não cultive desafetos.
Aversão é calamidade vibratória.

Interprete o doente tal qual fosse você mesmo.
Toda cura espiritual lança raízes sobre a força do amor
.

MINHA REFLEXÃO

Não consegui fazer o trabalho de postagem, na terça-feira passada(10/02/09). Faço agora.


A cura espiritual, seja dos outros, se quisermos ajudá-los, seja nossa, depende muito de nós. Se não conservamos nosso equilíbrio, após adquirimos por segundos, em vez de nos curar, ou ajudar na cura do outro, complicamos mais ainda a saúde do beneficiário.
Temos um grande dom, dado por Deus: a cura. Temos um potencial energético que pode ser aproveitado de forma positiva em nosso favor como em favor do próximo
[1].
Mas é preciso que estejamos bem conosco mesmo e com Deus. Para sermos instrumentos de Deus, precisamos estar cuidadosos com as vibrações que nos atacam constantemente, pois nos encontramos num mundo de provas e expiações, com um agravante de sermos imperfeitos, que explica nossa permanência de forma às vezes sofrida nessa Terra abençoada.
Jesus, nos ensinou, orai e vigiai, pois tinha consciência da nossa imperfeição. No entanto ele acreditava na nossa transformação moral e espiritual. Então...
Que possamos ser digno desse poder facultado a nós por Deus e tenhamos respeito pelos outros nos comportando de forma equilibrada, evitando, assim, males para nós mesmos e para os outros, podendo ainda sermos instrumentos da cura de terceiros, pelo simples bom comportamento.
Que trabalhemos bastante interiormente para manter aquela tranquilidade...
Em nome de Deus e Jesus, Nosso Mestre
PAZ E ALEGRIAS


[1] (EXTRAIDO DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - CAP XXVII - ITEM 14, que trata da EFICÁCIA DA PRECE

Por exercer a prece uma como ação magnética, poder-se-ia supor que o seu efeito depende da força fluídica. Assim, entretanto, não é. Exercendo sobre os homens essa ação, os Espíritos, em sendo preciso, suprem a insuficiência daquele que ora, ou agindo diretamente em seu nome, ou dando-lhe momentaneamente uma força excepcional, quando o julgam digno dessa graça, ou que ela lhe pode ser proveitosa.
O homem que não se considere suficientemente bom para exercer salutar influência, não deve por isso abster-se de orar a bem de outrem, com a idéia de que não é digno de ser escutado. A consciência da sua inferioridade constitui uma prova de humildade, grata sempre a Deus, que leva em conta a intenção caridosa que o anima. Seu fervor e sua confiança são um primeiro passo para a sua conversão ao bem, conversão que os Espíritos bons se sentem ditosos em incentivar. Repelida só o é a prece do orgulhoso que deposita fé no seu poder e nos seus merecimentos e acredita ser-lhe possível sobrepor-se à vontade do Eterno.
15. Está no pensamento o poder da prece, que por nada depende nem das palavras, nem do lugar, nem do momento em que seja feita. Pode-se, portanto, orar em toda parte e a qualquer hora, a sós ou em comum. A influência do lugar ou do tempo só se faz sentir nas circunstâncias que favoreçam o recolhimento. A prece em comum tem ação mais poderosa, quando todos os que oram se associam de coração a um mesmo pensamento e colimam o mesmo objetivo, porquanto é como se muitos clamassem juntos e em uníssono. Mas, que importa seja grande o número de pessoas reunidas para orar, se cada uma atua isoladamente e por conta própria?! Cem pessoas juntas podem orar como egoístas, enquanto duas ou três, ligadas por uma mesma aspiração, orarão quais verdadeiros irmãos em Deus, e mais força terá a prece que lhe dirijam do que a das cem outras.(Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XXVIII nos 4 e 5.)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

HÁ UM SÉCULO

"Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei."




52
HÁ UM SÉCULO


HILÁRIO DA SILVA
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 2 do Cap. XXV[1]



I

Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, naquela triste manhã de abril de 1860, estava exausto, acabrunhado.
Fazia frio.
Muito embora a consolidação da Sociedade Espírita de Paris e a promissora venda de livros, escasseava o dinheiro para a obra gigantesca que os Espíritos Superiores lhe haviam colocado nas mãos.
A pressão aumentava...
Missivas sarcásticas avolumavam-se à mesa.
Quando mais desalentado se mostrava, chega a paciente esposa, Madame Rivail – a doce Gaby –, a entregar-lhe certa encomenda, cuidadosamente apresentada.

II

O professor abriu o embrulho, encontrando uma carta singela. E leu:

“Sr. Allan Kardec:
Respeitoso abraço.
Com a minha gratidão, remeto-lhe o livro anexo, bem como a sua história, rogando-lhe, antes de tudo, prosseguir em suas tarefas de esclarecimento da Humanidade, pois tenho fortes razões para isso.
Sou encadernador desde a meninice, trabalhando em grande casa desta capital.
Há cerca de dois anos casei-me com aquela que se revelou minha companheira ideal. Nossa vida corria normalmente e tudo era alegria e esperança, quando, no início deste ano, de modo inesperado, minha Antoniette partiu desta vida, levada por sorrateira moléstia.
Meu desespero foi indescritível e julguei-me condenado ao desamparo extremo.
Sem confiança em Deus, sentindo as necessidades do homem do mundo e vivendo com as dúvidas aflitivas de nosso século, resolvera seguir o caminho de tantos outros, ante a fatalidade...
A prova da separação vencera-me, e eu não passava, agora, de trapo humano.
Faltava ao trabalho e meu chefe, reto e ríspido, ameaçava-me com a dispensa.
Minhas forças fugiam.
Namorava diversas vezes o Sena e acabei planeando o suicídio. “Seria fácil, não sei nadar” – pensava.
Sucediam-se noites de insônia e dias de angústia. Em madrugada fria, quando as preocupações e o desânimo me dominaram mais fortemente, busquei a Ponte Marie.
Olhei em torno, contemplando a corrente... E, ao fixar a mão direita para atirar-me, toquei um objeto algo molhado que se deslocou da amurada, caindo-me aos pés.
Surpreendido, distingui um livro que o orvalho umedecera.
Tomei o volume nas mãos e, procurando a luz mortiça de poste vizinho, pude ler, logo no frontispício, entre irritado e curioso:
“Esta obra salvou-me a vida. Leia- com atenção e tenha bom proveito. – A. Laurent”.
Estupefato, li a obra – “O Livro dos Espíritos” – ao qual acrescentei breve mensagem, volume esse que passo às suas mãos abnegadas, autorizando o distinto amigo a fazer dele o que lhe aprouver”.

Ainda constavam da mensagem agradecimento finais, a assinatura, a data e o endereço do remetente.
O Codificador desempacotou, então, um exemplar de “O Livro dos Espíritos” ricamente encadernado, em cuja capa viu as iniciais do seu pseudônimo e na pagina do frontispício, levemente manchada, leu com emoção não somente a observação a que o missiva se referira, mas também outra, em letra firme:

“Salvou-me também. Deus abençoe as almas que cooperaram em sua publicação. – Joseph Perrier.”

III

Após a leitura da carta providencial, o Professor Rivail experimentou nova luz a banhá-lo por dentro...
Conchegando o livro ao peito, racionava, não mais em termos de desânimo ou sofrimento, mas sim na pauta de radiosa esperança.
Era preciso continuar, desculpar as injúrias, abraçar o sacrifício e desconhecer as pedradas...
Diante de seu espírito turbilhonava o mundo necessitado de renovação e consolo.
Allan Karde levantou-se da velha poltrona, abriu a janela à sua frente, contemplando a via pública, onde passavam operários e mulheres do povo, crianças e velhinho...
O notável obreiro da Grande Revelação respirou a longos haustos, e, antes de retomar a caneta para o serviço costumeiro, levou o lenço aos olhos e limpou uma lágrima...


MINHA REFLEXÃO

O ser humano não foi jogado no mundo a sua própria sorte. Deus é todo justo e bondoso e não quer que seus filhos se desfaleçam diante das provas ou expiação. É bem verdade que muitos chegam às raias da loucura e às vezes até recorrem ao suicídio.
O Espiritismo nos esclarece sobre a nossa origem no "O Livro dos Espíritos" e afirma que a morte não existe. Entretanto, os que se suicidam perduram alguns anos numa região de baixo teor vibratório, em pleno sofrimento.
Jesus nos ensinou que devemos ser ativos num momento de aflição. Com a máxima Buscai e Achareis nos asseverou que o Pai maior nunca nos abandona e, pelo contrário, sempre nos dá a força e inspiração necessárias para enfrentarmos um momento de provação ou até mesmo de expiação.
Então, devemos pensar que em vez de descermos aos níveis mais baixos da humanidade, devemos é crescer como Espírito e aproveitar bem a presente reencarnação, não nos deixando abater com depressões que nos jogam direto para as nossas más inclinações, fazendo com que diminuamos o nosso potencial espiritual que uma vida corpórea nos oferece.
Na nota de rodapé que segue, coloquei a passagem que serviu de inspiração para a mensagem de Hilário Silva. Ela nos esclarece sobre a necessidade de nos manter estimulados ao trabalho com vista ao nosso progresso e ao dos nossos semelhantes, mesmo em circunstâncias menos favorável. Foi o que Allan Kardec fez quando, muito sofrido pelos descasos dos adversários, lhe chegou às mãos algo que lhe fez ver o quão era importante a sua missão para a humanidade.
Paz e alegrias...

Item 2 do Cap. XXV de "O Evangelho Segundo o Espiritismo"
[1] 2 Do ponto de vista terreno, o ensinamento: Buscai e Achareis, é semelhante a este: Ajuda-te, e o céu te ajudará. É o fundamento da lei do trabalho e, por conseguinte, da lei do progresso, uma vez que o progresso é filho do trabalho, e que põe em ação todas as forças da inteligência do homem.
Na infância da Humanidade, o homem apenas usa da sua inteligência à procura dos alimentos, dos meios de proteger-se das tempestades e defender-se de seus inimigos. Deus, porém, diferenciando-o dos animais irracionais, deu-lhe o desejo incessante de melhorar-se. É esse desejo que o leva a pesquisar meios de melhorar sempre suas condições de vida e o conduz às descobertas, às invenções, ao aperfeiçoamento da Ciência, visto que é a Ciência que lhe proporciona o que lhe falta.(...) Porém o progresso que cada homem realiza individualmente durante a sua vida é muito pequeno, até mesmo imperceptível para um grande número deles. Como é que então a Humanidade poderia ter progredido sem a preexistência e a reexistência da alma? Supondo-se que as almas deixassem a Terra todos os dias para não mais voltar, a Humanidade não progrediria, visto que seres primitivos encarnariam incessantemente, e teriam de fazer tudo de novo e aprender tudo outra vez. Se isto ocorresse, não haveria razão para que o homem fosse hoje mais avançado do que nas primeiras idades do mundo, uma vez, a cada nascimento, todo o trabalho intelectual teria que recomeçar. Ao contrário, retornando com o progresso que adquiriu, e acrescentando a cada reencarnação alguma experiência a mais, a alma passa gradualmente do estado de selvagem à civilização material, e desta à civilização moral.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

TERNURA

51
TERNURA



MEIMEI
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 3 do Cap. XIV

Mãezinha querida.
Lembro-me de ti, quando acordei para recordar.
Debruçada ao meu berço, cantavas baixinho e derramavas no meu rosto pequeninas gotas de luz que, mais tarde, vim a saber serem lágrimas.
Conchegaste-me no colo, como se me transportasses a brando ninho e, desde então, nunca mais me deixaste.
Quando os outros iam à festa, velavas comigo, ensinado-me a pronunciar o bendito nome de Deus...Noutras ocasiões, trabalhavas, de agulha aos dedos, contando história de bondade e alegria para que eu dormisse sonhando...
Se eu fugia, quebrando o pente, ou se voltava da escola com a roupa em frangalhos, enquanto muita gente falava em castigo, afagavas minhas mãos entre as tuas ou beijavas os meus cabelos em desalinho.
Depois cresci, vendo-te ao meu lado, à feição de um anjo entre quatro paredes... Cresci para o mundo, mas nunca deixei de ser, em teus braços, a criança pela qual entregaste a vida.
“E, até agora, dia a dia, esperas, paciente e doce, o momento em que me volto para os teus olhos, sorrindo para mim e abençoando-me sempre, ainda mesmo quando os meus problemas te retalhem o peito por lâminas de aflição”
Hoje, ouvi a música dos milhões de vozes que te engrandecem...
Quis apanhar as constelações do Céu e misturá-las ao perfume das flores que desabrocham no chão, para terce-te uma coroa de reconhecimento e carinho, mas, como não pudesse, venho trazer-te as pétalas de amor que colhi em minhalma..
Recebe-as, Mãezinha!... Não são pérolas, nem brilhantes da Terra...São as lágrimas de ternura que Deus me deu para te oferte o meu próprio coração, transformado num poema de estrelas.


MINHA REFLEXÃO

Essa mensagem é inspirada no tópico PIEDADE FILIAL do Cap. XIV do Evangelho Segundo o Espiritismo. O item em pauta nos fala da gratidão que devemos ter para com aqueles que deram a sua vida por nós. Nem sempre somos gratos ao desvelo que tiveram para conosco quando pequenos que um dia fomos e como a Meimei coloca: E, até agora, dia a dia, esperas, paciente e doce, o momento em que me volto para os teus olhos, sorrindo para mim e abençoando-me sempre, ainda mesmo quando os meus problemas te retalhem o peito por lâminas de aflição”.
O espírito de gratidão é uma das qualidades que devemos desenvolver ao estarmos encarnado sendo coerente com o trecho do Pai Nosso que Jesus Cristo nos ensinou: Pai Nosso que estais no Céu, Santificado seja Seu Nome....Seja feita a sua vontade. Quem é grato, considera com compreensão e tato a orientação dada pelos Pais. Levantar a voz aos pais por que não concorda com eles sobre algum ponto é o maior ato de ingratidão. É verdade que a nossa desobediência às Leis Divina nos conduz a dor, sem estardalhaço do Pai Eterno. No entanto, os nossos pais por serem imperfeitos sofrem e se desequilibram pela nossa falta de amor a eles quando somos ríspidos com as suas colocações que no entender são a mais pura verdade ou quando nos pede algo com urgência “querendo” determinar a nossa agenda.
Não é fácil também ser filho, por também sermos imperfeitos e sujeitos a surtos de trocas de hostilidades com os nossos queridos pais.
Eles são a nossa porta da evolução como a mensagem anterior nos ensinou; então sejamos grato por isso e por eles não só terem aberto a porta para nós como foram nossos cicerones nesse mundo novo que adentramos e que precisamos de alguém que nos mostre os melhores lugares, quais os alertas que devemos levar em conta na nossa estada nesse planeta.
Então, que possamos ser sempre tolerantes com eles e possamo ser os filhos mais gratos desse mundo. Com certeza poderemos ser recompensado com os filhos mais obediente também desse mundo ou pelo menos alguns...
PAZ E ALEGRIAS.....

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

MATERNIDADE

1. Sabeis os mandamentos: não cometereis adultério; não matareis; não roubareis; não prestareis falso-testemunho; não fareis agravo a ninguém;honrai a vosso pai e a vossa mãe. (S. MARCOS, 10:19; S. LUCAS, 18:20; S. MATEUS, 19:18-19.)

50
MATERNIDADE

ANDRÉ LUIZ
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 1 do Cap. XIV do ESE



Vemos em cada manifestação da Vida determinada meta de desenvolvimento, qual anseio do próprio Deus a concretizar-se.
Na Criação, o clímax da grandeza.
Na caridade, o vértice da virtude.
Na paz, a culminância da luta.
No êxito, a exaltação do ideal.
Nos filhos, a essência do amor.
No lar, a glória da união.
De igual modo, a maternidade, é a plenitude do coração feminino que norteia o progresso.
Concepção, gravidez, parto e devoção afetiva representam estações difíceis e belas de um ministério sempre divino.
Láurea celeste na mulher de todas as condições, define o inderrogável recurso à existência humana, reclamando paciência e carinho, renuncia e entendimento.
Maternidade esperada.
Maternidade imprevista.
Maternidade aceita.
Maternidade hostilizada.
Maternidade socorrida.
Maternidade desamparada.
Misto de júbilo e sofrimento, missão e prova, maternidade, em qualquer parte, traduz intercâmbio de amor incomensurável, em que desponta, sublime e sempre novo, o ensejo de burilamento das almas na ascensão dos destinos.
Principais responsáveis por semelhante concessão da Bondade Infinita, as mães guardam as chaves de controle do mundo.
Mães de sábios...
Mães de idiotas...
Mães felizes...
Mães desditosas...
Mães jovens...
Mães experientes...
Mães sadias...
Mães enfermas...
Ao filtro do amor que lhes verte do seio, deve o Plano Terrestre o despovoamento dos círculos inferiores da Vida Espiritual, para que o Reino de Deus se erga entre as criaturas.
.............................................................................................................................................
Mães da Terra! Mães anônimas!
Sois vasos eleitos para a luz da reencarnação!
Por maiores se façam os suplícios impostos à vossa frente, não recuseis vosso augusto dever, nem susteis o hálito do filhinho nascente – esperança do Céu a repontar-vos do peito!...
Não surge o berço de vosso coração por acaso.
Mantende-vos, assim, vigilantes e abnegadas, na certeza de que se muitas vezes cipoais e espinheiros são vossa herança e sustentadas pela Benção do Amor Eterno, sempre que marchardes fiéis à Excelsa Paternidade da Providência Divina.


MINHA REFLEXÃO


Belíssima mensagem de André Luiz. Um louvor a missão materna. Se todos fossem gratos ao ato de renúncia da mãe que aceita o filho, mesmo sem afinidade, e ás vezes com sérios compromissos de reconciliação, a Terra já tinha galgado um degrau a mais na escala evolutiva dos planetas.
Mãe é mãe, já diz o ditado. Não se deve contrariar, desde que o que ela determina não coloca seu filho em perigo.
Ela passa por momentos difíceis por ter um sentimento de proteção muito grande em relação a sua prole. O que a diferencia das outras mães de outras espécies é que o seu desvelo não termina com a maturidade de seu filho. Cuida sempre. Essa é a sua missão.
Jesus nos ensinou que devemos honrar Pai e Mãe e na velhice é a fase que temos que mostrar o nosso desvelo, pois a verdadeira mãe não pensou em sua liberdade quando tinha o seu filho para cuidar. O filho em primeiro lugar. Quantas vezes esquecemos disso e reclamamos por que a nossa mãe reclama a nossa atenção. O que seria de nós se não fosse ela, nos dando a oportunidade de mais uma reencarnação.
Que porta para a liberdade e felicidade ela representa.
Também ela passou pela mesma porta e, como nós, também tem a agradecer por ter renascido. Como é grande a cadeia. Quantas portas foram abertas até que chegasse a nossa.
Temos que ser grato a todas as gerações de mães que possibilitaram chegarmos aonde chegamos.
Que Deus as abençoe infinitamente e que possamos ser dignos do portal para a felicidade espiritual que ela representa.
Paz e alegrias!!!!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

NA VIAGEM DA VIDA


Sabeis que foi dito aos antigos: Não matareis e quem quer que mate merecerá condenação pelo juízo. – Eu, porém, vos digo que quem quer que se puser em cólera contra seu irmão merecerá condenação no juízo; que aquele que disser a seu irmão: Raca, merecerá condenado pelo conselho; e que aquele que lhe disser: És louco, merecerá condenado ao fogo do inferno. (S. MATEUS, 5:21 e 22.)

4. Por estas máximas, Jesus faz da brandura, da moderação, da mansuetude, da afabilidade e da paciência, uma lei. Condena, por conseguinte, a violência, a cólera e até toda expressão descortês de que alguém possa usar para com seus semelhantes. Raca, entre os hebreus, era um termo desdenhoso que significava – homem que não vale nada, e se pronunciava cuspindo e virando para o lado a cabeça. Vai mesmo mais longe, pois que ameaça com o fogo do inferno aquele que disser a seu irmão: És louco.Evidente se torna que aqui, como em todas as circunstâncias, a intenção agrava ou atenua a falta; mas, em que pode uma simples palavra revestir-se de tanta gravidade que mereça tão severa reprovação? É que toda palavra ofensiva exprime um sentimento contrário à lei do amor e da caridade que deve presidir às relações entre os homens e manter entre eles a concórdia e a união; é que constitui um golpe desferido na benevolência recíproca e na fraternidade; é que entretém o ódio e a animosidade; é, enfim, que, depois da humildade para com Deus, a caridade para com o próximo é a lei primeira de todo cristão. (Item 4 do Cap. IX do ESE)

49
NA VIAGEM DA VIDA




EMMANUEL
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 4 do Cap. IX do ESE




Evitas a compra do fruto deteriorado, defendendo a saúde.
Varres o lixo doméstico, purificando o ambiente.
Lavas a roupa suja, garantindo a limpeza.
Usas o remédio preciso, conjurando a enfermidade.
Livra-te também das palavras que desçam da informação à maledicência, preservando o equilíbrio.

Bloqueia o fogo.
Diriges a força elétrica.
Isolas veneno.
Governas a explosão.
Controla igualmente as palavras suscetíveis de converter a energia em crueldade, resguardando a segurança.

Verbo deprimente gera a viciação.
Verbo desvairado cria a loucura.

A existência terrestre pode ser comparada a laboriosa viagem.
O corpo é a embarcação.
O pensamento é a força.
A língua é o leme.


MINHA REFLEXÃO

Essa analogia é fantástica. A palavra pode mesmo nos direcionar para situações que poderíamos evitar se fôssemos menos impulsivos nas nossas reações às sensações que nos surgem de abrupto.
Muitas vezes não controlamos os sentimentos e os convertemos em palavras injuriosas direcionadas a pessoas com quem convivemos.
Atualmente, por causa de uma palavra mal colocada, ou mal interpretada, podemos ser processados judicialmente. O que poderia ser evitado pela advertência cristã, hoje a justiça humana também condena; e dependendo de quem processa e quem julga pessoas inocentes do ato da injúria são também condenadas, passando a resgatar dívidas do passado.
Mais uma vez o capítulo da brandura e da mansuetude nos reporta a mente ainda viciada à cólera.
Um Espírito amigo (parece que Emmanuel, confirmarei e re ou ratificarei outro dia) nos ajuda a controlar esse sentimento nos ensinando que se amanhecermos de mau humor, que peçamos a Deus que nos privilegie com uma faringite antes que venhamos a ferir alguém com a palavra.
Que possamos ser mais controlados na vazão de nossas palavras.
Paz e alegrias.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

RENASCER E REMORRER

"Algumas vezes a experiência (maturidade) vem um pouco tarde, quanda a vida já está perturbada e foi desperdiçada, as forças desgastadas e o mal nao tem mais remédio. Então o homem se põe a dizer: Se no início da vida eu soubesse o que sei hoje, quantas faltas teria evitado! Faria tudo de um outro modo, mas não há mais tempo! Tal como o trabalhador preguiçoso que diz: "Perdi o meu dia", ele também diz: "Perdi minha vida". Mas da mesma forma que o Sol se levanta no dia seguinte para o trabalhador e uma nova jornada começa, e lhe permite recuperar o tempo perdido, após a noite do túmulo, também brilhará para o homem o Sol de uma nova vida, na qual poderá tirar proveito da experiência do passado e de suas boas resoluções par o futuro (...) (Item 12 do Cap. V do ESE).

48
RENASCER E REMORRER

LINS DE VASCONCELOS
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 12 do Cap. V do ESE


Usufruímos na Espiritualidade o continente sem limites de onde viemos; no Universo Físico, o mar sem praias em que navegamos de quando em quando, e, na Vida Eterna, o abismo sem fundo em que desfrutamos as magnificências divinas.

No trajeto multimilenário de nossas experiências, aprendemos, entre sucessivos transes de nascimento e desencarnação, a alegria de viver, descobrindo e reconhecendo a necessidade e a compensação do sofrimento, sempre forjado por nossas próprias faltas.

Já renascemos e remorremos milhões de vezes, contraindo e saldando obrigações, assimilando a excelsitude da Providência e o valor inapreciável da humildade, para saber, que toda revolta humana é absurda e impotente.

Se as lutas do burilamento moral não têm unidade de medida, a ação do amor é infinita na solução de todos os problemas e na medicação de todas as dores.Tolera com paciência as inevitáveis, mas breves provas de agora, para que te rejubiles depois.

Nos compromissos espirituais, todos encontramos solvibilidade através do esforço próprio. Aproveitemos a benção da dor na amortização dos débitos seculares que nos ferreteiam as almas, perseverando resignadamente no posto de sentinelas do bem, até que o Senhor mande render-nos com a transformação pela morte.

Sempre trazemos dívidas de lágrimas uns para com os outros.

Vive, assim, em paz com todos, principalmente junto aos irmãos com os quais a tua vida se entrecomunica a cada instante, legando, por testamento e fortuna, atos de amor e exemplos de fé, no fortalecimento dos espíritos de amigos e descendentes.

Se há facilidade para remorrer, há dificuldades para renascer. As portas dos cemitérios jamais se fecham; contudo, as portas da reencarnação só se abrem com a senha do mérito haurido nas edificações incessante da caridade.

As dores iguais criam os ideais semelhantes.

Auxiliemo-nos mutuamente.

O Evangelho – o livro-luz da evolução – é nosso apoio. Busquemos a Jesus, lembrando-nos de que o lamento maior, o desesperado clamor dos clamores, que poderia ter partido de seus lábios, na potência de mil ecos dolorosos, jamais chegou a existir...



MINHA REFLEXÃO


Essa mensagem é muito profunda. Cada parágrafo é uma chamada para a nossa conscientização do motivo de estarmos encarnados. O esforço de cada um é solicitado no sentido do burilamento da alma. A união dos pares e envolvidos nas tramas das paixões do passado é requisitada. O convite a nos juntar no sentido de ajudar uns aos outros é imperativo.

Somos almas viajoras e precisamos estar cientes dos perigos e aflições que nos esperam, mostrando-nos sempre otimistas e unidas para que a viagem seja a mais confortável possível e possamos ser fortes contra as tentações da fuga, da rebeldia e falta de fé.

Somos almas imperfeitas que sozinhas não chegaríamos muito longe, antes de sucumbirmos nas nossas próprias teias da preguiça espiritual.

Entretanto, até o presente momento, nós, os espíritas e simpatizantes da Doutrina Espírita, já recebemos muitas informações sobre a vida futura e não nos é mais apropriado aquela fala: Se no início da vida eu soubesse o que sei hoje, quantas faltas teria evitado!, pois há muito sabemos o que nos é impróprio e o que nos faz mal. Se fazemos é por que somos masoquistas e tolos.

Mas com certeza, com a ajuda de nosso Anjo da Guarda e dos Espíritos amigos e familiares, seremos fortes contra a nossa própria incúria que nos faz mal hoje e seremos mais felizes numa próxima vida sem deixar de resgatar os males contra o próximo e contra nós mesmo.

Para isso, devemos fazer de Jesus o modelo, pois, na curta viagem que fez por aqui, deu exemplo de fé, esperança e consciência cósmica. Ensinou-nos a sermos amigos uns dos outros, a perdoar, a sermos humildes, brandos e pacíficos, fervorosos, objetivos e conscientes da vida futura que nos espera. Deu-nos o elixir contra a dor.

Precisamos ser seus discípulos mais disciplinados, estudiosos e praticar a caridade, dando conta de nossa missão na Terra, que, antes de qualquer coisa, é nos reformarmos intimamente. Enfim, fazer valer a pena uma vida toda pela frente que nos foi concedida mais uma vez por Deus.

Que Deus nos ajude...

Paz e alegrias....


Domício.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

PERDOA, SIM!?

47
PERDOA, SIM!?


MEIMEI
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 15 do Cap. X do ESE

O desconhecido passou, de carro, enlameando-te a veste, como se toda a rua lhe pertencesse... Compadece-te dele. Corre, desabalado, à procura de alguém que lhe socorra o filhinho nos esgares da morte.
Linda mulher, que pérolas e brilhantes, segue a teu lado, parecendo fingir que te não percebe a presença... Compadece-te! Ela tem os olhos embaciados de pranto e não chegou a ver-te.
Jovem, admiravelmente bem-posto, cruzou contigo endereçando-te palavra de sarcasmo e de injúria... Compadece-te! Ele tem os passos no caminho do hospício e ainda não sabe.
O amigo que mais amais negou-te um favor... Compadece-te dele! Não lhe vês a dificuldade encravada no coração.
Companheiros do mundo!... Estarão contigo, notadamente no lar, filhos e irmãos... Muita vez, levantam-se de manhã, chorosos e doloridos, aguardando um sorriso de entendimento, ou chegam do trabalho, fatigados e tristes, esmolando compreensão.
Todos trazem consigo aflições e problemas que desconheces.
Ergue a própria alma e auxilia sempre!... Indulgência para todos! Bondade para com todos!...
E, se algum deles te fere diretamente a carne ou a alma, não levantes o braço ou a voz a revidar.
Busca no silêncio a inspiração do Senhor, e o Mestre como se estivesse descendo da cruz em que pediu perdão para os próprios verdugos, te dirá compassivo:
- Perdoa, sim! Perdoa sempre, porque, em verdade, aqueles que não perdoam também não sabem o que fazem...

MINHA REFLEXÂO

Muitas vezes não sabemos o que se passa no coração de alguém ou como está a sua vida íntima para se comportar negativamente como nos comportaríamos se tivéssemos em seu lugar. Quem sabe no comportaríamos de maneira bem mais reprovável. Isso nos convida a pensar sobre o perdão.
Paulo, o apóstolo, no Cap. X – Bem Aventurados os Misericordiosos – do Evangelho Segundo o Espiritismo nos abre a mente sobre o perdão considerando que “perdoar aos inimigos é pedir perdão para si mesmo. Perdoar aos amigos é dar-lhes uma prova de amizade”.
A mensagem do Espírito Meimei nos lembra das pequenas situações em que podemos ser mais indulgentes com as fraquezas e falta de jeito dos outros, procurando entendê-los quando inadvertidamente nos causa algum constrangimento ou sentimento de censura. Aquilo que parece nem sempre é, e nos comportamos como se fosse.
Uma pessoa que se encontra nas situações que a Meimei nos lista merece de nós uma prece, em vez de uma reprimenda ou censura que sai no impulso imediato. Em vez de orar por ela, em geral, comprometemos mais ainda seu campo mental/emocional com as nossas vibrações negativas direcionadas a ela ou querendo ensinar algo de maneira ostentosa como se não falhássemos. Dessa forma passamos a ser também necessitados não só de seu perdão, mas principalmente do perdão de Deus.
Na relação com os que dizemos querer bem, e às vezes exageradamente dizemos que os amamos, podemos refletir alguns pontos no que diz respeito ao perdão que devemos praticar uns com relação aos outros.
Ocorre que ao discordarmos, às vezes inflexivelmente, dessas pessoas que dizemos ser queridas, não levando em conta suas pequenas, mas significantes peculiaridades, criamos motivos para eles façam o mesmo conosco.
Entender as pessoas, em particular as queridas, significa nos colocarmos no lugar delas e criar motivos em nós que possam dar elas demonstrações de verdadeira amizade, que são frutos de um amor que não julga e não quer ensinar, mas torna a relação mais afetiva e de recíprocas trocas de considerações. Às vezes o que nos é pedido é tão pouco, mas preferimos desconsiderar o pedido e nos comportamos exclusivamente do nosso modo, não importando se vamos desagradar o ente querido ou com quem convivemos.
Na prática, preferimos querer ensinar e/ou demovê-los de suas “estranhices” que nos incomodam, nos esquecemos que somos também analisados por eles.
Então, uns contrariam os outros, causando-lhes emoções negativas, ou uma mágoa, pelo confronto que se estabelece em que um procura justificar-se pelo seu comportamento de forma incompreendida pelo outro.
Um clima difícil se forma pedindo a renúncia e/ou o silencio de alguém.
Isso significa uma perda de tempo e energias que poderia estar sendo usada no serviço do bem e no trabalho diário.
Precisamos ainda muito aprender a conviver com os outros, mesmo entre amigos e/ou familiares. O que dizer com os inimigos?
PERDÃO É TUDO!!
PAZ E ALEGRIAS!!!
FELIZ ANO NOVO A TODOS E A TODAS QUE ME VISITAM SILENCIOSAMENTE

domingo, 21 de dezembro de 2008

VIGÍLIA MATERNAL

Questão n. 890 do Livro dos Espíritos – Será uma virtude o amor materno, ou um sentimento instintivo, comum aos homens e aos animais? Resp. – Uma coisa e outra. A natureza deu à mãe o amor a seus filhos no interesse da conservação deles. No animal, porém, esse amor se limita às necessidades materiais; cessa quando desnecessários se tornam os cuidados. No homem, persiste pela vida inteira e comporta um devotamento e uma abnegação que são virtudes. Sobrevive mesmo à morte e acompanha o filho até no além-túmulo. Bem vedes que há nele coisa diversa do que há no amor do animal.

46
VIGÍLIA MATERNAL


MEIMEI
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 18 do Cap. IV do ESE


Sorve, em lágrimas silenciosas, o cálice da amargura, ante o filho desobediente, e notas no coração que o amor e a dor palpitam juntos em paroxismo e profundezas.
Desencantada com as leves nódoas de indignidade que lhe entreviste no caráter, reparas, chorando, que ele não é mais a aparição celeste dos primeiros dias, e, ao ponderar-lhe a falência iniciante, temes a liberdade que o tempo lhe concederá na construção do destino.
Pretextando querê-lo, não te rendas à feição de praça vencida... Conquanto carregues o espinho da angústia engastado na alma, é preciso velar no posto de sentinela.
Não deformes o sentimento que te pulsa no peito.
Fortalece a própria vontade, governando-lhe os impulsos.
Ceder sempre, no fundo, é menosprezar.
Sê previdente, aparando-lhe os caprichos.
Acende a luz da prece e medita nas dores excruciantes que alcançaram também a Doce Mãe de Jesus e ergue a voz no corretivo às irreflexões e aos anseios imoderados que o visitam, se queres fazer dele um Homem.
Dosa o sal da energia e o mel da brandura, nos condimentos da educação.
Nem liberdade desordenada, nem apego excessivo.
Se teu filho é tua cruz, lembra-te de que, na Terra não há nascimento de santos. Almas em luta consigo mesmas, é compreensível vivamos todos nós, não raro, em luta uns com os outros, nos passos ziguezagueantes da experiência.
Sê operosa e humilde, sem ser escrava.
Não cultives desgostos.
Não fites ingratidões, nem coleciones queixumes.
A missão divina da maternidade apóia-se na força onipotente do amor.
Envolve teu filho na palavra de benção, que vence o orgulho, e na luz do exemplo que dissipa as sombras da rebeldia.
Faze que se lhe desenvolvam os sentimentos bons do coração, que o musgo dos séculos recobriu e ocultou.
Não te faças borboleta do sonho, quando a vida te pede vigílias de guardiã.
No rio da existência humana, os espíritas são as gotas d’água que se transformam em lâminas de arremesso contra as pedras dos obstáculos, talhando caminhos novos.
O Espiritismo gera consciências livres. Prova a teu filho semelhante verdade pelas próprias ações de renúncia e discernimento, conjugando o bálsamo do carinho com a rédea da autoridade.
Não queiras transformá-lo, à força, em escolhido, dentre aqueles chamados pelo Senhor.
Filhos do Eterno, todos somos cidadãos da Eternidade e somente elevamos a nós mesmos, a golpes de esforço e trabalho, na hierarquia das reencarnações.
Assim, pois, embora muita vez torturada na abnegação incompreendida, mostra a teu filho que a Lei Divina é insubordinável e que todo espírito é responsável por si próprio.

MINHA REFLEXÃO

Os laços de família são fortalecidos pela reencarnação e rompidos pela unicidade da existência (Cap. IV, Item 18 em diante, do Evangellho Segundo o Espiritismo). Eis o ensinamento espírita sobre a reencarnação. Vivemos em luta pelo nosso aperfeiçoamento e nem sempre reencarnamos com Espíritos afins, mas, com certeza, se viemos morar junto em família, foi por que Deus oportunizou um estreitamento de laços com aqueles que juntos vivemos momentos de queda no passado.
A reencarnação tem esse fim, fazendo parte de uma programação evolutiva para cada Espírito que reencarna. Segundo os nossos irmãos espirituais mais evoluídos, temos na Espiritualidade uma família sólida pela afinidade do pensamento. Nem sempre descemos a viver em família na Terra, mas ao deixarmos o corpo nos reencontramos e alimentamos a fraternidade existente entre nós.
Na Terra devemos buscar aumentar essa família nos reconciliando com os nossos adversários do passado e/ou reencaminhando a quem ajudamos a cair. Então, é aí que surgem os problemas com filhos e/ou irmãos consangüíneos difíceis. Em se tratando das mães que em si brota um sentimento de preocupação, às vezes excessivo, que é premiado pela decepção da desobediência por parte do filho que mais dá preocupação, é que o Espírito Anália Franco vem através dessa belíssima mensagem orientar as mães que sofrem desse padecimento diuturno e sacrificante.
Não há como transformar uma pessoa, pois isso depende muito mais dela do que de qualquer pessoa, em particular, os pais. Os pais podem muito ajudar nesse desiderato oferecendo a evangelização infanto-juvenil, auxiliando no diálogo e dando exemplos de cuidado com a sua própria transformação moral. Isso deveria ser bem evidente ao longo da infância, seguida da adolescência. Mas nem sempre isso se dá, pois os pais são também imperfeitos, e muitas vezes o filho se volta contra os pais quando o evidencia em erros que caracterizam a sua imperfeição, como se pedisse que não se importasse com o seu modo de viver, já que eles não são também perfeitos.
Isso se traduz em desgostos paternais e pode nascer, mais nos pais que nas mães, um sentimento de abandono. Nesse caso, buscamos o Livro dos Espíritos que nos esclarece na questão 892:
Quando os filhos causam desgostos aos pais, não têm estes desculpa para o fato de lhes não dispensarem a ternura de que os fariam objeto, em caso contrário? Resp.: Não, porque isso representa um encargo que lhes é confiado e a missão deles consiste em se esforçarem por encaminhar os filhos para o bem (552-583). Demais, esses desgostos são, amiúde, a conseqüência do mau feitio que os pais deixaram que seu filhos tomassem desde o berço. Colhem o que semearam.”

Entretanto, há casos em que, os pais tendo conduzido os filhos à evangelização e mostrado sempre o caminho mais conveniente para um progresso espiritual, nem sempre pelo exemplo, mas nunca descuidando pela palavra, o filho, assim, mesmo causa desgostos por chegar à fase adulta com comportamentos contrários ao que lhe foi orientado na infância e adolescência.
Pela imperfeição dos pais, a autoridade se fragiliza e o sofrimento se acentua, em particular para as mães cujos sentimentos de proteção e abnegação são muito maior que o do pai, em geral.
Mas, Deus é misericordioso e não pune os pais pela queda do filho se eles tudo fizeram pelo contrário, como nos esclarece o Espírito Santo Agostinho no Cap. 14 (HONRAI VOSSO PAI E VOSSA MÂE) do Evang. Segundo o Espiritismo numa mensagem intitulada “A ingratidão dos filhos e os laços de família”:
(...) Quando os pais fizeram tudo o que deviam para o adiantamento moral dos filhos, e, apesar de tudo, não alcançaram êxito, sua consciência poderá ficar tranqüila, e é natural o desgosto que sintam por verem fracassados todos os esforços feitos. Deus lhes reserva uma grande, uma imensa consolação, na certeza de que isso é apenas um atraso, e que lhes será permitido terminar, em uma outra existência, a obra começada nesta, e que um dia o filho ingrato os recompensará com o seu amor”.

PAZ E ALEGRIAS PARA TODOS E TODAS, UM NATAL COM O CRISTO E UM ANO NOVO CHEIO DE PROSPERIDADE E AVANÇO MORAL

sábado, 29 de novembro de 2008

CÓLERA



Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra. (S. MATEUS, 5:5.).

Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. (S. MATEUS, 5:9.)




45
CÓLERA




ANDRÉ LUIZ
Psicografia de Chico Xavier
Sobre o Item 10 do Cap. IX do ESE




A cólera apresenta dez negativas complexas que induzem a melhor das criaturas à pior das frustrações.

1 – Não resolve.
Agrava
2 – Não resgata.
Complica
3 – não ilumina.
Escurece
4 – não reúne.
Separa.
5 – Não ajuda.
Prejudica
6 – Não equilibra.
Desajusta.
7 – Não reconforta.
Envenena.
8 – Não favorece.
Dificulta
9 – não abençoa.
Maldiz.
10 - Não edifica.
Destrói.


Evite a cólera como quem foge ao contacto destruidor de alta tensão.
Mas, se você amanhece de mau humor, antes que o flagelo se instale de todo na sua cabeça e na sua voz, comece o dia rogando à Divina Bondade o socorro providencial de uma laringite.

MINHA REFLEXÃO

Ao ler essa mensagem, lembro das vezes que me dei ao luxo de ser levado pela cólera e cometido atos que em condições normais até julgaria quem o fizesse. Em particular nos últimos meses.
Nasci com ímpetos belicosos, dado a brigar na vizinhança, colocar gente para correr. Mas fui amansando ao longo da minha adolescência a tal ponto que dava uma barra de chocolate para fugir de uma briga. Entretanto, entendia que apenas estava acumulando energias que poderiam ser perigosas se fossem deixadas transparecer. Cheguei a sonhar nesse período sendo impedido de golpear uma pessoa com um murro por uma força invisível.
Hoje, penso que estou em prova, pois a impaciência e a intolerância têm vindo à flor da pele sem controle. Nada que fira fisicamente as pessoas, mas... Oro todos os dias para que eu possa domar essa força que às vezes não consigo dominar. Quando vejo já eclodiu. Coisa de Espírito Velho.
Achava que tinha outras coisas mais sérias a ser resolvidas nessa existência, mas hoje concluo, que mais do que qualquer coisa, o que mais devo perseguir nessa existência como uma prova a ser passada, é a falta de brandura e tolerância. Não sei se é por estar sobrecarregado de trabalho e ao mesmo tempo passando por uma séria dificuldade. O certo é que mesmo sendo otimista, às vezes me vejo reclamando de forma muito negativa.

Desejo PAZ E ALEGRIAS para todos os meus visitantes silenciosos e pacíficos
.