terça-feira, 3 de junho de 2008

GUARDA-TE EM DEUS

“Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo que sou brando e humilde de coração e achareis repouso para vossas almas, pois é suave o meu jugo e leve o meu fardo”. (S. MATEUS, cap. XI, vv. 28 a 30.)

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GUARDA-TE EM DEUS




EMMANUEL
Psicografada por Chico Xavier
Sobre o Cap. VI – Item 8

Lembra-te de Deus para que saibas agradecer os talentos da vida.
Se fatigado, pensa nEle, o Eterno Pai que jamais desfalece na Criação.
Se triste, eleva-Lhe os sentimentos, meditando na alegria solar com que, toda manhã, Sua Infinita Bondade dissolve as trevas.

Se doente, centraliza-te no perfeito equilíbrio com que a Sua Compaixão reajusta os quadros da Natureza, ainda mesmo quando a tempestade haja destruído todos os recursos que os milênios acumularam.

Se incompreendido, volta-te para Ele, o Eterno Doador de todas as bênçãos, quantas vezes escarnecido por nossas próprias fraquezas, sem que se Lhe desanime a Paciência Incomensurável, quanto aos arrastamentos de nossas imperfeições animalizantes.

Se humilhado, entrega-Lhe as dores da sensibilidade ferida ou do brio menosprezado, refletindo no celeste anonimato em que se Lhe esconde a inconcebível grandeza, para que nos creiamos autores do bem que a Ele pertence, em todas as circunstâncias.

Se sozinho, busca-lhe a companhia sublime na pessoa daqueles que te seguem na retaguarda, cambaleantes de sofrimento, mais solitários que tu mesmo, na provação e na miséria que lhes vergastam as horas e lhes crucificam as esperanças.

Se aflito, confia-Lhe as ansiedades, compreendendo que nEle, o Imperecível Amor, todas as tormentas se apaziguam.
Seja qual for a dificuldade, recorda o Todo-Misericordioso que não nos esquece.

E, abraçando o próprio dever como sendo a expressão de Sua Divina Vontade para os teus passos de cada dia, encontrarás na oração a força verdadeira de tua fé, a erguer-te das obscuridades e problemas da Terra para a rota de luz que te aponta as sendas do Céu.

MINHA REFLEXÃO

A mensagem do Espírito Emmanuel é originada da reflexão dele sobre o Item 8 do Capítulo VI do ESE – O CRISTO CONSOLADOR, que é uma mensagem do Espírito de Verdade.

Emmanuel nos sugere guardar-se em Deus que é nosso Pai Magnânimo e Misericordioso, fonte de todas as energias que impulsionam a vida. Ele diz: “seja qual for a dificuldade, recorda o Todo-Misericordioso que não nos esquece”.

A oração é a fonte que nos liga a fonte maior de energia – Deus, que nos deve erguer para continuar a vida mesmo quando somos vergastados pelas prova e/ou provações que semeamos nessa ou em vidas passadas.

Jesus nos consolou de imediato quando, a serviço do Pai na Terra, nos disse: "Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei". (S. MATEUS, cap. XI, vv. 28). Posteriormente nos prometeu um consolador, o Espírito de Verdade que naquele momento nós não podíamos receber (João, 14:15 a 17 e 26). Não tínhamos conhecimento suficiente para entendê-lo. Esse Consolador veio na forma de uma doutrina consoladora e esclarecedora sob todos os pontos que naquela época o Cristo falou por parábolas e a base dessa doutrina é a reencarnação e a evolução contínua do espírito humano.

“Assim, o Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança” ALLAN KARDEC (ESE-FED. ESP. BRASILEIRA, CAP. VI, Item 4).

Felizes dos seres humanos que conseguem trilhar pelos ensinamentos do Espiritismo, que em suma são os ensinamentos do Cristo de forma mais ampliada.

terça-feira, 27 de maio de 2008

O ESPIRITISMO PERGUNTA

“A moral, isto é, o conjunto de regras de conduta, os costumes, bem como os princípios espirituais ensinados por Moisés, eram apropriados ao estado de adiantamento em que se encontravam os povos chamados à regeneração. [...] O Cristo foi o iniciador da moral mais pura, mais sublime: a moral evangélico-cristã, que deve renovar o mundo, aproximar os homens, uma solidariedade comum; de uma moral perfeita, que deve transformar a Terra e fazer dela a morada para Espíritos moralmente superiores aos de hoje. É a lei do progresso, à qual a Natureza está submetida, que se cumpre, e o Espiritismo é a alavanca da qual Deus se serve para fazer avançar a Humanidade”. Cap. I do ESE - Item 9



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O ESPIRITISMO PERGUNTA



MILITÃO PACHECO
Psicografada por Waldo Vieira
Sobre o Cap. I do ESE - Item 9

Meu irmão, não te permitas impressionar apenas com as alterações que convulsionam hoje todas as frentes de trabalhos e descobrimentos na Terra.

Olha para dentro de ti mesmo e mentaliza o futuro.

O teu corpo físico define a atualidade do teu corpo espiritual.

Já viveste, quanto nós mesmos, vidas incontáveis e trazes, no bojo do espírito, as conquistas alcançadas em longo percurso de experiências na ronda dos milênios.

Tua mente já possui, nas criptas da memória, recursos enciclopédicos da cultura de todos os grandes centros do Planeta.

Teu perispírito já se revestiu com porções da matéria de todos os continentes.

Tuas irradiações, através das roupas que te serviram, já marcaram todos os salões da aristocracia e todos os círculos de penúria do plano terrestre.

Tua figura já integrou os quadros do poder e da subalternidade em todas as nações.

Tuas energias genésicas e afetivas já plasmaram corpos na configuração morfológicas de todas as raças.

Teus sentidos já foram arrebatados ao torvelinho de todas as diversões.

Tua voz já expressou o bem e o mal em todos os idiomas.

Teu coração já pulsou ao ritmo de todas as paixões.

Teus olhos já se deslumbraram diante de todos os espetáculos conhecidos, das trevas do horrível às magnificências do belo.

Teus ouvidos já registraram o ar de todos os tipos de sons e linguagens existentes no mundo.

Teus pulmões já respiraram o ar de todos os climas.

Teu paladar já se banqueteou abusivamente nos acepipes de todos os povos.

Tuas mãos já retiveram e dissiparam fortunas, constituídas por todos os padrões da moeda humana.

Tua pele, em cores diversas, já foi beijada pelo sol de todas as latitudes.

Tua emoção já passou por todos os transes possíveis de renascimentos e mortes.

Eis por que o Espiritismo te pergunta:
- Não julgas que já é tempo de renovar?
Sem renovação, que vale a vida humana?

Se fosse para continuares repetindo aquilo que já foste e o que fizeste, não terias necessidade de novo corpo e de nova existência – prosseguirias de alma jungida à matéria gasta da encarnação precedente, enfeitando um jardim de cadáveres.

Vives novamente na carne para o burilamento de teu espírito. A reencarnação é o caminho da Grande Luz.

Ama e trabalha. Trabalha e serve.

Perante o bem, quase sempre, temos sido somente constantes na inconstância e fiéis à infidelidade, esquecidos de que tudo se transforma, com exceção da necessidade de transformar.

MINHA REFLEXÃO


Essa mensagem deve/deveria calar fundo em todo aquele que é adepto do Espiritismo.

Deve calar mais fundo naquele que já tem um comprometimento acentuado por divulgar a Doutrina e participar dos trabalhos espíritas da Casa Espírita que freqüenta. Para esse a renovação parece já ter começado pois se dispõe, a mercê de suas imperfeições, a contribuir com uma causa tão bonita que é a de evangelizar o planeta. Ele com certeza tem consciência que ainda tem muito a resolver no que tange às suas próprias imperfeições trazidas ainda bem transparentes e que se revelam mesmo quando quer fazer o bem. O fato de ser espírita não o faz ser um Anjo do dia para a noite, mas "reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más", como nos esclarece Allan Kardec (ESE, Cap. XVII – SEDE PERFEITO – Item 4).

O Espírita convicto é considerado o trabalhador da última hora. Segundo os Espíritos superiores, há quanto tempo esperava o convite. E esse convite chegou e ele deve arregaçar as mangas e se juntar aos outros semelhantes a ele para juntos trabalhar pelo próximo e em particular por si mesmo. É, sim, tempo de renovar-se, pois já perdeu muito o seu tempo em satisfazer seu ego, alimentar sonhos colocados acima dos deveres imediatos, reter-se nas falsas sensações humanas que atrasa o espírito e o faz sofrer no futuro.

“Sem renovação, que vale a vida humana?”, pergunta o Espírito Militão. Realmente, como temos sido preguiçosos em nossa evolução, como temos sido infelizes por não aproveitarmos o máximo possível de cada vida já vivida. E nessa, ainda não despertamos para o “burilamento do espírito”.

Não tinha ainda apreciado essa mensagem deste livro, mas em MINHA REFLEXÃO de outra postagem nesse blog coloquei que muitos pensam que por se achar “bonzinho” com os outros, esquece que essa característica já era própria de si quando nasceu e não se voltam para um trabalho espiritual que pode e muito ajudá-los a progredirem mais rápido e voltarem para a pátria espiritual melhor que chegaram. Infelizmente, ainda se iludem justificando seus atos, que muitas vezes deterioram o próprio corpo, por acharem entre outras coisas que há outros que sofrem muito não fazendo o mesmo, desconhecendo assim a Justiça divina. Infeliz equívoco de quem pensa ou pode vir a pensar assim. Cada um na sua hora. Aliás, acredito, eu próprio já devo ter pensado assim em outras vidas.

O Militão corrobora com o meu pensamento quando afirma que “se fosse para continuares repetindo aquilo que já foste e o que fizeste, não terias necessidade de novo corpo e de nova existência – prosseguirias de alma jungida à matéria gasta da encarnação precedente, enfeitando um jardim de cadáveres”.

Concluo minha reflexão, ainda pensando na frase que conclui a mensagem do Espírito Militão, fazendo alguns grifos: “Perante o bem, quase sempre, temos sido somente constantes na inconstância e fiéis à infidelidade, esquecidos de que tudo se transforma, com exceção da necessidade de transformar”.
Esperançoso em dias melhores...

terça-feira, 20 de maio de 2008

CRIANÇAS DOENTES

Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus. (Mateus, 5,8).
Apresentaram a Jesus então umas criançinhas, a fim de que Ele as tocasse. E como seus discípulos repelissem com palavras rudes aqueles que as apresentavam, Jesus vendo isso repreendeu-os e lhes disse: deixai vir a mim as criancinhas, não as impeçais; pois o reino dos Céus é para aqueles que se lhes assemelham..(Marcos, 10: 13 a 14)


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CRIANÇAS DOENTES

MEIMEI
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Cap. VIII do ESSE – Item 3


Acalentas nos braços o filhinho robusto que o lar te trouxe, e com razão, te orgulhas dessa pérola viva. Os dedos lembram flores desabrochando, os olhos trazem fulgurações dos astros, os cabelos recordam estrigas de luza e a boca assemelha-se a concha nacarada em que os teus beijos de ternura desfalecem de amor.

Guarda-os, de encontro ao peito, por tesouro celeste, mas estende compassivas mãos aos pequeninos enfermos que chegam à Terra, como lírios contundidos pelo granizo do sofrimento.
Para muitos deles, o dia claro ainda vem muito longe...

São aves cegas que não conhecem o próprio ninho, pássaros mutilados, esmolando socorro em recanto sombrios da floresta do mundo... Às vezes, parecem anjos pregados na cruz de um corpo paralítico ou mostram no olhar a profunda tristeza da mente anuviada de densas trevas.

Há quem diga que devem ser exterminados para que os homens não se inquietem; contudo, Deus, que é a Bondade Perfeita, no-los confia hoje, para que a vida amanhã, se levante mais bela.

Diante, pois, do teu filhinho quinhoado de reconforto, pensa neles!... São nossos outros filhos do coração, que volvem das existências passadas, mendigando entendimento e carinho, a fim de que se desfaçam dos débitos contraídos consigo mesmos...

Entretanto, não lhes guardes rogativas de compaixão, de vez que, por agora sabem tão-somente padecer e chorar.

Enternece-te e auxilia-os, quanto possas!...

E, cada vez que lhes ofertes a hora de assistência ou a migalha de serviço, o leito agasalhante ou a lata de leite, a peça de roupa ou a carícia do talco, perceberás que o júbilo do Bem Eterno te envolve a alma no perfume da gratidão e na melodia da benção..


MINHA REFLEXÃO


A mensagem é inspirada no Cap. VIII do ESE, intitulado BEM AVENTURADO OS PUROS DE CORAÇÃO, que discorre sobre essa bem aventurança.

As crianças são Espíritos velhos que mais uma vez reencarnam para retomar sua trajetória espiritual num outro ambiente, mas em geral com aqueles que foram amigos ou inimigos em vidas passadas.

Na primeira fase de vida, pelo véu do esquecimento, não trazem nenhuma má tendência consciente. É o momento dos pais mostrarem a elas outras ângulos de vida que podem ser estímulos para outra direção espiritual, lembrando a mensagem anterior desse livro. Por isso Jesus comparou os bem-aventurados aos que as assemelham, por serem simples de coração.

Contudo, muitas nascem com problemas diversos que contraíram por desajustes espirituais, pelo suicídio, pelo mal que fizeram a outrem, pelo uso incorreto do ato de se alimentar, pela injestão de venenos, como o álcool, fumo ou drogas ilícitas, enfim, usaram mal o livre arbítrio para plantar a dor em si mesmo, revelada nas disfunções orgânicas, aleijões, surdez, mudez, cegueira, paralisia, predisposições às doenças hereditárias e/ou cancerígenas, outras de pele, doenças incomuns, como as que atacam o rins, levando muitos às filas de doação de órgãos etc.

Algumas nascem num berço cujos pais têm condições de levar a um bom tratamento médico, mas outras não. Vivem na pobreza, sofrendo com a expiação que plantaram para si mesmos, e os pais, por sua vez, sofrem também por, de certa forma, terem contribuído para que os filhos chegassem como chegaram às suas mãos e assim desejou antes de reencarnar.

A Providência Divina não os abandona e essa mensagem de Meimei é uma mostra disso, pois são todos assistidos pelas mãos amorosas de Jesus e de seus discípulos; além disso ganham pais amorosos e fervorosos que não se cansam em levar os filhos para lá para cá na tentativa de mitigar o sofrimento deles.

São filhos nossos, sim, por que são nossos irmãos em Deus e assim como nasceram em outros berços, poderiam ser nossos filhos biológicos. E bem-vinda qualquer ação a favor deles.

Eles são alertas para as pessoas em geral para que não plantem hoje o que sofridamente terão que colher em vidas futuras ou mesmo nessa. É bem verdade que imagens de pessoas sofrendo não são por si só suficientes para provocar mudanças de hábitos nas pessoas, a exemplo das imagens veiculadas nos maços de cigarro, mas ninguém pode dizer que não foi alertado.

Que Deus possa iluminar a todos e a todas e a nós em particular para que possamos ver nesses exemplos a prevenção Divina contra dores futuras, fazendo-nos compreender que “o plantio é livre, mas a colheita é obrigatória”.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

EDUCAÇÃO

Que não se turbe vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na cada do meu pai; se assim não fosse, eu já vos teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar. (João, 14: 1 a 2 )
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EDUCAÇÃO

ANDRÉ LUIZ
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Cap. VIII do ESE – Item 4


O amor é a base do ensino.
Professor e aluno, cooperação mútua.

O auto-aprimoramento será sempre espontâneo.
Disciplina excessiva, caminho de violência.

A curiosidade construtiva ajuda o aprendizado.
Indagação ociosa, dúvida enfermiça.

Egoísmo nalma gera temor e insegurança.
Evangelho no coração, coragem na consciência.

Cada criatura é um mundo particular de trabalho e experiência.
Não existe vocação compulsória.

Toda aula deve nascer do sentimento.
Automatismo na instrução, gelo na idéia.

A educação real não recompensa nem castiga.
A lição inicial do instrutor envolve em si mesma a responsabilidade pessoal do aprendiz.

Os desvios da infância e da juventude refletem os desvios da madureza.
Aproveitamento do estudante, eficiência do mestre.

Maternidade e paternidade são magistério sublimes.
Lar, primeira escola; pais, primeiros professores; primeiro dia de vida, primeira aula do filho.

Pais e educadores! Se o lar deve entrosar-se com a escola, o culto do Evangelho em casa deve unir-se à matéria lecionada em classe, na iluminação da mente em trânsito para as esferas superiores da Vida.

MINHAS REFLEXÕES

Muito especial essa mensagem do Espírito André Luiz. Para os educadores, como eu, é uma motivação a ser um professor melhor, a desenvolver mais amor nas ações educativas.

Compreensão, indulgência, tolerância são virtudes de quem já viveu a condição de aprendiz sob a tutela de um educador e que na condição de mestre sempre se coloca no lugar do aprendiz.

Como André Luiz é coerente com as idéias construtivistas de ensino quando diz que “Toda aula deve nascer do sentimento. Automatismo na instrução, gelo na idéia”. Não se força uma aprendizagem, pois segundo esse Espírito “não existe vocação compulsória”.

Realmente, se aprende melhor quando se deseja o aprendizado.

Ninguém educa ninguém, mas pode ajudar a auto-educação de outro que o faz no seu ritmo, segundo suas necessidades.

O item 4 do ESSE que serviu de base para a mensagem de André Luiz está dentro do tópico DIFERENTES CATEGORIAS DE MUNDOS HABITADOS do Cap.3 do mesmo livro intitulado HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI. Nosso mundo é o de provas e expiações onde o mal predomina. Portanto é uma grande escola onde existe os mais diversos estilos e ritmos de aprendizagem ou a ociosidade completa daquele que só começa aprender depois de muito sofrer e é então que pede outra chance para recomeçar e mudar.

De certo que os pais não são os melhores educadores, mas podem em casa oportunizar que seus filhos entrem em contato com as reflexões evangélicas ainda na mocidade para que tenham opções de vida.

Nas reuniões do Evangelho no Lar sugeridas pela Espiritualidade Superior tanto serve para os filhos como para os pais que são eternos aprendizes.

Pensar é o pressuposto do agir. Ocorre que existe em nós pensamentos automatizados que geram impulsos que nem sermpre se encontram sob nosso controle, dái que as fazer reuniões evangélicas no lar e participar em reuniões espíritas não isenta de erros aquele que assim procede, mas de certo que é sempre um recomeçar cada reunião, principalmente para os mais jovens que nascem sem idéias preconcebidas e são mais fáceis de alterar aqueles pensamentos automatizados nos adultos que não foram reformados na infância.
Creio nisso.

terça-feira, 6 de maio de 2008

COLHER E GARGANTA

Sabeis que foi dito aos antigos: Não matareis e quem quer que mate merecerá condenação pelo juízo. - Eu, porém, vos digo que quem quer que se puser em cólera contra seu irmão merecerá condenado no juízo; que aquele que disser a seu irmão: Raca, merecerá condenado pelo conselho; e que aquele que lhe disser: És louco, merecerá condenado ao fogo do inferno. MATEUS (cap. V, vv. 21 e 22.)

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COLHER E GARGANTA

HILÁRIO SILVA
Psicografia de CHICO XAVIERr
Sobre o Cap. IX do ESE – Item 2



Imaginemos a língua como sendo a colher do sentimento.
Mentalizemos o ouvido por garganta da alma.
Tudo o que falamos é ingrediente para a digestão espiritual.
Bondade é pão invisível.
Gentileza é água pura.
Otimismo é reconstituinte.
Consolação é analgésico.
Esclarecimento construtivo é vitamina mental.
Paciência é antitóxico.
Perdão é cirurgia reajustante.
Queixa é vinagre.
Censura é pimenta.
Crueldade é veneno.
Calúnia é corrosivo.
Conversa inútil é excedente enfermiço.
Maledicência é comida deteriorada.
Falando, edificamos.
Falando, destruímos.
Falando, ferimos.
Falando, medicamos.
Falando, curamos.
Disse o Divino Mestre: “Bem-aventurados os pacificadores...”
Usemos para com os outros o alimento da paz, porque, estendendo paz aos outros, asseguramos paz a nós mesmos. E, com a paz, conseguiremos possuir espaço e tempo terrestre, em dimensões maiores, para que aprendamos e possamos, realmente, servir.


MINHAS REFLEXÕES

Essa mensagem muito bonita e esclarecedora remete-nos a mensagem evangélica acima que casa muito bem com as duas bem-aventuranças ditas por CRISTO também em Mateus, cap. V, quais sejam: Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra. (v. 4.) e Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. (v.9).
A brandura e a pacificação são ingredientes de um clima harmônico no seio de um grupo de pessoas que convivem diariamente e até mesmo quando não convivem num clima de aproximação maior, mas que podem estar num mesmo lugar freqüentemente, sem se dar conta de que são semelhantes entre si.
Essa duas virtudes são filhas da paciência. Quando não somos pacientes, também não somos brandos e pacíficos. Quando não somos brandos e pacíficos é que faltou paciência.
A paciência é o antídoto contra a cólera. Se deixamos nos levar pela cólera, corremos e fazemos os outros correr perigo, pois o descontrole muitas vezes leva ao assassínio. Quantas vezes já fizemos isso?
Temos que ser vigilantes com um fato nos irrita, pois está aí, a semente da cólera: a irritação ou a intolerância.
Quando isso nos é próprio, difícil é se desvincular dos momentos de intolerância. O egoísmo fala mais alto e nós somos os primeiros a perder com isso.
Então, paz e alegrias para todos nós.

terça-feira, 29 de abril de 2008

MURALHA DO TEMPO

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MURALHA DO TEMPO

EMMANUEL
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Cap. XVIII – Item 3

“Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta que conduz à perdição”. – JESUS (MATEUS, 7:13)
Em nos referindo a semelhante afirmativa do Mestre, não nos esqueçamos de que toda porta constitui passagem incrustada em qualquer construção, a separar dois lugares, facultando livre curso entre eles.
Porta, desse modo, é peça arquitetônica encontradiça em paredes, muralhas e veículos, permitindo, em todos os casos, franco passadouro.
E as portas referidas por Jesus, a que estruturas se entrosam?
Sem dúvida, a porta estreita e a porta larga pertencem à muralha do tempo, situada à frente de todos nós.
A porta estreita revela o acerto espiritual que nos permite marchar na senda evolutiva, com o justo aproveitamento das horas.
A porta larga expressa-nos o desequilíbrio interior, com que somos forçados à dor da reparação, com lastimáveis perdas de tempo.
Aquém da muralha, o passado e o presente.
Além da muralha, o futuro e a eternidade.
De cá, a sementeira do “hoje”.
De lá, a colheita do “amanhã”.
A travessia de uma das portas é ação compulsória para todas as criaturas.
Porta larga – entrada da ilusão -, saída pelo reajuste...
Porta estreita – saída do erro -, entrada na renovação...
O momento atual é de escolha da porta, estreita ou larga.
Os minutos apresentam valores particulares, conforme atravessemos a muralha, pela porta do serviço e da dificuldade ou através da porta dos caprichos enganadores.
Examina, por tua vez, qual a passagem que eleges por teus atos comuns, na existência que se desenrola, momento a momento.
Por milênios, temos sido viajores do tempo a ir e vir pela porta larga, nos círculos de viciação que forjamos para nós mesmo, engodados na autoridade transitória e na posse amoedada, na beleza física e na egolatria aviltante.
Renovemo-nos, pois em cristo, seguindo-o, nas abençoadas lições da porta estreita, a bendizer os empecilhos da marcha, conservando alegria e esperança na conversão do tempo em dádivas da Felicidade Maior.


MINHAS REFLEXÕES
O Evangelho Segundo o Espiritismo nos ensina que estamos num mundo de provas e expiações; por isso, muitas são as paixões a que estamos expostos e facilmente, por causa da nossa evolução, não conseguimos conter os nossos impulsos que muita vezes nos fazem mal, e/ou a outrem, mesmo sem ter tido a vontade para tanto. O certo é que é mais fácil errar que acertar.
Profunda é a reflexão do Espírito Emmanuel, quando estabelece o tempo onde é incrustada a porta de nossa evolução, liame para a subida ou queda.
O livre arbítrio, entendo, é a chave para abrir a porta, possibilitando que,depois dela, possamos colher o resultado da trajetória até a porta, que indubitavelmente, é um corredor largo ou estreito também. Ou seja, a porta é a continuidade do corredor, é o fim dele, acompanhando a largura dela. Ao escolher o corredor largo, automaticamente, temos a chave da porta larga.
Temos a opção de escolher um corredor estreito que nos conduzirá uma porta estreita e, após transpassá-la, colheremos frutos boníssimos que Deus nos oferece, segundo as Bem-aventuranças.
Paz e alegrias.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

A AÇÃO DA PRECE

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AÇÃO DA PRECE


Eurípedes Barsanulfo
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Cap. XXV - Item 7

Você é o lavrador.
O outro é o campo.
Você planta.
O outro produz.
Você é o celeiro.
O outro é o cliente.
Você fornece.
O outro adquire.
Você é o ator.
O outro é o público.
Você representa.
O outro observa.
Você é a palavra.
O outro é o microfone.
Você fala.
O outro transmite.
Você é o artista.
O outro é o instrumento.
Você toca.
O outro responde.
Você é a paisagem.
O outro é a objetiva.
Você surge.
O outro fotografa.
Você é o acontecimento.
O outro é a noticia.
Você age.
O outro conta.
Auxilie quanto puder
Faça o bem sem olhar a quem.
Você é o desejo de seguir para Deus.
Mas, entre Deus e você, o próximo é a ponte.
O Criador atende às criaturas, através das criaturas.
É por isso que a oração é você, mas o seu merecimento está nos outros.


MINHA REFLEXÃO

Toda ação nossa tem um fim e refletirá o ser humano que somos. Nossa evolução depende do que fazemos aos outros. Nosso merecimento também depende disso.
O lema máximo do Espiritismo é: fora da caridade não salvação.
O trecho da mensagem acima – Você é o desejo de seguir para Deus. Mas, entre Deus e você, o próximo é a ponte. O Criador atende às criaturas, através das criaturas.
É por isso que a oração é você, mas o seu merecimento está nos outros – mostra muito bem a importância do OUTRO na nossa vida. Isto significa que devemos extirpar o egoísmo de nossa vida.
Sejamos caridosos, pois isso é fundamental para a nossa evolução.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

EM PLENA ERA NOVA

Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta da perdição e espaçoso o caminho que a ela conduz, e muitos são os que por ela entram. - Quão pequena é a porta da vida! quão apertado o caminho que a ela conduz! e quão poucos a encontram! (S. MATEUS, cap. VII, vv. 13 e 14.)

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EM PLENA ERA NOVA

Eurípedes Barsanulfo
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o CAP. XVIII – Item 9 do ESE

Há criaturas que deixaram, na Terra, como único rastro da vida robusta que usufruíram na carne, o mausoléu esquecido num canto ermo de cemitério.
Nenhuma lembrança útil.
Nenhuma reminiscência em bases de fraternidade.
Nenhum ato que lhes recorde atitudes como padrões de fé.
Nenhum exemplo edificante nos currículos da existência.
Nenhuma idéia que vencesse a barreira da mediocridade.
Nenhum gesto de amor que lhes granjeasse sobre o nome o orvalho da gratidão.
A terra conservou-lhe, à força, apenas o cadáver – retalho de matéria gasta que lhes vestira o espírito e que passa a ajudar, sem querer, no adubo às ervas bravas.
Usaram os empréstimos do Pai Magnânimo exclusivamente para si mesmos, olvidando estendê-los aos companheiros de evolução e ignorando que a verdadeira alegria não vive isolada numa só alma, pois que somente viceja com reciprocidade de vibrações entre vários grupos de seres amigos.
Espíritas, muitos de nós já vivemos assim!
Entretanto, agora, os tempos são outros e as responsabilidades surgem maiores.
O Espiritismo, a rasgar-nos nas mentes acanhadas e entorpecidas largos horizontes de ideal superior, nos impele para a frente, rumo aos Cimos da Perfectibilidade.
A humanidade ativa e necessitada, a construir seu porvir de triunfos, nos conclama ao trabalho.
O espírito é um monumento vivo de Deus – o Criador Amorável. Honremos a nossa origem divina, criando o bem como chuva de bênçãos ao longo de nossas próprias pegadas.
Irmãos, sede os vencedores da rotina escravizante.
Em cada dia renasce a luz de uma nova vida e com a morte somente morrem as ilusões.
O espírito deve ser conhecido por suas obras.
É necessário viver e servir.
É necessário viver, meus irmãos, e ser mais do que pó!

MINHA REFLEXÃO

O trecho do ESE que inspirou Eurípedes Barsanulfo foi uma assertiva encontrada no Cap. XVIII (MUITOS OS CHAMADOS, POUCOS OS ESCOLHIDOS) que nos exorta a pensar o que estamos fazendo para merecer o Reino de Deus. Kardec nos ensina que não basta a multiplicidade de palavras nas orações que vão nos dar o cartão de entrada no reino divino, mas sim as nossas ações em relação ao semelhante e a nós mesmos.
Na mensagem de Eurípedes Barsanulfo, ele particulariza um grupo de pessoas adeptas ao Espiritismo, lembrando que em outras existências, e entendo que nessa também, até então, nós espíritas fomos muito mais preguiçosos do que trabalhadores da última hora. Ou seja, nunca estivemos disponível ao trabalho na Seara Divina.
O Espiritismo pode ser essa oportunidade de fazermos parte de trabalhadores do Cristo, como as outras religiões também, pois é a Religiosidade que nos salva e não a Religião. O Espiritismo nos ensina que fora da Caridade não há Salvação.
Então, precisamos sim, como nos lembra Eurípedes Barsanulfo, “ser mais do que pó”.
Somos muitas vezes escravos do trabalho e ele passa a ser uma desculpa para não fazermos nada pela nossa alma, no que diz respeito a um trabalho sistemático de estudo, ajuda ao próximo e reforma íntima.
Pelo contrário, em geral, ficamos presos ao trabalho, à família, aos amigos, sem construir em torno deles um ideal religioso, e sem influenciar-lhes a mudar de vida a tomar um outro rumo diferente do que vem tomando, quando é em prejuízo a sua alma. Pelo contrário, fazemos o que é mais fácil fazer: ser só um número a mais na sintonia de gostos e prazeres.
Entendo que muitas pessoas se iludem, se acomodando no que fazem ou vivem, por acharem que não são piores que as pessoas que procuram uma religião e se esforçam para se melhorarem nesse ou naquele aspecto, deixando até hábitos que entendem que o prejudicam. Certos que não são, se são boas pessoas.
No entanto, estamos na Terra para evoluir, voltar ao plano espiritual melhores que chegamos e não depositar o corpo na vala comum se mostrando como realmente é, igual chegou.
Reformar-se para atingir o Reino de Deus, deve ser o móvel de todo religioso que mecanicamente dizem “Senhor, Senhor....”

Não espereis dobrar a justiça do Senhor pela multiplicidade das vossas palavras e das vossas genuflexões. O caminho único que vos está aberto, para achardes graça perante ele, é o da prática sincera da lei de amor e de caridade." ALLAN KARDEC - ESE, CAP XVIII, Item 9

terça-feira, 8 de abril de 2008

MÉDIUNS E MEDIUNIDADE

Restituí a saúde aos doentes, ressuscitai os mortos, curai os leprosos, expulsai os demônios. Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido. (S. MATEUS, cap. X, v. 8.)


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MÉDIUNS E MEDIUNIDADE


CAIRBAR SCHUTEL
Psicografada por Chico Xavier
Sobre o Cap. XXVI - Item 10 do ESE

In: Xavier, F. C; Vieira, Waldo. O Espírito da Verdade: Estudos e dissertações em torno de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec. 14 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003.

No falso pressuposto de que haja médiuns e mediunidades mais importantes entre si, recordemos o velho apólogo que Menênio Agripa contou ao povo amotinado de Roma, a fim de sossegar-lhe o espírito em discórdia.
“Se o cérebro, por reter a ideação fulgurante, desprezasse o estômago ocupado na tarefa obscura da digestão, a cabeça não conseguiria pensar; se os olhos, por refletirem a luz, declarassem guerra aos intestinos por serem eles vasos seletores de resíduos, decerto que, a breve tempo, a retina seria espelho morto nas trevas, e se o tronco, por sentir-se guindado a pequena altura, condenasse os pés por viverem ao contacto do solo, rolaria o corpo sem equilíbrio”.
E, de nossa parte, ousaríamos acrescentar à antiga fábula que tudo, no campo de seqüência da natureza, é solidariedade e cooperação.
Se os braços desaparecem, os pés se fazem mais ágeis; em sobrevindo a surdez, acusa o olhar penetração mais intensa; se a visão surge apagada, o tacto mais amplamente se desenvolve; se o baço é extirpado, a medula óssea trabalha com mais afinco, de modo a satisfazer as necessidades do sangue.
Qual acontece no mundo orgânico, a Doutrina Espírita é um grande corpo de revelações e de bênçãos, no qual cada médium possui tarefa específica.
Esse esclarece...
Aquele consola...
Outro pensa feridas...
Aquele outro anula perturbações.
Esse incorpora sofredores angustiados...
Aquele transmite elucidações de instrutores devotados à grande beneficência...
Outro recebe a palavra construtiva...
Aquele outro se incumbe da mensagem santificante...
Como é fácil observar, o passe curativo é irmão da prece confortadora, a desobsessão é o reverso da iluminação espiritual e o verbo fulgente da praça pública é outra face do livro que o silêncio abençoa.
Em nossa esfera de serviço, portanto, já que prescindimos do profissionalismo religioso, não existem médiuns-pastores, médiuns gerentes , médiuns-líderes ou médiuns-diretores, porquanto, a cada qual de nós cabe uma parte do grande apostolado de redenção que nos foi atribuído pela Espiritualidade Maior.
E se todos nós, em conjunto, temos um mentor a procurar e a ouvir de maneira especialista, no plano da consciência e no santuário do coração, esse Mentor é Nosso Senhor Jesus Cristo – o Sol do Amor Eterno – a cuja luz, no grande dia de nossos mais altos ajustamentos, deveremos revelar em nós mesmos a divina essência da Sua lição divina:
- “A cada qual por suas obras”.

MINHA REFLEXÃO

A mediunidade é uma faculdade orgânica mais ou menos desenvolvida nas pessoas. Cada pessoa, segunda a que lhe manifesta deve procurar usá-la para fins caritativos e não como um meio de sobrevivência. Os Espíritos superiores não se aproximam dos irmãos que se aproveitam das necessidades alheia para ganhar o pão de cada dia. Por quê? Porque ele não pode cobrar por algo que não produziu e é tão somente intermediário.
O que se dá com a manifestação oral ou escrita, se dá com a cura.
Notadamente, só existe médiuns aproveitadores por que existem pessoas sem conhecimento de causa que os procuram. Chegará o dia em que isso não será possível na Terra considerando que os seus habitantes evoluem para uma fase mais amadurecida em que se dará menos importância ao fenômeno.

Cap. XXVI - Item 10 do ESE - A mediunidade é coisa santa, que deve ser praticada santamente, religiosamente. Se há um gênero de mediunidade que requeira essa condição de modo ainda mais absoluto é a mediunidade curadora. O médico dá o fruto de seus estudos, feitos, muita vez, à custa de sacrifícios penosos. O magnetizador dá o seu próprio fluido, por vezes até a sua saúde. Podem pôr-lhes preço. O médium curador transmite o fluido salutar dos bons Espíritos; não tem o direito de vendê-lo. Jesus e os apóstolos, ainda que pobres, nada cobravam pelas curas que operavam.
Procure, pois, aquele que carece do que viver, recursos em qualquer parte, menos na mediunidade; não lhe consagre, se assim for preciso, senão o tempo de que materialmente possa dispor. Os Espíritos lhe levarão em conta o devotamento e os sacrifícios, ao passo que se afastam dos que esperam fazer deles uma escada por onde subam.

terça-feira, 1 de abril de 2008

AVISOS DA CRIAÇÃO

Não se turbe o vosso coração. - Credes em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, já eu vo-lo teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar. - Depois que me tenha ido e que vos houver preparado o lugar, voltarei e vos retirarei para mim, a fim de que onde eu estiver, também vós aí estejais. ( S. JOÃO, cap. XIV, vv. 1 a 3.)
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AVISOS DA CRIAÇÃO

ANDRÉ LUIZ
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Cap. III – Item 19 do ESE

In: Xavier, F. C; Vieira, Waldo. O Espírito da Verdade: Estudos e dissertações em torno de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec. 14 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003.

A presença Divina constitui verdade perene.
Até o silêncio da pedra fala em Deus.

O Universo repousa na disciplina.
O labirinto da selva revela ordem em cada pormenor.

Em a Natureza, tudo pede compreensão e respeito.
O deserto é o cadáver do mar.

Há sabedoria em todas as coisas.
Embora sem tato, a trepadeira sabe encontrar apoio; não obstante sem visão, o girassol descobre sempre o astro rei.

Em tudo existe a feição boa.
As nuvens mais sombrias refletem a luz solar.

Eternidade significa aprimoramento contínuo de repetições.
Sem recapitular movimentos, a Terra desagregar-se-ia.

A fé construtiva não teme a adversidade.
O penhasco no dilúvio é ponto de segurança.

A obediência não dispensa a firmeza.
Humilhada e submissa, a água se amolda a qualquer recipiente, mas, resoluta e perseverante, atravessa o rochedo.

Toda empresa solicita cultura e prática.
Inexperiente, o homem vivo naufraga no bojo das águas; adaptado, o lenho morto navega na superfície do mar.

O aspecto exterior nem sempre denuncia a realidade.
O vento, supostamente vadio, trabalha na função de cupido das flores.

Volume não expressa valor.
Apesar de pequenina, a semente é gota de vida.

A palavra feliz constrói invariavelmente.
Na linguagem do pássaro, todo som faz melodia.

Valor e humildade são expressões de inteligência sublime.
Se o cume mais alto recebe a chuva em primeiro lugar, o vale mais baixo recolhe, ao fim, a maior parte da água.

Para revelar-se, o bem não exige trombeta.
Conquanto invisível, a onda de perfume, muita vez, nutre e refaz.

No campo da evolução, a paz é conquista inevitável da criatura.
A escarpa de hoje será planície amanhã.

MINHA REFLEXÃO

Santo Agostinho foi feliz em sua mensagem que consta no Item 19 do Cap. III do ESE ao mostrar quão perfeita é a obra de Deus e quão pequena é a Terra na imensidão do Universo.
André Luiz corrobora com a Grandeza de Deus ao escrever essa mensagem, mostrando a simplicidade das coisas da natureza que pode ser exemplo para a natureza humana.
A evolução humana como a dos planetas segue um ritmo próprio e com certeza, a dos planetas serve a humana.
O Planeta Terra será de Regeneração e os regenerados seremos todos nós que tenhamos progredido segundo a programação Divina. Pois, "Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra". (S. MATEUS, cap. V, v. 4.). Aquele que não conseguir acompanhar os brandos, deverão ser convidados a habitar planeta inferior.

sexta-feira, 28 de março de 2008

O DINHEIRO E O AMOR

Os fariseus, tendo sabido que ele tapara a boca dos saduceus, reuniram-se; e um deles, que era doutor da lei, para o tentar, propôs-lhe esta questão: - “Mestre, qual o mandamento maior da lei?” - Jesus respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito; este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. - Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos.” (S. MATEUS, cap. XXII, vv. 34 a 40.)

Fazei aos homens tudo o que queirais que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas. (Idem, cap. VII, v. 12.)

Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem. (S. LUCAS, cap.VI, v. 31.)

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DINHEIRO E AMOR

MEIMEI
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Cap. XI – Item 9 do ESE



In: Xavier, F. C; Vieira, Waldo. O Espírito da Verdade: Estudos e dissertações em torno de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec. 14 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003.

Diante do bem, não pronuncies a palavra “impossível”.
Certamente, sofres a dificuldade dos que herdaram a luta por preço das menores aquisições. Ainda assim, lembra-te de que a virtude não reside no cofre.
Onde encontrarias ouro puro a fazer-se pão na caçarola dos infelizes?
Em que lugar surpreenderias frágil cobertor tecido de apólices para agasalhar a criança largada ao colo da noite?
Entretanto, se o amor te faz lume no pensamento, arrebatarás à imundície a derradeira sobra da mesa, convertendo-a no caldo reconfortante para o enfermo esquecido, e farás do pano pobre o abrigo providencial em favor de quem passa, relegado à intempérie.
Uma garganta de pérolas não emite pequenina frase consoladora e crânio esculpido de pedras raras não deixa passar leve fio de ideação.
Todavia, se o amor te palpita na alma, não pode falar a palavra renovadora que exclui o poder das trevas e inspirar o trabalho que expresse o apoio e a esperança de muita gente.
Respeita a moeda capaz de fazer o caminho das boas obras, mas não esperes pelo dinheiro a fim de ajudar.
Hoje mesmo, em casa, alguém te pede entendimento e carinho e, além do reduto doméstico, legiões de pessoas aguardam-te os gestos de fraternidade e compreensão.
Recorda que a fonte da caridade tem nascedouro em ti mesmo e não descreias da possibilidade de auxiliar.
Para transmitir-nos semelhante verdade, Jesus, a sós, sem fiança terrestre, usou as margens de um lago simples, ofertou simpatia aos que lhe buscavam a convivência, confortou os enfermos da estrada, falou do Reino de Deus a alguns pescadores de vida singela e transformou o mundo inteiro, revelando-nos, assim, que a caridade tem o tamanho do coração.


MINHA REFLEXÃO

Amar parece ser bem simples. Não pede incondicionalmente o dinheiro, um espaço físico e entes queridos. Pede tão somente a vontade de comungar com Deus, pois essa ação compara-se a amar a sua Criação. Como diz o nosso Irmão Espiritual Fénelon, “o amor é de essência divina e todos vós, do primeiro ao último, tendes, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado” (Cap. XI – Item 9 do ESE).
Quem ama se transforma num prisma de Deus a espalhar a sua benevolência infinita sob todas as formas visíveis, nas suas mais simples nuances.
Meimei nos ensina que para amar basta a vontade de auxiliar; o meio se constrói segundo a necessidade mais imediata do próximo. O dinheiro ajuda, mas não é indispensável. Não deve ser condição.
De fato, no dia a dia, as oportunidades de amar são várias e Deus nos oferece, praticando seu amor, oportunidade infinitas de praticar essa virtude máxima do Espírito evoluído.
Interessante que quando nos falta dinheiro para aplacar a dor e/ou a fome de um ser igual nosso, não nos falta a palavra amiga e inspirada.
A falta de dinheiro, as vezes, nos faz faltar com a caridade para com os nossos semelhantes e em particular, com os que Deus nos deu para acompanhar seu crescimento na Terra. Essa seria a hora de calar a nossa falta de resignação e fé em Deus e responder às necessidades que nos bate a porta solicitando o dinheiro para supri-las, de forma caridosa e compreensiva. Essa hora é a hora de crescimento que devemos prestar a atenção.
Que Deus ajude a todos que se encontram necessitando do dinheiro para a sobrevivência, enviando e inspirando a paciência, a tolerância, um pouco de fé aos que podem prover essa necessidade. E que nessa prova, necessitado e benfeitor possam usufruir dos efeitos da lei de amor, que segundo Fenélon “são o melhoramento moral da raça humana e a felicidade durante a vida terrestre” (Cap. XI – Item 9 do ESE).

sexta-feira, 21 de março de 2008

A RIGOR

Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas, não vim destruí-los, mas dar-lhes cumprimento. Eu vos digo em verdade que o Céu e a Terra não passarão antes que tudo o que está na lei seja cumprido completamente, até o último jota e o último ponto. (Mateus, 5: 17 e 18)

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A RIGOR


ANDRÉ LUIZ
Psicografada por Waldo Vieira
Sobre o Cap. I – Item 7(1) do ESE


In: Xavier, F. C; Vieira, Waldo. O Espírito da Verdade: Estudos e dissertações em torno de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec. 14 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003.

Espírito Santo – falange dos Emissários da Providência que superintende os grandes movimentos da Humanidade na Terra e no Plano Espiritual.
Reino de Deus – estando de sublimação da alma, criado por ela própria, através de reencarnações incessantes.
Céu – esferas espirituais santificadas onde habitam Espíritos Superiores que exteriorizam, do próprio íntimo, a atmosfera de paz e felicidade.
Milagre – designação de fatos naturais cujo mecanismo familiar à Lei Divina ainda se encontra defeso ao entendimento fragmentário da criatura.
Mistério – parte ignorada das Normas Universais que, paulatinamente, é identificada e compreendida pelo espírito humano.
Sobrenatural – definição de fenômenos que ainda não se incorporam aos domínios do hábito.
Santo – atributo dirigido a determinadas pessoas que aparentemente atenderam, na Terra, à execução do próprio dever.
Tentação – posição pessoal de cativeiro interior a vícios instintivos que ainda não conseguimos superar por nós mesmos.
Dia do juízo – oportunidade situada entre dois períodos de existência da alma, que se referem à sementeira de ações e à renovação da própria conduta.
Salvação – libertação e preservação do espírito contra o perigo de maiores males, no próprio caminho, a fim de que se confie à construção da própria felicidade, nos domínios do bem, elevando-se a passos mais altos de evolução.

O Espiritismo tem por missão fundamental, entre os homens, a reforma interior de cada um, fornecendo explicações ao porquê dos destinos, razão pela qual muitos conceitos usuais são por ele restaurados ou corrigidos, para que se faça luz nas consciência e consolo nos corações. Assim como o Cristo não veio destruir a Lei, porém cumpri-la, a Doutrina Espírita não veio desdizer os ensinos do Senhor, mas desenvolvê-los, completá-los e explica-los em termos claros e para toda a gente, quando foram ditos sob formas alegóricas.
A rigor, a verdade pode caminhar distante da palavra com que aspiramos a traduzi-la.
Renove, pois, as expressões do seu pensamento e a vida renovar-se-lhe-á inteiramente, nas fainas de cada hora.

MINHA REFLEXÃO

O Espiritismo traduz muitas palavras, frases ou parábolas pronunciadas por Jesus Cristo na missão de esclarecer, consolar a humanidade, desenvolvendo ainda algumas idéias.
Veio na data certa quando a humanidade estava evoluída o suficiente para receber a luz que na época do Cristo lhe ofuscaria.
André Luiz aproveita a mensagem para dar interpretações de algumas palavras se tornam incompreensíveis, como por exemplo, aquelas relacionadas ao estado evolutivo do Espírito (REINO DE DEUS), que a princípio ao pé da letra nos remetem à idéia de um mundo físico.
Então devemos nos renovar a partir das palavras bem compreendidas e fáceis de entendimento.
Sendo a continuidade das revelações espirituais, o Espiritismo cumpre sua missão de ser a Terceira Revelação que, analogamente a Jesus, diz:
Não venho destruir a Lei cristã, mas dar-lhe execução.

1 Da mesma forma que o Cristo disse: Não vim destruir a lei, mas cumpri-la, o Espiritismo igualmente diz: não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução. Ele não ensina nada em contrário ao que o Cristo ensinou, mas desenvolve, completa e explica, em termos claros para todos, o que só foi dito sob forma alegórica. Ele vem cumprir, no tempo anunciado, o que o Cristo prometeu e preparar a realização das coisas futuras. É, portanto, obra do Cristo, que o preside e que igualmente preside ao que anunciou: a regeneração que se opera e prepara o Reino de Deus na Terra (Allan Kardec em ESE, Cap. I, Item 7).

sexta-feira, 14 de março de 2008

OS OUTROS

"GUARDAI-VOS DE FAZER A VOSSA ESMOLA DIANTE DOS HOMENS, PARA SERDES VISTO POR ELES; ALIÁS NÃO TEREIS GALARDÃO JUNTO DE VOSSO PAI, QUE ESTÁ NOS CÉUS". SÃO MATEUS, CAP. 6: 1

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OS OUTROS

MEIMEI
Psicografada por Chico Xavier
Sobre o Cap. XIII – Item 13 do ESE.


In: Xavier, F. C; Vieira, Waldo. O Espírito da Verdade: Estudos e dissertações em torno de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec. 14 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003.



Dizes trazer o deserto no coração; entretanto, pensa nos outros.
Muitos pisam teus rastros, procurando-te as mãos no grande vazio...
Pára um pouco e perceber-lhes-ás a presença nas sombras da retaguarda.
Enquanto gritas a própria solidão, compreenderás que a voz deles está morrendo na garganta, através de longos gemidos.
Volta-te e vê.
Compara os teus braços robustos com os ossos descarnados que ainda lhes servem de suporte às mãos tristes em que os dedos mirrados são espinhos de dor. Enxuga o teu pranto e observa os olhos fatigados que te contemplam... Falam-te a história de esperanças e sonhos que o tempo soterrou na areia da frustração. Referem-se ao frio cortante do lar perdido e à agonia da romagem nas trevas...
Pára e compadece-te.
Deixa que respirem, ainda mesmo por um momento só, no calor de teu hálito.
Quem poderá medir a extensão da grandeza de uma simples semente, caída na terra que o arado martirizou?
A beleza de um minuto nos ensina, muita vez, a povoar de alegria e de luz a existência inteira.
Diz antiga lenda que uma gota de chuva caiu sobre o oceano que a tormenta encapelara e, aflita, perguntou:
- “Deus de Bondade, que farei, sozinha, neste abismo estarrecedor?”
O Pai não lhe respondeu, mas, tempos depois, a gota singela era retirada do mar, convertida numa pérola para adornar a coroa de um rei.
Dá também algo de ti aos que bracejam no torvelinho do sofrimento, e, mesmo que possas ofertar apenas um pingo de amor aos que padecem, tua dádiva será filtrada pelas correntes da angústia humana e subirá, cristalina e luminescente, na direção dos céus, para enfeitar a glória de Deus.

MINHA REFLEXÃO

Caridade, a expressão maior da beneficência humana. A mensagem de Meimei se reporta ao ensinamento de Jesus contida em Mateus 6:1 a 4 e 8: 1 a 4.
Cáritas, em ESE, cap. XIII, Item 13, se transfigura nesse ato fim de todo Espírito consciente de sua evolução.
De fato, existe tanto sofrimento no mundo que somos forçados a tomar outra direção à vida que não seja a de nos trancafiar numa atitude solitária que o egoísmo estimula em nossas vidas.
Bonita metáfora, ofertada pelo Espírito Meimei, da gota d’água que se transforma em pérola adornar a coroa de um rei. Que possamos, conforme esse brilhante Espírito, transformar pequenos atos de doação em adornos da Glória de Deus. Entretanto, isso só fará sentido se fizermos sem exibicionismo. Conforme Allan Kardec “a beneficência sem exibicionismo tem um duplo mérito: além de ser caridade material é caridade moral” (ESE CAP. XIII, ITEM 3).
A beneficência feita sem ostentação é caminho de luz para os beneficentes, pois a mitigação ameniza a dor e produz no ser beneficiário luzes de gratidão que brotam do seu plexo cardíaco na direção do doador.
Felizes do que agem assim.

VIDE TAMBEM

http://www.espirito.org.br/portal/mensagens/m1156.html

terça-feira, 4 de março de 2008

DEUS TE ABENÇOE

“Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque eles próprios alcançarão misericórdia”.
Mateus, 5:17.


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DEUS TE ABENÇOE

HILÁRIO SILVA
PSICOGRAFADA POR WALDO VIEIRA
Sobre o Cap. X – Item 16 do ESE


In: Xavier, F. C; Vieira, Waldo. O Espírito da Verdade: Estudos e dissertações em torno de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec. 14 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003.


Logo após fundar o Lar “Anália Franco”, na cidade de S. Manuel, no Estado de São Paulo, viu-se D. Clélia Rocha em sérias dificuldades para mantê-lo.
Tentando angariar fundos de socorro, a abnegada senhora conduzia crianças, aqui e ali, em singelas atividades artísticas. Acordava almas. Comovia corações. E sustentava o laborioso período inicial da obra.
Desembarcando certa noite, em pequena cidade, foi alvo de injusta manifestação antiespírita. Apupos. Gritaria. Condenações.
D. Clélia, com o auxílio de pessoas bondosas, protege as crianças. Em meio à confusão, vê que um moço robusto se aproxima e, marcando-lhe a cabeça, atira-lhe uma pedra.
O golpe é violento. O sangue escorre. Mas a operosa servidora do bem procede como quem desconhece o agressor.
Medica-se depois.
Há espíritas devotados que surgem. D. Clélia demora-se por mais de uma semana, orando e servindo.
Acabava de atender a um doente em casa particular, quando entra senhora aflitíssima. É mãe. Tem o filho acamado com meningite e pede-lhe auxílio espiritual.
D. Clélia não vacila. Corre ao encontro do enfermo e, surpreendida, encontra nele o jovem que a ferira.
Febre alta. Inconsciência. A missionária desdobra-se em desvelo.
Passes. Vigília. Orações. Enfermagem carinhosa.
Ao fim de seis dias, o doente está salvo. Reconhece-a envergonhado e, quando a sós, beija-lhe respeitosamente as mãos e pergunta:
- A senhora me perdoa?
Ela, contudo, disse apenas, com brandura:
- Deus te abençoe, meu filho.
Mas o exemplo não ficou sem fruto, porque o moço recuperado fez-se valoroso militante da Doutrina Espírita e, ainda hoje, onde se encontra é denodado batalhador do Evangelho.

MINHA REFLEXÃO

A vida nos dá muitas lições. O mundo dá muitas voltas, aliás, infinitas voltas. Vira e mexe nos reencontramos com os nossos adversários, aqueles que um dia nos feriram. Se não tivermos com Espírito voltado ao bem, certamente não lhes perdoaremos.
Para perdoarmos, precisamos antes de tudo sermos indulgentes. Agirmos conforme D. Clélia do conto do Espírito Hilário Silva.
É tão bom sabermos compreender o estágio evolutivo das pessoas, assim como precisamos da compreensão dos outros em relação ao nosso.
A indulgência ameniza o grau de imperfeição do nosso semelhante que muitas vezes é elevado a partir de nossa visão de mundo.
Sendo indulgentes, a nossa visão de mundo deixa de ser a única e/ou a primeira. Passa a ser uma entre infinitas existentes pelo universo a fora.
A melhor coisa mesmo é ser amigo, até mesmo de nosso inimigo. Ser amigo do inimigo é saber perdoar na sua maior expressa, pois conforme Paulo, o Apóstolo, “perdoar aos inimigos é pedir perdão para si mesmo” (ESE, Cap. X, item 15), corroborando com Jesus, que disse segundo Mateus (6: 14 e 15): "se perdoardes aos homens as faltas que cometeu contra vós, vosso Pai celeste também perdoará vossos pecados; mas se não perdoardes aos homens quando vos ofendem, vosso Pai também não perdoará vossos pecados.” Ele também ratificou isso na Oração Dominical, quando se expressou ao Pai: (...) perdoa a nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido (...)”
Sejamos então indulgentes e, consequentemente, misericordiosos para com os outros e seremos compreendidos e perdoados pelos os outros, e acima de tudo, por Deus.
Nesse tocante, Francisco de Assis foi felicíssimo em sua prece quando em sua apologia pela paz, sendo fiel à Jesus Cristo, se expressou:
“(...) Senhor, fazei que eu procure mais, consolar que ser consolado, compreender que ser compreendido, amar que ser amado, pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado (...)”.

“Sede indulgentes meus amigos, pois a indulgência encanta, acalma, reergue, enquanto a severidade discrimina, distancia e irrita”.

JOSEPH, ESPÍRITO PROTETOR

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

DECÁLOGO PARA OS MÉDIUNS

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DECÁLOGO PARA OS MÉDIUNS(1)

ANDRÉ LUIZ
PSICOGRAFIA DE CHICO XAVIER

Sobre o Cap. XXVI – Item 7 do ESE(2)

In: Xavier, F. C; Vieira, Waldo. O Espírito da Verdade: Estudos e dissertações em torno de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec. 14 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003.

1 – Rende culto ao dever.
Não há fé construtiva onde falta respeito ao cumprimento das próprias obrigações.
2 – Trabalha espontaneamente.
A mediunidade é um arado divino que o óxido da preguiça enferruja e destrói.
3 – Não te creias maior ou menor.
Como as árvores frutíferas, espalhadas no solo, cada talento mediúnico tem a sua utilidade e a sua expressão.
4- Não esperas recompensas no mundo.
As dádivas do Senhor, como sejam o fulgor das estrelas e carícia da fonte, o lume da prece e a benção da coragem, não têm preço na Terra.
5 – Não centralizes a ação.
Todos os companheiros são chamados a cooperar, no conjunto das boas obras, a fim de que se elejam à posição de escolhidos para tarefas mais altas.
6 – Não te encarceres na dúvida.
Todo bem, muito antes de externar-se por intermédio desse ou daquele intérprete da verdade, procede, originariamente, de Deus.
7 – Estude sempre.
A luz do conhecimento armar-te-á o espírito contra as armadilhas da ignorância.
8 – Não te irrites.
Cultiva a caridade e a brandura, a compreensão e a tolerância, por os mensageiros do amor encontram dificuldade enorme para se exprimirem com segurança através de um coração conservado em vinagre.
9 – Desculpa incessantemente.
O ácido da crítica não te piora a realidade, a praga do elogio não te altera o modo justo de ser, e, ainda mesmo que te categorizem à conta de mistificador ou embusteiro, esquece a ofensa com que te espanquem o rosto, e, guardando o tesouro da consciência limpa, segue adiante, na certeza de que cada criatura percebe a vida do ponto de vista em que se coloca.
10 – Não temas perseguidores.
Lembra-te da humildade do Cristo e recorda que, ainda Ele, anjo em forma de homem, estava cercado de adversários gratuitos e de verdugos cruéis, quando escreveu na cruz, com suor e lágrimas, o divino poema da eterna ressurreição.

MINHA REFLEXÃO

A faculdade mediúnica é uma tarefa difícil, mas muito enobrecedora, pois se constitui uma prova de renúncia e amor ao semelhante, encarnado ou desencarnado.

Ela é encontrada em todo lugar, a qualquer hora, nas mais distintas classes sociais e religiões, mesmo que alguém não creia nisso.

Ela tem uma função coletiva, de consolo e esperança. Propicia encontros de entes queridos, que se despediram, após o desencarne de um, consolando os que ficaram e também o ser que se foi, pois não deve ser fácil para quem está VIVO no plano espiritual, observar seus familiares e amigos chorarem sua partida, como se nunca mais fossem se reencontrar.

Através dela jorram-se mensagens belíssimas de esclarecimento, alegria e reflexão. Curam-se feridas espirituais, quebram-se ciclos obsessivos e se oportuniza a vivência do perdão possibilitando a concretização da exortação do Cristo Jesus: Reconciliai-vos o mais depressa possível com o vosso adversário, enquanto estais com ele a caminho,(...). (S. MATEUS, cap. V, vv. 25 e 26.).

Mas, como Chico Xavier certa vez disse, a ligação é de lá para cá. Por isso não deve ser utilizada como meio de sobrevivência, mas sim de elevação espiritual, da prática pura da caridade. Infelizes dos que a utilizam como profissão e pueris quem os procuram.
Esse trabalho, que deve ser caritativo, requer do médium uma disciplina e voluntariedade, pelo fato do conteúdo da mensagem mediúnica ser de um Espírito, que não é ele. Se ele recebe gratuitamente, deve retornar gratuitamente, como reza em S. MATEUS, cap. X, v. 8: Restituí a saúde aos doentes, ressuscitai os mortos, curai os leprosos, expulsai os demônios. Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido.

É importante observar que não é fácil ser tudo na vida e ainda por cima ser médium, pois o médium não é um ser evoluído, mas em evolução. Não falo por ser um, mas por conviver com uma, que eleva a mediunidade à categoria de um sacerdócio gratuito.

Assim mesmo os Espíritos Amigos exortam aos médiuns muito equilíbrio, e em particular no dia da reunião que eles se prestam a ser um instrumento da Espiritualidade Maior. Mas não só equilíbrio, também humildade e todas as virtudes que qualquer um deve desenvolver em sua trajetória reencarnatória.

Não devemos, apesar de muitas vezes fazer isso, cobrar de um médium, mais do que cobramos a nós mesmo, a sua reforma íntima.

Devemos sim, apoiá-lo, caso ele nos permita, nos momentos de crise consigo mesmo.
Encerro essa reflexão dizendo que nós somos todos médiuns, uns mais ostensivos, de missão, e outros que se prestam a intuição, quando se colocam como obreiro da Vida Maior, participando da divulgação dos esclarecimentos jorrados da espiritualidade através daqueles que missionariamente se prestaram para esse fim.

Deixo minha homenagem aos médiuns que na luta pela espiritualização do planeta estão na frente de batalha nos trabalhos mediúnicos, recebendo em primeira mão as orientações elevadas, passando a diante como algo que não é dele e/ou permitem que espíritos doentes se comuniquem. Na luta organizada pela Espiritualidade maior, entram em contato direto com aqueles acostumados tanto ao mal como ao bem. Quando em contato com os do mal, sofrem as dores dos que se comprazem nela, amenizando seus sofrimentos.

Que sejam benditos em nome do Senhor!


1 – LIVRO DOS MEDIUNS, Cap. XIV, DOS MÉDIUNS, Item 159. Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos. Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns. Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva. E de notar- se, além disso, que essa faculdade não se revela, da mesma maneira, em todos. Geralmente, os médiuns têm uma aptidão especial para os fenômenos desta, ou daquela ordem, donde resulta que formam tantas variedades, quantas são as espécies de manifestações. As principais são: a dos médiuns de efeitos físicos; a dos médiuns sensitivos, ou impressionáveis; a dos audientes; a dos videntes; a dos sonambúlicos; a dos curadores; a dos pneumatógrafos; a dos escreventes, ou psicógrafos.

2 - EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Cap. XXVI, DAI GRATUITAMENTE O QUE GRATUITAMENTE RECEBESTES, Item 7. Os médiuns atuais - pois que também os apóstolos tinham mediunidade - igualmente receberam de Deus um dom gratuito: o de serem intérpretes dos Espíritos, para instrução dos homens, para lhes mostrar o caminho do bem e conduzi-los à fé, não para lhes vender palavras que não lhes pertencem, a eles médiuns, visto que não são fruto de suas concepções, nem de suas pesquisas, nem de seus trabalhos pessoais. Deus quer que a luz chegue a todos; não quer que o mais pobre fique dela privado e possa dizer: não tenho fé, porque não a pude pagar; não tive o consolo de receber os encorajamentos e os testemunhos de afeição dos que pranteio, porque sou pobre. Tal a razão por que a mediunidade não constitui privilégio e se encontra por toda parte. Fazê-la paga seria, pois, desviá-la do seu providencial objetivo.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

SIMPATIA E BONDADE

“O homem pode suavizar ou agravar a amargura de suas provas pela maneira de encarar a vida terrena”. [...] O resultado da maneira espiritual de encarar a vida diminui a importância das coisas deste mundo, faz com que o homem modere seus desejos, se contente com a sua posição sem invejar a dos outros, a atenua a impressão moral dos reveses e das decepções que ele experimenta. O homem adquire uma calma e uma resignação tão úteis à saúde do corpo quanto à da alma...(...). O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. 5, item 13.


SIMPATIA E BONDADE

EMMANUEL
Psicografia de Waldo Vieira
In: Xavier, F. C; Vieira, Waldo. O Espírito da Verdade: Estudos e dissertações em torno de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec. 14 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003.

No plano infinito da Criação jamais encontraremos alguém que prescinda de dois derivados naturais do amor: a simpatia e a bondade.
A árvore frondosa e plena de vigor solicita o apoio do Sol e a solicitude do vento para conservar-se e estender as suas propriedades vitais.
O animal, por mais inferior na escala dos seres, requer o carinho e a ternura da Terra, a fim de manter as próprias funções e aperfeiçoar o seu modo de ser, no meio em que se desenvolve.
A criança e o jovem, a mulher e o homem, tornam-se enfermiços e infelizes, se não recebem o calor da bondade e da simpatia por alimento providencial na sustentação do equilíbrio e da saúde, da esperança e da paz que lhes são indispensáveis no esforço de cada dia.
Procura, pois, revestir as próprias manifestações, perante aqueles que te rodeiam, com os recursos da simpatia que ajuda e compreende, e da bondade que concede e perdoa, ampliando a misericórdia no mundo e fortalecendo a fraternidade entre todas as criaturas.
Enriquece com o teu entendimento o patrimônio afetivo do companheiro e o companheiro retribuir-te-á com auxílios originais e incessantes.
Envolve em tua generosidade fraterna a alma infeliz e desajustada, e nela descobrirás imprevistas nuanças do amor.
Não desprezes a simpatia e a bondade ante as lutas alheias e a bondade e a simpatia nos outros abençoar-te-ão toda a vida.


MINHA REFLEXÃO

Este texto se reporta ao item 7 do capitulo IX do ESE (Bem-aventurados os aqueles que são brandos e pacíficos), que versa sobre a paciência.
De fato, somos co-criadores do Universo e uma das coisas a ser criada é um mundo de paz e harmonia.
Mas como fazer isso? Jesus nos exortou, transcrito em Mateus, cap. V, a termos paciência diante de tudo e nos promete duas coisas se formos brandos e pacíficos: herdarmos a Terra e sermos chamados filhos de Deus.
Sermos brandos e pacíficos significa criar em torno de nós uma ambiente de paz e harmonia pela simpatia e bondade que isso propicia. Sobre isso, destacamos da mensagem a seguinte exortação
: Procura, pois, revestir as próprias manifestações, perante aqueles que te rodeiam, com os recursos da simpatia que ajuda e compreende, e da bondade que concede e perdoa, ampliando a misericórdia no mundo e fortalecendo a fraternidade entre todas as criaturas.
Uns dos exercícios a serem praticados na conquista da paz em torno de nós, seriam: não levantar a voz aos nossos semelhante; deixar de dizer impropérios quando ocorrer uma decepção, consigo mesmo ou com outros; e, enfim, não reagir rispidamente a uma ação pueril, nossa ou de um companheiro do círculo familiar ou social.
O retorno do exercício da brandura e paz é a simpatia e a bondade. Devemos ser bons e simpáticos até nas horas mais difíceis, que nada mais são provas para esse exercício.
E para mantermos o clima de paz em torno de nós e angariarmos simpatia e bondade dos que nos cercam, devemos seguir Um Espírito Amigo quando nos diz: Sede, pois, paciente; sede cristão, esta palavra resume tudo!
Deixo ainda mais dois pensamentos de Emmanuel
"Se a irritação já se te fez um hábito, pensa nas desvantagens dela para que te livres de semelhante desajuste espiritual."
"Ainda que o coração se te mostre ferido, conversa com serenidade e esclarece com paciência"
In: Xavier, Francisco Cândido. Calma. São Bernardo de Campos: Grupo Espírita Emmanuel Sociedade Civil Editora

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

LEGENDA ESPÍRITA

Livro dos Espíritos - Questão nº 886 - Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, coma entendia Jesus?
Resp. - Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.
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LEGENDA ESPÍRITA


BEZERRA DE MENEZES
PSICOGRAFIA DE CHICO XAVIER


Reportando-se ao Item 10 do Cap. XV do ESE, que é uma mensagem de Paulo, o Apóstolo, intitulada “Fora da caridade não Salvação”.
O cultivador é conduzido ao pântano para convertê-lo em terra fértil.
O técnico é convidado ao motor em desajuste para sanar-lhe os defeitos.
O médico é solicitado ao enfermo para a benção da cura.
O professor é trazido ao analfabeto para auxiliá-lo na escola.
Entretanto, nem as feridas da terra, nem os desequilíbrios da máquina, nem as chagas do corpo e nem as sombras da inteligência se desfazem à custa de conversas amargas e, sim, ao preço de trabalho e devotamento.
O espírita cristão é chamado aos problemas do mundo, a fim de ajudar-lhes a solução. Contudo, para atender em semelhante mister,
há que silenciar discórdia, e censura e alongar entendimento e serviço.É por essa razão que, interpretando o conceito “salvar” por “livrar da ruína” ou “preservar do perigo”, colocou Allan Kardec, no luminoso portal da Doutrina Espírita, a sua legenda inesquecível:
- “Fora da caridade não há salvação”.

MINHA REFLEXÃO
Salvar-se, eis o nosso maior mister.
Mas salvar-se de quê? Bom, vivemos num mundo de provas e expiações; sendo assim estamos expostos a todo tipo de tentação.
Tentação é um ícone da oração Pai Nosso proferida pelo nosso Senhor Jesus Cristo.
Em sua compreensão quase infinita, orava por nós.
Sabendo de nossas fraquezas, imaturidade, previa os nossos momentos de vacilação entre amar o próximo e a amar a si mesmo.
Kardec nos lembra, se reportando ao mandamento maior “Amareis a Deus de toda vossa alma e ao próximo com vós mesmos”, que Jesus Cristo complementaria com um segundo mandamento: “não se pode verdadeiramente amar a Deus sem amar o próximo”, isto é sem praticar a caridade com ele.
Daí o lema máximo do Espiritismo: “Fora da Caridade não há Salvação”.
Quanto perdemos em evolução por querer satisfazer nossos desejos imediatos, pois assim, com certeza estaremos deixando de amar o próximo, ou seja, estamos deixando de preservar (livrar da ruína) a nossa integridade moral e espiritual.
Por mais que nossas intenções sejam as mais nobres possíveis, na verdade podemos, por invigilância, está prorrogando momentos de felicidade pelo não cumprimento desse dever moral, sem falar que podemos também estar antecipando uns momentos de dor.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

EXCESSO E VOCÊ

EXCESSO E VOCÊ

ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ

Amigo, Espiritismo é caridade em movimento.
Não converta o próprio Lar em museu.
Utensílio inútil em casa será utilidade na casa alheia.
O desapego começa das pequeninas coisas, e o objeto conservado, sem aplicação no recesso da moradia, explora os sentimentos do morador.
A verdadeira morte começa na estagnação.
Quem faz circular os empréstimos de Deus, renova o próprio caminho.
Transfigure os apetrechos, que lhe sejam inúteis, sem forças vivas do bem.
Retire da despensa os gêneros alimentícios, que descansam esquecidos, para a distribuição fraterna aos companheiros de estômago atormentado.
Reviste o guarda-roupa, libertando os cabides das vestes que você não usa, conduzindo-as aos viajores desnudos da estrada.
Estenda os pares de sapatos, que lhe sobram, aos pés descalços que transitam em derredor.
Elimine do mobiliário as peças excedentes, aumentado a alegria das habitações menos felizes.
Revolva os guardados em gavetas ou porões, dando aplicação aos objetos parados de seu uso pessoal.
Transforme em patrimônio alheio os livros empoeirados que você não consulta, endereçando-os ao leitor sem recursos.
Examine a bolsa, dando um pouco mais que os simples compromissos da fraternidade, mostrando gratidão elos acréscimos da Divina Misericórdia que você recebe.
Ofereça ao irmão comum alguma relíquia ou lembrança afetiva de parentes e amigos, ora na Pátria Espiritual, enviando aos que partiram maior contentamento com tal gesto.
Renovemos a vida constantemente, cada ano, cada mês, cada dia...
Previna-se hoje contra o remorso amanhã.
O excesso de nossa vida cria a necessidade do semelhante.
Ajude a casa de assistência coletiva.
Divulgue o livro nobre.
Medique os enfermos.
Aplaque a fome alheia.
Enxugue lágrimas.
Socorra feridas.
Quando buscamos a intimidade do Senhor, os valores mumificados em nossas mãos ressurgem nas mãos dos outros, em exaltação de amor e luz todas as criaturas de Deus.

MINHA REFLEXÃO
A mensagem de André Luiz se reporta ao Item 10 do Cap. XIII do ESE, em que um Espírito Protetor fala da simplicidade que é praticar a caridade. Diz ele que a caridade dispensa posse e riquezas.
Ao nosso redor se encontram uma diversidade de sofredores, sejam encarnados ou desencarnados. Em se tratando dos encarnados, muito se pode fazer pelo nosso semelhante, independentemente do dinheiro: uma palavra amiga e consoladora; a dispensa de um vestuário ou mobiliário inerte em nossa casa; uma oração pelos sofrem toda sorte de privação; uma “esmola” que excede o que é pedido numa mendicância.
Deus olha a todos indistintamente e não deixa ninguém sem uma assistência, por mais que pareça. Para isso conta com todos que se dispõe como “trabalhador da última hora” para tal mister.
Todavia, toda ação caridosa deve feita sem ostentação para que o reconhecimento não se dê apenas na Terra, pois a verdadeira recompensa o Espírito recebe depois que deixa o corpo físico, a começar pela assistência dos Espíritos que o aguardam grato pelo seu altruísmo.
O prêmio pela caridade sem ostentação é o prêmio da consciência tranqüila de um Espírito encarnado que por ser fervoroso, vigilante e disciplinado, enfrenta todas as tentações da avareza, da prodigalidade e do orgulho inconformado.
Encerro essa minha reflexão com a exortação do Espírito Protetor que ditou a mensagem inspiradora de André Luiz.
“Meus amigos, a cada novo regimento o general fornece uma bandeira. Eu vos dou a minha, este ensinamento do Cristo: Amai-vos uns aos outros. Praticai-o. Reuni-vos ao redor desta bandeira e recebereis a felicidade e a consolação”.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Os problemas do mundo

Livro dos Espíritos – Pergunta nº 785
Qual é o maior obstáculo ao progresso?
- O orgulho e o egoísmo. Quero referir-me ao progresso moral, porque o intelectual avança sempre. Este parece, aliás, à primeira vista, duplica a intensidade daqueles vícios desenvolvendo a ambição e o amor das riquezas, que por sua vez incitam o homem às pesquisas que lhe esclarecem o Espírito. É assim que tudo se relaciona no mundo moral como no físico e que do próprio mal pode sair o bem. Mas esse estado de coisas durará apenas algum tempo; modificar-se-á à medida que o homem compreender melhor que , além do gozo dos bens terrenos, existe uma felicidade infinitamente maior e infinitamente mais durável.




PROBLEMAS DO MUNDO

Bezerra de Menezes


Comentando o Item 5 do Cap. VI do Evangelho Segundo o Espiritismo (ESE), que uma mensagem do Espírito de Verdade

O mundo está repleto de ouro.
Ouro no solo. Ouro no mar. Ouro nos cofres.
Mas o ouro não resolve o problema da miséria.

O mundo está repleto de espaço.
Espaço nos continentes. Espaço nas cidades. Espaço nos campos.
Mas o espaço não resolve o problema da cobiça.

O mundo está repleto de cultura.
Cultura no ensino. Cultura na técnica. Cultura na opinião.
Mas a cultura da inteligência não resolve o problema do egoísmo.

O mundo está repleto de teorias.
Teorias na ciência. Teorias nas escolas filosóficas. Teorias nas religiões.
Mas as teorias não resolvem o problema do desespero.

O mundo está repleto de organizações.
Organizações administrativas. Organizações econômicas. Organizações sociais.
Mas as organizações não resolvem o problema do crime.

Para extinguir a chaga da ignorância, que acalenta a miséria; para dissipar a sombra da cobiça, que gera a ilusão; para exterminar o monstro do egoísmo, que promove a guerra; para anular o verme do desespero, que promove a loucura, e para remover o charco do crime, que carreia o infortúnio, o único remédio eficiente é o Evangelho de Jesus no coração humano.

Sejamos, assim, valorosos, estendendo a Doutrina Espírita que o desentranha da letra, na construção da humanidade Nova, irradiando a influência e a inspiração do Divino Mestre, pela emoção e pela idéia, pela diretriz e pela conduta, pela palavra e pelo exemplo e, parafraseando o conceito inolvidável de Allan Kardec, em torno da caridade, proclamemos aos problemas do mundo: “Fora do Cristo não há solução”.


MINHA REFLEXÃO

Essa mensagem ditada pelo Espírito Bezerra de Menezes vem muito oportuna apesar de a sua psicografia datar de 1950.
São muitos os problemas do mundo gerados pelo orgulho e o egoísmo. Apesar de a humanidade terrena ter evoluído muito intelectualmente, culturalmente e socialmente, a despeito do desrespeito da natureza, moralmente ainda se encontra relativamente atrasada.
O ser humano ainda traz consigo o gérmen da maldade e falta de fé em algo superior a ele – Deus. Essa característica evolutiva corresponde tanto a massa espiritual encarnada como a desencarnada que se associa aquela para juntos viverem toda sorte de prazeres e desrespeito a vida humana, em detrimento da vida do encarnado que segue inconsciente ou consciente de forma suicida para o plano espiritual.
Bezerra de Menezes nos lembra, com outras palavras, que Jesus Cristo é “o Caminho, a Verdade e a Vida”, pois seus ensinamentos são cósmicos e servem para nós terráqueos como para toda a humanidade universal, que habita outras esferas planetárias. Afinal, Ele guarda sintonia com o nosso Criador.
Por que “fora do Cristo não há solução” para os problemas do mundo?
É verdade que as sociedades evoluíram, contudo ainda existe muita dor no nosso planeta.
Podemos dizer que a sociedade evoluiu em seus códigos de ética, elaborou princípios de convivência, desenvolveu-se cientificamente, e os males que lhe afligem são combatidos por campanhas de informação e esclarecimento; além do mais, as escolas contribuem para a educação de seus membros.
Todavia, lares são desfeitos, pessoas morrem vítimas da embriaguez alcoólica e ou imprudência/impaciência no trânsito causada pelo stress da vida cotidiana e, o que não é menos grave, as pessoas se destróem pelo uso de substâncias nocivas ao seu corpo, ....
O que falta? Concordo com Bezerra de Menezes. Se não houver evangelização do coração humano, toda a riqueza, espaço, cultura, teorias e organizações, apesar de serem elementos que podem contribuir para a felicidade humana, por si só não serão suficiente para resolver os problemas do mundo.