terça-feira, 2 de setembro de 2008

NA SAÚDE, NA DOENÇA

“Amai, pois, vossa alma, mas cuida também do corpo, instrumento da alma. Desconhecer as necessidades que a própria Natureza indica é desconhecer a Lei de Deus.” GEORGE, ESPÍRITO PROTETOR. In: ESE, Cap. XVII, Item 11.

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NA SAÚDE, NA DOENÇA


ANDRÉ LUIZ
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 11 do Cap. XVII


Em toda circunstância, trate a própria saúde, prevenindo-se da doença com os recursos encontrados em você mesmo.
Cada dia é novo ensejo para adquirirmos enfermidade ou curar nossos males.
O melhor remédio, antes de qualquer outro, é a vontade sadia, porque a vontade débil enfraquece a imaginação e a imaginação doentia debilita o corpo.
Doença do corpo pode criar doença da alma e doença da alma pode acarretar doença do corpo.
Vida atribulada nem sempre significa vida bem vivida.
Conquanto a existência em torno possa mostras–se febricitante e turbilhonaria, resguarde-se contra as intempéries emocionais no clima íntimo do próprio ser, ajudando e servindo com alegria ao menos felizes, na certeza de que o enfermiço diligente conserva a integridade mental, muito embora convivendo, dia a dia, com dezenas de enfermos em grandes desequilíbrios.
Somos parte integrante da farmácia do nosso próximo.
Observe as reações que a sua presença provoca no semelhante e pacifique aqueles com quem convive, não só pela palavra, mas até mesmo pela aparência e pelas atitudes, pois com a simples aproximação funcionamos como tranqüilizadores ou excitantes de quem nos cerca, aliviando ou agravando os seus padecimentos físicos e morais...
Muitas doenças nascem da suspeita injustificável.
Seja sincero com você e com os outros na apreciação de sintomas que se reportem a desajustamentos orgânicos, tratando de assuntos dessa natureza, sem alarde e sem exagero.
O maior restaurador de forças é a consciência reta que asserena as emoções.
Se o leito de dor é agasalho imposto ao seu corpo enfermo, lembre-se de que a meditação é santuário invisível para o abrigo do espírito em dificuldade e que a prece refunde e sublima as energias da alma.
Doença é contingência natural, inevitável às criaturas em processo de evolução; por isso, esforce-se por abolir inquietações quanto a problemas de saúde física, atendendo ao equilíbrio orgânico e confiando na Vontade Superior.

MINHA REFLEXÃO
Quando o Espírito André Luiz afirma que “Doença do corpo pode criar doença da alma e doença da alma pode acarretar doença do corpo”, tem a intenção de nos esclarecer, baseado em Georges, que há uma afinidade muito grande entre a alma e o corpo. O perispírito, corpo da alma, intermediário entre a alma e o corpo físico, se ressente de todo mal que fazemos ao nosso corpo e esse, por sua vez, absorve os problemas que acarretam a alma.
O Espírito Georges nos esclarece que devemos procurar o equilíbrio para que os dois possam conviver na mais completa harmonia.
Esse Espírito nos lembra que devemos ser serenos em qualquer lugar que formos e estivermos, pois a nossa influência sobre as pessoas é muito forte. Em um ambiente em que há doentes devemos manter a serenidade que acalma e dá esperança.
Quanto ao cuidado com o corpo e a alma, que previne doenças nos corpos físico e espiritual, quantas vezes achamos que o nosso comportamento diz respeito só a nós mesmos. No entanto, como somos responsáveis pela queda do nosso próximo, pelo descuido que temos conosco mesmo, pelo desamor que temos com o nosso corpo e alma e pelo desrespeito às Leis de Deus.
Como é forte a nossa influência sobre os jovens. Como eles nos copiam, por verem que nós, de imediato, não nos ressentimos do mal que fazemos ao nosso corpo. E quantos de nós achamos graça quando verificamos que uma pessoa por mais que seja uma inveterada em um vício, nos exames que fazem, não aparecem, naquele momento, os estragos que já existem em seu corpo físico ou espiritual.
Atualmente não fumo e nem consumo bebidas alcoólicas, mas já fiz muito isso. E como fazia com desconhecimento de causa. O conhecimento do Espiritismo me ajudou a largar esses vícios. Graças a Deus. Fico triste, e às vezes revoltado, indignado, quando vejo alguém fumar ou ingerir bebida alcoólica. Não sei se mais pela “inconsciência” de quem usa essas substâncias ou pela influência que isso tem sobre os jovens e ou adultos que potencialmente são fumantes inveterados ou alcoólatras, que precisam só o primeiro gole ou trago para reiniciarem o vicio que deixaram pela morte em existência passada ou, ainda, pela perversidade de quem lucra com a morte dos outros.
É duro, e temos que ser serenos quanto a isso, pois cada um é responsável pelo destino que escolhe na sua vida, e se não fazemos o que os outros fazem, fazemos o que os que os outros não fazem. Chico Xavier nos exemplificou: “Deixo os outros fazerem o que lhes convém e me permito fazer o que me convém”. E a caridade, segundo São Paulo - vi isso hoje no Evangelho –
“é paciente, é doce e benigna. [...] tudo suporta, tudo crê, tudo espera e tudo sofre”. Confesso que de quando em quando eu esqueço isso e o homem velho se revela com muita intensidade em mim. Perdoem-me quem se ressentem com isso. Rs.
Acredito que se formos pacientes com tudo que nos prova vivencialmente na relação com os nossos problemas e/ou na relação com o nosso próximo e em particular com o nosso semelhante do lar, seremos mais rapidamente libertados do que nos prendem á Terra:
nossa imperfeição. Deus nos ajude e o nosso Anjo da Guarda também
.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

ORAÇÃO DA MIGALHA

5. Estando Jesus sentado defronte do gazofilácio, a observar de que modo o povo lançava ali o dinheiro, viu que muitas pessoas ricas o deitavam em abundância. - Nisso, veio também uma pobre que apenas deitou duas pequenas moedas do valor de dez centavos cada uma. - Chamando então seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu muito mais do que todos os que antes puseram suas dádivas no gazofilácio; - por isso que todos os outros deram do que lhes abunda, ao passo que ela deu do que lhe faz falta, deu mesmo tudo o que tinha para seu sustento. (SÃO MARCOS, cap. XII, vv. 41 a 44. - S. LUCAS, cap. XXI. vv. 1 a 4.)6. Multa gente deplora não poder fazer todo o bem que desejara, por falta de recursos suficientes, e, se desejam possuir riquezas, é, dizem, para lhes dar boa aplicação. E sem dúvida louvável a intenção e pode até nalguns ser sincera. Dar-se-á, contudo, seja completamente desinteressada em todos? Não haverá quem, desejando fazer bem aos outros, muito estimaria poder começar por fazê-lo a si próprio, por proporcionar a si mesmo alguns gozosmais, por usufruir de um pouco do supérfluo que lhe falta, pronto a dar aos pobres o resto?
Esta segunda intenção, que esses tais porventura dissimulam aos seus próprios olhos, mas que se lhes depararia no fundo dos seus corações, se eles os perscrutassem, anula o mérito do intento, visto que, com a verdadeira caridade, o homem pensa nos outros antes de pensar em si O ponto sublimado da caridade, nesse caso, estaria em procurar ele no seu trabalho, pelo emprego de suas forças, de sua inteligência, de seus talentos, os recursos de que carece para realizar seus generosos propósitos. Haveria nisso o sacrifício que mais agrada ao Senhor. infelizmente, a maioria vive a sonhar com os meios de mais facilmente se enriquecer de súbito e sem esforço, correndo atrás de quimeras, quais a descoberta de tesouros, de uma favorável ensancha aleatória, do recebimento de inesperadas heranças, etc." (Evangelho Segundo o Espiritismo-ALLAN KARDEC)


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ORAÇÃO DA MIGALHA

MEIMEI
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 5 do Cap. XIII do ESE



Senhor!
Quando alguém estiver em oração, referindo-se à caridade, faze que esse alguém me recorde, para que eu consiga igualmente ajudar em teu nome.
Quantas criaturas me fitam, indiferentes, e quantas me abandonam por lixo emprestável!...
Dizem que sou moeda insignificante, sem utilidade para ninguém; contudo, desejo transformar-me na gota de remédio para a criança doente. Atiram-me a distância, quando surjo na forma de pedaço de pão que sobra à mesa; no entanto, aspiro a fazer, ainda, a alegria dos choram de fome. Muita gente considera que sou trapo velho para o esfregão, mas anseio agasalhar os que atravessam a noite, de pele ao vento... outros alegam que sou resto de prato para a calha do esgoto, mas, encontrando mãos fraternas que me auxiliem, posso converter-me na sopa generosa, para alimento e consolo dos que jazem sozinhos, no catre do infortúnio, refletindo na morte.
Afirmam que sou apenas migalha e, por isso, me desprezam... Talvez não saibam que, certa vez, quando quiseste falar em amor, narraste a história de uma dracma perdida e, reportando-te ao reino de Deus, tomaste uma semente de mostarda por base de teus ensinos.
Faze, Senhor, que os homens me aproveitem nas obras do bem eterno!... E, para que me compreendam a capacidade de trabalhar, dize-lhes que, um dia, estivemos juntos, em Jerusalém, no templo de Salomão, entre a riqueza dos poderosos e as jóias faiscantes do santuário, e conta-lhes que me viste e me abençoaste, nos dedos mirrados de pobre viúva, na feição de um vintém.

MINHA REFLEXÃO
A pobre mulher do gazofilácio é um exemplo de desprendimento pessoal humano que não espera situação boa pra ajudar o semelhante. Ela tirou do que não tinha e Jesus aproveitou a oportunidade para nos ensinar uma lição de caridade.
O Espírito Meimei pensando nessa passagem evangélica lembrou do que se pode fazer com pouco dinheiro, pois muita gente precisa de muito pouco para pelo menos se sentir lembrado por Deus.
E quanto nós estragamos, quanto nós esbanjamos dos recursos que temos. Quanto vestuário parado no nosso guarda-roupa, sobras de comida jogada no lixo.
Muitas vezes achamos que não podemos ajudar o nosso semelhante porque o que temos mal dá para o nosso sustento e uma vida mínima de prazer, que é natural desejar, afinal trabalhamos, e às vezes muito, para isso.
Entretanto, temos muitas riquezas, além do supérfluo, que podemos dividir com o nosso semelhante, que se constituem no uso de nossa inteligência para fazer um trabalho individual ou coletivo de evangelização, levantamento de recursos e mantimentos para os mais indigentes da “sorte”, uma conversa amiga com aqueles indigentes da familia.
Lembro da história real de uma pessoa que fazia visitas ao asilo de mendicidade, colônia de hansenianos, hospital de doentes mentais e orfanatos. Certo domingo (dia reservado para esse trabalho) ele se encontrou totalmente sem dinheiro para pagar uma passagem de ônibus para ir até um local, onde se encontraria com a esposa, para de lá irem juntos à visita.
E pensou: Meu Deus o que fazer? Como posso ajudar meu semelhante se não tenho dinheiro nem pagar um ônibus para ir fazer o trabalho de visita de hoje? Ele teve a resposta como um ânimo interior e uma intuição de que deveria ir para a parada de ônibus assim mesmo. E ele foi, vivendo lá um milagre:
depois de algumas negativas de pessoas a lhe arranjar uma passagem para tomar o ônibus que o levaria até a esposa que lhe esperava com dinheiro para seguirem juntos para a visita, lhe apareceu, não se sabe de onde, um motoqueiro (meio suspeito, sem camisa e meio a um chuvisco que teimava em cair. rs) que lhe ofereceu uma carona sem nunca ter lhe conhecido, deixando-o no local dejesado.
Pode haver maior exemplo que nos faz acreditar que Deus nos estimula a sermos caridosos com o nosso semelhante, mesmo não tendo nenhum recurso?
Que Deus nos ajude a pensar que muito podemos fazer pelo próximo, mesmo com apenas uma moeda, ou mesmo sem nenhuma.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

AS ESTATUTETAS

“Espíritas, nunca vos esqueçais que nas palavras, bem como nas ações, o perdão das injúrias não deve ser uma palavra vazia e inútil. Se vos dizeis espíritas, sede-o de fato. Esquecei o mal que vos foi feito e pensai apenas em uma coisa: no bem que podeis fazer. Aquele que entrou neste caminho não deve nem mesmo em pensamento desviar-se dele, porque sois responsáveis pelo que pensais, e Deus vos conhece. Fazei, portanto, com que eles sejam desprovidos de qualquer sentimento de rancor. Deus sabe o que se passa no coração de cada um de seus filhos. Feliz, portanto, daquele que pode a cada noite dizer ao deitar-se: “nada tenho contra o meu próximo””.(SIMEÃO, In: ESE, Cap. X, Item 14)
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AS ESTATUETAS


HILÁRIO SILVA
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 14 do Cap. X do ESE


O Diálogo, à noite, entre as duas senhoras, continuava na copa:
- Você, minha filha, deve perdoar, esquecer... Lá diz o Evangelho que costumamos ver o argueiro no olho do vizinho, sem ver trave dentro do nosso...
- Mas, mamãe, foi um insulto! O moço parou à frente da janela, viu as minhas estatuetas e atirou a pedra!
E Dona Balbina, senhora espírita de generoso coração, prosseguia falando à filha, Dona Rogéria:
- Ele é um pobre rapaz obsidiado.
- História! É uma fera solta, isto sim!
- Mas Dona Margarida, a mãe dele, foi sempre amiga...
- Isso não vem ao caso... Cada qual é responsável pelos próprios atos. A senhora sabe que ele é maior.
Precisamos perdoar para sermos perdoados...
- Ser bom é uma coisa, e outra coisa é ser tolo! Darei queixa à polícia... Somente não queria fazê-lo sem ouvi-la; contudo, Fábio e eu estamos decididos. Meu Fábio já anda cansado do volante... Pobre marido! Dinheiro cavado em caminhão é duro de ganhar...
- Meu conselho, filha, é desculpar e desculpar...
- Mas o prejuízo é de dois mil cruzeiros, além da injúria!
- Mesmo assim, o perdão é o melhor remédio.
- Ah! Que será do mundo, assim, sem corrigenda, sem justiça?
Nesse instante, alguém bate à porta.
Ambas atendem.
O portador comunica:
- Um desastre! O senhor Fábio trompou uma casa e a parede caiu!
Mãe e filha correm para o local, que se encontra entulhado de multidão, e vêem a casa acidentada. É justamente a moradia de Dona Margarida, a mãe do rapaz que atirara a pedra.
O caminhão, num lance estouvado, derribara uma parede lateral e penetrara, fundo, inutilizando todo o mobiliário da sala de refeições.
Apagara-se a luz no quarteirão e as duas, sem que ninguém as reconhecesse, podiam escutar Dona Margarida, que sustentava uma vela acesa, diante do guarda de trânsito:
- Peço-lhe – dizia ao fiscal – não abrir processo algum. Não quero reclamações.
- Mas, Dona Margarida – insistia o funcionário -, a senhora vai ter aqui um prejuízo para mais de quarenta contos!
- Não importa. Deus dará jeito. “Seu” Fábio e Dona Rogéria são meus amigos de muito tempo.
As duas senhoras, porém, não puderam continuar ouvindo, pois a voz irritada de Fábio elevou-se da multidão e era necessário socorrê-lo, porque o infeliz estava ébrio.
MINHA REFLEXÃO

Essa mensagem foi inspirada na mensagem de Simeão, cujo extrato digitei no seu topo. Perdoar, eis um ato de profunda sintonia com o Pai Eterno que é misericordioso infinitamente.
Um fato como ocorreu na mensagem pode muito bem acontecer com qualquer pessoa. Veja que a oportunidade de perdoar foi insistentemente apontada pela mãe e a filha se mostrava renitente em não perdoar.
Todos nós estamos passivos de precisar do perdão do outro. É difícil, mas temos que exercitar. 
Estudando sobre isso, encontrei no livro de Hammed, “Renovando Atitudes”, da Editora Boa Nova, psicografado por Francisco do Espírito Santos Neto, um ensaio sobre como perdoar e postei no meu blog do meu spaces (http://macieldm.spaces.msn.com, Categoria: MENSAGENS – Aprendendo a perdoar).
A mágoa, o ressentimento só nos empurra para baixo, nos deixando sem sintonia com as boas idéias. O esforço de se desvencilhar desses sentimentos é as vezes sobre humano, considerando o nosso estágio evolutivo, mas cada vez que exercitarmos com a ajuda dos bons Espíritos, seremos cada vez vitoriosos nessa batalha íntima contra esse vício horrível que ainda arrastamos conosco: o orgulho.
Que Deus nos ajude. Precisamos muito.

domingo, 17 de agosto de 2008

SE TENS FÉ

“Pela prece, o homem atrai para si o auxílio dos bons Espíritos que o vêm sustentar nas suas boas resoluções e lhe inspirar bons pensamentos. Ele adquire assim a força moral necessária para vencer as dificuldades e voltar ao bom caminho, se dele se afastou. Dessa forma, pode desviar de si os males que atrairia devido às suas próprias faltas. Um homem, por exemplo, vê sua saúde arruinada pelos excessos que cometeu e arrasta, até o fim de seus dias, uma vida de sofrimentos. Terá ele o direito de lamentar-se por não obter a cura? Não, já que poderia ter encontrado na prece a força para resistir ás tentações” (ESE, CAP. XXVII, PEDI E OBTEREIS, Item 11)

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SE TENS FÉ


EMMANUEL
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 11 do Cap. XXVII do ESE


Em Doutrina Espírita, fé representa dever de raciocinar com responsabilidade de viver.
Desse modo, não te restrinjas à confiança inerte porque a existência em toda parte nos honra, a cada um, com a obrigação de servir.
Se tens fé, não permitirás que os eventos humanos te desmantelem a fortaleza do coração.
Transitarás no mundo, sabendo que o Divino Equilíbrio permanece vigilante e, mesmo que os homens transformem o lar terrestre em campo de lodo e sangue, não ignoras que a Infinita Bondade converterá um e outro em solo adubado para que a vida refloresça e prossiga em triunfo.
Se tens fé não registrarás os golpes da incompreensão alheia, porquanto identificarás a ignorância por misérias extrema do espírito e educarás generosamente a boca que injuria e a mão que apedreja.
Ainda que os mais amados te releguem à solidão, avançarás para a frente, entendendo e ajudando, na certeza de que o trabalho te envolverá o sentimento em nova luz de esperança e consolação.
Se tens fé, não te limitarás a dizê-la simplesmente qual se a oração sem as boas obras te outorgasse direitos e privilégios inadmissíveis na Justiça de Deus, mas, sim, caminharás realizando a vontade do Criador, que é sempre o bem para todas as criaturas.
Se tens fé, sustentarás, sobretudo, o esforço diário do próprio burilamento, através das pequeninas e difíceis vitórias sobre a natureza inferior, como sendo o mais alto serviço que podes prestar aos outros, de vez que, aperfeiçoando a nós mesmos, estaremos habilitando a consciência para refletir, com segurança, o amor e a sabedoria da Lei
.

MINHA REFLEXÃO

Emmanuel começa a sua mensagem enfatizando que, em outras palavras, não adianta ter fé sem o exercício da boa obra em favor de si mesmo e dos outros que nos cercam. “Pedi e obtereis”, o Cristo nos ensinou. Entretanto, é importante salientar que não devemos ficar esperando chegar a resposta de forma inerte. Temos responsabilidades sobre a nossa vida e tudo que fizermos contará para que a prece seja atendida. O merecimento é fundamental na obtenção do beneplácito Celestial. Há pedidos que por mais que tenhamos direito de fazê-lo, por sermos filhos do Pai eterno, temos que considerar o nosso histórico espiritual e encarnatório.

Não podemos esperar que uma doença se cure automaticamente pelo simples fato de termos feito uma prece, considerando que há efeitos que causamos em nosso corpo que demanda tempo para recuperá-lo e às vezes isso dará com muita dor iniciando nessa e continuando em outra.

Entretanto, como diz Emmanuel, se tivermos fé, daremos continuidade a nossa vida independente de estarmos sentindo o efeito de nossa irresponsabilidade com relação a nossa vida e a dos outros, pela influência que exercemos sobre o nosso destino e sobre a vida de quem convive conosco.

A prece é um forte recurso para nos fortalecer moralmente a continuarmos nossa vida independente:
- da atenção e compreensão dos outros, em particular os entes queridos, em relação as nossas dificuldades;
- de uma doença que nos impede o exercício de nossas potencialidades;
- do reclame no corpo do vício que tentamos deixar;
- da forte impulsão moral negativa construída ao longo da nossa trajetória espiritual e que agora determinamos extirpa-la de nós.

Entretanto, se não tivermos fé, a prece não terá seu efeito. E a mostra da falta de nossa fé está nas nossas atitudes negativas em relação ao que foi listado acima, como exemplo.

Quantas vezes acabamos de orar, e de repente ao sermos provados no exercício da fé, caímos e mostramos o HOMEM VELHO que resiste em nós, que se revela pela impaciência de não aceitar uma dor moral ou física ou pela intolerância em relação às imperfeições alheias ou a volta ao vício, para dar exemplos.

Vigilância na vida espiritual é o mesmo que o exercício da fé e requer obras.

Que Deus nos ajude a ser mais forte moralmente, para que construamos em nós um repositório de merecimentos que nos brindarão no futuro com DIAS MELHORES.

sábado, 16 de agosto de 2008

LIÇÕES DO MOMENTO

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LIÇÕES DO MOMENTO

ANDRÉ LUIZ
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 4 do Cap. V do ESE


Deus é amor invariável e o amor desafivela os grilhões do espírito.
Se há repouso na consciência, a evolução da alma ergue-se, desenvolta, dos alicerces insubstituíveis do sacrifício.
Quem não se bate pelo bem, desce imperceptivelmente para as fileiras do mal.
Junto à correção sempre existe o desacerto, exaltando o mérito do dever na conduta digna.
Identifique, na dificuldade, o favor da Providência Divina para dilatar-lhe a paz, sentindo, no imprevisto da experiência mais grave, o fulcro de incitamento à perseverança na boa intenção e vendo, na tibiez de quantos imergiram na invigilância, o exemplo indelével daquilo que não deve ser feito.
Quanto maior a sombra em torno, mais valiosa a fonte da luz.
Desse modo, a alegria pura viceja entre a dor e o obstáculo; a resignação santificante nasce em meio às provas difíceis; a renuncia intrépida irrompe no seio da injustiça das emulações acirradas, e a pureza construtiva surge, não raro, em ambiente de viciação mais ampla.
Eis por que, em seu círculo pessoal, se entrecruzam mensagens importantes e diversas a lhe doarem o estímulo e a consolação, o entendimento e a claridade de que você carece para ajustar-se espiritualmente, através das lides variadas de cada instante.
O chefe irritadiço é instrumento providencial da corrigenda.
O companheiro problemático deixa-nos livre caminho à sementeira da fraternidade sem mescla.
O engano é precioso contraste a ressaltar as linhas configurativas da atitude melhor.
A tortuosidade do caminho demonstra a excelência da estrada reta.
Faça, pois, do momento que transcorre, a lição recolhida para o momento a transcorrer, verificando quanta vezes, em vinte e quatro horas, você é requisitado a auxiliar os semelhantes, e não regateie cooperação.
Na oficina de trabalho, buscam-lhe a gentileza no amparo de muitos corações que se sentem ao desabrigo.
Na via pública, esbarram-lhe o passo, companheiros que vão e vêm buscando encontrar o sorriso que você pode ofertar-lhes como incentivo à esperança.
No recesso do lar, o alvorecer encontra-lhe a presença, em novas possibilidades de exaltar a confiança nos Desígnios da Altura.
Na conversação comum, requisições ostensivas auscultam-lhe a disposição de estender conhecimento e virtude, na enfermagem das chagas morais entrevistas na modulação das vozes e nos traços dos semblantes, afora variegados ensejos de assistir o próximo, a lhe desafiarem a eficiência e a vigilância, tais como a necessidade interior estampada no silêncio do visitante, o azedume do colega menos feliz, o doente a buscar-lhe os préstimos, o sofredor a rogar-lhe compreensão, a abordarem da criancinha desvalida, a surpresa menos agradável, a correspondência a exigir-lhe a atenção ou o noticiário intranqüilo que a imprensa propala.
Pureza inoperante é utopia igual a qualquer outra, e, em razão disso, ignorar a poça a infecta é manter-lhe a inconveniência.
Não menospreze, assim, a lição do momento, na certeza de que renovamos idéias, experiência e destinos, cada dia, segundo as particularidades das manifestações de nosso livre-arbítrio.

MINHA REFLEXÃO

Essa mensagem foi inspirada no item 4 (do tópico CAUSAS ATUAIS DA AFLIÇÕES) do Cap. V (Bem-aventurados os aflitos) do ESE. Os Espíritos nos esclarecem que somos frutos de nosso pensamento (e não de nosso corpo, como muitos podem pensar, pois se conduzem pelos estímulos que ele propicia ao Espírito, confundindo assim a origem de todas as suas ações), e então, pelas nossas reações intolerantes à imperfeição alheia, pelos desejos de chegar a um objetivo passando por cima da ordem natural das coisas, pelos excessos que infringimos ao nosso corpo, seja má educação alimentar, seja pela ingestão de ingredientes nocivos a funcionalidade de nosso organismo, vai acarretando problemas orgânicos e espirituais que redundam em uma paralisia, desfalecimento prematuro dos órgãos, doenças crônicas na velhice etc.

Essa mensagem de André Luiz nos recomenda que aproveitemos toda sorte de testes que diariamente nos são proposto pela providência divina para nos equilibrarmos no sentido de sermos melhores, mais do que quando chegamos nessa encarnação para mais uma jornada evolutiva.

André Luiz nos ensina que “Quanto maior a sombra em torno, mais valiosa a fonte da luz. Desse modo, a alegria pura viceja entre a dor e o obstáculo; a resignação santificante nasce em meio às provas difíceis; a renuncia intrépida irrompe no seio da injustiça das emulações acirradas, e a pureza construtiva surge, não raro, em ambiente de viciação mais ampla”.
Entendo que das situações mais difíceis podemos sair mais iluminados do que quando as percebemos inicialmente. Bem verdade que quando elas se configuram, não estamos preparados para enfrentá-las e então reagimos conforme o automatismo espiritual próprio ainda por ser burilado.

Que Deus nos ajude a nos transformarmos no homem novo e que estejamos sempre inclinados a Lhe procurar no sentido de que buscar uma perene serenidade diante das mais diversas situações, concorrendo assim para uma vida mais saudável na velhice, extinção de problemas crônicos de saúde em vida futura, aproveitando assim o máximo do que nos foi programado de cota de vida para essa existência.

sábado, 2 de agosto de 2008

CARTA AO MEU FILHO

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CARTA A MEU FILHO

J.
Psicograf
ada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 9 do Cap. XIV do ESE

Meu filho, dito esta carta para que você saiba que estou vivo.
Quando você me estendeu a taça envenenada que liquidou a existência, não pensávamos nisso.
Nem você, nem eu.
A idéia da morte vagueava longe de mim, porque esperava de suas mãos apenas o remédio anestésico para minha enxaqueca.
Entendi tudo, porém, quando você, transtornado, cerrou subitamente a porta e exclamou com frieza:
– Morre Velho!
As convulsões, que me tomavam de improviso, traumatizavam-me a cabeça...
Era como se afiada navalha me cortasse as vísceras num braseiro de dor.
Pude ainda, no entanto, reunir minhas forças em suprema ansiedade e contemplar você, diante de meus olhos.
Suas palavras ressoavam-me aos ouvidos: – “morre velho!”
Era tudo o que você, alterado e irreconhecível, tinha agora a dizer.
Entretanto, o amor em minh’alma era o mesmo.
Tornei à noite recuada quando o afaguei pela primeira vez.
Sua mãezinha dormia, extenuada...
Pequenino e tenro de encontro ao meu peito, senti em você meu próprio coração a vagir nos braços...
E as recordações desfilaram, sucessivas.
Você, qual passarinho contente a abrigar-se em meu colo, o álbum de fotografias em que sua imagem apresentava desenvolvimento gradativo em todas as posições, as festas de aniversário e os bolos coloridos enfeitados de velas que seus lábios miúdos apagavam sempre numa explosão de alegria... Rememorei nossa velha casa, a princípio humilde e pobre, que o meu suor convertera em larga habitação, rica e farta... Agoniado, recordei incidentes, desde muito esquecidos, nos quais me observava expulsando crianças ternas e maltrapilhas do grande jardim de inverno para que o nosso lar fosse apenas seu... Reencontrei-me, trabalhando, qual suarento animal, para que as facilidades do mundo nos atendessem as ilusões e os caprichos...
Em todos os quadros a se me reavivarem na lembrança, era você o grande soberano de nosso pequeno mundo...
O passado continuou a desdobrar-se, dentro de mim. Revisei nossa luta para que os livros lhe modificassem a mente, o baldado esforço para que a mocidade se lhe erigisse em alicerce nobre ao futuro... De volta às antigas preocupações que me assaltavam, anotei-lhe, de novo, as extravagâncias contínuas, os aperitivos, os bailes, os prazeres, as companhias desaconselháveis, a rebeldia constante e o carro de luxo com que o presenteei num momento infeliz...
Filho do meu coração, tudo isso revi...
Dera-lhe todo o dinheiro que conseguira ajuntar, mas você desejava o resto.
Nas vascas da morte, vi-o, ainda, mãos ansiosas, arrebatando-me o chaveiro para surripiar as últimas jóias de sua mãe... Vi perfeitamente quando você empalmou o dinheiro, que se mantinha fora de nossa conta bancária, e, porque não podia odiá-lo, orei – talvez com fervor e sinceridade pela primeira vez – rogando a Deus nos abençoasse e compreendendo, tardiamente, que a verdadeira felicidade de n ossos filhos reside, antes de tudo, no trabalho e na educação com que lhes venhamos a honrar ávida.
Não dito esta carta para acusá-lo.
Nem de leve me passou pelo pensamento o propósito de anunciar-lhe o nome.
Você continua sangue do meu sangue, coração de meu coração.
Muitas vezes, ouvi dizer que há filhos criminosos, mas entendo hoje que, na maioria das circunstâncias, há, junto deles, pais delinqüentes por acreditarem muito mais na força do cofre que na riqueza do espírito, afogando-os desde cedo, na sombra da preguiça e no vício da ingratidão.
Não venho falar, assim, unicamente a você, porque seu erro é o meu erro igualmente. Falo também a outros pais companheiros meus de esperança, para que se precatem contra o demônio do ouro desnecessário, porque todo ouro desnecessário, quando não busca o conselho da caridade, é tentação à loucura.
Há quem diga que somente as mães sabem amar e, realmente, o regaço materno é uma benção do paraíso. Entretanto, meu filho, os pais também amam e, por amar imensamente a você, dirijo-lhe a presente mensagem, afirmando-lhe estar em prece para que a nossa falta encontre socorro e tolerância nos tribunais da Divina Justiça, aos quais rogo me concedam, algum dia, a felicidade de tê-lo novamente ao meu lado, por retrato vivo de meu carinho... Então nós dois juntos, de passo acertado no trabalho e no bem, aprenderemos, enfim, como servir ao mundo, servindo a Deus.

NO RETOQUE DA PALAVRA

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NO RETOQUE DA PALAVRA

ANDRÉ LUIZ
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 7 do Cap. XI do ESE

Seja onde for, não afirme: – Detesto esse lugar!
Cada criatura vive na terra dos seus credores.

Ouvindo a frase infeliz, não grite: – “É um desaforo!
Invigilância alheia pede a nossa vigilância maior

Atravessando a madureza, não se lamente: – “Já estou cansado”.
Sintoma de exaustão, vontade enferma.

Sentindo a mocidade, não assevere: – “Preciso gozar a vida!”
Romagem terrestre não é excursão turística.

Á frente do amigo endividado, não ameace: – “Hoje ou nunca!”
Agora alguém se compromete, amanhã seremos nós.

Ao companheiro menos categorizado, não ordene: – “Faça isso!”
Indelicadeza no trabalho, ditadura ridícula.

Perante o doente, não exclame: – “Pobre coitado!”
Compaixão desatenta, crueldade indireta.

Ao vizinho faltoso, nunca diga: – “Dispenso-lhe a amizade!”
Todos somos interdependentes.

Sob o clima da provação, não se queixe: – “Não suporto mais!”
O fardo do espírito gravita na órbita das suas forças.

No cumprimento do dever, não clame: – “Estou sozinho”.
Ninguém vive desamparado.

Colhido pelo desapontamento, não reclame: – “Que azar!”
A Lei Divina não chancela imprevistos.

À face do ideal, não se lastime: – “Ninguém me ajuda”.
No Espiritismo temos responsabilidade pessoal com o Cristo
.

MINHAS REFLEXÃO

EM OUTRO MOMENTO

terça-feira, 15 de julho de 2008

FAZENDO SOL

Mas, ah! poucos sofrem bem; poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzi-los ao reino de Deus. O desânimo é uma falta. Deus vos recusa consolações, desde que vos falte coragem. A prece é um apoio para a alma; contudo, não basta: é preciso tenha por base uma fé viva na bondade de Deus. Ele já muitas vezes vos disse que não coloca fardos pesados em ombros fracos. O fardo é proporcionado às forças, como a recompensa o será à resignação e à coragem. Mais opulenta será a recompensa, do que penosa a aflição. Cumpre, porém, merecê-la, e é para isso que a vida se apresenta cheia de tribulações.
(ITEM 18 DO CAP. V DO ESE)


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FAZENDO SOL


MEIMEI
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 18 do Cap. V do ESE


Amanheceste chorando pelos que te não compreendem.
Amigos diletos rixaram contigo.
Nos mais amados, viste o retrato da ingratidão.
Aspiravas a desentranhar o carinho nos corações queridos, coma pureza e a simplicidade da abelha que extrai o néctar das flores sem alterá-las, e, porque não conseguiste, queres morrer...
Não te encarceres, porém, nos laços do desespero.
Afirmas-te á procura do amor, mas não te recordas daqueles para quem o teu simples olhar seria assim como o sorriso da estrela, descerrado nas trevas.
Mostram a cabeça encanecida, à feição de nossos pais, são irmãos semelhantes a nós ou são jovens e crianças que poderiam ser nossos filhos... Contudo, estiram-se em leitos de pedra ou refugiam-se em antros, fincados no solo, quais se fossem proscritos atormentados.
Não te pedem mais que um pão, a fim de que se lhes restaurem as energias do corpo enfermo, ou uma palavra de esperança que lhes console a alma dorida.
Não percas o tesouro das horas, na aflição sem proveito.
Podes ser, ainda hoje, o apoio dos que esmorecem, desalentados, ou à luz dos que jazem nas sombras; podes estender o cobertor agasalhante sobre aqueles a quem a noite pede perdão por ser longa e fira, aliviar o suplício dos companheiros que a moléstia carcome ou dizer a frase calmante para os que enlouqueceram de sofrimento...
Sai, pois de si mesmo para conhecer a glória de amar!...
Perceberás, então, que a existência na Terra é apenas um dia na eternidade, aprendendo a iluminá-la de amor, como quem anda fazendo sol, nos caminhos da vida, e encontrarás, mais tarde, em cânticos de alegria, todos aqueles que te não amam agora, amando-te muito mais, por te buscarem a luz no instante do entardecer.


MINHA REFLEXÃO

Em muitos momentos da nossa vida caímos em desânimo como se o mundo estivesse nos oprimindo e o ar tornando sufocante; às vezes nos sentimos náusea. Como é difícil não aceitar certos momentos da vida.
No entanto, tudo passa, mas passa se nos esquecemos e procuramos ao lado o que nos rodeia; isso nos faz lembrar que as pessoas precisam da gente. Deus como nos alertar fazem com que elas nos chamem a atenção (e às vezes a gente responde rispidamente, como a afastá-la da nossa presença, por nos tirar do mais alto nível de egoísmo que podemos manifestar) e nós então, nos voltamos para Deus, pois estamos nos voltando para o nosso próximo, que às vezes é aquele que está mais próximo - o familiar.
“Sai, pois de si mesmo para conhecer a glória de amar!...”. Essa exortação nos faz lembrar que amar significa nos esquecer para nos sentir mais humano e assim, pelo sentimento que brota de nós, voltarmos a nós mesmo, agora em um nível melhor de vibração. Nesse nível de vibração lembramos-nos agora que somos muito pequenos diante da programação divina que foi construída a partir de nossos próprios atos em vida anteriores e muitas vezes dessa atual.
De repente, a melancolia é afugentada, a solidão desaparece, pois nos reencontramos no próximo. Percebemos que muitos sofrem de maneira angustiante e não tem nenhum consolador para os fortalecer e enchê-los de esperança em dias melhores. Nos sentimos privilegiados diante do sofrimento do proximo e estendemos a nossa mão.

Paz e alegria para todos nós.

terça-feira, 8 de julho de 2008

CAMINHA ALEGREMENTE

Bem-aventurados os que têm puro o coração, porquanto verão a Deus. (S. Mateus, cap. V, v. 8.)

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CAMINHA ALEGREMENTE

EMMANUEL
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 1 do Cap. VIII do ESE


“Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe e, por ela, muitos se contaminem”. – Paulo.
(HEBREUS, 12:15)


Raízes de amargura existirão sempre, nos corações humanos, aqui e ali, como sementes de plantas inúteis ou venenosas estarão no seio de qualquer campo.
Contudo, tanto quanto é preciso expulsar a erva daninha para que haja colheita nobre e farta, é indispensável relegar ao esquecimento os problemas superados e as provações vencidas, para que reminiscências destruidoras não brotem no solo da alma, produzindo os frutos azedos das palavras e das ações infelizes.
Mãos prestimosas arrancarão o escalracho, em torno da lavoura nascente, e atitudes valorosas devem extirpar do espírito as recordações amargas, suscetíveis de perturbar o caminho.
Se alguém te trouxe dano ou se alguém te feriu, pensa nos danos e nas feridas que terás causado a outrem, muitas vezes sem perceber. E tanto quanto estimas ser desculpado, perdoa também, sem quaisquer restrições.
Observa a sabedoria de Deus na esfera da Natureza.
A fonte dissolve os detritos que lhe arrojam.
A luz não faz coleção de sombras.
Caminha alegremente e constrói para o bem, porque só o bem permanecerá.
Seja qual for a dor que hajas sofrido, lembra-te de que tudo amanhã será melhor se não engarrafares fel ou vinagre no coração.

MINHA REFLEXAO

Pureza de coração, uma virtude do homem de bem. Onde encontramos a pureza de coração? No contexto humano, isso pode estar sendo vivida, mas só Deus pode avaliar. Há atitudes que por mais que não seja praticada com o fim de fazer o mal, a essa ou aquela pessoa, para aquele que é envolvido pode ser uma grande mágoa. E nos colocando no seu lugar, só podemos ser indulgentes, pois quiçá teríamos a mesma reação negativa se fossemos nós no lugar dela.
Sentimentos nascem, fazem morada, ou não, conforme a nossa emoção positiva ou não a ele. Alguns são automáticos e desejaríamos que não fôssemos impedidos de senti-los, mas a realidade espiritual nos pede paciência e ficamos confuso por sermos ainda frágeis em relação a eles. Nem sempre relutamos a eles. Possivelmente seríamos duramente reprimidos se outras pessoas tivessem acesso àqueles sentimentos que não queremos nos desfazer. Na verdade há “pessoas” invisíveis que têm sim acesso ao nosso acervo mental e captam a realidade emotiva de nosso ser e nos motivarão, ou nos alertarão sobre as complicações que ela pode nos oferecer, conforme o conhecimento ou desconhecimento de nossa realidade espiritual. E se são nossas adversárias de outras vidas, farão tudo para nos desmoralizar por causa de sentimentos ocultos que guardamos em nós e que seríamos reprimíveis aos olhos de outras pessoas.
Devemos ser vigilantes para que nossos sentimentos por mais puros que sejam, segundo a nossa ótica, não magoem alguém.
Emmanuel nos exorta a sempre manter o pensamento livre dos sentimentos que nos estagnam espiritualmente, que são: mágoa, rancor, indignação. O inverso disso constitui o perdão incondicional que devemos apresentar sempre que alguém nos faz mal, lembrando que se não vivemos magoando as pessoas, podemos muito ter feito isso em encarnações pretéritas.

Desejemos ver a Deus.... Sejamos puros de coração....
PAZ E ALEGRIAS

sexta-feira, 4 de julho de 2008

NO REINO DA AÇÃO

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NO REINO DA AÇÃO


ANDRÉ LUIZ
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Item 1 do Cap. X do ESE

Não condene.
Ajude ao outro.
Cultive a serenidade.
Use os próprios recursos para fazer o bem.
Proceda com bondade, sem exibição de virtude.
Seja qual for o problema, faça o melhor que você puder.
Não admita a supremacia do mal.
Fuja de todo pensamento, palavra, atitude ou gesto que possam agravar as complicações de alguém.
Ouça com paciência e fale amparando.
Recorde que você, amanhã, talvez esteja precisando também de auxílio e, em toda situação indesejável, mesmo que o próximo demonstre necessidade de reprimenda, observe, conforme a lição de Jesus, se você está em condições de atirar a pedra.

MINHA REFLEXÃO

Eu passo... outro dia eu comento

sábado, 28 de junho de 2008

A POESIA PERDIDA

Se me amais, guardai os meus mandamentos. E eu rogarei a meu Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique eternamente convosco, o Espírito de Verdade, a quem o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece. Mas vós o conhecereis, porque ele ficará convosco e estará em vós. Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, a quem o meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito (JOÃO, 14:15 à 17 e 26)
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A POESIA PERDIDA


MANUEL QUINTÃO
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 4 do Cap. VI do ESSE

O Consolador é a onipresença de Jesus na Terra.
Ao influxo da Benemerência Celeste, ele assevera os gestos impensados das criaturas que gemem esporeadas pelas provações; aplaca os gritos blasfemos que se elevam de muitas bocas com requintes insaciáveis de orgulho; recompõe os rostos incendidos pelo fogo de multifárias paixões e soergue os proscritos do remorso que se escondem nas dores devoradoras, desmemoriados na retificação que o destino lhes retraça.
O Consolador Prometido!....
Sursum corda!
Res, non verba!...
Seguindo-lhes os ditames, jamais desfites o alvo em mira, pois os olhos voltívolos não podem fixar os painéis vislumbrados nos cimos.
Recorda que todas as cenas humanas têm seus bastidores espirituais. Se vives em ânsia de paz interior, sustém o império sobre ti mesmo.
Espaneja em ti a carusma dos preconceitos que te dançam na mente, qual poeira de sombra, entenebrecendo-te a razão.
Recolore os ideais com novas tintas de alegria, esperança e coragem, no combate aos erros bastas vezes milenares.
Estende um pensamento bom aos cépticos transviados no dédalo das indagações contraditórias, ferretoados no duelo interior da dúvida.
Foge à voz bramidora da censura para que os teus lábios festejem os ouvidos alheios com expressões de conselho e acento de consolo.
Borda a palavra com doçura e repete mansamente a própria benção quando a tua voz se perca entre os clamores dos que passam a vociferar rebeldia e avançam espavorido por veredas em chamas.
Socorre as mães desditosas, cujos filhinhos doentes vertem lágrimas a se transmutarem nos livores macilentos da morte.
Afaga, ao calor das frases de fraternidade revigoradora, as têmporas encanecidas e latejantes que te suplicam algum óbolo de carinho.
Desfaze o véu do pranto de agonia de quem chora às ocultas, no sarcófago das trevas de si mesmo.
Derrama preces confortativas entre os peregrinos da morte que não se resguardaram para a Grande Viagem e carreiam o coração em atropelos, de espanto a espanto, ante a perpetuidade da vida.
Em toda estrada vicejam alfombras de sorrisos e chovem lágrimas de aflição, mas o amor, com o Cristo-Jesus, recupera a poesia perdida ao longo de nosso caminho, pois só ele transforma o miasma em perfume, o incêndio em luz, o espinho em flor, o deserto em jardim e a queda em ascensão.

MINHA REFLEXÃO

Manuel Quintão em sua mensagem verdadeiramente poética nos traz a necessidade de revertermos a função da palavra que temos usado ao longo de nossa vida milenar nesse planeta de provas e expiações.
Como a temos usado para ferir o nosso semelhante, e, em particular, os que convivem conosco sob o mesmo teto.
Pelo contrário, deveríamos estar usando-a na missão consoladora de levar o esclarecimento e o consolo àqueles que sofrem e não compreendem por que sofrem.
Desse modo estaríamos sendo colaboradores da realização da promessa do Cristo e fazendo valer essa assertiva de Allan Kardec: “Assim, o Espiritismo realiza o que Jesus disse sobre o Consolador prometido; o conhecimento das coisas, que faz com que o homem saiba de onde vem, para onde vai e por que está na Terra; lembrança dos verdadeiros princípios da Lei de Deus e a consolação pela fé e pela esperança” (Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. 6, Item 4).
Quando utilizamos a palavra para ferir damos continuidade ao nosso movimento em direção a dor e deixamos os outros na incumbência, por sua vez, de ser misericordioso para conosco. Passamos a ser fardos para os outros, que se basearem na Boa Nova do Cristo não sentirão tão pesado, mas se for o contrário, estarão como nós a favorecer o ciclo de animosidade que por preguiça espiritual alimentamos.
Que sejamos poetas da consolação e do esclarecimento espírita-cristão.
Paz e alegrias!!!

terça-feira, 17 de junho de 2008

DISCÍPULOS DO CRISTO

Se me amais, guardai os meus mandamentos. E eu rogarei a meu Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique eternamente convosco, o Espírito de Verdade, a quem o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece. Mas vós o conhecereis, porque ele ficará convosco e estará em vós. Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, a quem o meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito (JOÃO, 14:15 à 17 e 26)

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DISCÍPULOS DO CRISTO

JACINTO FAGUNDES
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Cap. VI do ESE – Item 3


Somos discípulos do Cristo. Mas, repetindo com Ele a sublime afirmação: – “Pai nosso que estais no céu” –, esperamos que Deus se transforme em nosso escravo particular, atento às nossas ilusões e caprichos.


Somos discípulos do Cristo. Contudo, redizendo-lhe as inesquecíveis palavras de submissão ao Criador: – “seja feita a vossa vontade” –, assemelhando-nos a vulcões de intemperança mental, vomitando fumo de rebeldia e lava de imprecações, sempre que nos sintamos contrariados na execução de pequeninos desejos.

Somos discípulos do Cristo. Entretanto, refazendo-lhe a súplica ao Pai de Infinito Amor: – “o pão de cada dia dai-nos hoje” –, reclamamos a carcaça do boi e a safra do trigo exclusivamente para a nossa casa, esquecendo-nos de que, ao redor de nossa mesa insaciável, milhares de companheiros desfalecem de fome.

Somos discípulos do Cristo. Todavia, depois de implorar com o Sábio Orientador à Eterna Justiça: – “perdoai as nossas dívidas” –, mentalizamos, de imediato, a melhor maneira de cultivar aversões e malquerenças, aperfeiçoando, assim, os métodos de odiar os mais fortes e oprimir os mais fracos.

Somos discípulos do Cristo. No entanto, mal acabamos de pedir a Deus, em companhia do Grande Benfeitor: – “não nos deixe cair em tentação” –, procuramos, por nós mesmos, aprisionar o sentimento nas esparrelas do vício.
Somos discípulos do Cristo. Contudo, rogando ao Todo-Poderoso, junto ao inefável Companheiro: – “livrai-nos de todo o mal” –, construímos canhões e fabricamos bombas mortíferas para arrasar a vida dos semelhantes.

Somos discípulos do Cristo. Mas convertemos o próximo em alimária de nossos interesses escusos, olvidando o dever da fraternidade, para desfrutarmos, no mundo, a parte do leão.

É por isso que somos, na atualidade da Terra, os cristãos incrédulos, que ensinamos sem crer e pregamos sem praticar, trazendo o cérebro luminoso e o coração amargo.

E é assim que, atormentados por dificuldades e crises de toda espécie – aflitiva colheita de velhos males –, cada qual de nós tem necessidade de prosternar-se perante o Mestre Divino, à maneira do escriba do Evangelho, guardando nalma o próprio sonho de felicidade, enfermiço ou semimorto, a exorar em contraditória rogativa:

– “Senhor, eu creio! Ajuda a minha incredulidade”.

MINHA REFLEXÃO
A oração é um contato mais íntimo com Deus, Jesus Cristos e Espíritos amigos. Entretanto, a vigilância ainda é muito necessária em nossa vida. Muitas vezes acabamos de orar e cometemos pensamentos e atos que n ao condizem com o que acabamos de pensar num clima de paz e alegrias espiritual ao contato com as esferas superiores.
Somos incrédulos, sim, se lembrarmos que muito pouco modificamos nossas atitudes, apesar dos esforços na preparação para a mudança, que é a leitura evangélica, a oração, o trabalho espiritual.
Não devemos desanimar de tentar, afinal somos aprendizes de discípulos do Cristo e o tempo para a certificação é proporcional ao esforço do aprendiz em querer se melhorar e fazer parte de uma legião boa de Espíritos verdadeiramente cristãos.
Através do Pai Nosso somos convidados a mudar. A oração em si é um compromisso e não simplesmente uma busca de alívio da tensão emocional, ou deuma proteção num momento de medo ou preocupação por que passamos em um determinado momento.
O Pai Nosso sintetiza todos os deveres cristão que temos para com Deus e o nosso semelhante. Fazer a prece é um direito que todos temos por sermos filhos de Deus.
Então devemos exercer o direito de orar, mas temos que atender a todos os deveres que ela revela.
Paz e alegrias!!!!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

CONTRASTES

Que não se turbe vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na Casa de Meu Pai; se assim não fosse, eu já vos teria dito, pois vou para vos preparar o lugar. E após ter ido e vos preparado o lugar, eu voltarei, e vos retomarei para mim, afim de que lá, onde eu estiver, vós estejais também (JOÃO, 14:1 A 3)



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CONTRASTES


ANDRÉ LUIZ
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Cap. III – Item 6


Existe contrastes exprimindo desigualdades.
Muitas criaturas encarnadas querem fugir da vida humana; contudo, as filas da reencarnação congregam milhares de candidatos ansiosos pelo renascimento...
Legiões de trabalhadores se esquivam do trabalho. No entanto, sempre há multidões de desempregados...
Numerosos alunos negligenciam os estudos. Todavia, inúmeros jovens não têm qualquer oportunidade de acessos às casas de instrução, embora o desejem ardentemente...

Existem contrastes tecendo contradições.
Tudo prova a presença do Criador no Universo. Todavia, mentes recheadas de conhecimento não crêem na Realidade Divina...
Todos podemos dar algo em favor do próximo. No entanto, muitos possuem em abundância e nada oferecem a ninguém...
Temos a apologia da paz onipresente. Contudo, extensa maioria forja a guerra dentro de si mesmo...

Existem contrastes gravando ensinamentos.
Há direitos idênticos e deveres semelhantes; contudo, há vontades diferentes, experiências diversas e méritos desiguais...
A caridade mais oculta aos homens é, no entanto, a mais conhecida por Deus...
A vida humana constitui cópia imperfeita da Vida Espiritual; todavia, a perfeição das Grandes Almas Desencarnadas da Terra foi adquirida no solo rude do Planeta...

MINHA REFLEXÃO

André Luiz se reporta ao item 6 do Cap. III do ESE – HÁ MUITAS MORADA NA CASA DE MEU PAI, que versa sobre DESTINAÇÃO DA TERRA, CAUSAS DAS MISÉRIAS HUMANAS. A Terra como planeta de provas e expiações acolhe Espíritos de todos os matizes de evolução espiritual. No entanto, não é o único planeta habitado no cosmo, o que quer dizer que há congregações espirituais no universo, em outros planetas, que não passam as privações vividas em nosso orbe.

O nosso planeta é o da diversidade, da construção moral, e por isso revela a fartura e a escassez, o desejo do crescimento e a inércia espiritual, a fé e a descrença, a prodigalidade e a benemerência, a semeadura e a colheita espiritual.

Feliz o André Luiz quando afirma que “a vida humana constitui cópia imperfeita da vida espiritual, todavia a perfeição das Grandes Almas Desencarnadas da Terra foi adquirida no solo rude do planeta”.

Então, bendito seja o nosso planeta que serve de escola para as almas ainda em estágio evolutivo precário (como o meu), mas que são filhos de um Pai, antes de tudo, Infinitamente Misericordioso, cuja ação demonstradora disso é oportunizar aos seus filhos tantas vezes quantas forem necessárias uma reencarnação para brilharem toda a sua essência divina, pelos seus próprios méritos, respeitados seus ritmos e características únicas.
GRAÇAS A DEUS

“O maior sentido de nossa encarnação é a conscientização da riqueza de nosso mundo interior. Somos essência divina em busca da perfeição, cujo caminho é o autodescobrimento” (HAMMED).

Ver amanhã (12/06/2008) postagem do Item 6 citado na mensagem, como comentário a essa postagem.

terça-feira, 3 de junho de 2008

GUARDA-TE EM DEUS

“Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo que sou brando e humilde de coração e achareis repouso para vossas almas, pois é suave o meu jugo e leve o meu fardo”. (S. MATEUS, cap. XI, vv. 28 a 30.)

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GUARDA-TE EM DEUS




EMMANUEL
Psicografada por Chico Xavier
Sobre o Cap. VI – Item 8

Lembra-te de Deus para que saibas agradecer os talentos da vida.
Se fatigado, pensa nEle, o Eterno Pai que jamais desfalece na Criação.
Se triste, eleva-Lhe os sentimentos, meditando na alegria solar com que, toda manhã, Sua Infinita Bondade dissolve as trevas.

Se doente, centraliza-te no perfeito equilíbrio com que a Sua Compaixão reajusta os quadros da Natureza, ainda mesmo quando a tempestade haja destruído todos os recursos que os milênios acumularam.

Se incompreendido, volta-te para Ele, o Eterno Doador de todas as bênçãos, quantas vezes escarnecido por nossas próprias fraquezas, sem que se Lhe desanime a Paciência Incomensurável, quanto aos arrastamentos de nossas imperfeições animalizantes.

Se humilhado, entrega-Lhe as dores da sensibilidade ferida ou do brio menosprezado, refletindo no celeste anonimato em que se Lhe esconde a inconcebível grandeza, para que nos creiamos autores do bem que a Ele pertence, em todas as circunstâncias.

Se sozinho, busca-lhe a companhia sublime na pessoa daqueles que te seguem na retaguarda, cambaleantes de sofrimento, mais solitários que tu mesmo, na provação e na miséria que lhes vergastam as horas e lhes crucificam as esperanças.

Se aflito, confia-Lhe as ansiedades, compreendendo que nEle, o Imperecível Amor, todas as tormentas se apaziguam.
Seja qual for a dificuldade, recorda o Todo-Misericordioso que não nos esquece.

E, abraçando o próprio dever como sendo a expressão de Sua Divina Vontade para os teus passos de cada dia, encontrarás na oração a força verdadeira de tua fé, a erguer-te das obscuridades e problemas da Terra para a rota de luz que te aponta as sendas do Céu.

MINHA REFLEXÃO

A mensagem do Espírito Emmanuel é originada da reflexão dele sobre o Item 8 do Capítulo VI do ESE – O CRISTO CONSOLADOR, que é uma mensagem do Espírito de Verdade.

Emmanuel nos sugere guardar-se em Deus que é nosso Pai Magnânimo e Misericordioso, fonte de todas as energias que impulsionam a vida. Ele diz: “seja qual for a dificuldade, recorda o Todo-Misericordioso que não nos esquece”.

A oração é a fonte que nos liga a fonte maior de energia – Deus, que nos deve erguer para continuar a vida mesmo quando somos vergastados pelas prova e/ou provações que semeamos nessa ou em vidas passadas.

Jesus nos consolou de imediato quando, a serviço do Pai na Terra, nos disse: "Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei". (S. MATEUS, cap. XI, vv. 28). Posteriormente nos prometeu um consolador, o Espírito de Verdade que naquele momento nós não podíamos receber (João, 14:15 a 17 e 26). Não tínhamos conhecimento suficiente para entendê-lo. Esse Consolador veio na forma de uma doutrina consoladora e esclarecedora sob todos os pontos que naquela época o Cristo falou por parábolas e a base dessa doutrina é a reencarnação e a evolução contínua do espírito humano.

“Assim, o Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança” ALLAN KARDEC (ESE-FED. ESP. BRASILEIRA, CAP. VI, Item 4).

Felizes dos seres humanos que conseguem trilhar pelos ensinamentos do Espiritismo, que em suma são os ensinamentos do Cristo de forma mais ampliada.

terça-feira, 27 de maio de 2008

O ESPIRITISMO PERGUNTA

“A moral, isto é, o conjunto de regras de conduta, os costumes, bem como os princípios espirituais ensinados por Moisés, eram apropriados ao estado de adiantamento em que se encontravam os povos chamados à regeneração. [...] O Cristo foi o iniciador da moral mais pura, mais sublime: a moral evangélico-cristã, que deve renovar o mundo, aproximar os homens, uma solidariedade comum; de uma moral perfeita, que deve transformar a Terra e fazer dela a morada para Espíritos moralmente superiores aos de hoje. É a lei do progresso, à qual a Natureza está submetida, que se cumpre, e o Espiritismo é a alavanca da qual Deus se serve para fazer avançar a Humanidade”. Cap. I do ESE - Item 9



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O ESPIRITISMO PERGUNTA



MILITÃO PACHECO
Psicografada por Waldo Vieira
Sobre o Cap. I do ESE - Item 9

Meu irmão, não te permitas impressionar apenas com as alterações que convulsionam hoje todas as frentes de trabalhos e descobrimentos na Terra.

Olha para dentro de ti mesmo e mentaliza o futuro.

O teu corpo físico define a atualidade do teu corpo espiritual.

Já viveste, quanto nós mesmos, vidas incontáveis e trazes, no bojo do espírito, as conquistas alcançadas em longo percurso de experiências na ronda dos milênios.

Tua mente já possui, nas criptas da memória, recursos enciclopédicos da cultura de todos os grandes centros do Planeta.

Teu perispírito já se revestiu com porções da matéria de todos os continentes.

Tuas irradiações, através das roupas que te serviram, já marcaram todos os salões da aristocracia e todos os círculos de penúria do plano terrestre.

Tua figura já integrou os quadros do poder e da subalternidade em todas as nações.

Tuas energias genésicas e afetivas já plasmaram corpos na configuração morfológicas de todas as raças.

Teus sentidos já foram arrebatados ao torvelinho de todas as diversões.

Tua voz já expressou o bem e o mal em todos os idiomas.

Teu coração já pulsou ao ritmo de todas as paixões.

Teus olhos já se deslumbraram diante de todos os espetáculos conhecidos, das trevas do horrível às magnificências do belo.

Teus ouvidos já registraram o ar de todos os tipos de sons e linguagens existentes no mundo.

Teus pulmões já respiraram o ar de todos os climas.

Teu paladar já se banqueteou abusivamente nos acepipes de todos os povos.

Tuas mãos já retiveram e dissiparam fortunas, constituídas por todos os padrões da moeda humana.

Tua pele, em cores diversas, já foi beijada pelo sol de todas as latitudes.

Tua emoção já passou por todos os transes possíveis de renascimentos e mortes.

Eis por que o Espiritismo te pergunta:
- Não julgas que já é tempo de renovar?
Sem renovação, que vale a vida humana?

Se fosse para continuares repetindo aquilo que já foste e o que fizeste, não terias necessidade de novo corpo e de nova existência – prosseguirias de alma jungida à matéria gasta da encarnação precedente, enfeitando um jardim de cadáveres.

Vives novamente na carne para o burilamento de teu espírito. A reencarnação é o caminho da Grande Luz.

Ama e trabalha. Trabalha e serve.

Perante o bem, quase sempre, temos sido somente constantes na inconstância e fiéis à infidelidade, esquecidos de que tudo se transforma, com exceção da necessidade de transformar.

MINHA REFLEXÃO


Essa mensagem deve/deveria calar fundo em todo aquele que é adepto do Espiritismo.

Deve calar mais fundo naquele que já tem um comprometimento acentuado por divulgar a Doutrina e participar dos trabalhos espíritas da Casa Espírita que freqüenta. Para esse a renovação parece já ter começado pois se dispõe, a mercê de suas imperfeições, a contribuir com uma causa tão bonita que é a de evangelizar o planeta. Ele com certeza tem consciência que ainda tem muito a resolver no que tange às suas próprias imperfeições trazidas ainda bem transparentes e que se revelam mesmo quando quer fazer o bem. O fato de ser espírita não o faz ser um Anjo do dia para a noite, mas "reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más", como nos esclarece Allan Kardec (ESE, Cap. XVII – SEDE PERFEITO – Item 4).

O Espírita convicto é considerado o trabalhador da última hora. Segundo os Espíritos superiores, há quanto tempo esperava o convite. E esse convite chegou e ele deve arregaçar as mangas e se juntar aos outros semelhantes a ele para juntos trabalhar pelo próximo e em particular por si mesmo. É, sim, tempo de renovar-se, pois já perdeu muito o seu tempo em satisfazer seu ego, alimentar sonhos colocados acima dos deveres imediatos, reter-se nas falsas sensações humanas que atrasa o espírito e o faz sofrer no futuro.

“Sem renovação, que vale a vida humana?”, pergunta o Espírito Militão. Realmente, como temos sido preguiçosos em nossa evolução, como temos sido infelizes por não aproveitarmos o máximo possível de cada vida já vivida. E nessa, ainda não despertamos para o “burilamento do espírito”.

Não tinha ainda apreciado essa mensagem deste livro, mas em MINHA REFLEXÃO de outra postagem nesse blog coloquei que muitos pensam que por se achar “bonzinho” com os outros, esquece que essa característica já era própria de si quando nasceu e não se voltam para um trabalho espiritual que pode e muito ajudá-los a progredirem mais rápido e voltarem para a pátria espiritual melhor que chegaram. Infelizmente, ainda se iludem justificando seus atos, que muitas vezes deterioram o próprio corpo, por acharem entre outras coisas que há outros que sofrem muito não fazendo o mesmo, desconhecendo assim a Justiça divina. Infeliz equívoco de quem pensa ou pode vir a pensar assim. Cada um na sua hora. Aliás, acredito, eu próprio já devo ter pensado assim em outras vidas.

O Militão corrobora com o meu pensamento quando afirma que “se fosse para continuares repetindo aquilo que já foste e o que fizeste, não terias necessidade de novo corpo e de nova existência – prosseguirias de alma jungida à matéria gasta da encarnação precedente, enfeitando um jardim de cadáveres”.

Concluo minha reflexão, ainda pensando na frase que conclui a mensagem do Espírito Militão, fazendo alguns grifos: “Perante o bem, quase sempre, temos sido somente constantes na inconstância e fiéis à infidelidade, esquecidos de que tudo se transforma, com exceção da necessidade de transformar”.
Esperançoso em dias melhores...

terça-feira, 20 de maio de 2008

CRIANÇAS DOENTES

Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus. (Mateus, 5,8).
Apresentaram a Jesus então umas criançinhas, a fim de que Ele as tocasse. E como seus discípulos repelissem com palavras rudes aqueles que as apresentavam, Jesus vendo isso repreendeu-os e lhes disse: deixai vir a mim as criancinhas, não as impeçais; pois o reino dos Céus é para aqueles que se lhes assemelham..(Marcos, 10: 13 a 14)


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CRIANÇAS DOENTES

MEIMEI
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Cap. VIII do ESSE – Item 3


Acalentas nos braços o filhinho robusto que o lar te trouxe, e com razão, te orgulhas dessa pérola viva. Os dedos lembram flores desabrochando, os olhos trazem fulgurações dos astros, os cabelos recordam estrigas de luza e a boca assemelha-se a concha nacarada em que os teus beijos de ternura desfalecem de amor.

Guarda-os, de encontro ao peito, por tesouro celeste, mas estende compassivas mãos aos pequeninos enfermos que chegam à Terra, como lírios contundidos pelo granizo do sofrimento.
Para muitos deles, o dia claro ainda vem muito longe...

São aves cegas que não conhecem o próprio ninho, pássaros mutilados, esmolando socorro em recanto sombrios da floresta do mundo... Às vezes, parecem anjos pregados na cruz de um corpo paralítico ou mostram no olhar a profunda tristeza da mente anuviada de densas trevas.

Há quem diga que devem ser exterminados para que os homens não se inquietem; contudo, Deus, que é a Bondade Perfeita, no-los confia hoje, para que a vida amanhã, se levante mais bela.

Diante, pois, do teu filhinho quinhoado de reconforto, pensa neles!... São nossos outros filhos do coração, que volvem das existências passadas, mendigando entendimento e carinho, a fim de que se desfaçam dos débitos contraídos consigo mesmos...

Entretanto, não lhes guardes rogativas de compaixão, de vez que, por agora sabem tão-somente padecer e chorar.

Enternece-te e auxilia-os, quanto possas!...

E, cada vez que lhes ofertes a hora de assistência ou a migalha de serviço, o leito agasalhante ou a lata de leite, a peça de roupa ou a carícia do talco, perceberás que o júbilo do Bem Eterno te envolve a alma no perfume da gratidão e na melodia da benção..


MINHA REFLEXÃO


A mensagem é inspirada no Cap. VIII do ESE, intitulado BEM AVENTURADO OS PUROS DE CORAÇÃO, que discorre sobre essa bem aventurança.

As crianças são Espíritos velhos que mais uma vez reencarnam para retomar sua trajetória espiritual num outro ambiente, mas em geral com aqueles que foram amigos ou inimigos em vidas passadas.

Na primeira fase de vida, pelo véu do esquecimento, não trazem nenhuma má tendência consciente. É o momento dos pais mostrarem a elas outras ângulos de vida que podem ser estímulos para outra direção espiritual, lembrando a mensagem anterior desse livro. Por isso Jesus comparou os bem-aventurados aos que as assemelham, por serem simples de coração.

Contudo, muitas nascem com problemas diversos que contraíram por desajustes espirituais, pelo suicídio, pelo mal que fizeram a outrem, pelo uso incorreto do ato de se alimentar, pela injestão de venenos, como o álcool, fumo ou drogas ilícitas, enfim, usaram mal o livre arbítrio para plantar a dor em si mesmo, revelada nas disfunções orgânicas, aleijões, surdez, mudez, cegueira, paralisia, predisposições às doenças hereditárias e/ou cancerígenas, outras de pele, doenças incomuns, como as que atacam o rins, levando muitos às filas de doação de órgãos etc.

Algumas nascem num berço cujos pais têm condições de levar a um bom tratamento médico, mas outras não. Vivem na pobreza, sofrendo com a expiação que plantaram para si mesmos, e os pais, por sua vez, sofrem também por, de certa forma, terem contribuído para que os filhos chegassem como chegaram às suas mãos e assim desejou antes de reencarnar.

A Providência Divina não os abandona e essa mensagem de Meimei é uma mostra disso, pois são todos assistidos pelas mãos amorosas de Jesus e de seus discípulos; além disso ganham pais amorosos e fervorosos que não se cansam em levar os filhos para lá para cá na tentativa de mitigar o sofrimento deles.

São filhos nossos, sim, por que são nossos irmãos em Deus e assim como nasceram em outros berços, poderiam ser nossos filhos biológicos. E bem-vinda qualquer ação a favor deles.

Eles são alertas para as pessoas em geral para que não plantem hoje o que sofridamente terão que colher em vidas futuras ou mesmo nessa. É bem verdade que imagens de pessoas sofrendo não são por si só suficientes para provocar mudanças de hábitos nas pessoas, a exemplo das imagens veiculadas nos maços de cigarro, mas ninguém pode dizer que não foi alertado.

Que Deus possa iluminar a todos e a todas e a nós em particular para que possamos ver nesses exemplos a prevenção Divina contra dores futuras, fazendo-nos compreender que “o plantio é livre, mas a colheita é obrigatória”.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

EDUCAÇÃO

Que não se turbe vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na cada do meu pai; se assim não fosse, eu já vos teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar. (João, 14: 1 a 2 )
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EDUCAÇÃO

ANDRÉ LUIZ
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Cap. VIII do ESE – Item 4


O amor é a base do ensino.
Professor e aluno, cooperação mútua.

O auto-aprimoramento será sempre espontâneo.
Disciplina excessiva, caminho de violência.

A curiosidade construtiva ajuda o aprendizado.
Indagação ociosa, dúvida enfermiça.

Egoísmo nalma gera temor e insegurança.
Evangelho no coração, coragem na consciência.

Cada criatura é um mundo particular de trabalho e experiência.
Não existe vocação compulsória.

Toda aula deve nascer do sentimento.
Automatismo na instrução, gelo na idéia.

A educação real não recompensa nem castiga.
A lição inicial do instrutor envolve em si mesma a responsabilidade pessoal do aprendiz.

Os desvios da infância e da juventude refletem os desvios da madureza.
Aproveitamento do estudante, eficiência do mestre.

Maternidade e paternidade são magistério sublimes.
Lar, primeira escola; pais, primeiros professores; primeiro dia de vida, primeira aula do filho.

Pais e educadores! Se o lar deve entrosar-se com a escola, o culto do Evangelho em casa deve unir-se à matéria lecionada em classe, na iluminação da mente em trânsito para as esferas superiores da Vida.

MINHAS REFLEXÕES

Muito especial essa mensagem do Espírito André Luiz. Para os educadores, como eu, é uma motivação a ser um professor melhor, a desenvolver mais amor nas ações educativas.

Compreensão, indulgência, tolerância são virtudes de quem já viveu a condição de aprendiz sob a tutela de um educador e que na condição de mestre sempre se coloca no lugar do aprendiz.

Como André Luiz é coerente com as idéias construtivistas de ensino quando diz que “Toda aula deve nascer do sentimento. Automatismo na instrução, gelo na idéia”. Não se força uma aprendizagem, pois segundo esse Espírito “não existe vocação compulsória”.

Realmente, se aprende melhor quando se deseja o aprendizado.

Ninguém educa ninguém, mas pode ajudar a auto-educação de outro que o faz no seu ritmo, segundo suas necessidades.

O item 4 do ESSE que serviu de base para a mensagem de André Luiz está dentro do tópico DIFERENTES CATEGORIAS DE MUNDOS HABITADOS do Cap.3 do mesmo livro intitulado HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI. Nosso mundo é o de provas e expiações onde o mal predomina. Portanto é uma grande escola onde existe os mais diversos estilos e ritmos de aprendizagem ou a ociosidade completa daquele que só começa aprender depois de muito sofrer e é então que pede outra chance para recomeçar e mudar.

De certo que os pais não são os melhores educadores, mas podem em casa oportunizar que seus filhos entrem em contato com as reflexões evangélicas ainda na mocidade para que tenham opções de vida.

Nas reuniões do Evangelho no Lar sugeridas pela Espiritualidade Superior tanto serve para os filhos como para os pais que são eternos aprendizes.

Pensar é o pressuposto do agir. Ocorre que existe em nós pensamentos automatizados que geram impulsos que nem sermpre se encontram sob nosso controle, dái que as fazer reuniões evangélicas no lar e participar em reuniões espíritas não isenta de erros aquele que assim procede, mas de certo que é sempre um recomeçar cada reunião, principalmente para os mais jovens que nascem sem idéias preconcebidas e são mais fáceis de alterar aqueles pensamentos automatizados nos adultos que não foram reformados na infância.
Creio nisso.

terça-feira, 6 de maio de 2008

COLHER E GARGANTA

Sabeis que foi dito aos antigos: Não matareis e quem quer que mate merecerá condenação pelo juízo. - Eu, porém, vos digo que quem quer que se puser em cólera contra seu irmão merecerá condenado no juízo; que aquele que disser a seu irmão: Raca, merecerá condenado pelo conselho; e que aquele que lhe disser: És louco, merecerá condenado ao fogo do inferno. MATEUS (cap. V, vv. 21 e 22.)

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COLHER E GARGANTA

HILÁRIO SILVA
Psicografia de CHICO XAVIERr
Sobre o Cap. IX do ESE – Item 2



Imaginemos a língua como sendo a colher do sentimento.
Mentalizemos o ouvido por garganta da alma.
Tudo o que falamos é ingrediente para a digestão espiritual.
Bondade é pão invisível.
Gentileza é água pura.
Otimismo é reconstituinte.
Consolação é analgésico.
Esclarecimento construtivo é vitamina mental.
Paciência é antitóxico.
Perdão é cirurgia reajustante.
Queixa é vinagre.
Censura é pimenta.
Crueldade é veneno.
Calúnia é corrosivo.
Conversa inútil é excedente enfermiço.
Maledicência é comida deteriorada.
Falando, edificamos.
Falando, destruímos.
Falando, ferimos.
Falando, medicamos.
Falando, curamos.
Disse o Divino Mestre: “Bem-aventurados os pacificadores...”
Usemos para com os outros o alimento da paz, porque, estendendo paz aos outros, asseguramos paz a nós mesmos. E, com a paz, conseguiremos possuir espaço e tempo terrestre, em dimensões maiores, para que aprendamos e possamos, realmente, servir.


MINHAS REFLEXÕES

Essa mensagem muito bonita e esclarecedora remete-nos a mensagem evangélica acima que casa muito bem com as duas bem-aventuranças ditas por CRISTO também em Mateus, cap. V, quais sejam: Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra. (v. 4.) e Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. (v.9).
A brandura e a pacificação são ingredientes de um clima harmônico no seio de um grupo de pessoas que convivem diariamente e até mesmo quando não convivem num clima de aproximação maior, mas que podem estar num mesmo lugar freqüentemente, sem se dar conta de que são semelhantes entre si.
Essa duas virtudes são filhas da paciência. Quando não somos pacientes, também não somos brandos e pacíficos. Quando não somos brandos e pacíficos é que faltou paciência.
A paciência é o antídoto contra a cólera. Se deixamos nos levar pela cólera, corremos e fazemos os outros correr perigo, pois o descontrole muitas vezes leva ao assassínio. Quantas vezes já fizemos isso?
Temos que ser vigilantes com um fato nos irrita, pois está aí, a semente da cólera: a irritação ou a intolerância.
Quando isso nos é próprio, difícil é se desvincular dos momentos de intolerância. O egoísmo fala mais alto e nós somos os primeiros a perder com isso.
Então, paz e alegrias para todos nós.

terça-feira, 29 de abril de 2008

MURALHA DO TEMPO

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MURALHA DO TEMPO

EMMANUEL
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Cap. XVIII – Item 3

“Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta que conduz à perdição”. – JESUS (MATEUS, 7:13)
Em nos referindo a semelhante afirmativa do Mestre, não nos esqueçamos de que toda porta constitui passagem incrustada em qualquer construção, a separar dois lugares, facultando livre curso entre eles.
Porta, desse modo, é peça arquitetônica encontradiça em paredes, muralhas e veículos, permitindo, em todos os casos, franco passadouro.
E as portas referidas por Jesus, a que estruturas se entrosam?
Sem dúvida, a porta estreita e a porta larga pertencem à muralha do tempo, situada à frente de todos nós.
A porta estreita revela o acerto espiritual que nos permite marchar na senda evolutiva, com o justo aproveitamento das horas.
A porta larga expressa-nos o desequilíbrio interior, com que somos forçados à dor da reparação, com lastimáveis perdas de tempo.
Aquém da muralha, o passado e o presente.
Além da muralha, o futuro e a eternidade.
De cá, a sementeira do “hoje”.
De lá, a colheita do “amanhã”.
A travessia de uma das portas é ação compulsória para todas as criaturas.
Porta larga – entrada da ilusão -, saída pelo reajuste...
Porta estreita – saída do erro -, entrada na renovação...
O momento atual é de escolha da porta, estreita ou larga.
Os minutos apresentam valores particulares, conforme atravessemos a muralha, pela porta do serviço e da dificuldade ou através da porta dos caprichos enganadores.
Examina, por tua vez, qual a passagem que eleges por teus atos comuns, na existência que se desenrola, momento a momento.
Por milênios, temos sido viajores do tempo a ir e vir pela porta larga, nos círculos de viciação que forjamos para nós mesmo, engodados na autoridade transitória e na posse amoedada, na beleza física e na egolatria aviltante.
Renovemo-nos, pois em cristo, seguindo-o, nas abençoadas lições da porta estreita, a bendizer os empecilhos da marcha, conservando alegria e esperança na conversão do tempo em dádivas da Felicidade Maior.


MINHAS REFLEXÕES
O Evangelho Segundo o Espiritismo nos ensina que estamos num mundo de provas e expiações; por isso, muitas são as paixões a que estamos expostos e facilmente, por causa da nossa evolução, não conseguimos conter os nossos impulsos que muita vezes nos fazem mal, e/ou a outrem, mesmo sem ter tido a vontade para tanto. O certo é que é mais fácil errar que acertar.
Profunda é a reflexão do Espírito Emmanuel, quando estabelece o tempo onde é incrustada a porta de nossa evolução, liame para a subida ou queda.
O livre arbítrio, entendo, é a chave para abrir a porta, possibilitando que,depois dela, possamos colher o resultado da trajetória até a porta, que indubitavelmente, é um corredor largo ou estreito também. Ou seja, a porta é a continuidade do corredor, é o fim dele, acompanhando a largura dela. Ao escolher o corredor largo, automaticamente, temos a chave da porta larga.
Temos a opção de escolher um corredor estreito que nos conduzirá uma porta estreita e, após transpassá-la, colheremos frutos boníssimos que Deus nos oferece, segundo as Bem-aventuranças.
Paz e alegrias.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

A AÇÃO DA PRECE

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AÇÃO DA PRECE


Eurípedes Barsanulfo
Psicografada por CHICO XAVIER
Sobre o Cap. XXV - Item 7

Você é o lavrador.
O outro é o campo.
Você planta.
O outro produz.
Você é o celeiro.
O outro é o cliente.
Você fornece.
O outro adquire.
Você é o ator.
O outro é o público.
Você representa.
O outro observa.
Você é a palavra.
O outro é o microfone.
Você fala.
O outro transmite.
Você é o artista.
O outro é o instrumento.
Você toca.
O outro responde.
Você é a paisagem.
O outro é a objetiva.
Você surge.
O outro fotografa.
Você é o acontecimento.
O outro é a noticia.
Você age.
O outro conta.
Auxilie quanto puder
Faça o bem sem olhar a quem.
Você é o desejo de seguir para Deus.
Mas, entre Deus e você, o próximo é a ponte.
O Criador atende às criaturas, através das criaturas.
É por isso que a oração é você, mas o seu merecimento está nos outros.


MINHA REFLEXÃO

Toda ação nossa tem um fim e refletirá o ser humano que somos. Nossa evolução depende do que fazemos aos outros. Nosso merecimento também depende disso.
O lema máximo do Espiritismo é: fora da caridade não salvação.
O trecho da mensagem acima – Você é o desejo de seguir para Deus. Mas, entre Deus e você, o próximo é a ponte. O Criador atende às criaturas, através das criaturas.
É por isso que a oração é você, mas o seu merecimento está nos outros – mostra muito bem a importância do OUTRO na nossa vida. Isto significa que devemos extirpar o egoísmo de nossa vida.
Sejamos caridosos, pois isso é fundamental para a nossa evolução.