terça-feira, 23 de junho de 2009

ESPERANDO POR TI

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ESPERANDO POR TI


MEIMEI
Psicografada por CHICO XAVIEER
Sobre o Item 8 do Cap XII do ESE


Antes de pronunciares a frase amarga que te explode no coração, tentando romper as barreiras da boca, pensa na Bondade de Deus, que te envolve por toda parte.
A Natureza é colo de mãe expectante...
Assemelha-se a luz celeste ao olhar do próprio amor que te segue, às ocultas, e o ar que respiras é assim como o sopro da ternura de alguém, a estender-te alimento invisível.
Tudo serve em silêncio, esperando por ti.
Abre-se a via pública, aos teus pés, à feição de amistoso convite, a água pura está pronta a mitigar-te a sede, o livro nobre aguarda o toque de tuas mãos para consolar-te, e o fruto, pendendo da árvore, roga, humilde, que o recolhas.
Pensa na Bondade de Deus e não digas a palavra que desencoraje ou amaldiçoe.
Cala-te, onde não possas auxiliar.
Deixa que tua alma se enterneça, ajudando nas construções do Bem Eterno, que tudo nos dá, sem nada exigir.
E compreenderás, então, que Deus te fornece a vida por Divina Sinfonia e que essa Divina Sinfonia pede que lhe dês também tua nota.

MINHA REFLEXÃO

A injúria é um forte elemento desencadeador de outra injúria quando ainda nos prendemos ao nosso orgulho. E Jesus nos ensino revidar com o bem a qualquer mal que nos haja feito. Allan Kardec em Evangelho Segundo o Espiritismo nos ensina interpretando Jesus citado em S. MATEUS (Cap. V, vv. 38 a 42). "
que maior glória lhe advém de ser ofendido do que de ofender, de suportar pacientemente uma injustiça do que de praticar alguma; que mais vale ser enganado do que enganador, arruinado do que arruinar os outros."
Nós em geral somos invigilantes quando nos provocam e em vez de calar-se, esbravejamos impropérios na direção de alguém que porventura nos injuriaram.
Meimei em sua doçura nos lembra que apesar de haver pessoas que nos achincalham com suas invigilâncias ou mesmo com falta de educação ou compreensão, a natureza nos sorri com sua gratuidade que se encararmos assim, o achincalhe não significa nada diante de tanta bondade de Deus para com os seus filhos.
Brandura é o que Jesus nos pede em relação a ofensa tomada. Perdão por que precisamos, pois também somos capazes de ofender/injuriar, mesmo sem uma intenção definida.
Que JESUS nos ajude a andar mais um quilômetro com quem se coloca na nossa jornada ao modo de um adversário (como as vezes parece, mesmo sendo um familiar).

PAZ E ALEGRIAS

terça-feira, 16 de junho de 2009

NA TAREFA DE AJUDAR

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NA TAREFA DE AJUDAR


ANDRE LUIZ
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 11 do Cap XIII do E
SE


Auxilie a quem lhe procure a presença, mas não se esqueça de socorrer diretamente quem padece a distância.
*
Transfira a cooperação alheia aos lares menos aquinhoados, porém, não se desobrigue de contribuir com a sua cota de ajuda pessoal.
*
Distribua o que lhe sobre à mesa, tanto quanto no guarda-roupa e na bolsa; contudo, siga além, doando a quem sofre os recursos positivos de seu sentimento.

Empreste, com justiça, o que lhe peçam; no entanto, não menospreze transformar os seus empréstimos em dádivas fraternais.
*
Colabore indiscriminadamente para o bem de todos aqueles que lhe estejam próximos; todavia, esforce-se por aprimorar os métodos da sua colaboração para ajudar melhor.
*
Organize a sua vida em disciplina rigorosa no dever cumprido, ainda assim, faça o tempo de persistir no trabalho de assistência aos irmãos em luta maior.
*
Atenda ao estômago faminto e ao corpo enfermo do companheiro em provação; entretanto, não recuse favorecê-lo com a palavra consoladora e com o livro nobre.
*
Seja o intermediário entre distribuidores generosos e corações menos felizes, porém, não deixe de convidar, aos que se beneficiam materialmente, a se beneficiarem, do ponto de vista moral, nas visitas de socorro evangélico e solidariedade humana.
*
Dê o máximo de suas possibilidades no amparo aos semelhantes, mas não se satisfaça com os resultados, buscando enriquecer aos seus dotes de eficiência no plantio da caridade.
*
Exemplifique a beneficência, tanto quanto lhe seja possível, em todas as circunstâncias; contudo, prefira a naturalidade e a discrição para revestir as suas mínimas atitudes.
*
Lembre-se de que, na tarefa de ajudar, o bem maior é sempre aquele que ainda está por fazer, à espera da nossa disposição.

MINHA REFLEXÃO

Me tocou muito o seguinte pensamento de Emmanuel: “Colabore indiscriminadamente para o bem de todos aqueles que lhe estejam próximos; todavia, esforce-se por aprimorar os métodos da sua colaboração para ajudar melhor.”

Ajudar... Nossas práticas muitas vezes mostram que ainda somos muitos noviços nessa arte. Quantas vezes quisemos ajudar e em vez disso, agredimos os nossos entes queridos. Quantas vezes tolhemos a liberdade do outro, quando mesmo não lhe minamos sua auto-estima em nome da orientação “mais” ajuizada.

Quando pensamos que temos muito a ajudar, o encontro com o infortúnio ou com aquele que achamos que precisam de nossa ajuda, nos ensina que a ajuda demandada é outra e então devemos pensar em outra forma de ajudar ou entregar a Deus que é infinitamente justo e bondoso que sabe o melhor momento para todos receberem a ajuda que eles mesmos pedem em oração quando estão cansados de sofrer.

É então que deveremos estar preparados para dar as mãos como já recebemos ou receberemos no futuro quando tivermos também a mesma necessidade da ajuda de alguém para resolver nossos problemas criados ao longo de nossa trajetória espiritual e que por muito tempo relegamos para frente a solução dos mesmos.

No tocante à beneficência em geral, somos todos convidados a agir conforme o Evangelho nos ensina: ajudar indiscriminadamente, sem olhar a quem. As oportunidades são muito amplas e Jesus sempre nos espera pela nossa disposição, mas nos prendemos aos nossos familiares, ao nosso cotidiano, perdendo a oportunidade de nos felicitar com a felicitação daqueles mais humildes e sofredores de toda sorte de carência.

Vivemos num mundo de provas e expiações e nele somos convidados a solidariedade como nós mesmos precisamos ou precisaremos. Quando Jesus diz que todo bem que for feito aos mais pequeninos será como se fosse feito a eles é que se mostra coerente com a Bem Aventurança, prometida por ele mesmo: Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados. – Bem-aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois que serão saciados. – Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o reino dos céus. (S. MATEUS, cap. V, vv. 5, 6 e 10.). Bem-aventurados vós que sois pobres, porque vosso é o reino dos céus. – Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados. - Ditosos sois, vós que agora chorais, porque rireis. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 20 e 21.)

Ninguém sofre injustamente, mas também ninguém é jogado nesse mundo a própria sorte e o Mestre conta com todos que solícitos cumprem com a sua Bem-Aventurança, pois como podemos ser felizes na aflição se não temos a quem recorrer de um modo ou de outro?

É bem verdade que essa Bem-Aventurança tem também a ver com a felicidade que o aflito atinge ao deixar esse mundo depois de ter passado as privações necessárias para a sua evolução. No entanto, não é por que temos que superar as adversidades que temos que passá-las sozinhos.
E cada um por agir com solidariedade estará também aquinhoando-se de dádivas para os dias de suas provações e também se tornando mais forte espiritualmente para vivê-las.

A alegria daquele que sofre é um bálsamo em nossas feridas espirituais. Acreditar na solidariedade é construir em torno de nós uma família que desconhecemos, pois ajudar alguém, significa ajudar a sua família, não importa se a desconhecemos no momento, pois ela se mostrará no seu mundo primeiro: o espiritual.

Então, que seja bem-vinda a solidariedade, pois ela nos mostra como são pequeninos os nossos problemas e até os esquecemos quando estamos a agir em favor de JESUS.

PAZ E ALEGRIAS....

A Beneficência (IN: EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, CAP. XIII, ITEM 11)
11. A beneficência, meus amigos, dar-vos-á nesse mundo os mais puros e suaves deleites, as alegrias do coração, que nem o remorso, nem a indiferença perturbam. Oh! pudésseis compreender tudo o que de grande e de agradável encerra a generosidade das almas belas, sentimento que faz olhe a criatura as outras como olha a si mesma, e se dispa, jubilosa, para vestir o seu irmão! Pudésseis, meus amigos, ter por única ocupação tornar felizes os outros! Quais as festas mundanas que podereis comparar às que celebrais quando, como representantes da Divindade, levais a alegria a essas famílias que da vida apenas conhecem as vicissitudes e as amarguras, quando vedes nelas os semblantes macerados refulgirem subitamente de esperança, porque, faltos de pão, os desgraçados ouviam seus filhinhos, ignorantes de que viver é sofrer, gritando repetidamente, a chorar, estas palavras, que, como agudo punhal, se lhes enterravam nos corações maternos: "Estou com fome!..." Oh! compreendei quão deliciosas são as impressões que recebe aquele que vê renascer a alegria onde, um momento antes, só havia desespero! Compreendei as obrigações que tendes para com os vossos irmãos! Ide, ide ao encontro do infortúnio; ide em socorro, sobretudo, das misérias ocultas, por serem as mais dolorosas! Ide, meus bem-amados, e tende em mente estas palavras do Salvador: "Quando vestirdes a um destes pequeninos, lembrai-vos de que é a mim que o fazeis!" Caridade! sublime palavra que sintetiza todas as virtudes, és tu que hás de conduzir os povos à felicidade. Praticando-te, criarão eles para si infinitos gozos no futuro e, enquanto se acharem exilados na Terra, tu lhes serás a consolação, o prelibar das alegrias de que fruirão mais tarde, quando se encontrarem reunidos no seio do Deus de amor. Foste tu, virtude divina, que me proporcionaste os únicos momentos de satisfação de que gozei na Terra. Que os meus irmãos encarnados creiam na palavra do amigo que lhes fala, dizendo-lhes: E na caridade que deveis procurar a paz do coração, o contentamento da alma, o remédio para as aflições da vida. Oh! quando estiverdes a ponto de acusar a Deus, lançai um olhar para baixo de vós; vede que de misérias a aliviar, que de pobres crianças sem família, que de velhos sem qualquer mão amiga que os ampare e lhes feche os olhos quando a morte os reclame! Quanto bem a fazer! Oh! não vos queixeis; ao contrário, agradecei a Deus e prodigalizai a mancheias a vossa simpatia, o vosso amor, o vosso dinheiro por todos os que, deserdados dos bens desse mundo, enlanguescem na dor e no insulamento! Colhereis nesse mundo bem doces alegrias e, mais tarde... só Deus o sabe!... Adolfo, bispo de Argel. (Bordéus, 1861.)

quinta-feira, 11 de junho de 2009

RIQUEZA E FELICIDADE

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RIQUEZA E FELICIDADE

EMMANUEL
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 5 do Cap. XVI


Há ricos do dinheiro, tão ricos de usura, que se fazem mais pobres que os pobres pedintes da via pública que, muitas vezes, não dispõem sequer de um pão.
Há ricos de conhecimento, tão ricos de orgulho, que se fazem m ais pobres que os pobres selvagens ainda insulados nas trevas da inteligência.
Há ricos de possibilidades, tão ricos de egoísmo, que se fazem mais pobres que os pobres irmãos em amargas lutas expiatórias, que de tudo carecem para ajudar.
Há ricos de afetos, tão ricos de ciúme, que se fazem mais pobres que os pobres companheiros em prova rude, quando relegados à solidão.
Lembra-te, pois, de que todos somos ricos de alguma coisa ante o Suprimento Divino da Divina Bondade, e, usando os talentos que a vida te confia na missão de fazer mais felizes aqueles que te rodeiam, chegará o momento em que te surpreenderás mais rico que todos os ricos da Terra, porquanto entesourarás no próprio coração a eterna felicidade que verte do amor de Deus.

MINHA REFLEXAO

Seja qual for a nossa riqueza, deve ser distribuída aos que convivem conosco para que seja cada vez mais abundante.
Em todo setor da vida a riqueza deve ter um fim útil, qual seja o de dar seqüência a obra divina. Deve ser providencial como foi a que Deus nos doou ao nos criar, ou seja, quando nos deu a vida espiritual e as vidas sucessivas na carne.
Se não fizermos assim estaremos nos satisfazendo aqui na Terra, mas ao chegarmos ao plano espiritual nos detectaremos como o mais pobre, pois não amealhamos a riqueza espiritual.
Que Deus nos ilumine quando estivermos nos afastamos do fim útil da riqueza
PAZ E ALEGRIAS!!

terça-feira, 26 de maio de 2009

MEDIUNIDADE E JESUS

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Mediunidade e Jesus

EURÍPEDES BARSANULFO
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 7
[1] do Cap VI do ESE

Quem hoje ironiza a mediunidade, em nome do Cristo, esquece-se, naturalmente, de que Jesus foi quem mais a honrou neste mundo, erguendo-a ao mais alto nível de aprimoramento e revelação, para alicerçar a sua eterna doutrina entre os homens.
É assim que começa o apostolado divino, santificando-lhe os valores na clariaudiência e na clarividência entre Maria e Isabel, José e Zacarias, Ana e Simeão, no estabelecimento da Boa Nova.
E segue a diante, enaltecendo-a na inspiração junto aos doutores do Templo. Exaltando-a nos fenômenos de efeitos físicos, ao transformar a água em vinho, nas bodas de Caná; honorificando-a, nas atividades da cura, em transmitindo passes de socorro aos cegos e paralíticos, desalentados e aflitos, reconstituindo-lhes a saúde. Ilustrando-a na levitação, quando caminha sobre as águas. dignificando-a nas tarefas de desobsessão, ao instruir e consolar os desencarnados sofredores por intermédio dos alienados mentais que lhe surgem à frente; glorificando-a na materialização, em que transfigurando ao lado de Espíritos radiantes, no cimo do Tabor, e elevando-a sempre, no magnetismo sublimado, seja aliviando os enfermos com a simples presença, revitalizando corpos cadaverizados, multiplicando pães e peixes para a turba faminta ou apaziguando as forças da natureza.
E, confirmando o intercâmbio entre os vivos da Terra e os vivos da Eternidade, reaparece, Ele mesmo, ante os discípulos espantados, traçando planos de redenção que culminam no dia de Pentecostes – o momento inesquecível do Evangelho -, quando os seus mensageiros convertem os Apóstolos em médiuns falantes, na praça pública, para esclarecimento do povo necessitado de luz.
Como é fácil de observar, a mediunidade, como recurso espiritual de sintonia, não se confunde com a Doutrina Espírita que expressa atualmente o Cristianismo Redivivo, mas, sempre que enobrecida pela honestidade e pela fé, pela educação e pela virtude, é o veículo respeitável da convicção na sobrevivência.
Assim, pois, não nos agastemos contra aqueles que a perseguem, através do achicalhe – tristes negadores da realidade cristã, ainda mesmo quando se escondam sob os veneráveis distintivos da autoridade humana –, porquanto os talentos medianímicos estiveram, incessantemente, nas mãos de Jesus, o nosso divino Mestre, que deve ser considerado, por todos nós, como sendo o Excelso Médium de Deus.

MINHA REFLEXÃO


A Mediunidade sempre existiu na face da Terra, mas alguns enviados especiais trouxeram, através dela, as revelações necessárias para ajudar na evolução da humanidade terráquea.
Entre eles, tivemos, em Moisés, o primeiro revelador, trazendo a Lei de Justiça, através dos dez mandamentos. Na Bíblia, temos vários exemplos de exercício da mediunidade, como fizeram os profetas.
Notadamente, tivemos, em Jesus, a personificação do amor, nos trazendo a Lei de Amor. Tanto Moisés, quanto o Cristo, foram os reveladores das Leis que deixaram entre nós.
O Cristo, como nos lembra o Espírito Eurípedes Barsanulfo, em sua mensagem, ora refletida,  foi “o Excelso Médium de Deus”, considerando que Ele e o Pai eram uno em pensamento. Com seus feitos, instalou a possibilidade de todos nós exercermos a mediunidade, pois dizia: “vós podeis fazer o mesmo e muito mais”; e com os Pentecostes lançou a psicofonia em público.
Ao prometer o Consolador, o Mestre abriu a oportunidade maior do estabelecimento da relação do plano espiritual com o plano físico.
Sim, os Espíritos continuam vivos depois da morte do corpo e podem nos falar de suas experiências e agruras.
Assim, com essa possibilidade, bem como com o avanço do conhecimento científico, abriu-se a oportunidade de vir à tona a 3ª Revelação, agora não mais personificada em um homem, mas numa legião de Espíritos superiores predispostos a ajudar na evolução da humanidade.
A mediunidade, então, passa a ser reconhecida como a porta do esclarecimento e da consolação. Todos podem usá-la, sem que sejam escolhidos religiosamente, pois passa a não ser mais objeto apenas dos iniciados e oráculos. Surge tanto na classe alta como na mais inferior. Não é mais privilégio de ninguém.
Muito se pode fazer com o exercício da mediunidade, mas se deve fazer diferença entre o mediunismo e a mediunidade com Jesus.
Que saibamos sempre, no uso de qualquer mediunidade, desde a intuição à incorporação, um exercício da caridade.
PAZ E ALEGRIAS....
Domício.

[1] Sou o grande médico das almas e venho trazer-vos o remédio que vos há de curar.
Os fracos, os sofredores e os enfermos são os meus filhos prediletos. Venho salvá-los. Vinde, pois, a mim, vós que sofreis e vos achais oprimidos, e sereis aliviados e consolados. Não busqueis alhures a força e a consolação, pois que o mundo é impotente para dá-las. Deus dirige um supremo apelo aos vossos corações, por meio do Espiritismo. Escutai-o. Extirpados sejam de vossas almas doloridas a impiedade, a mentira, o erro, a incredulidade. São monstros que sugam o vosso mais puro sangue e que vos abrem chagas quase sempre mortais.
Que, no futuro, humildes e submissos ao Criador, pratiqueis a sua lei divina. Amai e orai; sede dóceis aos Espíritos do Senhor; invocai-o do fundo de vossos corações. Ele, então, vos enviará o seu Filho bem-amado, para vos instruir e dizer estas boas palavras: Eis-me aqui; venho até vós, porque me chamastes. - O Espírito de Verdade. In: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. VI, item 7.

terça-feira, 19 de maio de 2009

COM VOCÊ MESMO

66
COM VOCÊ MESMO



ANDRÉ LUIZ
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 13
[1] do Cap. V do ESE


Meu amigo, você clama contra as dificuldades do mundo, mas será que você já pensou nas facilidades em suas mãos?
Observemos.
Você concorre, em tempo determinado, para exonerar-se da multa legal, com expressiva taxa pelo consumo de luz e força elétricas; todavia, a usina solar que lhe fornece claridade, calor e vida, nem é assinalada comumente pela sua memória...
Você salda, periodicamente, largas contas relativas ao gasto de água encanada; no entanto, nem se lembra da gratuidade da água das chuvas e das fontes a enriquecer-lhe os dias...
Você estipendia na feira, com apreciáveis somas, todo gênero alimentício que lhe atenda ao paladar; contudo, o oxigênio – elemento mais importante a sustentar-lhe o organismo – é utilizado em seu sangue sem pesar-lhe no orçamento com qualquer preocupação...
Você resgata com a loja novos débitos, cada vez que renova o guarda-roupa, e, apesar disso, nunca inventariou os bens que deve ao corpo de carne a resguardar-lhe o espírito...
Você remunera o profissional especializado pela adaptação de um só dente artificial, entretanto, nada despendeu para obter a dentadura natural completa...
Você compra a drágea medicamentosa para leve dor de cabeça; todavia, recebe de graça a faculdade de articular, instante a instante, os mais complicados pensamentos...
Você gasta quantia estimáveis para assistir a esse ou àquele espetáculo esportivo ou à exibição de um filme; contudo, guarda sem sacrifício algum a possibilidade de contemplar o solo cheio de flores e o céu faiscante de estrelas...
Você paga para ouvir simples melodia de um conjunto orquestral; no entanto, ouve diariamente a divina música da natureza, sem consumir vintém...
Você desembolsa importâncias enormes para adquirir passagens e indenizar hospedarias, sempre que se desloca de casa; não obstante, passa-lhe despercebido o prêmio vultoso que recebeu com o próprio ingresso na romagem terrestre...
Não desespere e nem se lastime...
Atendamos à realidade, compreendendo que a alergia e a esperança, expressando créditos infinitos de Deus, são os motivos básicos da vida a erguer-se, cada momento, por sinfonia maravilhosa.

MINHA REFLEXÃO

Por que reclamamos tanto se temos tanto coisas de graça a começar pela vida. Deus nos oferece um manancial de bênçãos que só preso a concepção de uma vida única um homem em sã consciência pode reclamar de seus revezes.
O capítulo do ESE que originou a mensagem do Espírito André Luiz é intitulado Bem-Aventurados os aflitos. Através da leitura dele nós passamos a entender as aflições que nos atingem na nossa romagem terrena.
Quantas vezes nos postamos a reclamar de algo que pode ser o móvel para a nossa evolução espiritual. Se cada vez que sentimos a dor moral ou física devemos pensar que a oportunidade é aquela para nos fazermos melhor perante a Deus.
Sejamos fervorosos no sentido de sempre transformar “um limão em uma limonada”. Para tanto precisamos pensar na vida como ponte para crescimento espiritual, mesmo que sofredora, pois se sofremos é por plantamos para colher. Ninguém sofre injustiçadamente. Tudo está escrito em nós mesmo e devemos saber fazer a leitura que se apresenta em nosso corpo, na convivência com os familiares e/ou com colegas de trabalho ou vizinhos e mesmo transeuntes da passarela que trafegamos.
Que as bênçãos da revelação espírita nos favoreçam no sentido de olharmos que temos conosco tudo que é preciso para sermos vitoriosos espiritualmente falando
Que vejamos a vida sempre alegres e esperançosos. Estaremos assim nos integrando à programação divina de forma paciente e resignada.
PAZ E ALEGRIAS!!

[1] 13. O homem pode suavizar ou aumentar o amargor de suas provas, conforme o modo por que encare a vida terrena. Tanto mais sofre ele, quanto mais longa se lhe afigura a duração do sofrimento. Ora, aquele que a encara pelo prisma da vida espiritual apanha, num golpe de vista, a vida corpórea. Ele a vê como um ponto no infinito, compreende-lhe a curteza e reconhece que esse penoso momento terá presto passado. A certeza de um próximo futuro mais ditoso o sustenta e anima e, longe de se queixar, agradece ao Céu as dores que o fazem avançar. Contrariamente, para aquele que apenas vê a vida corpórea, interminável lhe parece esta, e a dor o oprime com todo o seu peso. Daquela maneira de considerar a vida, resulta ser diminuída a importância das coisas deste mundo, e sentir-se compelido o homem a moderar seus desejos, a contentar-se com a sua posição, sem invejar a dos outros, a receber atenuada a impressão dos reveses e das decepções que experimente. Daí tira ele uma calma e uma resignação tão úteis à saúde do corpo quanto à da alma, ao passo que, com a inveja, o ciúme e a ambição, voluntariamente se condena à tortura e aumenta as misérias e as angústias da sua curta existência.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O PRIMEIRO

64
O PRIMEIRO

EMMANUEL
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 3
[1] do Cap. VII do ESE


“E qualquer que entre vós quiser ser o primeiro seja vosso servo.” – JESUS.
(MATEUS, 20:27)

Nos variados setores da experiência humana, encontramos as mais diversas criaturas a buscarem posições de destaque e postos de diretiva.
Há pessoas que enveredam pelas sendas do comércio e da indústria, em corrida infrene por se elevarem nas asas frágeis da posse efêmera
Muitas elegem a tirania risonha no campo social, para se afirmarem poderosas e dominantes.
Outras pontificam através do intelecto, usando a Ciência como apoio da autoridade que avocam para si mesmas.
Temos ainda as inteligências que, em nome da inovação ou da arte, se declaram fracamente partidárias da delinquência e do vício, para sossegarem as próprias ânsias de fulguração nas faixas da influência.
Todas caminham subordinadas às mesmas leis, elevando-se hoje, para descer amanhã.
O império econômico, a autoridade terrestre ou o intelectualismo sistemático possibilitam a projeção da criatura no cenário humano, à feição de luz meteórica, riscando, instantaneamente, a imensidade dos céus.
Em piores circunstâncias, aquele que preferiu o brilho infernal do crime, esbarra, em breve tempo, com a dureza de si mesmo, sendo constrangido a reunir os estilhaços da vida, provocados por suas ações lamentáveis, na recomposição do destino próprio.
Grande maioria toma a aparência do comando como sendo a melhor posição, e raros chegam a identificar, no anonimato da posição humilde, o posto de carreira que conduz a alma aos altiplanos da criação.
Apesar de tudo, porém, a verdade permanece imutável.
A liderança real, no caminho da vida, não tem alicerces em recursos amoedados.
Não se encastela simplesmente em notoriedade de qualquer natureza.
Não depende unicamente de argúcia ou sagacidade.
Nem é fruto da erudição pretensiosa.
A chefia durável pertence aos que se ausenta de si mesmos, buscando os semelhantes para servi-los...
Esquecendo as luzes transitórias da ribalta do mundo...
Renunciando à concretização de sonhos pessoais em favor das realizações coletivas...
Obedecendo aos estímulos e avisos da consciência...
E por amar a todos sem reclamar amor para si, embora na condição de servo de todos, faz-se amado da vida, que nele concentra seus interesses fundamentais.
MINHA REFLEXÃO
Para nós, que ocupamos o cargo de Coordenação de um programa que envolve um grupo relativamente grande de pessoas, essa mensagem é por demais implicante.
Faz-me raciocinar que nem sempre teremos a nossa disposição aqueles que contamos para tocar um barco. Às vezes temos que tocar sozinho, aguardando mais na frente o companheiro que se afastou momentaneamente. Já comentamos sobre isso em uma mensagem anterior a essa. Nem sempre as coisas estarão fáceis para os companheiros colaborarem como gostariam, apesar de serem, em alguns casos, pagos para fazer o trabalho que intimamente reclamamos que não estão fazendo. É nessa hora que devemos agir conforme o Emmanuel nos orienta: “A chefia durável pertence aos que se ausenta de si mesmos, buscando os semelhantes para servi-los...”. Assim daremos nossa contribuição enquanto estamos a caminho, de forma efêmera.
Nessas horas temos que ter mesmo muita humildade e paciência para o compromisso que assumimos na condição de coordenador/chefe, não caia na derrocada. Temos que chamar para nós a responsabilidade que poderia ser compartilhada. É notório que nem sempre reagimos naturalmente, pois ainda falta um delta não muito pequeno para sermos tolerantes e indulgentes nas situações de abandono em que venhamos a nos encontrar pelos companheiros de labor.
São experiências que ficam para o nosso aprendizado enquanto subordinados em outras situações.
Entendo que a liderança se faz, fazendo... Pegar na charrua primeiro é o melhor exemplo e motivação para os liderados. As reclamações devem ser ditas pelo esclarecimento e conscientização, creio. Algumas vezes podem ocorrer equívocos em que não seremos compreendidos e seremos rechaçados na condição de coordenador e ouvir reclamações injustas e ríspidas. Vivemos recentemente isso.
Nesse caso o líder tem que ser liderado pelas circunstancias, tentando manter o equilíbrio, que nem sempre é possível, no estágio evolutivo que se amolda, fazendo substituições que se farão necessárias, em algum momento, sem romper pessoalmente com a pessoa dispensada. Substituições que decorrem de um ciclo de um acompanhamento e avaliação.
É muito difícil deixar de contar com alguém e não querer mais que ela trabalhe consigo. Mas às vezes teremos que fazer escolhas e sempre seremos tido a conta de orgulhoso ao dispensar alguém, em particular pelo dispensado. Já passamos por essa experiência e não foi fácil e com certeza ainda vamos passar. Aqueles que foram ou serão, esperamos poder algum dia nos encontrar e podermos trabalhar juntos por uma mesma causa e de forma harmoniosa. Espero em Deus essa chance.
Paz e alegrias.

[1] AQUELE QUE SE ELEVA SERÁ REBAIXADO
3. Por essa ocasião, os discípulos se aproximaram de Jesus e lhe perguntaram: “Quem é o maior no reino dos céus?” – Jesus, chamando a si um menino, o colocou no meio deles e respondeu: “Digo-vos, em verdade, que, se não vos converterdes e tornardes quais crianças, não entrareis no reino dos céus. – Aquele, portanto, que se humilhar e se tornar pequeno como esta criança será o maior no reino dos céus – e aquele que recebe em meu nome a uma criança, tal como acabo de dizer, é a mim mesmo que recebe.”
(S. MATEUS, 18:1 a 5).

sábado, 2 de maio de 2009

MOEDA E MOENDA

Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará a outro, ou se prenderá a um e desprezará o outro. Não podeis servir simultaneamente a Deus e a Mamon.
(S. LUCAS, 16:13.).



63
MOEDA E MOENDA



HILÁRIO SILVA
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 1 do Cap. XVI do ESE


Moeda é peça que representa dinheiro.
Moenda é peça que mói alguma coisa.
Moeda é força que valoriza.
Moenda é força que transforma.
Moeda é fiança.
Moenda é ação.
Moeda é possibilidade.
Moenda é suor.
Moeda é recurso.
Moenda é utensílio.
Moeda apóia.
A moenda depura.
A moeda abona.
A moenda prepara.
Moeda parada é promessa estanque.
Moenda inerte é instrumento inútil.
Moeda mal dirigida traz sofrimento.
Moenda mal governada gera desastre.
Movimente a moeda nas boas obras e melhorará sua vida.
Acione a moenda no serviço e terá mesa farta.
A moeda é a moenda de seu caminho.
Lance hoje a sua moeda, na moenda do bem, praticando os seus ideais de trabalho e progresso, educação e caridade, e encontrará você amanha preciosas colheitas de simpatia e cooperação, alegria e luz.

MINHA REFLEXÃO

A moeda e a moenda, que, dependendo de quem as usa, podem ser motivo de queda ou elevação. Representam evangelicamente, a partir da reflexão do Espírito Hilário Silva, dois mundos que devem ser unidos no sentido da elevação, mas que dependendo do usuário podem representar duas alternativas: a do trabalho ou da ociosidade; da fartura ou da necessidade.
Se juntas, voltadas para o bem, representando o dinheiro e o trabalho, , podem ser a esperança de quem as usa e daqueles que é beneficiário de seu usuário.
O desprendimento (que significa o uso do dinheiro para fins nobres) e o labor (trabalho digno que educa e alimenta) são duas forças que elevam o Espírito humano. Muitos dependem da caridade material e da caridade moral alheia, pois passam pelas provas da humildade e resignação.
Que possamos usar nossa moeda na moenda do bem,como Hilário nos orienta, que nosso trabalho seja sempre para dignificar o nosso semelhante e nunca para humilhá-lo, desprezá-lo.
Que saibamos ser desprendidos a ponto de sabermos usar o dinheiro na hora certa e no lugar exato e que nosso trabalho possa ser harmônico o possível de modo a tirar nossos semelhantes de sua faixa de dependência dos outros.
Que possamos educar para a emancipação, sendo tolerantes, mas conscientes das limitações de qualquer um no seu trabalho de desenvolvimento interior com repercussão no seu desenvolvimento profissional e social.
Que Deus nos dê sempre paz e alegrias pelo trabalho que nos é oferecido no dia a dia de nossas vidas.
Um abraço espiritual!!!

domingo, 26 de abril de 2009

INDULGÊNCIA

MENSAGEM/REFLEXAO POSTADA COM DUAS SEMANAS DE ATRASO
ESSA SEMANA COLOCO EM DIA AS POSTAGENS.
(…) A indulgência jamais se ocupa com os maus atos de outrem, a menos que seja para prestar um serviço; mas, mesmo neste caso, tem o cuidado de os atenuar tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, não tem nos lábios censuras; apenas conselhos e, as mais das vezes, veladas. […] Sede indulgentes, meus amigos, porquanto a indulgência atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta e irrita. – José, Espírito protetor. (Bordéus, 1863.)


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INDULGÊNCIA


ANDRÉ LUIZ
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 16 do cap. X do ESE


A luz da alegria deve ser o acho continuamente aceso na atmosfera da experiência.
Circunstâncias diversas e principalmente as da indisciplina podem alterar o clima de paz, em redor de nós, e dentre elas se destaca a palavra impensada, como forja de incompreensão, a instalar entrechoques.
Daí o nosso dever básico de a vigiar a nós mesmos na conversação, ampliando os recursos de entendimento nos ouvidos alheios.
Sejamos indulgentes.
Se erramos, roguemos perdão.
Se outros erraram, perdoemos.
O mal que desejarmos para alguém, hoje, suscitará o mal para nós, amanhã.
A mágoa não tem razão justa e o perdão anula os problemas, diminuindo complicações e perdas de tempo.
É assim que a espontaneidade no bem estabelece a caridade real.
Quem não reconhece as próprias imperfeições demonstra incoerência em si mesmo.
Quem perdoa, desconhece o remorso.
Ódio é fogo invisível na consciência.
O erro, por isso, não pede aversão, mas, entendimento.
Erro nosso, requer a bondade alheia; erro de outrem, reclama a nossa clemência.
A Humanidade dispensa quem a censure, mas necessita de quem a estime.
Antes de tudo, é preciso restaurar o trabalho em andamento, porque o retorno à tarefa é a conseqüência inevitável de toda fuga ao dever.
Quanto mais conhecemos a nós mesmos, mais amplo em nós o imperativo de perdoar.
Aprendamos com o Evangelho, a fonte inexaurível da Verdade.
Você, amostra da Grande Prole de Deus, carece do amparo de todos e todos lhe solicitam amparo.
Saiba, pois, refletir o mundo em torno, recordando que se o espelho, inerte e frio, retrata todos os aspectos dignos e indignos à sua volta, o pintor, consciente e respeitável, buscando criar atividade superior, somente exterioriza na pureza da tela os ângulos nobres e construtivos da vida.


MINHA REFLEXÃO


A mensagem de André Luiz é inspirada na mensagem de JOSEPH, ESPÍRITO PROTETOR, que consta no Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 10 – BEM AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS. Belíssima mensagem que nos conduz à consciência de seres que erram, mas que cuida mais de observar os erros alheios que os próprios.


Muitos de nós (estou incluído, ainda...) já deixaram de fazer muitas coisas ruins, seja contra os outros, seja contra si próprio e por incrível que pareça não perdoam quando vêem alguém fazer o que fizeram outrora.

Quando aquele que é observado praticando uma má ação, e que se sabe, será ele a própria vítima, a reação de quem observa é de desaprovação e às vezes de rejeição. Se é alguém familiar...

Me toca muito o trecho da mensagem de Joseph que diz que a indulgência “Não faz observações chocantes, não tem nos lábios censuras; apenas conselhos e, as mais das vezes, veladas.” André Luiz nos faz cair ainda mais a nossa máscara “de quem não faz mais”, mas já fez muito, ao nos asseverar que “O erro, (…) não pede aversão, mas, entendimento. Erro nosso, requer a bondade alheia; erro de outrem, reclama a nossa clemência".

Fico ainda mais humanizado quando leio o fechamento da mensagem de Joseph “[…] Sede indulgentes, meus amigos, porquanto a indulgência atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta e irrita”.

PAZ E ALEGRIAS....

quinta-feira, 9 de abril de 2009

ENCONTRO MARCADO


Deixai venham a mim as criancinhas, pois tenho o leite que fortalece os fracos. Deixai venham a mim todos os que, tímidos e débeis, necessitam de amparo e consolação. Deixai venham a mim os ignorantes, para que eu os esclareça. Deixai venham a mim todos os que sofrem, a multidão dos aflitos e dos infortunados: eu lhes ensinarei o grande remédio que suaviza os males da vida e lhes revelarei o segredo da cura de suas feridas! Qual é, meus amigos, esse bálsamo soberano, que possui tão grande virtude, que se aplica a todas as chagas do coração e as cicatriza? É o amor, é a caridade! Se possuís esse fogo divino, que é o que podereis temer? Direis a todos os instantes de vossa vida: “Meu Pai, que a tua vontade se faça e não a minha; se te apraz experimentar-me pela dor e pelas tribulações, bendito sejas, porquanto é para meu bem, eu o sei, que a tua mão sobre mim se abate. Se é do teu agrado, Senhor, ter piedade da tua criatura fraca, dar-lhe ao coração as alegrias sãs, bendito sejas ainda. Mas, faze que o amor divino não lhe fique amodorrado na alma, que incessantemente faça subir aos teus pés o testemunho do seu reconhecimento!” Se tendes amor, possuís tudo o que há de desejável na Terra, possuís preciosíssima pérola, que nem os acontecimentos, nem as maldades dos que vos odeiem e persigam poderão arrebatar. Se tendes amor, tereis colocado o vosso tesouro lá onde os vermes e a ferrugem não o podem atacar e vereis apagar-se da vossa alma tudo o que seja capaz de lhe conspurcar a pureza; sentireis diminuir dia a dia o peso da matéria e, qual pássaro que adeja nos ares e já não se lembra da Terra, subireis continuamente, subireis sempre, até que vossa alma, inebriada, se farte do seu elemento de vida no seio do Senhor. – Um Espírito protetor. (Bordéus, 1861.)


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ENCONTRO MARCADO



MEIMEI
Psicografada por Chico Xavier
Sobre o Item 19 do Cap. VIII do ESE




Quando a aflição lhe bateu à porta, o discípulo tomou as notícias do Senhor e leu-lhe a promessa divina: - “Estarei convosco até ao fim dos séculos...”
Acendeu-se-lhe a esperança no imo dalma.
E, certa manhã, partiu à procura do Mestre, à feição da corça transviada no deserto, quando suspira pela fonte das águas vivas.
Entrou num templo repleto de luzes faiscantes, onde se lhe venerava a memória; todavia, não obstante sentir que a fé aí brilhava entre cânticos reverentes e flores devotas, não encontrou o Divino Amigo.
Buscou-o nos vastos recintos, onde se lhe pronunciava o nome com inflexão de supremo respeito; contudo, apesar de surpreender-lhe o ensinamento puro, no verbo daqueles que sobraçavam dourados livros, não lhe anotou a presença.
Na jornada exaustiva, gastou as horas... Em vão, atravessou portadas e colunas, altares e jardins.
Descia, gélida, a noite, quando escutou os gemidos de uma criança doente, abandonada à sarjeta.
Ajoelhando-se, asilou-a amorosamente na concha dos próprios braços. Ao levantar os olhos, viu Jesus, diante dele, e fremente, bradou:
- Mestre! Mestre!...
O Excelso Benfeitor afagou-lhe a cabeça fatigada, como quem lhe expungia toda a chaga de angústia, e falou, compassivo:
- Realmente, filho meu, estarei com todos e em toda parte, até ao fim dos séculos; no entanto, moro no coração da caridade, em cuja luz tenho encontro marcado com todos os aprendizes do bem eterno...
Debalde, tentou o discípulo reter o Senhor de encontro ao peito...
Através da neblina espessa das lágrimas a lhe inundarem o rosto mudo, reparou que a celeste visão se diluía no anilado fulgor do céu vespertino, mas, na acústica do próprio ser, ressoavam para ele agora as palavras inesquecíveis:
- Toda vez que amparardes a um desses pequeninos, por amor de meu nome, é a mim que o fazeis...

MINHA REFLEXÃO

Duas belíssimas mensagens, a primeira, e de um Espírito Protetor, psicografada no nascedouro do Espiritismo que foi grafada no livro O Evangelho Segundo o Espiritismo e a segunda de Meimei, psicografada no século XX, por Chico Xavier. Ambas nos fazem refletir sobre o desamparo em que muita gente hoje vive constituindo uma grande seara da caridade.
Os verdadeiros adeptos do Cristianismo não se encastelam em seus recintos de estudos. São conscientes da existência de pessoas que passam dificuldades de toda sorte e vão ao seu encontro, pois Jesus, como ele mesmo nos ensinou, não veio ao mundo pelos fortes, mas pelos fracos e humildes de coração.
Se quisermos ir ao encontro do Mestre, uma longa estrada deverá ser trilhada na qual deveremos fazer de tudo para seguirmos o exemplo Dele. Essa estrada se chama Exercício do Amor.
Difícil é ter/viver o Amor. Como o Espírito Protetor fechou sua mensagem:
Se tendes amor, tereis colocado o vosso tesouro lá onde os vermes e a ferrugem não o podem atacar e vereis apagar-se da vossa alma tudo o que seja capaz de lhe conspurcar a pureza; sentireis diminuir dia a dia o peso da matéria e, qual pássaro que adeja nos ares e já não se lembra da Terra, subireis continuamente, subireis sempre, até que vossa alma, inebriada, se farte do seu elemento de vida no seio do Senhor. – Um Espírito protetor. (Bordéus, 1861.)
Entendo que ter o Amor significa construir a pureza no coração, que, em outras palavras, é: não ter prevenção, cuidar das palavras, exercer o silêncio antes de ter certeza de o que vai falar não afetará o semelhante. Que exercício difícil, não? Pois somos a toda hora provados que não temos o Amor no coração. Ainda bem que o Mestre não nos abandona, deixando sempre claro em que lugar o acharemos de preferência.
Paz e alegrias a todos e a todas que visitam esse blog e que a lembrança de Jesus nesse período em que comemora a PAIXÃO DO MESTRE seja um tonificante para todos nós que queremos voar para bem alto no sentido de ver a Terra apenas como um Planeta escola que já nos foi útil enquanto espíritos reencarnantes e que uma volta a ele possa significar uma possibilidade do exercício do amor aos menos favorecidos de Boa Nova
Cristã.

sábado, 4 de abril de 2009

VOZES DO EVANGELHO

Fazei aos homens tudo o que queirais que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas. (S. MATEUS, 7:12)
Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem. (S. LUCAS, 6:31)


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VOZES DO EVANGELHO


ANDRÉ LUIZ
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 2 do Cap. XI do ESSE

MINHA REFLEXÃO (em vermelho) será feita pontualmente a partir de cada anotação de André Luiz

Destaque o lado bom dos seres e das coisas.
“Examine tudo e retenha o melhor”
Em verdade, o que mais ocorre é de nos reter no que tem de ruim nas pessoas. A amizade procura ressaltar o que de bom há no amigo. Em se tratando de desconhecido podemos também considerar o melhor que ele pode nos oferecer para que possamos ser ajudado e ajudar também.

Não valorize o erro.
“Vença o mal com o bem.”
Quando somos afetados pelo erro de alguém, é muito comum reagirmos com intolerância. Devemos buscar o entendimento para que não ocorra novamente, antes de sermos mais contundentes em nossas advertências.

Auxilie sem exigência.
“Perdoe setenta vezes sete vezes.”
E muito comum algumas pessoas serem reincidentes em um problema para os quais nos busca para resolver. Nessa hora, muitas vezes faltamos com a caridade, sendo ate indelicados, para depois darmos a ajuda. Negar com caridade é melhor do que humilhar.

Fuja à impertinência.
“Não se queixem uns contra os outros, para que não sejam condenados.”

Não se irrite.
“Faça todas as coisas sem murmurações nem contendas.”
Nesse ponto, apesar de gostar de fazer o trabalho que faço, quantas vezes me pego reclamando, mas não pelo trabalho em si, mas por ser deixado na mão na hora que mais preciso de alguns companheiros que a principio deveriam ter feito o que no momento estou fazendo por eles. Esse aprendizado ainda estou devendo para a minha evolução.

Não se imponha.
“Os discípulos do Senhor se conhecem por muito se amarem.”
A imposição é um desrespeito ao livre arbítrio de escolha dessa ou daquela idéia ou roteiro de vida.

Não pressione a ninguém.
“Atente bem para a lei da liberdade.”
Outra atitude que desrespeita o livre arbítrio. Às vezes ficamos forçando uma tomada de atitude dessa ou daquela pessoa, como pudéssemos decidir por ela o que é melhor para ela. Ledo engano...Cada um segundo suas obras, já nos ensinou o Grande Mestre Jesus.

Olvide a falta alheia.
“Lance mão do arado sem olhar para trás.”
Como ficamos a lembrar dos erros das pessoas. Erros que não cometem mais. Isso significa que não perdoamos e damos muito valor ao passado negativo das pessoas como se ela, como nós, não evoluíssemos.

Renuncie em silêncio.
“O cristão existe para servir e não para ser servido.”
Esse parece ser o grande salto que podemos fazer em nossa trajetória espiritual. Está relacionado também a não imposição de si mesmo.

Use a bondade incansável.
“Todas as suas orações sejam feitas com caridade.”
Precisamos uns dos outros e a nossa bondade para com o semelhante é um demarcador de uma boa relação.

terça-feira, 31 de março de 2009

RENÚNCIA

Então, disse-lhe Pedro: Quanto a nós, vês que tudo deixamos e te seguimos. – Jesus lhe observou: Digo-vos, em verdade, que ninguém deixará, pelo reino de Deus, sua casa, ou seu pai, ou sua mãe, ou seus irmãos, ou sua mulher, ou seus filhos – que não receba, já neste mundo, muito mais, e no século vindouro a vida eterna.
S. LUCAS, 18:28 a 30.)

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RENÚNCIA

EMMANUEL
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 5 do Cap XXIII do ESE



Se teus pais não procuram a intimidade do Cristo, renuncia à felicidade de vê-los comungar contigo o divino banquete da Boa Nova, e ajuda teus pais.
Se teus filhos permanecem distantes do Evangelho, renuncia ao contentamento de sentir-lhes o coração com o teu coração na senda redentora, e ajuda teus filhos.
Se teus amigos não conseguem, ainda, perceber o amor de Jesus, renuncia à ventura de guardá-los no calor de tua alma, ante o Sol da Verdade, e ajuda teus amigos.
Renúncia com Jesus não quer dizer deserção. Expressa devotamento maior.
Nele mesmo, o Senhor, vamos encontrar o sublime exemplo.
Esquecido de muitos e por muitos relegados às agonias da negação, nem por isso se afastou dos companheiros que lhe deram as angústias do amor-não-amado.
Ressurgindo da cruz, ele, que atravessava sozinho os pesadelos da ingratidão e as torturas da morte, volta ao convívio deles e lhes diz confiante:
– “Eis que estareis convosco, até ao fim dos séculos.”

MINHA REFLEXÃO

Jesus nos ensinou o amor incondicional. A mensagem de Emmanuel nos lembra muito bem isso. Na mensagem do Evangelho de Lucas, temos Jesus dizendo a glória de quem renuncia sua vida e os seus mais próximos por Ele e Emanuel nos lembra de também renunciarmos nosso egocentrismo; que independente da ingratidão ou indiferença às nossas orientações, que sigamos ajudando a quem Deus colocou no nosso caminho para sermos seus companheiros incondicionalmente.
Quando nos desfalecemos diante dos insucessos de nossas ações em favor dos que queremos bem e nos afastamos de certo modo, por isso, perdemos assim um momento de avançar espiritualmente.
Emmanuel nos ensina que devemos estar sempre de braços abertos ao ente pródigo que nos procura por que aprendeu pela dor.
Sempre há um momento para o recomeço e então devemos sempre ajudar nossos queridos semelhantes a recomeçar conosco como o Pai Maior faz com todos, ao nos possibilitar uma nova reencarnação para redimirmos nossas faltas e submetermos às provas evolutivas.
Paz e alegrias

terça-feira, 17 de março de 2009

SEJA VOLUNTÁRIO

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SEJA VOLUNTÁRIO


CAIRBAR SCHUTEL
Psicografado por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 4 do Cap. XX


Seja voluntário na evangelização infantil.
Não aguarde convite para contribuir em favor da Boa Nova no coração das crianças. Auxilie a plantação do futuro.
Seja voluntário no Culto do Evangelho.
Não espere a participação de todos os companheiros do lar para iniciá-lo. Se preciso, faça-o sozinho.
Seja voluntário no templo espírita.
Não aguarde ser eleito diretor para cooperar. Colabore sem impor condições, em algum setor, hoje mesmo.
Seja voluntário no estudo edificante.
Não espere que os outros lhe chamem a atenção. Estude por conta própria.
Seja voluntário na mediunidade.
Não aguarde o desenvolvimento mediúnico, sistematicamente sentado à mesa de sessões. Procure a convivência dos Espíritos superiores, amparando os infelizes.
Seja voluntário na assistência social.
Não espere que lhe venham puxar o paletó, rogando auxílio. Busque os irmãos necessitados e ajude como puder.
Seja voluntário na propaganda libertadora.
Não aguarde riqueza para divulgar os princípios da fé. Dissemine, desde já, livros e publicações doutrinárias.
Seja voluntário na imprensa espírita.
Não espere de braços cruzados a cobrança da assistência. Enviem o seu concurso, ainda que modesto, dentro das suas possibilidades.
*
Sim, meu Amigo. Não se sinta realizado.
Cultive espontaneidade nas tarefas do bem.
“A sementeira é grande e os trabalhadores são poucos.”
Vivemos os tempos da renovação fundamental.
Atravessemos, portanto, em serviço, o limiar da Era do Espírito!
Ressoam os clarins da convocação geral para as fileiras do Espiritismo.
Há mobilização de todos.
Cada qual pode servir a seu modo.
Aliste-se enquanto você se encontra válido.
Assuma iniciativa própria.
Apresente-se em alguma frente de atividade renovadora e sirva sem descansar.
Quase sempre, espírita sem serviço é alma a caminho de tenebrosos labirintos do Umbral.
Seja voluntário na Seara de Jesus, Nosso Mestre e Senhor!

MINHA REFLEXÃO

HÁ muito não sou um trabalhador espírita que desenvolve uma tarefa num centro espírita. Nos meus tempos que “tinha” disponibilidade cheguei até ser Presidente de um Centro Espírita que ajudei a fundar.
Depois de quase dez anos sem atividade contínua, tento voltar participando de reunião de estudos no sábado a noite e de palestra na quarta-feira.
Outro dia, um amigo antigo, que estava na reunião de fundação do Centro, na despedida do trabalho da quarta-feira disse para a vice-presidente: “dá emprego para o Domício” e eu brincando, respondi, “olha eu sou um trabalhador da primeira hora”. Hoje fico pensando no significado dessa frase. O que eles entenderam? Será que foi que eu não precisava ser chamado pois, tinha consciência do trabalho esperando um trabalhador e não precisava ser cobrado? Seria arrogância da minha parte. Ou que eu já tinha trabalhado (como já comentado nesse texto) e que agora estava era esperando o salário? Bom, se a primeira é correta, estaria sendo preguiçoso e se a segunda for meu pensamento real, também seria uma falta de humildade, pois o trabalho espiritual não objetiva salário e nem tem tempo para terminar, pois Deus trabalha incessantemente.
Na verdade eu quis foi fazer graça e de repente...
A parábola do Trabalhador da Última Hora, objeto de reflexão do Espírito Cairbal Schutel, para escrever essa mensagem, nos traz a lição que mostra o Senhor confiante na existência de pessoas por aí esperando que alguém lhe chame para trabalhar, por desconhecer que há searas precisando de trabalhadores. A lição vai mais adiante assegurando ao que estava parado o mesmo salário daquele que já vinha trabalhando desde a primeira hora do dia significando que é muito louvável o despertar de alguém para seguir a sua evolução que até então estava na inércia. Isso é uma felicidade para um tutor espiritual quando vê que seu pupilo começa a andar.
Tem gente que se descobre um trabalhador quando passa a freqüentar um centro espírita e coloca suas mãos ao serviço dos semelhantes, seja encarnados ou desencarnados. É que não tinha tido a motivação que é identificação com uma filosofia de vida que há muito esperava surgir em sua jornada terrestre.
Cairbar Schutel aconselha para os que já freqüentam a Casa Espírita que não espere alguém lhe chamar ou um momento ideal para trabalhar, pois já sabe que tem trabalho a fazer, como os que ele citou na mensagem..
No que tange a mim...
E você?
Paz e alegrias.

quarta-feira, 11 de março de 2009

CARIDADE E VOCÊ

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CARIDADE E VOCÊ


ANDRÉ LUIZ
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 9 do Cap. XVI do ESE



Acredita você que só a caridade pode salvar o mundo; entretanto, não se demore na posição de comentarista.
Não nos diga que é pobre e incapaz de contribuir na campanha renovadora da sublime virtude.
Senão vejamos:
Se você destinar a quantia correspondente a um refrigerante ou um aperitivo em cada cinco doses, segundo os seus hábitos, aos serviços de qualquer hospital, no fim de um mês haverá mais decisiva medicação para certo doente.
Se você renunciar ao cinema de uma vez em cada cinco, endereçando o dinheiro respectivo a uma creche, ao término de duas ou três semanas, a instituição contará com mais leite em favor das crianças necessitadas.
Se você suprimir um maço de cigarros em cada cinco de seu uso particular, dedicando o fruto dessa renúncia a uma casa erguida para os irmãos distanciados do conforto doméstico, em breve tempo o agasalho devido a eles seá mais rico.
Se você economizar as peças do vestuário, guardando a importância equivalente a uma delas em cada cinco, para socorro ao próximo menos feliz, no fim de um ano disporá você mesmo de recursos suficientes para vestir alguém que a nudez ameaça.
Não espere pela bondade dos outros.
Lembre-se daquela que você mesmo pode fazer.
É possível que você nos responda que o supérfluo é seu próprio suor, que não nos cabe opinar em seu caminho e que o copo e o filme, o fumo e a moda são movimentados à sua custa.
Você naturalmente está certo na afirmativa e não seremos nós quem lhe contestará semelhante direito.
A vontade é sagrado atributo do espírito, dádiva de Deus a nós outros, para que decidamos, por nós, quanto à direção do próprio destino.
Todavia, nosso lembrete é apenas uma sugestão aos companheiros que acreditam na força da caridade e só ganhará realmente algum valor se houver algum laço entre a caridade e você.


MINHA REFLEXÃO

André Luiz é muito oportuno quando nos esclarece que mesmo com pouco, que reunimos renunciando um pouco de nossas mordomias, prazeres supérfluos como comer um simples chocolate, podemos ajudar a muitos que passam privacidades. Quantas vezes numa situação de dificuldade financeira pensamos duas vezes, quando vemos um chocolate, ao lembrarmos que o dinheiro pouco do momento, se comprarmos o chocolate, poderá faltar para comprar um simples pão do café da manhã de nossos filhos? Então, por que de vez em quando não adotamos o filho alheio e renunciamos em favor deles também?
Quanto à renuncia dos vícios físicos, nem precisamos nos estender sobre para não fazermos julgamentos desse ou daquele que os têm.
A idéia da partilha é de profunda reflexão, pois o Espírito Pascal, de cuja mensagem do Evangelho Segundo o Espiritismo (Item 9 do Cap. XVI do ESE) André Luiz se inspirou, nos ensina que nada daqui desse plano terreno é nosso, mesmo tendo suado para obter, pois ao deixarmos o corpo não levaremos para o plano espiritual (ele privilegia a verdadeira propriedade que é o conhecimento, elevação espiritual). Então é preferível que nos despojemos um pouco do que constitui nossa pequena riqueza, e, de forma equilibrada, ajudarmos quem precisa.
Jesus ciente de nosso apego aos bens terrenos nos alertou: Tende o cuidado de presevar-vos de toda a avareza, porquanto, seja qual for a abundância em que o homem se encontre, sua vida não depende dos bens que ele possua (LUCAS, 12:15). Ele falava da vida verdadeira que é a vida espiritual.
Então, que Deus nos ajude a pensarmos sempre nessas situações quando lembrarmos de nossos direitos do trabalhador digno de seu salário, para que não deixemos de fazer aos filhos, irmãos ou parentes em geral, amigos dos outros, o que fazemos aos nossos entes queridos.
PAZ E ALEGRIAS

quinta-feira, 5 de março de 2009

POR AMOR A CRIANÇA


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POR AMOR A CRIANÇA
EMMANUEL
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 18
[1] do Cap VIII do ESE


Nós que tantas vezes rogamos o socorro da Providência Divina, oremos ao coração da Mulher, suplicando pelos filhinhos das outras! Peçamos às seareiras do bem pelas crianças desamparadas, flores humanas atingidas pela ventania do infortúnio, nas promessas do alvorecer!...
Pelas crianças que foram enjeitadas nos becos de ninguém;
pelas que vagueiam sem direção, amedrontadas nas trevas noturnas;
pelas que sugam os próprios dedos, contemplando, por vidraças faustosas, a comida que sobreja desperdiçada;
pelas que nunca viram a luz da escola;
pelas que dormem, estremunhada, na goela escura do esgoto;
pelas que foram relegadas aos abrigos de lama e se transformam em cobaias de vermes destruidores;
pelas que a tuberculose espia, assanhada, através dos molambos com que se cobrem;
pelas que se afligem no tormento da fome e mentalizam o furto do pão;
pelas que jamais ouviram uma voz que as abençoasse e se acreditam amaldiçoadas pelo destino;
pelas que foram perfilhadas por falsa ternura e são mantidas nas casas nobres quais pequena alimárias constantemente batidas pelas varas da injúria;
e por aquelas outras que caíram, desorientadas, nas armadilhas do crime e são entregues ao vício e à indiferença, entre os ferros e os castigos do cárcere!
Mães da Terra, enquanto vos regozijais no amor de vossos filhos, descerrai os braços para os órfãos de mãe!...Lembremos o apelo inolvidável do Cristo: “deixai vir a mim os pequeninos”. E recordemos, sobretudo, que se o homem deve edificar as paredes imponentes do mundo porvindouro, só a mulher poderá convertê-lo em alegria da vida e carinho do lar.


MINHA REFLEXÃO

Bela mensagem a de Emmanuel que se inspirou na belíssima mensagem de João Evangelista.
Emmanuel aproveitou a inspiração de João, discípulo do Cristo e seareiro do Espiritismo, para suplicar em favor das crianças que hoje jazem em toda sorte de infortúnios, como relacionados por ele. Chama para as mães o legado da ternura, do carinho, que como ninguém pode ser vivido. Na semana da mulher, essa mensagem é muito oportuna, considerando que hoje ela não só tem a missão de reproduzir, criar e servir ao marido. Sabemos que mesmo ela tendo se libertado do julgo masculino, ainda mantém a mesma ternura e o coração voltado para qualquer criança como se fosse sua.
Emmanuel apela às mulheres, pois é através delas e tão somente delas, com a parceria do homem, que pode vir ao mundo um espírito para melhorar-se. Emmanuel nem julga aquelas que abandonaram seus filhos ou mesmo não conseguiram e/ou não se sentiram com estrutura moral para orientar seus rebentos que fugiram de suas atenções.
Emmanuel, em vez de julgar, apela para as mães que acolhem com toda ternura os seus rebentos lembrando-lhes que há muitos que sofrem o abandono. Todavia, esse convite, apesar de ser orientado, pode estender-se aos homens que sensibilizados podem liderar, e existem muito exemplos disso, movimentos em favor dessas crianças, pois ternura e carinho podem partir de qualquer Espírito, seja encarnado em corpo feminino ou masculino.
Mas, na mensagem de João Evangelista, me chamou a atenção o seguinte trecho que creio que inspirou Emmanuel a escrever a sua mensagem: “Queria que os homens a ele fossem com a confiança daqueles entezinhos de passos vacilantes, cujo chamamento conquistava, para o seu, o coração das mulheres, que são todas mães”. Com esse ato Jesus Cristo dava à mulher a medalha da redenção espiritual que pode receber quando aproveitando a humildade e fragilidade das crianças às orienta para o caminho justo e reto, pois sabe-se que a criança na idade infantil é mais dócil às mudanças espirituais
[2] , considerando que ainda não se assenhoreou de todas as suas faculdades de Espírito inteligente e ainda dado a práticas nocivas a ele e aos que convivem com ele. Então, nessa fase, pode-se conter certos hábitos que são instintivos pela história de vida espiritual vivida pelo Espírito ora encarnado. Apesar de toda a imperfeição espiritual, os pais podem contribuir com a transformação moral de seus filhos, mas só depois da volta à pátria espiritual eles terão consciência da medida dessa transformação.
Jesus Cristo aproveitando o momento deu o recado a todos os adultos que ainda perduram na ignorância da vaidade, orgulho e egoísmo dizendo, em outras palavras, que abrissem o coração para idéias renovadoras que trazia e que ainda permanece entre nós, pela manutenção do esforço daqueles que compreenderam e tomam para si no sentindo de ser uma oportunidade de autotransformação quando compartilha com os outros a boa nova, que será sempre nova, enquanto existir espíritos ainda atrasados nesse planeta.
PAZ E ALEGRIAS.....


[1] DEIXAI QUE VENHAM A MIM AS CRIANCINHAS
18. Disse o Cristo: “Deixai que venham a mim as criancinhas.” Profundas em sua simplicidade, essas palavras não continham um simples chamamento dirigido às crianças, mas, também, o das almas que gravitam nas regiões inferiores, onde o infortúnio desconhece a esperança. Jesus chamava a si a infância intelectual da criatura formada: os fracos, os escravizados e os viciosos. Ele nada podia ensinar à infância física, presa à matéria, submetida ao jugo do instinto, ainda não incluída na categoria superior da razão e da vontade que se exercem em torno dela e por ela. Queria que os homens a ele fossem com a confiança daqueles entezinhos de passos vacilantes, cujo chamamento conquistava, para o seu, o coração das mulheres, que são todas mães. Submetia assim as almas à sua terna e misteriosa autoridade. Ele foi o facho que ilumina as trevas, a claridade matinal que toca a despertar; foi o iniciador do Espiritismo, que a seu turno atrairá para ele, não as criancinhas, mas os homens de boa vontade. Está empenhada a ação viril; já não se trata de crer instintivamente, nem de obedecer maquinalmente; é preciso que o homem siga a lei inteligente que se lhe revela na sua universalidade. Meus bem-amados, são chegados os tempos em que, explicados, os erros se tornarão verdades. Ensinar-vos-emos o sentido exato das parábolas e vos mostraremos a forte correlação que existe entre o que foi e o que é. Digo-vos, em verdade: a manifestação espírita avulta no horizonte, e aqui está o seu enviado, que vai resplandecer como o Sol no cume dos montes. – João Evangelista. (Paris, 1863.).
[2] Questão 383 do O Livro dos Espíritos: - Qual, para este, a utilidade de passar pelo estado de infância? Resp. – Encarnado, com o objetivo de se aperfeiçoar-se, o Espírito, durante esse período, é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

ASSIM FALOU JESUS

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ASSIM FALOU JESUS
ANDRÉ LUIZ
Psicografada por Chico Xavier
Sobre o Item 1 do Cap. VI do ESE


MINHA REFLEXÃO será pontual, a partir de cada ensinamento de Jesus e a orientação de André Luiz. Será tingida de vermelho. As passagens comentadas por André Luiz refletem uma escolha ou extensão explicativa do ensinamento de Jesus.


Disse o Mestre: “buscai e achareis”.
Mesmo nos céus, você pode fixar a atenção na sombra da nuvem ou no brilho da estrela.
O nosso horizonte espiritual pode representar o nosso estado de alma. Os nossos pensamentos ou atitudes pintam o quadro que mais nos chama a atenção em nossa jornada evolutiva.
Afirmou o Senhor: “cada árvore é conhecida pelos frutos”.
Alimentar-se com laranja ou intoxicar-se com pimenta é problema seu.
Tudo nos é apresentado e temos o privilégio da escolha. As conseqüências dessa escolha são de nossa responsabilidade. É preferível não nos expor a certos tipos de “árvores”, pois parafraseando a passagem seguinte: quem não se conhece é melhor evitar o contato com frutos, não necessariamente proibidos, cujas conseqüências já se sabem os efeitos.
Proclamou o Cristo: ”orai e vigiai para não entrardes em tentação, porque o espírito, em verdade, está pronto, mas a carne é fraca”.
O espírito é o futuro e a vitória final, mas a carne é o nosso próprio passado, repleto de compromissos e tentações.
Tentação: eis a palavra chave! Significa “sentimento que alguém tem quando deseja tomar uma atitude que contraria seus valores e crenças”
[1]. Só sofre tentação quem de algum modo já construiu um repertorio de valores diferentes daqueles que conscientemente tem seguido. É um vínculo com o passado; e ela, como prova, está pululando ao nosso redor, seja por influência dos nossos irmãos habituados a certos vícios, encarnados ou desencarnados, seja por necessidade gerada por nós mesmo pelo desejo de progredir. Então, orar não é suficiente para a libertação dos vícios, sejam físicos ou morais; é preciso vigiar. A oração é apenas a ligação a Deus para nos tornar mais fortes contra nós mesmos, isto é, contra nossas imperfeições, caracterizadas pelos nossos impulsos primeiros, nossos hábitos autônomos praticados pelos anos a fins e que agora temos que estar atento para não aflorar a todo instante, como algo sem controle, mas que pelo contrario, pode sim ser controlado, pois se formos esforçados, aprenderemos outros hábitos mais condizentes com a imagem e semelhança de Deus.
Ensinou o Mentor Divino: “não condeneis e não sereis condenados”.
Não critique o próximo, para que o próximo não critique a você.
Muitas vezes criticamos levianamente, sem ter em conta que somos também falíveis e por isso alvos de crítica pelos os outros. A crítica não existe apenas por um ato que nós mesmos o consideramos errado, pois mesmo aquele que foi tomado conscientemente em favor de outros ou de nós mesmos pode não encontrar eco em alguém ou um grupo, por não levarmos em conta o contexto e a receptividade de quem poderia ser beneficiário. Portanto, devemos ter muito prudência na crítica a alguém e, se fizermos, que seja em particular ou então muito amavelmente pedindo explicações para aquilo que não compreendemos ou de primeiro impulso não entendemos por ainda dominar em nós o orgulho do saber e da experiência.
Falou Jesus: “quem se proponha conservar a própria vida, perdê-la-á”.
Quando o arado descansa, além do tempo justo, encontra a ferrugem que o desgasta.
Muitos, como eu, têm esperado o tempo certo para trabalhar “na vinha do Senhor”. Bom, o chamado já foi feito e os “trabalhadores de última hora” devem se dispor ao trabalho que o tem esperado. Com certeza, o trabalho nos ajuda a nos desviar das tentações, pois o trabalho é sintonia, é oração.
Disse o Mestre: “não vale para o homem ganhar o mundo inteiro, se perder sua alma”.
A criatura faminta de posses e riqueza materiais, sem trabalho e sem proveito, assemelha-se, de algum modo, a pulga que desejasse reter um cão para si só.
Os desejos de posse ou de gozos são perniciosos à evolução humana. Por causa disso temos nos retidos nas faixas de dor, sofrimento e atraso espiritual.
Afirmou o Senhor: “não é o que entra pela boca que contamina o espírito”.
A pessoa de juízo são, come o razoável para o rendimento da vida, mas os loucos ingerem substâncias desnecessárias para o rendimento da morte.
Triste daquele que ingerem substâncias tóxicas (incluímos os excessos de comida) para se sentir melhor por um momento, pois está caminhando em direção a morte, que também caminha em sua direção. Acredito que a morte tem mais pressa em chegar ao local do encontro, pois muitos são surpreendidos com a sua chegada. Muitos estão fazendo essa corrida pela n-ésima vez, ou seja, não é a primeira vez que o fazem e ainda acham, o que é triste para quem assiste essa loucura, que não conseguem parar, por mais que saibam do fim que isso pode resultar; que Deus os ajudem e eles possam ajudar nesse sentido.
Ensinou o Mentor Divino: “andai enquanto tende luz”.
O corpo é a máquina para a viagem do progresso e todo relaxamento corre por conta do maquinista.
Entendo que a luz é o corpo vivo e ele foi elaborado para viver por uns anos mais ou menos definidos. Devemos aproveitar essa máquina enquanto ela pode nos possibilitar dar curso a nossa caminhada a um mundo melhor, onde reina paz e alegrias.
Proclamou o Cristo: “orai pelos que vos perseguem e caluniam”.
Interessar-se pelo material dos caluniadores é mesmo que se adornar você, deliberadamente, com uma lata de lixo.
Interessante a analogia feita. Dar valor às calunias é considerá-las adornos falsos para nós.
Falou Jesus: “a cada um será concedido segundo as próprias obras”.
Não se preocupe com os outros, a não ser para ajudá-los; pois a lei de Deus não conhece você pelo que você observa, mas simplesmente através daquilo que você faz.
Fazer é mais que observar. Às vezes passamos tempos criticando o ato errado de alguém, mesmo com o intuito de ajudar, por exemplo, de fumar, beber ou se drogar e esquecemos que temos que melhorar nosso estado de alma, os nossos hábitos alimentares, resolver mesmo os problemas que viemos resolver nessa encarnação. Ajudar quando nos for possível ou convidado a fazer é a melhor opção de viver bem com o semelhante.
PAZ E ALEGRIAS

[1] http://pt.wikipedia.org/wiki/Tenta%C3%A7%C3%A3o

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

QUE BUSCAIS?

“Que buscais?” – JESUS (João, 1:38)

54
QUE BUCAIS?


EMMANUEL
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre Item 10
[1] do Cap. XVIII do ESE


Esta simples indagação do Senhor, aos dois discípulos que o seguiam, é dirigida presentemente a todos os lidadores do Espiritismo, diante da Boa Nova renascente no mundo.
Ao obreiro modesto da assistência fraternal, exprime a Voz Superior a reclamar-lhe os frutos na colheita do bem.
Ao colaborador da propaganda doutrinária, representa a interpelação incessante acerca da tarefa de resguardar a pureza dos postulados que consolam e instruem.
Ao orientador das assembleias de nossa fé, é a pergunta judiciosa, quanto à qualidade do esforço no cumprimento dos deveres que lhe competem.
Ao servidor da evangelização infantil, surge a interrogação do Divino Mestre qual brado de alerta relativamente ao rumo escolhido para sementeira de luz.
Ao portador da responsabilidade mediúnica, inquire Jesus pela aplicação dos talentos que lhe foram confiados.
Ao aprendiz incipiente da oficina espírita cristã constitui adequada sindicância quanto à sinceridade que traz consigo, alertando-o para os deveres justos.
A cada criatura que desperta em mais altos níveis da fé raciocinada, soa a interpelação do Senhor como sendo convite às obras em que se afirme a caridade real.
Assim, escuta no íntimo, em cada lance das próprias atividades, a austera palavra do Condutor Divino, convocando-te à coerência entre o ideal e o esforço, entre a promessa e a realização.
Analisa o que fazes.
Observa o que dizes.
Medita em torno de tuas aspirações mais ocultas
Que resposta forneces à indagação do Senhor?
Quem segue o Cristo, vive-lhe o apostolado.
Serve, coopera e caminha avante, sem temor ou vacilação, lembrando-te de que o Verbo incide sobre nós, cada dia, perguntando incessantemente:
– Que buscais?


MINHA REFLEXÃO

Os espíritas convictos e militantes do movimento espírita e mais particularmente os trabalhadores dos Centros Espíritas, são chamados, nessa mensagem, a refletir sobre a sua contribuição na seara do Senhor Jesus Cristo.
É importante salientar que todo ideal deve ser acompanhado de esforço no serviço do bem e, desse modo, todos são convidados à reforma íntima para que o fruto do trabalho seja o mais sintonizado com o plano maior.
O Espírita recebe muito do plano espiritual pelo estudo que desenvolve e assistência que recebe nos momentos mais difíceis e, portanto, não pode pretextar que age errado simplesmente por que não é um espírito superior. Todas as oportunidades de elevação devem ser aproveitadas na existência atual e não se pode perder para o egoísmo, vaidade e orgulho que ainda estão muito presentes no ser humano, seja espírita ou não.
Então, a pergunta de Jesus é muito pertinente, pois como o próprio Evangelho Segundo o Espiritismo traz na parábola do “trabalhador da ultima hora”, a hora de trabalho chegou para o espírita e o Espiritismo é a ferramenta de trabalho para aquele que há muito estava sem trabalhar e alguém agora o convida para trabalhar.
Que nós, espíritas convictos, tenhamos coerência com a oportunidade que nos é oferecida para crescermos mais rápido e não termos que prestarmos conta de um trabalho que não foi produtivo quando deixarmos o corpo físico.
Paz e alegrias pra todos
Em nome de JESUS CRISTO.


[1] 10. O servo que souber da vontade do seu amo e que, entretanto, não estiver pronto e não fizer o que dele queira o amo, será rudemente castigado. – Mas, aquele que não tenha sabido da sua vontade e fizer coisas dignas de castigo menos punido será. Muito se pedirá àquele a quem muito se houver dado e maiores contas serão tomadas àquele a quem mais coisas se haja confiado. (S. LUCAS, 12:47-48.)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

CURA ESPIRITUAL


Restituí a saúde aos doentes, ressuscitai os mortos, curai os leprosos, expulsai os demônios. Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido. (S. MATEUS, 10:8.)



53
CURA ESPIRITUAL


ANDRE LUIS
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 1 do Cap XXVI do Evangelho.



Comece orando.
A prece é luz na sombra em que a doença se instala.

Semeie alegria.
A esperança é medicamento no coração.

Fuja da impaciência.
Toda irritação é desastre magnético de conseqüências imprevisíveis.

Guarde confiança.
A dúvida deita raios de morte.

Não critique.
A censura é choque nos agentes da afinidade.

Conserve a brandura.
A palavra agressiva prende o trabalho na estaca zero.

Não se escandalize.
O corpo de quem sofre é objeto sagrado.

Ajude espontaneamente para o bem.
Simpatia é cooperação.

Não cultive desafetos.
Aversão é calamidade vibratória.

Interprete o doente tal qual fosse você mesmo.
Toda cura espiritual lança raízes sobre a força do amor
.

MINHA REFLEXÃO

Não consegui fazer o trabalho de postagem, na terça-feira passada(10/02/09). Faço agora.


A cura espiritual, seja dos outros, se quisermos ajudá-los, seja nossa, depende muito de nós. Se não conservamos nosso equilíbrio, após adquirimos por segundos, em vez de nos curar, ou ajudar na cura do outro, complicamos mais ainda a saúde do beneficiário.
Temos um grande dom, dado por Deus: a cura. Temos um potencial energético que pode ser aproveitado de forma positiva em nosso favor como em favor do próximo
[1].
Mas é preciso que estejamos bem conosco mesmo e com Deus. Para sermos instrumentos de Deus, precisamos estar cuidadosos com as vibrações que nos atacam constantemente, pois nos encontramos num mundo de provas e expiações, com um agravante de sermos imperfeitos, que explica nossa permanência de forma às vezes sofrida nessa Terra abençoada.
Jesus, nos ensinou, orai e vigiai, pois tinha consciência da nossa imperfeição. No entanto ele acreditava na nossa transformação moral e espiritual. Então...
Que possamos ser digno desse poder facultado a nós por Deus e tenhamos respeito pelos outros nos comportando de forma equilibrada, evitando, assim, males para nós mesmos e para os outros, podendo ainda sermos instrumentos da cura de terceiros, pelo simples bom comportamento.
Que trabalhemos bastante interiormente para manter aquela tranquilidade...
Em nome de Deus e Jesus, Nosso Mestre
PAZ E ALEGRIAS


[1] (EXTRAIDO DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - CAP XXVII - ITEM 14, que trata da EFICÁCIA DA PRECE

Por exercer a prece uma como ação magnética, poder-se-ia supor que o seu efeito depende da força fluídica. Assim, entretanto, não é. Exercendo sobre os homens essa ação, os Espíritos, em sendo preciso, suprem a insuficiência daquele que ora, ou agindo diretamente em seu nome, ou dando-lhe momentaneamente uma força excepcional, quando o julgam digno dessa graça, ou que ela lhe pode ser proveitosa.
O homem que não se considere suficientemente bom para exercer salutar influência, não deve por isso abster-se de orar a bem de outrem, com a idéia de que não é digno de ser escutado. A consciência da sua inferioridade constitui uma prova de humildade, grata sempre a Deus, que leva em conta a intenção caridosa que o anima. Seu fervor e sua confiança são um primeiro passo para a sua conversão ao bem, conversão que os Espíritos bons se sentem ditosos em incentivar. Repelida só o é a prece do orgulhoso que deposita fé no seu poder e nos seus merecimentos e acredita ser-lhe possível sobrepor-se à vontade do Eterno.
15. Está no pensamento o poder da prece, que por nada depende nem das palavras, nem do lugar, nem do momento em que seja feita. Pode-se, portanto, orar em toda parte e a qualquer hora, a sós ou em comum. A influência do lugar ou do tempo só se faz sentir nas circunstâncias que favoreçam o recolhimento. A prece em comum tem ação mais poderosa, quando todos os que oram se associam de coração a um mesmo pensamento e colimam o mesmo objetivo, porquanto é como se muitos clamassem juntos e em uníssono. Mas, que importa seja grande o número de pessoas reunidas para orar, se cada uma atua isoladamente e por conta própria?! Cem pessoas juntas podem orar como egoístas, enquanto duas ou três, ligadas por uma mesma aspiração, orarão quais verdadeiros irmãos em Deus, e mais força terá a prece que lhe dirijam do que a das cem outras.(Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XXVIII nos 4 e 5.)